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Gol cobrará de R$ 30 a R$ 60 por mala nas passagens nacionais mais baratas
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A companhia aérea Gol anunciou nesta sexta-feira (10) que passará a cobrar pelas malas despachadas somente para quem comprar passagens a partir do dia 4 de abril (a mudança nas regras é na próxima terça-feira, 14 de março, mas a empresa vai adiar a cobrança, como fizeram outras aéreas). O preço será de R$ 30 a R$ 60 por mala. Passagens compradas até 3 de abril não terão malas tarifadas.

A cobrança será para os passageiros que adquirirem as passagens mais baratas da companhia, chamadas de “light”. Passagens mais caras darão direito a bagagem grátis.

Apesar de prometer preços mais econômicos para quem adquirir uma passagem que não dê direito ao transporte de bagagem, a Gol não informou o percentual de redução da nova classe tarifária.

Nos voos nacionais, o valor da primeira mala de até 23 kg será de R$ 30 para quem comprar o serviço de despacho nos canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e R$ 60 para quem efetuar o pagamento somente no momento do check-in.

Nas viagens internacionais, os valores serão de US$ 10 para os canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e US$ 20 no momento do check-in.

Para despachar uma segunda mala, os valores cobrados serão de R$ 50 e R$ 100 nos voos nacionais e de US$ 30 e US$ 60 nas viagens internacionais.

As tarifas “Programada” e “Flexível” da companhia irão manter a franquia de uma mala de 23 kg para todos os passageiros. As tarifas Gol Premium, disponível apenas nos voos internacionais, terão direito a dois volumes de até 23 kg.

O excesso de peso, hoje calculado de acordo com a tarifa cheia do voo, será mais barato e de fácil entendimento. O passageiro pagará apenas por quilo adicional, que custará R$ 12 nos voos domésticos e US$ 4 nos internacionais.

Nova regra vale para quem comprar passagem a partir de 14 de março (Foto: Lucas Lima/UOL)

Dúvida sobre o desconto real

Os preços das passagens variam constantemente, de acordo com a demanda e data do voos. Com isso, não é possível para o consumidor ter certeza se houve o desconto ou não.

Uma passagem que tivesse o custo atual de R$ 500, por exemplo, deveria sair por R$ 470 para quem não despachasse bagagem (desconto de R$ 30). No entanto, nada impediria que as empresas cobrassem R$ 530 com bagagem e R$ 500 sem bagagem. Para o usuário, pareceria um desconto, mas, na verdade, não haveria desconto nenhum, apenas acréscimo.

Nova resolução da Anac

As novas regras são possíveis em virtude de uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que acabou com a franquia obrigatória de bagagem. Com isso, cada companhia aérea pode definir suas próprias regras para as bagagens.  O ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella, disse em entrevista ao UOL que se os preços das passagens não caírem, a liberação da cobrança de bagagem poderia ser revista.

“Nossos clientes poderão optar pelo que melhor se adequa ao seu momento de viagem, sem pagar por um serviço que não utiliza”, afirma Eduardo Bernardes Neto, vice-presidente de Vendas e Marketing da GOL.

No entanto, antes mesmo de a nova resolução entrar em vigor, o Ministério Público Federal e o Procon já ingressaram com a ações na Justiça com pedindo de liminar para que a cobrança seja suspensa. Até o momento, as ações não foram julgadas.

Outras empresas

A Azul afirmou nesta quinta-feira (9) que pretende cobrar R$ 30 pela bagagem despachada de quem comprar passagem na tarifa mais barata. A empresa afirma que haverá duas classes tarifárias para quem viaja com e sem mala. A medida deverá ser implementada gradativamente para alguns destinos operados pela companhia aérea. Nos voos para os Estados Unidos e Europa, a empresa manteve a franquia para duas malas, porém reduziu o peso limite de cada mala de 32 kg para 23 kg.

A Latam anunciou que ”nos próximos meses” o despacho de uma mala de até 23 kg continuará gratuito, mas que no futuro pretende cobrar R$ 50 pela primeira mala despachada nos voos nacionais.Nos voos para a América do Sul, os passageiros terão direito a uma mala de 23 kg. Para os demais destinos internacionais serão duas malas de até 23 kg.

A Avianca Brasil não começará a cobrança por bagagem despachada já em 14 de março, quando passará a valer a nova regulamentação da Anac. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que pretende estudar melhor o assunto antes de adotar qualquer tipo de medida. No entanto, Pedreira deixou claro que uma das possibilidade é a Avianca adotar duas classes de tarifa nos voos domésticos, para quem viaja com ou sem bagagem despachada.

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VEJA COMO É PREPARADA A COMIDA SERVIDA EM VOO


Piloto e copiloto nunca comem a mesma refeição; veja bastidores da aviação
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Por Vinícius Casagrande

Na rota mais movimentada da aviação brasileira, a ponte aérea Rio-São Paulo, os aviões têm apenas 30 minutos de intervalo, em média, entre um voo e outro. Somente a Gol, por exemplo, tem 52 voos que levam cerca de 3.800 passageiros diariamente. Para evitar atrasos, toda a preparação do voo deve ser feita com extrema agilidade, especialmente o embarque do serviço de bordo.

