Todos A Bordo

Arquivo : história

Primeiro combate aéreo dos EUA foi para caçar revolucionário estrangeiro
Comentários Comente

Todos a Bordo

Oito aviões Curtiss JN-3 foram utilizados na “expedição punitiva” (Foto: Biblioteca do Congresso)

A primeira missão de combate aéreo da história dos Estados Unidos aconteceu no dia 19 de março de 1916 e foi uma caçada a um revolucionário estrangeiro. Era um domingo à tarde quando oito aviões biplanos Curtiss JN-3 decolaram da base militar de Columbus, no Estado do Novo México, para uma caçada ao líder revolucionário mexicano Francisco Pancho Villa.

O Primeiro Esquadrão Aéreo, também conhecido como Primeiro Esquadrão de Reconhecimento, havia sido criado três anos antes por ordens do então presidente William Taft. Até então, os aviões eram utilizados somente para treinamento e missões de reconhecimento e entrega de mensagens.

A primeira missão militar foi determinada depois de Pancho Villa entrar no território norte-americano e atacar a cidade de Columbus. A ação deixou 18 americanos mortos. No confronto, os militares dos Estados Unidos mataram cerca de 70 homens do bando de Pancho Villa. O líder revolucionário, no entanto, conseguiu escapar e fugir de volta para o México.

Foi, então, que o presidente norte-americano Woodrow Wilson resolveu colocar o esquadrão aéreo em ação. Chamada de “expedição punitiva”, a primeira missão de combate aéreo dos Estados Unidos tinha como objetivo capturar Pancho Villa vivo ou morto.

Pane após a decolagem

A missão aérea teve início em 19 de março de 1916 e enfrentou problemas logo nos primeiros minutos. Instantes após a decolagem dos oito aviões Curtiss JN-3, uma das aeronaves apresentou problemas no motor e teve de retornar à base em Columbus.

Os problemas mecânicos, aliás, eram uma constante. Após um mês da “expedição punitiva”, apenas dois aviões permaneciam em atividade. E, ainda assim, não conseguiam cumprir com êxito a missão para a qual haviam sido designados.

Aviões sofriam panes constantes durante a missão militar (Foto: Biblioteca do Congresso)

Baixa altitude de voo

Pioneiros, os aviões Curtiss JN-3 tinham diversas limitações operacionais. O principal problema para a caçada a Pancho Villa, no entanto, estava na altitude máxima de voo, que não era suficiente para que os aviões pudessem sobrevoar as diversas montanhas da região. Era exatamente no alto de um desses picos montanhosos, a Sierra Madre, que Pancho Villa se escondia.

As más condições do clima e os ventos fortes dificultavam ainda mais a missão para os Curtiss JN-3. A situação era tão crítica que o capitão do Primeiro Esquadrão Aéreo norte-americano, E.B. Foulois, chegou a afirmar que “nossos aviadores estão encontrando diariamente condições que nenhum piloto jamais enfrentou”.

Apesar das dificuldades, a “expedição punitiva” prosseguiu com apoio aéreo durante quase um ano, mas os pilotos norte-americanos nunca encontraram o paradeiro de Pancho Villa. O revolucionário foi morto em uma emboscada em 23 de julho de 1923.

Leia também:

O trabalho e as histórias do “síndico” do Aeroporto Santos Dumont

Os melhores museus de aviação do mundo

Avô de helicóptero, autogiro não decola na vertical nem fica parado no ar


Cigarro a bordo, visita a piloto, caviar no lanche: lembre voos do passado
Comentários Comente

Todos a Bordo

Na falta de um GPS, o jeito éra mostrar a rota em um globo (Foto: Facebook/KLM)

Na falta de um GPS, o jeito éra mostrar a rota em um globo (Foto: Facebook/KLM)

Fumar a bordo, visitar a cabine de pilotos durante o voo, voar em linhas comerciais em hidroaviões ou mesmo ter um banquete à sua disposição são coisas impensáveis nos voos atuais. Mas esses eram hábitos bastante comuns nos voos do passado.

Por motivos de segurança, corte dos custos das companhias aéreas ou mesmo pelo avanço da tecnologia, empresas e passageiros foram obrigados a mudar seus serviços e atitudes durante os voos comerciais. Relembre alguma dessas curiosidades.

