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Arquivo : passagens aéreas

Vender mais passagens do que a capacidade do avião é comum. Sabe por quê?
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Empresas usam dados estatísticos para calcular quantidade de passagens à venda (Foto: Wilson Dias)

No último domingo (9), um passageiro foi expulso à força de um voo da United Airlines após a companhia aérea vender mais passagens do que a capacidade do avião. A prática de overbooking, no entanto, é bastante comum em todas as companhias aéreas do mundo. Isso acontece porque, na maioria dos voos, há passageiros que cancelam de última hora ou simplesmente não aparecem para o embarque. Se as empresas vendessem somente o número exato de assentos disponíveis, os aviões quase sempre viajariam com lugares vazios.

Para evitar perdas ou mesmo maximizar os lucros, as companhias aéreas colocam à disposição dos passageiros um número maior de passagens à venda. Essa quantidade a mais é definida pela companhia aérea de acordo com dados estatísticos do número de passageiros que compram a passagem, mas não embarcam naquele determinado voo. Esses dados podem variar de acordo com a origem, o destino, o dia da semana e até o horário do voo.

Em um avião cuja a capacidade total é de 180 passageiros, por exemplo, se a média de desistência for de 10%, isso significa que o voo teria, em média, 18 assentos vazios. No entanto, nem sempre a empresa colocaria um total de 198 passagens à venda.

Fator de risco

Os cálculos feitos pelas companhias aéreas também levam em conta o fator de risco caso todos os passageiros compareçam para o embarque. Quando isso acontece, não há lugares para todos e alguns são impedidos de voar. Além dos transtornos e danos à imagem da companhia, a legislação ainda prevê o pagamento de multas por parte da empresa e compensação para o passageiro, como pagamento de hotel.

No Brasil, de acordo com as novas regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que entraram em vigor no dia 14 de março, a multa para voos nacionais é de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.060,75. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES (R$ 2.121,50).

A empresa ganha receita quando vende passagens além da capacidade do avião, mas também perde quando todos os passageiros realizam o check-in. Assim, a companhia precisa calcular até onde vai o seu risco. Porém, mais do que uma simples conta matemática, o cálculo é feito também com a probabilidade de o evento acontecer.

Com isso, ela evita que o avião voe com assentos vazios, mas também minimiza o risco de ter de pagar muitas indenizações caso todos os passageiros compareçam para o embarque. Mesmo quando o overbooking acontece, as passagens vendidas a mais nos demais voos ainda garantem o lucro da operação.

Negociação com os passageiros

Além de estipular um valor fixo para as multas em caso de overbooking, as novas regras da Anac também abriram a possibilidade de as companhias aéreas se anteciparem ao problema. Quando a empresa verifica que um determinado voo não terá lugares suficientes para todos os passageiros que fizeram o check-in, ela poderá procurar voluntários que aceitem alterar seu voo.

Nesse caso, o valor da indenização será negociado na hora entre a companhia aérea e o passageiro. Assim, alguém que não tenha compromissos urgentes, mas tinha a garantia do embarque, pode se candidatar para alterar seu voo e receber uma indenização por isso. Pelo lado da companhia, ela tentará oferecer um valor menor do que a multa obrigatória, reduzindo suas perdas.

Caso não tenha voluntários suficientes, a companhia pode determinar seus próprios critérios para decidir quais passageiros não poderão embarcar no voo. Nesse caso, a multa prevista na resolução da Anac deverá ser paga de forma integral e imediatamente.

Além da multa, a companhia aérea terá de oferecer as alternativas de reacomodação em outro voo, reembolso do preço da passagem ou execução do serviço por outra modalidade de transporte, de acordo com a opção do passageiro.

Se o passageiro optar pela reacomodação ou execução do serviço por outra modalidade, tem o direito ainda à assistência material, que prevê acesso a comunicação após uma hora do voo e alimentação após duas horas. Se a viagem só acontecer no dia seguinte, caso esteja fora de seu domicílio, tem direito também ao serviço de hospedagem e traslado de ida e volta ao aeroporto.

