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Cobrança por comida em voos da Latam deve começar ainda neste semestre
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Alimentação distribuída pela Latam em voos internacionais. Foto: Divulgação

A Latam afirmou nesta quarta-feira (22) que deverá começar a cobrar por refeições em voos domésticos até o fim do primeiro semestre deste ano. O anúncio sobre a mudança havia sido feito no final do ano passado, quando a empresa disse que o novo sistema poderia resultar em uma redução de até 20% no preço das passagens até 2020.

Nesta quarta, a CEO da Latam Airlines Brasil, Claudia Sender, falou que a expectativa é de colocar os menus a bordo “até o final do primeiro semestre, começo do segundo semestre”.

A cobrança já foi implantada em outros mercados da Latam, como Colômbia e Peru. O Chile deverá ser o próximo país onde a mudança será feita. Nestes locais, os passageiros agora têm à disposição gratuitamente apenas água. O modelo deverá ser o mesmo no Brasil.

A aérea diz que os preços a serem cobrados pelos produtos no Brasil “ainda estão em desenvolvimento”. Nos países onde o modelo, chamado Mercado Latam, já está funcionando, os preços não são divulgados pela página na internet, somente nos menus distribuídos a bordo.

Segundo Jerome Cadier, vice-presidente de marketing do grupo, o menu tem 50 itens, entre alimentos e bebidas, com algumas adaptações para o público local. No Brasil, por exemplo, os clientes poderão ter a opção de comprar brigadeiro.

Ao fazer a estimativa de redução da tarifa, a Latam menciona a passagem básica, sem os serviços que poderão ser acrescentados pelo passageiro. Esses serviços não se limitam aos lanches a bordo, incluindo ainda itens como reserva de assento, que poderá ser feita mediante o pagamento de uma taxa.

Dentre as mudanças anunciadas no ano passado, algumas já estão em vigor, como a pontuação diferente no programa de fidelidade de acordo com a tarifa escolhida pelo passageiro.

Enquanto a cobrança por alimento a bordo ganha força no Brasil, nos Estados Unidos, grandes companhias aéreas como Delta e American Airlines decidiram voltar a oferecer lanches de graça em alguns voos, como forma de fidelizar clientes.

Nos EUA, as aéreas cobram separadamente por diversos itens, incluindo bagagem despachada, assunto que tem sido muito debatido recentemente no Brasil.

A expectativa da Latam e de outras aéreas é pela liberação da cobrança no Brasil. Depois de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) permitir que o serviço fosse cobrado, uma liminar da justiça derrubou a autorização. A cobrança deveria ter entrado em vigor na semana passada.

“Há dois anos todos os órgãos e entidades estão sendo convidados para participar desse debate. Nos surpreende que, tão próximo da implantação, essa medida tenha sido suspensa. E só uma parte da medida, as outras continuam, com custos para a companhia aérea”, diz Claudia Sender.

Além da cobrança por bagagem despachada, as novas regras da Anac incluem prazos para reparar danos e indenizar clientes que tiveram a bagagem violada, indenização imediata ao viajante que não conseguir embarcar por overbooking, obrigatoriedade de divulgação do valor final da passagem, com todas as taxas já incluídas, entre outros pontos (veja no álbum abaixo).


Latam irá cobrar R$ 50 para despachar mala em voo nacional
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A Latam anunciou nesta segunda-feira (6) as novas regras para a franquia de bagagem nos voos nacionais e internacionais. A empresa afirmou que, “nos próximos meses”, o despacho de uma mala de até 23 kg continuará gratuito, mas anunciou que no futuro pretende cobrar R$ 50 pela primeira mala. O valor para quem quiser despachar mais de uma mala ainda não foi definido. 

Apesar das novas restrições para o despacho de bagagem, a Latam fala somente em um expectativa de redução de 20% das passagens até 2020, mas não cita queda nos preços dos voos internacionais.

“A experiência internacional mostra que os preços das passagens caíram e mais pessoas passaram a usar o transporte aéreo onde a bagagem despachada é cobrada à parte. Com o novo jeito de voar, a Latam e suas filiais projetam reduzir em até 20% as tarifas mais baratas disponíveis para seus voos domésticos até 2020”, afirma Cláudia Sender, CEO da Latam.

A empresa ainda não definiu o prazo para o início da cobrança nos voos nacionais. “Queremos dar tempo ao cliente para que se acostume com nossos novos procedimentos antes de iniciar a cobrança da primeira mala em voos domésticos”, comenta Adriana Gomes, Diretora de Marketing da Latam.

Nos voos internacionais, a mudança das regras é imediata e vai depender do destino:

América do Sul:

  • Primeira mala de até 23 kg: grátis
  • Segunda mala de até 23 kg: US$ 90 (R$ 280)

Demais destinos internacionais:

  • Duas malas de até 23 kg: grátis (atualmente o passageiro pode levar duas malas de 32 kg)

A redução do peso nos voos internacionais e cobrança nos voos domésticos foi possível graças a uma resolução de dezembro da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que acabou com a franquia de bagagem. Na época, a agência afirmou que tinha como meta reduzir o custos operacionais das companhias aéreas e permitir uma queda nos preços das passagens.