Fumar a bordo

Fumar era permitido pelas companhias aéreas (Foto: Airline Ratings)

Fumar era permitido pelas companhias aéreas (Foto: Airline Ratings)

Se hoje a lei é bastante rígida quanto a fumar em ambientes fechados, já houve uma época na qual era permitido fumar até mesmo a bordo dos aviões. No Brasil, até 1997, os passageiros podiam acender o cigarro em qualquer momento do voo. O máximo que as companhias aéreas faziam era reservar as últimas fileiras para os fumantes. Mas, claro, a fumaça se espalhava por todo o avião.

As primeiras restrições começaram em março de 1997, quando o antigo DAC (Departamento de Aviação Civil) proibiu o fumo a bordo somente na primeira hora de voo. E quando os avisos de proibido fumar eram desligados, todos os fumantes acendiam os cigarros ao mesmo tempo.

A proibição total só começou a valer em 1998, após uma liminar de um juiz federal do Rio Grande do Sul. A decisão só liberava o fumo a bordo se houvesse um isolamento total da área de fumantes. Desde o início, porém, as companhias já avisaram que não pretendiam criar esse isolamento e que não recorreriam da liminar, acatando a decisão judicial.

Hoje em dia, a legislação federal também proíbe o fumo em lugares fechados. Independentemente da legislação nacional, todas as companhias aéreas do mundo já adotam a prática de proibição completa a bordo.

Visitas à cabine de pilotos

Foto: Divulgação/Airbus

Foto: Divulgação/Airbus

Quando o avião se estabilizava em altitude de cruzeiro, crianças e adultos invadiam a cabine dos pilotos. No período de voo como menos trabalho para os pilotos, era a oportunidade para os passageiros conhecerem como funcionava a pilotagem de um avião.

Essa era uma tática, também, das aeromoças acalmarem as crianças. E os pais não perdiam a oportunidade de acompanhar os filhos. Em geral bastante solícitos, os pilotos tiravam fotos e explicavam as dúvidas dos passageiros (e até os convidavam para fazer a visita).

A prática mudou radicalmente após os ataques terroristas do 11 de setembro de 2001. A partir do sequestro dos aviões em Nova York, a aviação mundial passou a obrigar os pilotos a manterem as portas da cabine trancadas durante todo o voo. Hoje, só quem tem acesso são os membros da tripulação.

Voos comerciais com hidroaviões

Hidroavião Boeing 314 da americana Pan Am (Foto:  National and Air Space Museum)

Hidroavião Boeing 314 da americana Pan Am (Foto: National and Air Space Museum)

Nos primórdios da aviação, as viagens de longa distância eram o principal desafio para as companhias aéreas. Com aviões sem muita autonomia e poucos lugares com infraestrutura, a alternativa era utilizar grandes aviões que pousavam na água, os hidroaviões.

A Panair do Brasil, por exemplo, iniciou suas operações com oito hidroaviões dos modelos Consolidated Commodore e Sikorsky S-38. Em 1939, a americana Pan-Am realizou o primeiro voo transcontinental com um Boeing B-314.

Em 1941, o mesmo avião realizou o primeiro voo comercial de volta. Durante a viagem, o avião fez uma parada no Brasil, na cidade de Natal (RN).

Máquina de escrever no lugar do notebook

Executivos tinham de trabalhar com máquinas de escrever (Foto: Facebook/KLM)

Executivos tinham de trabalhar com máquinas de escrever (Foto: Facebook/KLM)

Antes da existência de smartphones, tablets e notebooks, os executivos que não podiam parar de trabalhar enquanto se deslocavam durante o voo, tinham como única opção levar a bordo as antigas máquinas de escrever.

Em alguns casos, os executivos viajavam acompanhados de suas secretárias. Eram elas que faziam o trabalho de datilografia durante o voo. Muitos aviões não tinham nem mesmo as mesinhas de refeição. Assim, a máquina de escrever tinha de ser apoiada nas pernas. Pelo menos, as poltronas eram mas espaçosas.

Engenheiros de voo

Engenheiros de voo foram extintos dos aviões modernos (Foto: PanAm Historical Foundation)

Engenheiros de voo foram extintos dos aviões modernos (Foto: PanAm Historical Foundation)

A modernização dos aviões extinguiu uma das mais importantes profissões a bordo da cabine de comando dos antigos aviões. Os engenheiros de voo sentavam atrás dos pilotos e de frente para um painel lotado de botões. Eles eram responsáveis por controlar todos os sistemas do avião e fazer inúmeros cálculos, desde o tempo de voo, consumo de combustível e melhor rota.