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No 1º dia, aéreas e agências descumprem regra sobre valor total da passagem
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Valor da passagem tem de ser divulgado com todas as taxas incluídas (Foto: Apu Gomes/Folhapress)

Por Vinícius Casagrande

Companhias aéreas e agências de viagem estão descumprindo a nova regra da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que determina que seja informado o valor total da passagem, incluindo todas as taxas, no momento da pesquisa de preços. A nova norma entrou em vigor nesta terça-feira (14).

A Anac confirmou que o procedimento não está de acordo com a nova resolução de transporte aéreo. “As companhias aéreas serão notificadas para que adequem o site conforme solicitado pela norma, além de prestarem esclarecimentos à agência pelo ocorrido. Somente após esse procedimento é que a Anac definirá se caberá multa a alguma companhia pela questão”, afirmou a agência em nota.

O artigo quarto da resolução da Anac determina que “a oferta de serviços de transporte aéreo de passageiros, em quaisquer canais de comercialização, conjugado ou não com serviços de turismo, deverá apresentar o valor total da passagem aérea a ser pago pelo consumidor”.

Latam informa preço da passagem sem a taxa de embarque (Imagem: reprodução)

O Todos a Bordo realizou pesquisas de preços nesta terça-feira (14) e verificou que somente a Gol está seguindo corretamente a nova norma. Nos sites da Latam e da Avianca, os preços informados ao lado dos voos não incluem a taxa de embarque. Somente após o usuário clicar na tarifa escolhida é que surge um quadro ao lado com o valor total da passagem.

Em nota, a Latam afirmou que “está cumprindo com as regras da Anac e com o Código de Defesa do Consumidor uma vez que, ao selecionar o voo desejado, o cliente visualiza o preço da passagem com todas as taxas discriminadas na mesma página, automaticamente”.

A Avianca foi procurada, mas até a publicação desta reportagem ainda não havia se manifestado.

Avianca só informa o valor total após o passageiro escolher o voo (Imagem: reprodução)

 No caso da Azul, a taxas estão ainda mais escondidas dos passageiros. Após a escolha da origem, destino e data da viagem, o site apresenta a lista de voos com os valores sem incluir a taxa de embarque. O valor final só surge após várias etapas, como a escolha da compra ou não do seguro de viagem, reserva do assento e preenchimento dos dados do passageiro.

A Azul afirmou que “protocolou hoje um pedido à Anac requerendo prazo suplementar de 30 dias para adequação de todos os seus sistemas”. A empresa disse que a liminar da Justiça Federal de São Paulo, que suspendeu a cobrança de bagagem, impediu a implementação completa do sistema.

Azul só informa taxa de embarque após várias etapas da reserva (Imagem: reprodução)

Agências de viagem

A regra da Anac também vale para as agências de viagens. As principais empresas do setor no país também estão descumprindo a regra nesta terça-feira. Em pesquisa nos sites Submarino Viagens e CVC, o passageiro só é informado do valor final da passagem, com todas as taxas, após selecionar o voo e clicar em comprar.

O valor total deveria aparecer imediatamente após a pesquisa da origem, destino e data da viagem. A Submarino Viagens e a CVC foram procuradas pela reportagem, mas não se manifestaram.

Submarino Viagens apresenta o valor total somente na última etapa da compra da passagem (imagens: reprodução)

Por outro lado, o sistema de busca de preços de passagens do Google, chamado Google Flights, já se enquadrou na nova determinação da Anac. Após a realização da pesquisa, o site apresenta o valor total a ser pago. O sistema não é nem mesmo uma agência de viagem. Ele simplesmente faz a pesquisa e redireciona o usuário para o site da companhia aérea.

Durante a manhã, a Decolar estava descumprindo a regra, mas corrigiu o problema no período da tarde e já informa o valor total da passagem.

Melhor comparação dos preços

Quando anunciou as novas regras do transporte aéreo no Brasil, a Anac afirmou que essa era uma medida para que os passageiros pudessem comparar melhor os preços das diversas empresas.

“Muitas vezes isso não fica claro e é importante para que o passageiro tenha uma base de comparação e possa decidir sem o fator surpresa no preço final”, afirmou, na ocasião, Ricardo Catanant, superintendente de acompanhamento de serviços aéreos da Anac.