Outras mudanças

A partir do dia 14 de março, a bagagem de mão poderá ser maior. A nova resolução da Anac prevê o limite de pelo menos 10 kg para cada passageiro. A Latam anunciou que nas classes Premium Business e Premium Economy o limite será de 16 kg. Em todos os casos, a bagagem de mão não poderá ter dimensões maiores que 55 cm de altura x 35 cm de largura x 25 cm de espessura.

No caso de excesso de peso, a Latam passará a cobrar valores fixos dos passageiros.

De 24 kg a 33 kg:

  • Voos domésticos: R$ 120
  • Voos para América do Sul: US$ 90 (R$ 280)
  • Voos para demais destinos internacionais: US$ 100 (R$ 312)

De 34 kg a 45 kg:

  • Voos domésticos: R$ 200
  • Voos para América do Sul: US$ 180 (R$ 560)
  • Voos para demais destinos internacionais: US$ 200 (R$ 624)

Projeto era para que passagens diminuíssem, não aumentassem

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou, no dia 13 de dezembro, mudanças nas regras de transporte aéreo. O ponto mais polêmico foi permitir que as empresas cobrem pelo despacho de bagagem.

A promessa era que o preço das passagens deveria cair. O ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella, disse em entrevista ao UOL que se os preços das passagens não caírem, a liberação da cobrança de bagagem poderia ser revista.

A Gol, concorrente da Latam, anunciou em fevereiro que teria passagens mais baratas para quem não despachasse malas, mas não revelou de quanto seria o desconto.

Pressão do governo

Com a polêmica da cobrança pela bagagem despachada, o Senado chegou a aprovar um projeto para suspender a resolução da Anac. O projeto, no entanto, está parado na Câmara dos Deputados. O governo tem feito pressão pela manutenção das regras aprovadas pela Anac.

“Será que com essa modificação a gente vai ter a garantia da diminuição do preço? Nós temos que tentar, porque onde isso foi implementado no mundo deu certo e o preço caiu”, disse. “Nós vamos acompanhar. Isso é o que toda a população espera. Se isso (queda dos preços) não acontecer, com certeza será revisto”, afirmou em entrevista ao Todos a Bordo em janeiro.

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Conserto em Boeing atingido por tiro de fuzil pode custar até R$ 460 mil
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Incidente foi descoberto durante revisão geral no Boeing 767 (Foto: Divulgação)

Incidente foi descoberto durante revisão geral no Boeing 767 (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O centro de manutenção da Latam, em São Carlos, a 232 quilômetros de São Paulo, ainda aguarda a perícia da Polícia Federal para decidir como fará o conserto da peça de um Boeing 767 da companhia que foi atingido por um tiro de fuzil.

Somente após as autoridades liberarem a peça é que os mecânicos da empresa poderão verificar se ela poderá ser reparada ou se será necessário substituí-la por uma nova. A avaliação será feita pelos mecânicos da companhia após avaliar os danos causados e consultar os manuais de manutenção do avião e os técnicos da própria Boeing.

O tiro atingiu o slat, uma peça que fica na frente da asa e que ajuda a aumentar a sustentação do avião no momento do pouso. Caso seja necessária a troca, um slat novo de um Boeing 767 custa US$ 145 mil (cerca de R$ 460 mil).

Revisão geral

Os mecânicos da Latam descobriram que o avião havia sido atingido por um tiro durante a revisão geral da aeronave, chamada tecnicamente de check C. Durante o trabalho, diversas peças são desmontadas para verificar eventuais problemas.

“A cada 18 meses ou 6.000 horas de voo, o avião tem de passar por uma manutenção pesada. Durante a manutenção, a gente remove diversas partes para conseguir cumprir toda a inspeção”, afirma o diretor do centro de manutenção da Latam, Alexandre Peronti.

O projétil foi descoberto por um mecânico que fazia a inspeção detalhada da asa do avião. Em uma plataforma, o mecânico subiu até a altura da asa e estendeu o slat para fazer as inspeções internas. “Foi nesse momento que ele detectou um furo de mais ou menos 1 cm com um projétil encravado”, conta Peronti.

O trabalho de manutenção foi, então, interrompido imediatamente, para que a área de manutenção da Latam pudesse comunicar as autoridades, como Polícia Federal, Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

A investigação

Um dos focos da investigação será tentar descobrir onde e quando o Boeing 767 foi atingido. Procurada pelo Todos a Bordo, a Polícia Federal afirmou que não comenta investigações em andamento.

O diretor do centro de manutenção da Latam afirmou que a última revisão geral do avião havia sido feita em outubro de 2015. Desde então, o avião passou por outras manutenções, mas não de forma tão detalhada. “O acesso a essa área só é feito nessa manutenção pesada. Então, foi em qualquer momento entre outubro de 2015 e o último voo, em 15 de janeiro”, afirma.