Conforme os aviões ganharam sistemas informatizados, a cabine de comando perdeu um de seus tripulantes. Dos aviões ainda em operação no mundo, um dos poucos que ainda exige um engenheiro de voo a bordo é o gigante Antonov An-225, o maior do mundo. O avião foi produzido pela antiga União Soviética entre 1984 e 1988.

Refeições eram um grande banquete

Serviços de bordo tinha várias opções de comida (Foto: Facebook/KLM)

Serviços de bordo tinha várias opções de comida (Foto: Facebook/KLM)

Viajar de avião não era simplesmente se deslocar de uma cidade a outra com mais agilidade. As viagens tinham todo um glamour (e preços bem mais altos também). O momento das refeições era o auge do voo.

Com louças de porcelana, talheres de metal e copos de vidro, o serviço de bordo era requintado até mesmo para os passageiros da classe econômica. As extintas Vasp e Transbrasil serviam até mesmo feijoada em seus voos, enquanto a Varig era conhecida pelo caviar na primeira classe.

A sofisticação a bordo era um padrão das principais companhias aéreas de todo o mundo. Para popularização da aviação, no entanto, as empresas passaram a reduzir cada vez mais seus custos. Um dos pontos mais afetados foi justamente o serviço de bordo. Hoje, são comuns as empresas que cobram pelo lanchinho.

Leia também:

Quer voar no gigante A380, que terá voos diários de SP? Veja rotas e preços

Você tem ideia de quanto custa um avião de linhas comerciais normais?

Por que quase todos os aviões são brancos?


Avô de helicóptero, autogiro não decola na vertical nem fica parado no ar
Comentários Comente

Todos a Bordo

Cierva C.8 foi um dos primeiros autogiros criados (Foto:  National Air and Space Museum)

Cierva C.8 foi um dos primeiros autogiros criados (Foto: National Air and Space Museum)

Os primeiros estudos para a criação dos helicópteros foram feitos na China, ainda no século 4. Foi o italiano Leonardo da Vinci, no entanto, quem criou o projeto teoricamente mais viável para a construção do helicóptero no final do século 15. A pouca tecnologia da época, porém, não permitiu que o projeto saísse do papel.

Ao longo dos anos, muitos outros estudos foram feitos para a criação de um helicóptero. Enquanto o primeiro avião decolou em 1906, os helicópteros não conseguiam sair do chão. A história começou a mudar no dia 9 de janeiro de 1923, quando o engenheiro espanhol Juan de la Cierva decolava pela primeira vez com o autogiro C.4.

Cierva tinha como intenção projetar uma máquina que fosse capaz de se manter no ar mesmo se o motor deixasse de funcionar. A ideia foi utilizar os conceitos do avião, mas com asas rotativas que girassem de forma independente do motor. O C.4 não era ainda um helicóptero, mas colocava em prática conceitos fundamentais adotados anos mais tarde.

Os autogiros, de fato, parecem a mistura de avião com helicóptero. Eles precisam de velocidade horizontal para voar, como nos aviões, mas a sustentação no ar é gerada por asas rotativas (hélices) iguais às dos helicópteros.

Inovação de engenharia

Até o primeiro voo com sucesso do autogiro C.4, as aeronaves de asa rotativa não conseguiam se manter estáveis no ar. O problema era que, durante uma volta completa das hélices, a sustentação era gerada somente em metade do percurso.

A grande sacada de Cierva foi criar um rotor articulado, que mudava o ângulo das hélices conforme elas giravam. Assim, elas passaram a criar sustentação durante o tempo todo, permitindo a estabilidade do voo. O conceito do rotor articulado foi fundamental para a criação, anos mais tarde, dos helicópteros.

Como as hélices horizontais giram pela ação do vento e não pela força do motor, os autogiros não podem decolar ou pousar na vertical e tampouco ficar parados no ar. A vantagem das asas rotativas, no entanto, é permitir voar a velocidades mais baixas.

Apenas três dias após o primeiro voo, o motor do C.4 teve uma pane em voo, mas o piloto de teste conseguiu manter o voo controlado até o pouso. Mais uma vez, os conceitos adotados por Cierva se mostravam seguros.