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Foto: Getty Images

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Executivos de duas companhias aéreas europeias revelaram recentemente suas expectativas de que, no futuro, as passagens aéreas poderão ser de graça ou tão baratas a ponto de serem consideradas quase de graça. Mas isso é possível? E, principalmente, é razoável imaginar isso acontecendo no Brasil?

Na visão de Michel O’Leary, da companhia irlandesa de baixo custo Ryanair, a receita das aéreas passaria a vir de produtos e serviços vendidos nos aeroportos. “Tenho esta visão de que, nos próximos cinco ou dez anos, as tarifas aéreas da Ryanair serão gratuitas, no caso de os voos estarem cheios”, disse o executivo durante uma conferência realizada no final do ano passado. “Nós vamos fazer dinheiro com a partilha da receita dos aeroportos, de todas as pessoas que vão passar pelos aeroportos”.

Skúli Mogensen, da Wow Air – islandesa de baixo custo, que anunciou tarifas dos Estados Unidos para a Europa por US$ 70 (cerca de R$ 220) – também acredita que as passagens aéreas deixarão de ser a fonte principal de recursos, como afirmou ao site “Business Insider”. O dinheiro passaria a vir de taxas extras e despesas de viagens, como reserva de hotel, aluguel de carro, alimentação. Os voos baratos serviriam para atrair os clientes.

Chances de chegar por aqui

Os dois executivos comandam aéreas consideradas de “ultra” baixo custo, por oferecerem menos serviços a bordo em troca de tarifas mais baixas. No site da Ryanair, depois que a tarifa mais baixa é selecionada, são oferecidos à parte a escolha do lugar no avião, despacho de bagagem (com preços diferentes para pesos diferentes), embarque prioritário, taxa para levar instrumentos ou equipamentos esportivos e até mesmo, em parceria com outras empresas, a contratação de transfer, aluguel de carro ou reserva em hotel.

No Brasil, a discussão sobre a cobrança de serviços ainda é incipiente. O debate do momento é a liberação para a cobrança por bagagem despachada, com a promessa de que a medida resultará em redução do preço das passagens.

Levando em consideração essas diferenças, é possível pensar em um futuro em que as tarifas por aqui também serão tão baixas até chegar a zero, como o cenário imaginado na Europa?

“Não acho impossível, mas só em condições bastante especiais”, diz o economista Cláudio Frischtak, presidente da consultoria internacional de negócios Inter.B.

Uma possibilidade que ele aponta é a adoção deste modelo em rotas mais competitivas, com volume elevado de passageiros, como a ponte aérea Rio-São Paulo ou o corredor Washington – Nova York – Boston. No entanto, o economista não acredita que esse conceito vá se generalizar, e questiona a viabilidade de sua implantação em voos longos.

Para ele, no Brasil, a adoção desse modelo de tarifa zero, se ocorrer, ainda vai demorar. Entre outros motivos, porque não há nenhuma companhia aérea nacional de baixo custo equivalente a uma Ryanair. “A Europa tem um mercado muito aberto e muito competitivo. Acho que pode ser uma tendência de médio prazo na Europa e nos Estados Unidos, talvez.”

Receita vinda dos aeroportos

Em relação ao cenário em que as aéreas passam a compartilhar a receita dos aeroportos, o economista acha isso possível. Ele explica que os aeroportos reúnem três operações: logística, que envolve o transporte de carga e de passageiros, imobiliária, com estacionamento, torres de escritório e hotéis próximos ao aeroporto, e comercial, funcionando como um grande shopping center. E o grande atrativo para frequentar esse “shopping” são as companhias aéreas.

“Ninguém te cobra para entrar num shopping. As pessoas que estão indo para o aeroporto, inclusive para esperar alguém, estão indo por causa da companhia aérea. Então, ela tem que participar desse ganho”, afirma.

Para Márcio Peppe, sócio da consultoria KPMG no Brasil, as aéreas também podem investir em produtos e serviços nos aeroportos, se considerarem o investimento vantajoso. Como exemplo, ele cita uma mudança no conceito das salas vip, que hoje estão relacionadas ao status de quem viaja na primeira classe e na classe executiva.