Sem danos à segurança do voo

O avião, em teoria, pode ter realizado diversos voos com um projétil de fuzil encravado na asa. Mas o diretor do centro de manutenção da Latam garante que o incidente não causou nenhum problema à segurança de voo. “O projétil afetou a área de carenagem (do slat). Entrou, ficou cravada nessa estrutura e não chegou a afetar a estrutura da asa em si. Foi só esse componente”, afirma Peronti.

Antes de todos os voos, pilotos e mecânicos realizam uma inspeção visual para verificar as condições do avião antes de uma nova decolagem. No entanto, em nenhum momento foi verificado o furo causado pelo projétil. “É um avião que tem uma envergadura de 56 metros e o furo era de 1 cm, próximo à ponta da asa e em um local alto”, diz.

Além disso, o diretor do centro de manutenção afirma que esse tipo de peça é desenvolvida para resistir a pequenos danos. “O conceito moderno dos projetos dos aviões é ser tolerante a danos. Essa peça é projetada e certificada para suportar impacto de alta energia. Durante o processo de desenvolvimento de uma nova aeronave, essas peças são submetidas a uma série de impactos para verificar o comportamento da estrutura e, a partir daí, determinar se ela pode ou não entrar em operação”, afirma.

A decisão de reparo ou substituição do slat será feita em conjunto entre mecânicos da Latam e técnicos da Boeing, consultando as recomendações dos manuais do avião. Caso a troca seja necessário, o trabalho será realizado por três mecânicos e deve durar entre três e cinco horas.

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Começam a valer as novas regras para acumular milhas Smiles e Multiplus
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TAM A320

A virada do ano marca também o início de novas regras nos programas Smiles, da Gol, e Multiplus, da Latam. Todas as mudanças da Gol entram em vigor no dia 3 de janeiro. As da Latam serão divididas em duas etapas: primeiro, entram algumas em 1º de janeiro e depois outras ao longo do primeiro semestre.

As duas empresas afirmam que as novas regras têm como objetivo deixar mais claro o total de milhas acumuladas em cada viagem, além dos pontos necessários para mudança de categoria do usuário.

Na prática, no entanto, os passageiros terão de fazer várias contas para saber exatamente quantos pontos serão acumulados em determinada viagem. A vantagem é que todos os tipos de tarifa passam a somar pontos, inclusive as promocionais que normalmente não tinham esse benefício.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Smiles

A partir de agora, todos os tipos de tarifa da Gol passam a ter direito ao acúmulo de milhas no programa Smiles, inclusive as adquiridas em feirões de passagens.

O cálculo de milhas para a troca de passagens permanece de acordo com o valor pago no bilhete. As tarifas promocionais e dos feirões terão a proporção de uma milha para cada real gasto. Na tarifa programada, permanece a relação de dois para um e, na flexível, de três para um.

A principal mudança promovida pelo Smiles, no entanto, está no cálculo para a promoção de categoria. Ao voar com mais frequência, o passageiro é promovido a uma categoria superior, que conta com mais benefícios. As vantagens incluem bônus no acúmulo de milhas, descontos na compra de serviços e acesso às salas VIP.

Para ser promovido, o Smiles calcula um segundo tipo de pontuação. Para isso, o programa considerava somente a distância dos voos. Quem fazia diversas viagens curtas tinha até mais dificuldade de subir de categoria do que o passageiro que fazia apenas uma viagem internacional no ano, por exemplo.

Agora, o programa acrescentou a possibilidade de promoção de categoria também pela quantidade de trechos voados. Caso o voo tenha conexão que exija a troca de avião, são contados dois trechos.

Para subir à categoria Prata (a segunda da escala), agora são necessários 10 mil milhas ou dez trechos voados. A categoria Diamante (a mais alta) exige 30 mil milhas ou 30 trechos voados – antes eram necessárias 35 mil milhas. Vale o que o passageiro atingir primeiro.

(Foto: Divulgação)

Foto: Divulgação

Multiplus

As mudanças no programa de fidelidade da Latam são mais complicadas. A empresa conta com dois tipos de pontuação: pontos Multiplus, que podem ser utilizados para troca de passagens e devem entrar em vigor durante o primeiro semestre de 2017 (ainda sem data definida), e pontos Elite, que servem para subir de categoria dentro do programa e com regras válidas a partir de 1º de janeiro.

Para saber quantos pontos Multiplus um passageiro irá acumular durante a viagem, será preciso saber primeiro de qual categoria ele faz parte. A empresa criou um “índice multiplicador” para cada categoria.

Nos voos domésticos, o multiplicador é de:

  • Categoria Black Signtue: 8
  • Categoria Black: 7
  • Categoria Platinum: 6
  • Categoria Gold: 4
  • Categoria Latam: 2,5

Para os voos internacionais, o multiplicador é de:

  • Categoria Black Signtue: 12
  • Categoria Black: 11
  • Categoria Platinum: 10
  • Categoria Gold: 8
  • Categoria Latam: 5

O valor pago na passagem – sem as taxas de embarque ou serviços adicionais – deverá ser multiplicado por esse índice. No entanto, há ainda mais uma complicação. Se o voo for nacional, deverá ser utilizado o valor em reais. Já se for um voo internacional, o valor utilizado para o cálculo deverá ser em dólar.