Atualmente, os autogiros são utilizados somente para atividades recreativas (Foto: iStock)

Atualmente, os autogiros são utilizados somente para atividades recreativas (Foto: iStock)

Sem força para a guerra

A criação dos autogiros chamou a atenção da Força Aérea Real do Reino Unido, e Cierva deixou a Espanha para instalar sua fábrica na Inglaterra. Diversos outros modelos foram desenvolvidos, inclusive utilizando a fuselagem de aviões mais sofisticados. É o caso, por exemplo, do modelo C.8, construído com base na fuselagem de um Avro 552A.

Depois de diversos modelos produzidos, os autogiros não mostravam força suficiente para serem utilizados no campo de batalha.

O surgimento dos helicópteros, no final da década de 1940, acabou de sepultar definitivamente a ambição de desenvolvimento de autogiros mais robustos. Hoje, ainda há diversas fábricas de autogiros, mas eles são utilizados prioritariamente para voos recreativos.

Leia também:

Nem Boeing nem Airbus; veja aviões e helicópteros mais populares no Brasil

Em 1940, helicóptero acomodava uma pessoa e pesava pouco mais de 500 kg

Os melhores museus de aviação do mundo


Os melhores museus de aviação do mundo
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Com pouco mais de 100 anos desde o primeiro voo do brasileiro Santos Dumont, em Paris, a aviação mundial tem muita história para contar. Dos mais simples aviões de passageiros até caças supersônicos, os principais museus de aviação do mundo contam em detalhes toda essa história.

Veja 10 sugestões escolhidas pelo Todos a Bordo:

Museu de Aviação e Espaço do Canadá

Ottawa, Canadá

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O principal museu de aviação do Canadá conta bem a história da indústria aeronáutica canadense. Há mais de 150 modelos de todo o mundo, desde aviões pioneiros da década de 1920 até jatos mais modernos.

Entre os muitos aviões canadenses, destacam-se as linhas Avro e De Havillando, como CF-100, Argus, Tutor, Beaver. O grande orgulho do museu é o primeiro hidroavião feito inteiramente de metal, o HS2L, de 1917. O modelo foi completamente restaurado e tem aspecto de que acabou de sair da fábrica.

O museu tem ainda simuladores de voo, um grande teatro e diversas atrações para crianças. Entre junho e agosto, é possível ainda voar a bordo de um biplano Waco UPF-7, de 1939.

Site: http://aviation.technomuses.ca/
Endereço: 11 Aviation Parkway, Ottawa (Canadá)
Horário: todos os dias, das 10h às 17h

Museu Nacional do Ar e Espaço

Washington DC, EUA

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Próximo ao aeroporto de Washington Dulles, na capital dos Estados Unidos, o Museu Nacional do Ar e Espaço é um dos mais importantes do mundo, com mais de 60 mil peças. O enorme acervo atrai a atenção de cerca de 8 milhões de visitantes todos os anos.

O avião mais antigo do museu é justamento o que foi construído pelos irmãos Wright, que os norte-americanos consideram os pioneiros da aviação. Portanto, para eles esse é o primeiro avião da história.

Além dos muitos aviões, como Concorde, o bombardeiro B-29 e o Boeing 307, entre outras relíquias da aviação, o museu se destaca pelo enorme acervo das missões espaciais norte-americanas. Uma das peças mais valiosas é a cápsula Columbia, da Apollo 11, que pousou na lua em 1969. Outra joia do museu é a nave espacial Discovery, que foi ao espaço 39 vezes em 27 anos de serviço.

Site: http://airandspace.si.edu/
Endereço: Independence Ave at 6th St. SW, Washington, D.C. (EUA)
Horário: todos os dias, das 10h às 17h30

Museu do Voo

Seattle, EUA

Próximo à principal fábrica da Boeing, em Seattle, o Museu do Voo tem em exposição cerca de 150 aviões e veículos espaciais. Não é um museu exclusivo dos aviões produzidos pela Boeing, mas eles ganham destaque especial.

Os visitantes podem conhecer, por exemplo, o primeiro Air Force One (o avião presidencial norte-americano) a ser produzido. O avião é um Boeing 707-120 de 1958 (atualmente é utilizado o Boeing 747-8). É possível entrar no avião e conhecer detalhes como a sala de reuniões e o quarto presidencial.