“Para a companhia poder tirar um fluxo de receita a partir daí, ela pode criar uma sala vip para todos os passageiros, com serviço diferenciado para quem paga mais, porém para quem voa na classe turística, a locação do espaço em uma sala reservada seria paga”, diz. “A empresa aérea tem que entender se, dentro de sua estratégia de negócio, faz sentido investir nisso”.

Peppe menciona também um exemplo do passado, ao lembrar que a Varig chegou a ser operadora de hotéis. “Naquele momento, fazia sentido oferecer hospedagem”. Nada impede que alguma companhia aérea hoje entre no segmento de hotelaria – sabendo, contudo, que competirá com empresas muito experientes no setor, diz ele.

Custos no Brasil

Ao comentar a tendência de passagem “zero” apontada pelas companhias europeias, Peppe afirma que é preciso levar em consideração que a realidade de cada região é diferente. Ele chama a atenção para a “maturidade econômica do continente europeu”, em contraste com a “juventude da economia brasileira”, como fator que favorece a redução de tarifas na Europa, onde o mercado de aviação é mais desenvolvido.

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas aéreas brasileiras, em sua opinião, está relacionada à moeda. “Aqui, o fluxo de receita é em real, porém existe um custo muito grande denominado em dólar. Isso impacta diretamente o mercado da companhia aérea”. Com exceção dos salários, pagos em reais, custos importantes estão atrelados à moeda norte-americana, incluindo o leasing (arrendamento) do avião e combustível.

Em sua página na internet, a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) afirma que “se uma europeia de baixo custo operasse no Brasil, sua operação seria, aproximadamente, 27% mais cara. O acréscimo viria das despesas com o combustível no país, além dos encargos trabalhistas, entre outros itens”. A associação não quis comentar a possibilidade de, no futuro, a passagem chegar a zero no Brasil.

(Claudia Andrade)

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Foto: Getty Images

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A companhia aérea American Airlines anunciou esta semana como funcionará sua nova classe tarifária, a econômica “básica”, que estará disponível a partir do mês que vem. A nova tarifa não permite nem mesmo colocar uma bagagem no compartimento acima dos assentos. Será possível embarcar somente com uma bolsa ou mochila pequena que caiba no espaço embaixo da poltrona.

Quem levar mala maiores, terá de despachar o objeto e pagar por isso. Se o passageiro chegar ao portão de embarque com bagagem que não caiba sob o assento, terá de pagar o preço por mala despachada (US$ 25) e mais uma taxa de US$ 25 por item (um total de aproximadamente R$ 160).

A empresa não informou qual deve ser a faixa de preço dos bilhetes comprados pelo novo sistema. Inicialmente, a tarifa econômica básica será disponibilizada para 10 aeroportos dos Estados Unidos. Os planos são de ampliar a venda futuramente para todo o país e também para destinos internacionais próximos dos EUA, como a região do Caribe, segundo informação da agência Associated Press.

A American Airlines disse que a expansão da classe tarifária para outros mercados terá como base o interesse dos passageiros. “Estamos sempre avaliando a combinação certa de produtos, que pode ser alterada dependendo da demanda dos clientes”.

Não há previsão de que os voos para o Brasil ofereçam a tarifa básica. Lembrando que as novas regras sobre cobrança de bagagem ainda não entraram em vigor por aqui.

Dimensões da bagagem

Nos Estados Unidos, a Delta Air Lines já oferece uma passagem básica desde 2015, que não é tão restrita em relação à bagagem de mão, mas limita a escolha de assento. A United Airlines também anunciou recentemente que vai implantar a nova classe tarifária e passará a cobrar a taxa extra do passageiro que tiver comprado a passagem mais barata e chegar para o embarque com mala.

O site da United aponta as diferenças entre a bagagem de mão e o item pessoal que vai embaixo da poltrona. A bagagem de mão deve ter no máximo 22 cm (lateral) x 35 cm (largura) x 56 cm (altura), incluindo puxador e rodinhas. O item pessoal (bolsa, mochila, bolsa para notebook, etc) pode ter dimensões de até 22 cm x 25 cm x 43 cm.