Um passageiro da categoria Latam, a mais baixa, que pagar R$ 500 em um voo nacional irá acumular 1.250 pontos Multiplus (R$ 500 x 2,5). Já um passageiro da categoria Black Signature, a mais alta, que pagar o mesmo valor na passagem terá direito a 4.000 pontos Multiplus (R$ 500 x 8).

No caso de voos internacionais, um bilhete comprado pelos mesmos R$ 500 terá de ser convertido para dólar de acordo com a cotação do dia da compra, atualmente o equivalente a US$ 153. Assim um passageiro da categoria Latam irá acumular 765 pontos Multiplus (US$ 153 x 5), enquanto o passageiro da categoria Black Signature terá direito a 1.836 pontos Multiplus (US$ 153 x 12).

Para os passageiros das categorias Black Signature, Black e Platinum, há um valor mínimo de acúmulo de 500 pontos Multiplus. O acúmulo máximo por trecho é de 60.000 pontos Multiplus.

As mudanças de categoria no Latam Fidelidade será feita de acordo com os pontos Elite. Para calcular os pontos de cada viagem, o passageiro deverá multiplicar a distância percorrida em milhas pelo percentual da tarifa escolhida.

Nos voos domésticos, o percentual é de:

  • Tarifa relax: 150%
  • Tarifa top: 150%
  • Tarifa flex: 125%
  • Tarifa básica: 75%
  • Tarifa megapromo: 25%

No caso de voos internacionais, o percentual é de:

  • Tarifa premium business flex: 300%
  • Tarifa premium business access: 200%
  • Tarifa economy: 150%
  • Tarifa control: 150%
  • Tarifa access: 125%
  • Tarifa base: 75%

Em um voo de São Paulo a Miami (4.093 milhas de distância), quem pagar a tarifa base terá direito a 3.070 pontos Elite. Para subir para a categoria Gold, são necessários 10 mil pontos Elite ou dez trechos voados na Latam. Para chegar ao topo da escala, a exigência é de 150 mil pontos Elite ou 125 voos na Latam. Tudo isso é válido para o período de um ano.

Correção: A versão original deste post informava incorretamente que todas as mudanças no programa de fidelidade da Latam passariam a valer em 1º de janeiro. Apenas as regras para os pontos Elite, utilizados para mudança de categoria no programa, começaram nessa data. As mudanças para acúmulo dos pontos Multiplus, utilizados para troca de passagens, ocorrerão ao longo do primeiro semestre (a empresa não informou as datas exatas).

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EUA discutem liberação de telefonemas em voos. Você é contra ou a favor?
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Foto: Getty Images

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E se você e todos os outros passageiros pudessem ligar para quem quisessem, a qualquer hora, durante o voo? Isso seria bom ou ruim?

Pois essa discussão está em andamento nos Estados Unidos, onde o Departamento de Transportes quer que as companhias aéreas informem o passageiro com antecedência se chamadas de voz são permitidas a bordo. O órgão afirma que o objetivo é proteger os clientes de serem “expostos involuntariamente” a telefonemas dentro de aviões.

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  • http://economia.uol.com.br/enquetes/2016/12/20/voce-e-a-favor-da-liberacao-de-ligacoes-ao-celular-durante-voos.js

O departamento também abriu um período de consulta popular para saber se deve simplesmente proibir as chamadas de voz nos voos feitos dentro dos Estados Unidos, ou internacionais que saiam do país, ou que tenham os EUA como destino. As opiniões podem ser enviadas até fevereiro.

Quem é contra

Até agora, muitos comentários negativos foram registrados. “Pior. Ideia. De todos os tempos”, diz um deles. “Vai ser o caos”, resume outro. “Aviões lotados não são lugar para ser forçado a ouvir conversas pessoais”, afirma um terceiro. “Por favor, NÃO permita ligações por wi-fi no avião. Voar já é uma experiência estressante”, acrescenta outro comentário.

Quem é a favor

Houve também quem se manifestasse a favor. “Sou piloto e apoio totalmente o uso da tecnologia no avião. As pessoas devem ter discernimento ao falar quando estiverem sentadas perto de alguém no avião. É uma questão de bom senso”.

Novas situações –como lidar?

Mais do que bom senso, um cenário em que as pessoas sejam liberadas para falar ao celular durante o voo poderá exigir outras medidas, como treinamento dos comissários para lidar com situações hoje inexistentes –por exemplo, um passageiro que se sinta incomodado pela conversa do outro.

Pesquisa: maioria foi contra ligações em voos

Não é a primeira vez que a discussão vem à tona entre os norte-americanos. Há três anos, quando as autoridades também estavam considerando acabar com as restrições a chamadas durante os voos, uma pesquisa da agência de notícias Associated Press indicou que 48% dos entrevistados eram contrários à iniciativa e 19% eram a favor.