Outro ícone da aviação que pode ser visto por dentro é o supersônico Concorde, que chegou a ter voos regulares para o Brasil na rota Paris-Rio de Janeiro.

Site: http://www.museumofflight.org/
Endereço: 9404 East Marginal Way S, Seattle (EUA)
Horário: todos os dias, das 10h às 17h

Museu do Ar e do Espaço da França

Le Bourget, França

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Localizado no principal aeroporto europeu de aviação executiva, Paris-Le Bourget, o Museu do Ar e do Espaço é um dos melhores museus de aviação do mundo, tanto pela riqueza de suas coleções quanto pela sua longa história. O museu foi criado em 1919.

O museu possui uma coleção de mais de 400 aeronaves, sendo que 150 estão em exibição. Os principais destaques são o Breguet 19 “Point d’Interrogation”, o Spitfire e o Concorde. O acervo conta ainda com uma área com naves e foguetes espaciais.

A cada dois anos, o aeroporto de Le Bourget ganha ainda mais importância quando sedia uma das mais importantes feiras de aviação do mundo, o Paris Air Show. Em 2017, o evento ocorre entre os dias 19 e 25 de junho.

Site: http://www.museeairespace.fr/
Endereço: Aéroport de Paris – Le Bourget. 3, esplanade de l’Air et de l’Espace (França)
Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h

Museu Imperial de Guerra

Duxford, Inglaterra

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O museu da Força Aérea do Reino Unido conta com a maior coleção de aviões da Segunda Guerra Mundial. Aviões como Spitfire, Me 109, B-17 e P-51 podem ser vistos na área de exposição, mas também durante shows aéreos realizados no aeroporto que abriga o museu.

Mais do que os aviões em exposição, o museu é histórico por si só. O aeroporto de Duxford, a cerca de 80 km de Londres, foi base da Força Aérea e local de treinamento de pilotos. Durante a visita, é possível conversar com ex-pilotos da aviação militar britânica.

Os visitantes podem realizar voos e acompanhar o processo de restauração de aviões clássicos, como o próprio Spitfire, o bombardeiro Lancaster ou mesmo o supersônico Concorde.

Site: http://www.iwm.org.uk/visits/iwm-duxford
Endereço: Cambridgeshire CB22 4QR (Inglaterra)
Horário: todos os dias, das 10h às 16h

Museu de Aviação da Ucrânia

Kiev, Ucrânia

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Administrado pela Universidade Nacional de Aviação da Ucrânia, que usa o local para treinamento e educação, a maioria dos aviões do museu foi construída pela antiga União Soviética. A exposição ao ar livre conta com aviões supersônicos, bombardeiros, aviões de transporte e até porta-mísseis nucleares.

Um dos aviões mais importante é o Tupolev-104. Ele foi o primeiro avião comercial a jato do mundo a realizar o transporte de passageiros. O primeiro voo ocorreu em 15 de setembro de 1956 entre Moscou e Irkutsk, na Rússia.

Inaugurado em 2003 com apenas 30 aviões, o museu conta atualmente com mais de 90 modelos em exposição, entre aviões, helicópteros e drones operados pela Força Aérea Soviética. Há, ainda, amostras de armas aéreas e uma exposição de motores de aeronaves.

Site: http://aviamuseum.com.ua/en
Endereço: Kyiv Str. Medovaya 1, Kiev (Ucrânia)
Horário: todos os dias, das 10h às 17h

Museu Nacional da Força Aérea dos Estados Unidos

Dayton, Ohio, EUA

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

É o maior e mais antigo museu de aviação militar do mundo, fundado em 1917, com mais de 360 veículos aeroespaciais e mísseis em exibição. São milhares de artefatos pessoais, fotografias e documentos que mostram a história da Força Aérea dos Estados Unidos.

Entre os aviões históricos, estão SPAD XIII, Caproni Ca. 36 e um bombardeiro MB-2. A coleção da Segunda Guerra inclui o B-29 Bockscar, que deixou cair a bomba atômica em Nagasaki, no Japão, além de um P-51. O F-86 e o MiG-15 representam a Guerra da Coreia, assim como o F-4 está entre os destaques da guerra do Vietnã.