As empresas esperam que a triagem de malas ocorra antes do embarque, já que as aeromoças não serão obrigadas a monitorar os itens que os passageiros colocaram no compartimento de bagagens.

Classe econômica da American Airlines. Foto: Divulgação

Classe econômica da American Airlines. Foto: Divulgação

Tendência

Ao seguir a tendência da tarifa básica, a American Airlines quer fazer frente a aéreas de baixo custo, como afirmou o presidente da companhia, Robert Isom.

“A American Airlines agora tem algo a oferecer para cada cliente, daquele que quer uma viagem simples, com preço baixo, ao que busca uma experiência premium na primeira classe”, disse Isom, em comunicado. “E o mais importante, esta nova tarifa também dá à American condições para competir de forma mais eficaz com o número cada vez maior de aéreas de ultra baixo custo”.

O presidente da United Airlines, Scott Kirby, por sua vez, disse que a segmentação de assentos no avião (com a criação de novas classes tarifárias, como a econômica básica) pode render US$ 250 milhões (cerca de R$ 800 milhões) à empresa este ano e US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 1,6 bilhão) no ano que vem.

Famílias podem ficar separadas 

As restrições da nova tarifa da American Airlines, assim como as que serão adotadas pela United, também atingem a seleção de assentos. O local onde o passageiro vai ficar durante o voo será definido de forma aleatória, no momento do check-in.

A American Airlines afirma que o sistema de reservas tentará manter crianças menores de 13 anos junto com um adulto da família. Quem preferir, poderá pagar para escolher a poltrona 48 horas antes do voo.

Os clientes que compraram a passagem econômica básica também serão os últimos a embarcar e não poderão conseguir upgrade. Alterações de voo e reembolso não são permitidos.

Quem comprar uma passagem econômica básica terá direito às mesmas bebidas não alcoólicas e snacks servidos a todos os clientes da classe econômica. A aérea afirmou que não tem planos de alterar as poltronas ou o interior de seus aviões por causa da nova classe tarifária.

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Alianças globais de companhias aéreas oferecem bilhetes de volta ao mundo (Foto: divulgação)

Alianças globais de companhias aéreas oferecem bilhetes de volta ao mundo (Foto: divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A forma mais prática para comprar passagens de volta ao mundo são os bilhetes oferecidos pelas três alianças globais de companhias aéreas, OneWorld, Star Alliance e SkyTeam. Apesar da praticidade de planejamento oferecida pelas alianças, a compra individual pode sair bem mais econômica, chegando a custar até 50% a menos.

Para que uma viagem de volta ao mundo dê certo, é preciso, antes de mais nada, muito planejamento. O primeiro passo é definir qual o roteiro que se pretende seguir, a época do ano na qual vai visitar cada continente e a duração da viagem.

Com o roteiro na cabeça, o próximo passo é a compra efetiva das passagens aéreas. Boa parte dos turistas que decide dar uma volta no planeta opta pelo bilhete de volta ao mundo das alianças globais de companhias aéreas, chamado RTW (Round The World).

Com ele, é possível dar a volta ao mundo utilizando as companhias aéreas que fazem parte da mesma aliança. Entre as brasileiras, a Latam faz parte da OneWorld enquanto a Avianca é membro da Star Alliance.

No entanto, o passageiro não tem total liberdade na definição do roteiro. Algumas regras básicas das três alianças são as seguintes:

  • A volta ao mundo deve durar entre dez e 365 dias.
  • A viagem deve contemplar, pelo menos, três continentes.
  • Podem ser utilizados, no máximo, 16 trechos.
  • Caso não haja voo direto e seja necessária uma conexão, são considerados dois trechos.
  • O passageiro pode optar por pegar um voo de uma cidade diferente da qual desembarcou. O deslocamento terrestre, no entanto, conta como um trecho a ser descontado dos 16 possíveis. Apesar disso, o trecho terrestre deve ser pago pelo próprio passageiro.
  • Os voos devem ser realizados em um único sentido ao redor do mundo: leste-oeste ou oeste-leste.
  • A regra acima é válida somente nas viagens intercontinentais. Dentro do mesmo continente, é possível fazer um zigue-zague.
  • O passageiro só pode cruzar os oceanos Atlântico e Pacífico uma única vez.
  • A viagem deve começar e terminar no mesmo país.