Entre os que viajam de avião com frequência, a oposição foi ainda maior: 78%.

Avianca permite ligações via app

Com as companhias aéreas brasileiras investindo em tecnologia, a discussão também deve chegar por aqui. Recentemente, Gol e Avianca anunciaram a instalação de internet a bordo de seus aviões e a Latam também estuda a opção.

Em dois aviões da frota da Avianca é possível fazer chamadas de voz utilizando aplicativos pela internet. A companhia lançou o sistema em caráter de testes em setembro deste ano, de forma gratuita. Os planos são de ampliar a disponibilidade do serviço em 2017. Pesquisas estão sendo feitas com os clientes para avaliar a aceitação do sistema.

A Gol anunciou seu serviço de wi-fi a bordo pouco depois da Avianca. Até agora, sete aviões estão equipados com a tecnologia e a previsão é que toda a frota esteja equipada até outubro de 2018. Por enquanto, o serviço também está sendo oferecido sem cobrança. A empresa informa que sua rede de wi-fi é estruturada somente para uso de dados, excluindo a possibilidade de chamadas de voz.

A Latam, quando ainda não havia adotado o novo nome, chegou a operar um sistema de telefonia via satélite. O serviço foi descontinuado em 2014 porque o custo de roaming era muito alto, minando o interesse dos passageiros pelo serviço.

Atualmente, o uso do telefone celular para ligações normais só é permitido após a abertura das portas dos aviões –o que é informado a bordo, mas frequentemente ignorado pelos passageiros. A Gol autorizada a liberar o uso de celular a partir do momento em que o avião toca o solo.

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Após extravio de criança, entenda regras para voos de menor desacompanhado
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Foto: Getty Images

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A história de uma criança que viajou sozinha e, em vez de desembarcar em Vitória (ES), acabou em Curitiba (PR), chamou a atenção no último fim de semana para como é o procedimento de viagem de menores de idade.

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  • http://economia.uol.com.br/enquetes/2016/12/07/voce-ja-teve-que-deixar-uma-crianca-ou-adolescente-viajar-sozinho.js

As companhias aéreas trazem informações sobre o assunto em suas páginas na internet – há algumas diferenças entre os serviços oferecidos, inclusive em relação à taxa cobrada, por trecho, pelo acompanhamento da criança ou adolescente. Nas empresas nacionais, a assistência ao menor que viaja sozinho é obrigatória para crianças entre 5 e 11 anos completos.

Latam

Na Latam os valores cobrados são de R$ 129 em voos nacionais, US$ 15 (pouco mais de R$ 51) para rotas dentro do Chile, Argentina e Equador, US$ 25 (cerca de R$ 86) para rotas dentro do Peru, 50.000 pesos colombianos (R$ 55) para rotas dentro da Colômbia e US$ 100 (aproximadamente R$ 344) para rotas nos demais países.

A empresa orienta o passageiro a solicitar o serviço até 48 horas antes do voo, pelos telefones 4002-5700 (capitais), 0300-570-5700 (demais cidades do Brasil) ou 0800-555-500 (atendimento a deficientes auditivos). Um formulário deve ser preenchido com informações sobre os responsáveis na origem e no destino, permissão para hospedar o menor em hotel no caso de atrasos no voo, alergias da criança. O responsável deve permanecer no aeroporto até a confirmação de partida do voo.

Em voos domésticos, a criança recebe uma pulseira com um código que permite o acompanhamento do status da viagem. Cada funcionário envolvido no acompanhamento faz a leitura do código, atualizando as informações, que podem ser acessadas por pais ou responsáveis, pelo celular, computador ou tablet.

Gol

A Gol, aérea envolvida no caso citado acima sobre a criança que viajou para o destino errado, cobra uma taxa de R$ 149 para voos domésticos e US$ 110 (quase R$ 380) para voos internacionais. O serviço só pode ser solicitado pela central de relacionamento (por meio de um formulário disponível no site), ou em uma das lojas da empresa.

Também há um formulário a ser preenchido, que inclui autorização para que a companhia aérea providencie alimentação e pernoite do menor em hotel, se necessário. Se o voo for operado por uma companhia parceira da Gol, o embarque de menores desacompanhados não será permitido.

No caso da criança que foi para o destino errado, a empresa divulgou um pedido de desculpas em que classifica o erro como pontual, informa que “em nenhum momento a criança correu qualquer risco”, e que esteve todo tempo assistida pela tripulação e colaboradores. Afirmou ainda que está adotando medidas para que erros desse tipo não voltem a ocorrer.

A Gol também tem uma pulseira com GPS que pode ser colocada na criança no momento do check-in e permite monitorar cada etapa da viagem.