Dentro do aeroporto de Congonhas, uma grande cozinha industrial prepara todo o serviço de bordo que será servido aos passageiros que embarcam em São Paulo. Por dia, são cerca de 10 mil lanches – número que inclui todas as companhias e outros destinos além da ponte aérea.

Uma curiosidade: a comida para os tripulantes e pilotos seguem regras diferentes. Como forma de garantir a segurança, os tripulantes recebem uma alimentação diferente dos passageiros. E há sempre mais de uma opção a bordo. É que metade tem de comer um tipo de comida e metade, outro prato. Piloto e copiloto nunca podem ter a mesma refeição.

A medida é uma forma de evitar que, caso alguma falha aconteça e seja servido algum alimento estragado, ainda assim metade dos tripulantes estará em boas condições físicas para continuar o voo em segurança.

A alimentação dos tripulantes, no entanto, não acontece em todos os voos, especialmente no caso da ponte aérea. As refeições são feitas de acordo com o horário da escala de trabalho, podendo ser café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar ou ceia.

Tripulantes recebem alimentação especial durante o voo (Foto: Lucas Lima/UOL)

Atenção especial para a ponte aérea Rio-São Paulo

O serviço para voos entre São Paulo e o Rio de Janeiro, no entanto, recebe atenção especial por ser a rota mais movimentada do aeroporto.

Enquanto nos voos nacionais o cardápio é alterado uma vez por semana, os voos da Gol na ponte área mudam o cardápio a cada dois dias. “Especificamente na ponte aérea, por ser um trecho principalmente voltado ao cliente corporativo, pensamos de modo que um cliente que voe toda semana, no mesmo dia ou horário, só encontre o mesmo produto depois de aproximadamente um mês”, afirma Paulo Miranda, diretor de produtos e experiência do cliente da Gol.

Além disso, são três opções de refeições diárias na Gol, de acordo com o horário do voo:

  • 6h às 9h40: minissanduíches ou bolos caseiros, servidos com café, água, suco ou refrigerante
  • 9h40 às 15h40: Snack integral Tribos ou Mini Cookies Integrais (ambos com ingredientes orgânicos), servidos com café, água, suco ou refrigerante
  • 15h40 até as 23h: wraps, croissant, enroladinhos e mini sanduíches, servidos com café, água, suco ou refrigerante

Para o período da manhã, são quatro variações que se revezam a cada dois dias. Na parte da tarde, o cardápio demora mais para ser repetido, já que a Gol trabalha com seis opções diferentes.

Cozinha de Congonhas prepara 10 mil lanches por dias (Foto: Lucas Lima/UOL)

Preparação dos alimentos

A cozinha do aeroporto de Congonhas é administrada pela empresa IMC (International Meal Company), que atua com a marca RA Catering na prestação do serviço para as companhias aéreas. Além de Congonhas, a empresa também trabalha nos aeroportos de Brasília, Viracopos, Goiânia, Porto Alegre e Confins, em Belo Horizonte. A empresa também é dona de marcas como Frango Assado, Viena, Brunella, Olive Garden, Red Lobster, entre outras.

Os alimentos que serão utilizados no serviço de bordo são abastecidos diariamente na cozinha de Congonhas. Os lanches começam a ser preparados com uma antecedência máxima de seis a oito horas antes do voo. Toda a preparação é feita manualmente por 17 funcionários. As bancadas da cozinha são separadas pelo tipo de lanche e por companhia aérea.

Depois de prontos, os lanches são embalados e colocados nos trolleys, os carrinhos utilizados pelos comissários de bordo. Enquanto aguardam o embarque no voo, os trolleys ficam armazenados em uma câmara refrigerada a uma temperatura controlada de 5º C. Os funcionários que circulam por essa área utilizam até mesmo um grande casaco de neve para não sofrer com o frio.

Alimentos saem da cozinha cerca de 40 minutos antes dos voos (Foto: Lucas Lima/UOL)

Hora do embarque

A preparação efetiva para o embarque do serviço de bordo no voo começa cerca de uma hora antes da decolagem. A equipe da empresa de catering recebe da companhia aérea a quantidade de passageiros confirmados no voo.

Em cada voo, a quantidade de lanches deve ser exatamente a mesma do número de passageiros. Caso alguém não queira o serviço de bordo, o alimento é descartado no aeroporto de destino, de acordo com as regras de segurança alimentar.

Com os trolleys com a quantidade exata de refeições necessárias, eles são colocados nos caminhões que farão o abastecimento no avião. Entre retirar o que sobrou do voo anterior e abastecer com os produtos novos, todo o processo dura entre 10 e 15 minutos.

Segurança operacional

Para realizar esse tipo de trabalho, os funcionários precisam ser aprovados em pelo menos quatro cursos regulamentados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Todos são relacionados a segurança, direção defensiva e regras de locomoção na área de manobras dos aviões.