Quanto custa?

O preço da passagem de volta ao mundo pode ser definido pelo número de trechos voados, continentes visitados ou pela distância percorrida. O passageiro pode definir o seu roteiro, escolher os voos e verificar o preço nos sites das três alianças de companhias aéreas. Os bilhetes de volta ao mundo podem variar de R$ 11,5 mil a R$ 20,5 mil.

O Todos a Bordo simulou três opções de roteiro para uma viagem de volta ao mundo, alterando a quantidade de paradas e cidades diferentes em cada opção. Apesar da facilidade oferecida pelas alianças globais no planejamento da viagem, nos três casos pesquisados pelo blog a compra individual das passagens ficou, em média, 50% mais barata. O blog utilizou o sistema Google Flights para fazer a pesquisa.

Apesar de mais econômica, a compra individual pode ter também algumas desvantagens. Ao voar por somente companhias aéreas de uma única aliança, o passageiro ganha muitas milhas, que podem resultar em outros benefícios, como a troca por bilhetes grátis para outras viagens. Além disso, em caso de problemas, o sistema de suporte é facilitado.

Nas passagens individuais, as restrições para troca de itinerário ou de datas podem ser mais rígidas. Alguns dos voos pesquisados seriam realizados em companhias low-cost (baixo-custo), que oferecem menos conforto, normalmente não permitem remarcações e podem cobrar taxas extras por diversos serviços.

Cada roteiro terá preços diferentes. Além disso, as datas das viagens em cada trecho também podem influenciar no valor. O único jeito de garantir o melhor preço é pesquisar em todos os meios possíveis antes de efetivar a compra.

Veja algumas simulações feitas pelo Todos a Bordo:

São Paulo – Madrid – Hong Kong – Dallas – São Paulo

Datas pesquisadas para cada trecho da viagem: 11/4 – 16/5 – 21/6 – 15/8

  • OneWorld: R$ 13.578
  • Star Alliance: R$11.596
  • SkyTeam: R$ 12.972
  • Google Flights (passagens individuais): R$ 6.840

São Paulo – Paris – Moscou – Tóquio – Sydney – Los Angeles – São Paulo

Datas pesquisadas para cada trecho da viagem: 11/4 – 13/6 – 29/6 – 8/8 – 27/9 – 17/10

  • OneWorld: R$ 16.210
  • Star Alliance: R$ 16.547
  • SkyTeam: R$ 17.651
  • Google Flights (passagens individuais): R$ 8.469

São Paulo – Miami – Nova York – Los Angeles – Tóquio – Pequim – Sydney – Moscou – Paris – São Paulo

Datas pesquisadas para cada trecho da viagem: 11/4 – 2/5 – 30/5 – 13/6 – 1/8 – 22/8 – 6/9 – 26/9 – 24/10

  • OneWorld: R$ 16.465
  • Star Alliance: R$ 19.369
  • SkyTeam: R$ 20.5190
  • Google Flights (passagens individuais): R$ 9.249

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Voos na Black Friday têm desconto de até 25% e Buenos Aires por R$ 570
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Passageiros observam painel com situação dos voos (Foto: Apu Gomes/Folhapress)

(Foto: Apu Gomes/Folhapress)

A Black Friday pode ser uma boa oportunidade para comprar passagens de avião com desconto. As companhias aéreas nacionais planejam oferecer preços até 25% mais baixos nesta sexta-feira de promoções.

Nem todos os voos, no entanto, farão parte do final de semana de descontos. Cada companhia aérea tem regras específicas para a data de embarque. Além disso, há também restrições de datas para o embarque e, na maioria dos casos, será necessário comprar passagens de ida e volta.

As promoções incluem também os programas de fidelidade. As ações de Black Friday variam desde pontos extras para novos clientes que se cadastrarem no período da promoção até bônus nas transferências dos pontos de cartões de crédito, por exemplo.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Avianca

Até domingo (27), a Avianca está com descontos de 20% em todos os voos da companhia realizados entre 1 de março e 30 de junho de 2017. Os preços reduzidos são válidos para compras de passagens ida e volta e não há período mínimo de permanência no destino.