Azul

A Azul só permite a viagem de crianças entre 5 e 11 anos desacompanhadas em voos domésticos, cobrando uma taxa extra de R$ 130 ou US$ 50 (R$ 172), caso a passagem tenha sido emitida fora do Brasil. Para ter acesso ao serviço, é preciso fazer a solicitação com antecedência mínima de 48 horas, pelo atendimento telefônico: 4003-1118 (capitais) e 0800-887-1118 (demais localidades).

Avianca

A Avianca informa em seu site a cobrança de uma taxa de R$ 100 para a supervisão de menores e pede que o serviço seja solicitado à central de atendimento com, no mínimo, 2 horas de antecedência ao voo.

Aéreas estrangeiras

Companhias aéreas internacionais também oferecem serviço de acompanhamento de menores que viajam sozinhos. Veja algumas opções, com base na informação disponibilizada na página das empresas na internet.

American Airlines

A American Airlines cobra uma taxa de US$ 150 (pouco mais de R$ 500) por trecho. No caso de 2 ou mais menores da mesma família viajando sozinhos nos mesmos voos, a taxa é cobrada uma única vez. Se o voo incluir conexões para outra empresa, conexões em solo ou conexão noturna, a criança não poderá embarcar sozinha.

A aérea dos Estados Unidos também diferencia as situações de acordo com a idade do menor. Crianças de 5 a 7 anos só podem viajar desacompanhadas em voos diretos. De 8 a 14 anos podem pegar rotas com conexão em alguns aeroportos americanos. Adolescentes com idade entre 15 e 17 anos também podem receber auxílio dos funcionários, mas o serviço não é obrigatório.

Air France

Foto: Divulgação/Air France

Foto: Divulgação/Air France

A Air France considera que o menor viaja desacompanhado mesmo se os responsáveis estiverem a bordo, só que em classe diferente. O serviço de assistência tem preços que variam conforme a distância do voo, no caso de viagens internacionais. Em um voo direto, o preço vai de 50 a 80 euros (R$ 180 a R$ 295, aproximadamente). Em uma viagem com conexão, o valor pode chegar a 100 euros (cerca de R$ 370). O responsável só pode deixar o aeroporto depois de receber um SMS com a confirmação da decolagem do avião – isso porque, se o voo for cancelado, a criança pode ser deixada com o responsável durante a espera por um outro voo.

O formulário de autorização para a viagem do menor desacompanhado inclui autorização para a aérea “tomar qualquer ação que considerar necessária para garantir a segurança” da criança, incluindo até mesmo o retorno ao aeroporto de partida. O responsável deve reembolsar a empresa pelos custos envolvidos. Da mesma forma, deve pagar por qualquer dano causado pelo menor durante o voo.

Se o voo tiver conexão de mais de 2 horas, a criança aguarda a nova decolagem em salas específicas para elas nos aeroportos Charles de Gaulle e Orly, em Paris. Nesses espaços, elas podem descansar, ler, assistir a desenhos animados, brincar com jogos, jogar videogame, etc.

Qatar Airways

A página em inglês da Qatar Airways informa sobre a possibilidade de escalar um representante exclusivo da aérea para acompanhar o menor entre 5 e 15 anos durante toda a viagem. A empresa cobra o trecho de volta para o funcionário que prestará o serviço.

Documentação necessária

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), adolescentes com idade entre 12 e 17 anos completos podem viajar desacompanhados independente de autorização dos responsáveis. Essa regra só vale para voos domésticos. Crianças com até 12 anos incompletos precisam de autorização para viajar desacompanhadas.

Nos voos internacionais, o embarque de menor desacompanhado dos responsáveis exige a apresentação de autorização de ambos os pais, com firma reconhecida, conforme estabelecido em resolução do Conselho Nacional de Justiça. O site da Polícia Federal indica a possibilidade de incluir algumas autorizações no passaporte do menor. Por exemplo, para que o menor viaje desacompanhado ou com apenas um dos responsáveis. Essa autorização será válida pelo mesmo período de validade do passaporte.

Correção: foi acrescentada a informação sobre a resolução do CNJ a respeito da autorização para viagem de menor desacompanhado


Férias terão mais de 9.000 voos extras deste fim de semana até o Carnaval
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Saber claramente o que está incluído no preço das passagens facilita a vida do viajante (Foto: Marcelo Justo/FolhaPress)

Companhias recomendam o check-in pela internet (Foto: Marcelo Justo/FolhaPress)

Com a chegada do verão, as festas de final de ano e as férias escolares, as companhias aéreas brasileiras se preparam para colocar em operação mais de 9.000 voos extras.

Os voos adicionais começam já neste final de semana e devem prosseguir até o Carnaval, no final de fevereiro. Serão cerca de 5.000 voos adicionais da Gol, 3.000 da Azul e 1.000 voos da Latam, com um total de mais de 1 milhão de assentos disponíveis. A Avianca deve divulgar a relação de seus voos extras somente na próxima semana.

As rotas devem atender todas as regiões do Brasil, com ênfase maior no Nordeste e Sudeste. No caso dos voos internacionais, os principais destinos serão países da América do Sul e os Estados Unidos.