Site: http://www.nationalmuseum.af.mil/
Endereço: 1100 Spaatz St., Wright-Patterson AFB, Ohio (EUA)
Horário: todos os dias, das 9h às 17h

Museu da Aviação Polonesa

Cracóvia, Polônia

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Com um grande acervo de aviões históricos, o museu polonês conta com diversas aeronaves da Primeira Guerra Mundial que nunca passaram por restauração. E o interessante é ver justamente os aviões em seu estado original.

O museu está localizado em Rakowice-Czyżny, uma das mais antigas bases aéreas militares na Europa e que foi essencial na defesa polonesa durante a guerra.

A coleção é composta de mais de 200 aeronaves. Os aviões poloneses mais importantes são os PZl, wSK e TS-11 Iskra.

Site: http://muzeumlotnictwa.pl/
Endereço: 31-864 Kraków, al. Jana Pawła II 39 (Polônia)
Horário: De terça a domingo, das 9h às 17h

Museu de Aviação da China

Pequim, China

São mais de 200 aviões, incluindo caças chineses, uma réplica do modelo dos irmãos Wright e o avião que já foi o transporte pessoal do ex-líder chinês Mao Tsé-Tung. Parte do museu está instalado dentro de um porão que era originalmente parte do sistema de bunker subterrâneo da base aérea da China.

Os grandes destaques da coleção de aviões do museu, no entanto, são mesmo as aeronaves de origem russa e chinesa, como os Nanchang, Chengdu e Shenyang e Ilyushin.

Site: http://www.chn-am.com/
Endereço: Xiaotangshanzhen, Changping, Pequim (China)
Horário: todos os dias, das 8h30 às 17h30

Museu Central da Força Aérea Russa

Monino, Rússia

O maior museu de aviação da Rússia está localizado a cerca de 40 km da capital Moscou. São mais de 170 aviões utilizados pelas forças militares da antiga União Soviética, além de armas, instrumentos e uniformes, inclusive um utilizado pelo piloto norte-americano Francis Gary Powers, que foi abatido e capturado pelos soviéticos.

Inaugurado em 1958, o museu só foi aberto ao público no início dos anos 2000. É que os russo mantinham ali protótipos de aeronaves militares que precisavam ficar longe dos olhos de turistas (e espiões) estrangeiros.

O museu tem em exposição aviões de passageiros, caças militares, bombardeiros e helicópteros de guerra. Entre alguns dos modelos, estão o caça Sukhoi Su-25, os bombadeiros Tupolev Tu-22M e Myasuschev M-50, além do helicóptero Mil Mi-12. Um dos aviões mais antigos é o U-2, de 1927.

Site: http://monino.ru
Endereço: 141170, pos. Monino, distrito de Shchelkovo, Moscou (Rússia)
Horário: de quarta a sábado, das 9h30 às 17h, e sábados e domingos, das 9h às 14h

Leia também:

Primeiro Boeing 727 volta a voar depois de 25 anos parado em um museu

Museu de aviação de Washington tem avião “concorrente” de Santos-Dumont

Os novos aviões e helicópteros que voaram pela primeira vez em 2016


Livro de colorir tem imagens históricas de empresa de aviação
Comentários Comente

Todos a Bordo

Imagem: Divulgação/British Airways

Imagem: Divulgação

A companhia aérea British Airways, do Reino Unido, pegou carona da moda dos livros para colorir – e nas vendas de fim de ano. O público-alvo, é claro, são os amantes da aviação.

A empresa lança amanhã um livro de 96 páginas com recriações de fotografias históricas, cartazes de viagem e campanhas publicitárias, acompanhadas de explicações encontradas no arquivo da companhia.

“Nós pensamos que seria uma ótima ideia escolher a partir de nosso vasto leque de imagens históricas, desde os primeiros dias dos aviadores pioneiros, quase 100 anos atrás, passando pela era de ouro da aviação com a Imperial Airways e a BOAC (British Overseas Airways Corporation) até chegar ao Concorde e aos dias atuais”, disse o autor, Paul Jarvis.

Imagem: Divulgação/British Airways

Imagem: Divulgação

Ele também é autor de um livro que conta a história da companhia aérea e curador do Museu da aérea britânica, localizado na sede da empresa, perto do terminal 5 do aeroporto de Heathrow, em Londres. O local reúne uniformes, réplicas e imagens.