A ação do programa de fidelidade da companhia, o Amigo, tem como foco os novos clientes. Até o dia 30 de novembro, quem transferir mais de 5.000 pontos dos cartões de crédito para o Amigo receberá a pontuação em dobro.

Para a primeira pontuação de voo, serão concedidos 2.000 pontos de bônus àqueles que viajarem ao longo do mês com a Avianca ou companhias aéreas associadas à Star Alliance e que informarem o seu número Amigo no momento do check-in.

(Foto: Divulgação)

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Azul

Todas as unidades de negócio da Azul terão alguma ação durante a Black Friday. A campanha, que dura até o próximo domingo, oferece 25% de desconto em voos nacionais, 10% em pacotes da Azul Viagens, R$ 20,00 de desconto em despachos pela Azul Cargo Express e 3.000 pontos para novos membros no programa de fidelidade TudoAzul.

Para passagens aéreas, o desconto só é válido na compra de bilhetes de ida e volta entre 7 e 21 de fevereiro, 7 de março a 12 de abril, 2 de maio a 13 de junho ou de 20 a 29 de junho de 2017. Para participar da promoção, o cliente deve inserir o código AZUL25 antes de finalizar a compra.

Na Azul Viagens, o código a ser utilizado é o BLACK10, que dará desconto de 10% em pacotes cujas viagens sejam realizadas entre 30 de novembro de 2016 e 15 de fevereiro de 2017, com valor mínimo de R$ 1.200,00 por pessoa.

No programa TudoAzul, além dos 3.000 pontos para novos clientes, as transferências de pontos a partir de parceiros financeiros terão 50% de bônus para o TudoAzul e 60% para o Clube TudoAzul. Já para quem deseja comprar pontos, o bônus será de 100% para Clientes TudoAzul e de 200% para membros do Clube TudoAzul.

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Gol

A Gol já realizou no último final de semana o seu feirão de passagens e informou que a empresa não divulga com antecedência novas promoções.

O programa Smiles realiza desde o dia 20 a Black Week. Até as 20h desta sexta-feira (25), a empresa oferece passagens para todos os destinos internacionais com até 30% de desconto para clientes do Clube Smiles e da categoria Diamante. Para os demais clientes, o desconto é de até 15%.

Até o dia 29, as transferências acima de 10 mil pontos dos cartões de crédito para o Smiles receberão bônus de 50% e os clientes poderão comprar até 30 mil milhas por R$ 0,02 cada milha. Há também promoção de milhas em dobro para quem, até o dia 30, comprar, reativar ou transferir milhas entre clientes Smiles.

Até domingo (27), a empresa oferece bônus de 20% na solicitação do cartão de crédito Smiles e produtos com até 80% de desconto no Shopping Smiles.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Latam

A promoção da Latam para a Black Friday vai até a próxima segunda-feira (28). A companhia oferece tarifas promocionais em diversos voos.

Para viagens nacionais, as passagens têm preços a partir de R$ 69 (ou 4.000 pontos Multiplus) entre o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e Curitiba. Já os voos entre Congonhas e o aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, estão disponíveis a partir de R$ 79 (ou 4.000 pontos Multiplus).

Nos voos internacionais, a passagem mais barata liga São Paulo a Buenos Aires, na Argentina, a partir de R$ 570 (16 mil pontos multiplus), ida e volta. Para a Europa, o voo entre São Paulo e Barcelona, na Espanha, sai a partir de R$ 2.007 (56 mil pontos Multiplus), também ida e volta.

Segundo a empresa, há passagens promocionais com saídas de diversas cidades brasileiras. Os voos com desconto devem ser realizados a partir de fevereiro de 2017 e estão sujeitos à disponibilidade de assentos.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Companhias internacionais

A Alitalia lançou um código promocional que dá até 15% de desconto em todos os voos da companhia em classe econômica, econômica premium e executiva com origem no Brasil com destino para qualquer lugar do mundo. Os voos devem ser feitos entre 1º de abril e 30 de setembro de 2017. Na hora da compra, o cliente deve inserir o código CYBERBR para receber o desconto.