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

Gol terá 5.000 voos extras até o final do Carnaval  (Foto: Divulgação)

Gol

A companhia reforçou as operações nos aeroportos das regiões Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que costumam receber grande concentração de passageiros neste período.

Além dos voos extras, em mercados já existentes, a Gol criou 58 rotas para facilitar o deslocamento dos clientes em voos diretos. Entre os destaques, estão as operações inéditas, sem escalas, com decolagens dos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ), de Campinas (SP), Curitiba (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Foz do Iguaçu (PR), Porto Alegre (RS), Belém (PA), Cuiabá (MT), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Vitória (ES) com destino às capitais da região Nordeste.

Nas rotas internacionais, a empresa coloca em operação novas opções de rotas para Santiago, no Chile, com saídas do Rio de Janeiro e de Florianópolis (SC). Montevidéu, no Uruguai, terá voos diretos partindo de Salvador (BA).

Aos clientes que viajam para a Argentina, a companhia ampliou o número de frequências com destino a Buenos Aires, com partidas de Florianópolis e Rio de Janeiro.

(Foto: Divulgação)

Novas rotas devem ser concentradas nos aeroportos de Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG) (Foto: Divulgação)

Azul

A maior parte da operação da Azul estará concentrada nos aeroportos de Viracopos, em Campinas, e de Belo Horizonte, onde a companhia tem seus dois principais centros de distribuição de voos.

Entre as rotas em destaque, estão os novos mercados temporários que ligarão Viracopos a Belém e São Luís (MA), assim como a inclusão das rotas que conectam Belo Horizonte a Aracaju (SE), Fortaleza (CE) e Natal (RN).

A companhia também ofertará mais voos diários para Florianópolis, Recife (PE), Maceió (AL), Fortaleza, Natal, Cabo Frio (RJ), Porto Seguro (BA) e Ilhéus (BA), além de ligações semanais para diversos outros destinos.

No mercado internacional, a Azul terá voos extras para Fort Lauderdale/Miami, nos Estados Unidos, e Montevidéu e Punta del Este, no Uruguai.

(Foto: Divulgação)

Latam espera transportar um total de 5 milhões de passageiros na alta temporada (Foto: Divulgação)

Latam

Somando os voos regulares e os mais de 1.000 voos extras, a Latam espera transportar cerca de 5 milhões de passageiros durante a alta temporada de verão.

A companhia contará com 800 voos adicionais no mercado nacional, com destaque para o Nordeste, e outros 200 voos extras para o exterior, especialmente para Miami, Orlando e destinos da América do Sul.

A empresa anunciou na última sexta-feira (2) um conjunto de ações para garantir a eficiência das operações. “Antecipamos todas as manutenções programadas para termos uma frota reserva de aviões em caso de necessidade”, afirmou o diretor do Centro de Controle de Operações Aéreas, Samuel di Pietro.

Com isso, a companhia terá seis aeronaves de reserva, sendo três Airbus A320, um Airbus A321, um Boeing 767 e um Boeing 777. Os aviões de reserva devem ficar nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (DF), onde a Latam tem a maior parte dos voos.

Recomendação aos passageiros

Para evitar atrasos de voos com o aumento do fluxo de passageiros nos aeroportos brasileiros, Latam, Gol e Avianca alteraram o tempo limite de check-in de 30 minutos para 40 minutos nos aeroportos de São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão) e Brasília.

“Nessa época, há muitos passageiros que não têm o hábito de viajar ou que estão voando pela primeira vez. Alguns podem se atrasar ou se perder dentro do aeroporto e complicar as operações”, afirmou o diretor da Latam.

Para agilizar ainda mais os procedimentos de embarque, as companhias recomendam aos passageiros o check-in antecipado pela internet, celular ou totens de autoatendimento dos aeroportos.

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Latam cobra por comida (e talvez água) e promete bilhete 20% mais barato
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Alimentação distribuída pela Latam em voos internacionais. Em breve, comida e bebida de graça só em voos para fora do país

Em breve, comida e bebida de graça só em voos internacionais (Foto: Divulgação)

A partir do ano que vem, a Latam vai implantar um novo sistema de venda de passagens para voos domésticos. A ideia é que o passageiro possa ‘construir’ o valor de sua passagem a partir de um preço base, escolhendo os serviços que gostaria de incluir. A principal mudança será a alimentação a bordo, que passará a ser cobrada.

Questionada se depois da mudança ainda haverá alguma opção gratuita para o passageiro, como água, por exemplo, a presidente da Latam Airlines Brasil, Claudia Sender, disse que a empresa ainda está estudando o que poderá ser disponibilizado a bordo.

Ela afirmou que a Latam está desenvolvendo diferentes cardápios que devem incluir cerca de 50 opções de comidas e bebidas para os passageiros. De acordo com Sender, a ideia é atender a necessidade de cada cliente. “Num voo de 45 minutos, o que você valoriza? Valoriza a alimentação? Tem muito passageiro que não, mas também tem os que valorizam”.

Atualmente, em voos nacionais, a aérea oferece de graça bebidas frias e quentes, sanduíches, salgados, de acordo com as diferentes rotas.