O livro “British Airways: A Coloring Book”, estará à venda em algumas livrarias do Reino Unido e poderá ser encontrado em sites de vendas de livro na internet. O preço é 12,99 libras (cerca de R$ 54). Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Leia também:
Empresa aérea lança marca própria de gim, mas só para clientes da 1a classe

British acaba com lanchinho de graça na classe econômica para voos curtos

Brasil perde 18% dos voos de empresas estrangeiras em 1 ano


‘Velocímetro’ e tampa da privada do Concorde vão a leilão por até R$ 35 mil
Comentários Comente

Todos a Bordo

Último voo do Concorde aconteceu em 2003 (Imagem: Divulgação/British Airways)

Último voo do Concorde aconteceu em 2003 (Imagem: Divulgação/British Airways)

O avião supersônico Concorde é um dos mais icônicos do mundo. Com velocidade acima dos 2.000 km/h, despertou muitas paixões pelos aficionados pela aviação. Poucos, no entanto, tiveram o prazer de viajar a bordo de um Concorde.

Pelo menos, agora, os amantes do avião poderão ter em casa alguma lembrança da aeronave. Na próxima semana, entre os dias 3 e 5 de novembro, a casa de leilão francesa Marc Labarbe realiza em Toulouse (França) a venda de quase mil peças do Concorde.

Os itens à disposição incluem maquetes, equipamentos eletrônicos do painel da cabine de comando, pedaços das asas, bancos de passageiros, máscaras de oxigênio, talheres, fones de ouvidos e até mesmo assentos dos vasos sanitários.

Os preços dos produtos começam em R$ 35, como no caso de pôsteres de propaganda da época, e podem chegar até os R$ 35 mil para quem quiser adquirir um machímetro (pronuncia-se maquímetro), velocímetro que utiliza como escala a velocidade do som.

Equipamento pode ser arrematado por até R$ 35 mil (Imagem: Divulgação)

Equipamento pode ser arrematado por até R$ 35 mil (Imagem: Divulgação)

Se você quiser arrematar um conjunto duplo de bancos, a estimativa de preço é de R$ 8.600, enquanto um manche dos pilotos deve custar cerca de R$ 17 mil e um lote com dois pedaços da asa do avião deve ter um valor de R$ 4.100.

Durante esta semana, as peças do leilão estão sendo expostas em Toulouse. Mas não é preciso ir até a França para adquirir alguns dos itens disponíveis. Os lances podem ser feitos via internet, mas é necessário que o participante se inscreva com pelo menos 48 horas de antecedência do leilão.

Esta será a segunda vez que peças do Concorde serão leiloadas ao público em geral. A primeira venda ocorreu em 2007, também em Toulouse.

Assentos dos passageiros do Concorde estão avaliados em R$ 8.600 (Imagem: Divulgação)

Assentos dos passageiros do Concorde estão avaliados em R$ 8.600 (Imagem: Divulgação)

A história do Concorde

O único avião supersônico a realizar voos comerciais em larga escala esteve em operação entre 1976 e 2003. Apenas as companhias aéreas Air France e British Airways fizeram voos regulares com o avião. Foram produzidas 20 unidades, sendo 14 para voos comerciais.

O avião era utilizado, principalmente, para rotas transatlânticas e chegou a ligar Paris ao Rio de Janeiro. Em 1997, o avião bateu o recorde de velocidade ao voar de Londres a Nova York em duas horas, 53 minutos e 59 segundos.

Durante os 27 anos de voos comerciais, o Concorde sofreu apenas um acidente. Logo após decolar do aeroporto de Paris com destino a Nova York, o avião pegou fogo no ar, caindo poucos metros depois. As investigações concluíram que uma peça de um DC-10 que acabara de decolar havia caído na pista. Quando o Concorde decolou, a peça se chocou com o tanque de combustível, causando o incêndio.

Já combalido pelos altos custos operacionais, o modelo foi aposentado por Air France e British Airways três anos depois do acidente. Alguns aviões ainda são expostos em museus de aviação. E agora você também pode ter um pedaço dele em casa.

Leia mais:

Jatinho particular supersônico deve fazer primeiro voo daqui a seis anos

Novo projeto de avião supersônico sonha com viagem Londres/NY em meia hora

Voos mais curtos do mundo duram de 47s a 10 minutos e custam até US$ 100


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>