A promoção da Emirates para voos saindo do Brasil vai até o dia 30. A companhia reduziu as tarifas para diversos destinos, mas não informou um percentual médio dos descontos. As ofertas são para voos saindo de São Paulo e Rio de Janeiro nas classes econômica e executiva.

De São Paulo para Cairo, no Egito, por exemplo, a passagem sai por US$ 905 (R$ 3.067) na classe econômica e US$ 3.898 (R$ 13,2 mil) na classe executiva. Saindo do Rio de Janeiro, a Emirates tem passagem para Buenos Aires, na Argentina, por US$ 325 (R$ 1.100) na econômica e US$ 725 (R$ 2.450) na executiva.

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Buscador revela custos extras escondidos nos preços das passagens aéreas
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Saber claramente o que está incluído no preço das passagens facilita a vida do viajante (Foto: Marcelo Justo/FolhaPress)

Saber o que está incluído no preço das passagens ajuda o viajante (Foto: Marcelo Justo/FolhaPress)

O site de viagens Expedia anunciou que passará a expor os custos extras embutidos nos preços das passagens aéreas – e apontar o que não está incluído no preço e pode ser um gasto extra para o viajante.

A nova ferramenta tem como objetivo fornecer mais detalhes ao cliente, para que ele possa escolher a tarifa que realmente vai atender as suas necessidades. Além de mostrar a opção mais barata, também serão exibidas variações com os serviços incluídos.

Como exemplo, o Expedia mostra uma tarifa na classe econômica e outra na primeira classe, por um preço mais de duas vezes maior. A diferença de valor é explicitada com o que não estará disponível na tarifa básica (escolha de assentos, embarque prioritário, cancelamento), e as comodidades incluídas na tarifa mais alta, como mais bagagens despachadas sem custo, bebidas alcoólicas, escolha de poltrona, etc.

“O tamanho do assento, se há internet disponível, se há refeições durante o voo – todas essas variáveis que os viajantes querem considerar durante sua busca”, enumerou Greg Schulz, vice-presidente sênior de turismo e transporte global, em entrevista ao site Mashable.

Muitas companhias aéreas incluem essas informações junto com o preço das passagens – e usam os serviços como atrativo para vender um bilhete mais caro. Páginas como a Routehappy, parceiro do Expedia, também apontam as comodidades em diferentes voos.

O que o Expedia pretende fazer é reunir o maior número de informações em um único canal, citando serviços e comodidades que podem ser adquiridos por meio de pagamento de uma taxa extra, e também apontando custos para mudanças de data e horário, cancelamento.

As informações extras estarão disponíveis na versão americana do site de viagens. Inicialmente, a parceria será com as companhias aéreas Delta e Airberlin, mas os planos são de incluir várias outras empresas nos próximos meses.

O Expedia também pretende lançar ainda este ano uma ferramenta que mostre a tendência de preço das passagens nas últimas duas semanas para um determinado destino. E um sistema que faça uma espécie de ‘previsão’ dos preços a partir da análise de tendências de reservas de passagem para um destino em particular.

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Aplicativo da TAM no Facebook aponta ofertas para destinos preferidos
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Todos a Bordo

TAM A319A TAM lançou um aplicativo em sua página no Facebook que facilita a ‘descoberta’ de ofertas da companhia aérea para os destinos preferidos dos usuários. É possível cadastrar até cinco destinos para serem monitorados.

O aplicativo ‘Minhas Ofertas TAM’ funciona da seguinte forma: quando há uma promoção para o destino escolhido, um alerta é recebido diretamente no Facebook. Ao clicar na notificação, o usuário é direcionado ao aplicativo para visualizar as tarifas. Se quiser adquirir a passagem, contudo, será direcionado à página da TAM.

Segundo a companhia aérea, mais de 11.000 pessoas aderiram ao app desde o início deste mês. Entre os destinos escolhidos com maior frequência pelos viajantes estão Nova York, Miami, Orlando, Paris e Buenos Aires.


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