Outro serviço que poderá ser adquirido pelo cliente é a reserva de assento com o pagamento de uma taxa. Hoje é possível escolher o assento no momento da compra da passagem, mas a escolha é garantida apenas após o check-in, que só pode ser feito 24 horas antes do voo. Quem quer garantir uma poltrona com mais espaço já pode fazer isso, na hora da compra, pagando um valor a partir de R$ 30.

Redução nas tarifas

A companhia aérea prevê que o novo sistema de vendas poderá levar a uma redução de até 20% no preço das tarifas mais baratas disponíveis para voos domésticos até 2020. “É uma plataforma que vai viabilizar a retomada do crescimento da aviação na nossa região. Nosso objetivo é que o brasileiro sempre tenha a opção de viajar de avião”, afirmou Sender.

Neste mesmo período, o Grupo Latam pretende ampliar em 50% a quantidade de passageiros transportados. A mudança também será implementada nos voos domésticos das filiais no Chile, Colômbia, Peru, Equador e Argentina.

Low cost?

A Latam não está sozinha nesta mudança. Recentemente, a British Airways anunciou que deixaria de oferecer lanche de graça para voos curtos e colocou preço até na garrafinha de água. Este mês, a aérea britânica revelou planos para incluir mais um assento por fileira na classe econômica a partir de 2018.

Em recente entrevista ao UOL, Claudia Sender defendeu mudanças na regra que permite despachar uma mala grátis em voos nacionais e duas em internacionais. As companhias aéreas argumentam que, se pudessem cobrar pelo serviço, a passagem ficaria mais barata para quem só levasse bagagem de mão. Em outros países onde a Latam tem filiais, a cobrança é permitida.

Mesmo com todas as alterações, Sender nega que a Latam esteja se tornando uma companhia aérea de baixo custo. “De maneira nenhuma. Nosso foco continua sendo o serviço oferecido. As low cost em geral não têm programa fidelidade, não têm foco no serviço nem no atendimento”.

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Airbus divulga novas imagens do avião que a TAM vai estrear em janeiro
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Airbus A350 XWB com cores da TAM (Divulgação)

Airbus A350 XWB com cores da TAM (Divulgação)

A Airbus divulgou nesta semana imagens do novo A350 XWB da TAM. O avião saiu da oficina de pintura em Toulouse, na França, nesta terça-feira, com as cores da companhia aérea. Os próximos passos de produção incluem a instalação dos motores, finalização do mobiliário e montagem do cockpit. A partir de então terão início os testes em solo e em voo. A entrega do avião está prevista para ocorrer em dezembro.

A TAM será a primeira companhia aérea das Américas a voar com o A350 XWB e a quarta a operar o modelo no mundo. Os voos com o novo avião serão realizados a partir de janeiro de 2016, entre São Paulo e Manaus. Na sequência, as operações internacionais nas rotas São Paulo – Miami e São Paulo – Madri também contarão com o equipamento.

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O avião terá 348 assentos no total (318 na classe econômica). A Airbus destaca que o A350 XWB tem mais espaço individual em todas as classes e que, na econômica, a fuselagem extralarga permite uma configuração de nove assentos por fileira, com 45 centímetros de largura. As janelas do novo modelo são mais largas e o compartimento de bagagens é maior. Até o fim de agosto, a Airbus havia recebido quase 800 encomendas do A350 XWB de 40 clientes de diversos países.

Airbus A350 XWB com cores da TAM (Divulgação)

Airbus A350 XWB com cores da TAM (Divulgação)


Aérea disponibiliza filmes e séries para smartphones durante o voo
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TAM A319A partir da próxima semana, os passageiros da TAM passarão a ter acesso a um sistema de entretenimento de bordo sem fio desenvolvido para smartphones, tablets e laptops. O sistema não permite acesso a internet ou redes sociais, porque funciona como uma intranet sem fio que se conecta a um servidor localizado a bordo do avião. Assim, o passageiro terá acesso somente a conteúdos pré-selecionados pela companhia.

Segundo a TAM, o viajante poderá assistir a mais de 50 filmes e 42 episódios de séries, além de acompanhar o mapa do voo em seus próprios dispositivos. Alguns exemplos do que estará à disposição do cliente: episódios e algumas temporadas completas de séries como House of Cards e Game of Thrones e canais famosos do YouTube atualizados bimestralmente. O conteúdo é disponibilizado por meio de streaming.

Para utilizar o sistema, que é gratuito, o passageiro deverá acessar a App Store ou Google Play Store e baixar o aplicativo Lan TAM Entertainment. A aérea lembra que o viajante deve ter os fones de ouvido compatíveis com seu equipamento e manter as baterias carregadas.

A rede interna está disponível para trajetos domésticos e viagens na América do Sul. A TAM diz que 30% de seus aviões já estão equipados com o sistema. Até o início do ano que vem, o sistema deverá ser instalado em mais aviões Airbus (modelos A319, A320 e A321).

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