Os funcionários e a própria empresa também são inspecionados regularmente para evitar o risco de embarque de algum produto não permitido nos aviões. Para entrar na cozinha, por exemplo, é preciso passar antes por um detector de metais. Pulseira, brincos e até aliança precisam ser retirados.

A empresa, por sua vez, precisa ter um controle rigoroso dos objetos perfurantes, como garfos, facas, ferramentas e outros itens que possam ser utilizados a bordo como ameaça. A empresa mantém a relação de todos esses objetos, que são conferidos periodicamente por agentes de segurança.

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Gol confirma cobrança por mala despachada; compra antecipada terá desconto
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A Gol confirmou nesta sexta-feira (17) que irá criar classes de tarifas diferentes para quem viajar com ou sem bagagem despachada. “A Gol informa que terá uma classe tarifária mais barata para aqueles clientes que não forem despachar bagagens”, diz a empresa em comunicado.

Segundo a companhia, o passageiro poderá adquirir uma passagem que já inclua a bagagem ou comprar o direito de despachar a mala separadamente. O valor da bagagem ainda não foi definido, mas deverá ser calculado por unidade, seguindo as dimensões e peso estipulados.

O passageiro poderá pagar para despachar mais de uma mala, mas o valor irá aumentar de acordo com a quantidade de bagagem. “A primeira será mais barata que a segunda, que será mais barata do que a terceira. E assim por diante”, diz o comunicado da Gol.

A cobrança começa a valer para as passagens que forem compradas a partir do dia 14 de março. Quem adquirir um bilhete até 13 de março, independentemente da data da viagem, continua com o direito de levar uma mala de até 23 kg.

Valor mais alto na hora do check-in

O valor cobrado para despachar a bagagem também pode variar de acordo com o momento da compra do serviço. Será definido um preço para quem fizer o pagamento antes da data do voo e outro, mais caro, para quem adquiri o serviço no momento do check-in.

“Esse serviço poderá ser adquirido em todos os canais de atendimento da GOL (app, site, totem, central de atendimento, balcão), sendo que iremos estimular o autoatendimento e contratação prévia com preços especiais”, afirma a empresa.

Os clientes Smiles, programa de fidelidade da Gol, também poderão ter benefícios de acordo com a categoria dentro do programa. “Clientes das categorias mais altas terão condições diferenciadas. Nos voos internacionais, os clientes Gol Premium também terão vantagens”, diz.

Novas regras da Anac

Segundo a empresa, a nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) traz mais competitividade ao mercado nacional e segue o que já é praticado em outros países. “A Gol entende que a medida que permite a franquia de bagagens aproximará o país dos padrões adotados na aviação mundial. Nesse momento, a companhia está trabalhando para adequar os processos e sistemas e treinando suas equipes para garantir o melhor atendimento”, afirma.

A Anac também alterou as regras para a bagagem de mão. Atualmente, o limite máximo permitido por passageiro é de uma mala de 5 kg. Para compensar a cobrança da bagagem despachada, a agência aumentou o limite para 10 kg. As companhias aéreas, no entanto, poderão definir as dimensões máximas de cada mala.

As companhias aéreas Latam, Avianca e Azul ainda não divulgaram como pretendem se adequar às novas regras da Anac para a cobrança de bagagem despachada.

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Começam a valer as novas regras para acumular milhas Smiles e Multiplus
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TAM A320

A virada do ano marca também o início de novas regras nos programas Smiles, da Gol, e Multiplus, da Latam. Todas as mudanças da Gol entram em vigor no dia 3 de janeiro. As da Latam serão divididas em duas etapas: primeiro, entram algumas em 1º de janeiro e depois outras ao longo do primeiro semestre.

As duas empresas afirmam que as novas regras têm como objetivo deixar mais claro o total de milhas acumuladas em cada viagem, além dos pontos necessários para mudança de categoria do usuário.

Na prática, no entanto, os passageiros terão de fazer várias contas para saber exatamente quantos pontos serão acumulados em determinada viagem. A vantagem é que todos os tipos de tarifa passam a somar pontos, inclusive as promocionais que normalmente não tinham esse benefício.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Smiles

A partir de agora, todos os tipos de tarifa da Gol passam a ter direito ao acúmulo de milhas no programa Smiles, inclusive as adquiridas em feirões de passagens.

O cálculo de milhas para a troca de passagens permanece de acordo com o valor pago no bilhete. As tarifas promocionais e dos feirões terão a proporção de uma milha para cada real gasto. Na tarifa programada, permanece a relação de dois para um e, na flexível, de três para um.

A principal mudança promovida pelo Smiles, no entanto, está no cálculo para a promoção de categoria. Ao voar com mais frequência, o passageiro é promovido a uma categoria superior, que conta com mais benefícios. As vantagens incluem bônus no acúmulo de milhas, descontos na compra de serviços e acesso às salas VIP.

Para ser promovido, o Smiles calcula um segundo tipo de pontuação. Para isso, o programa considerava somente a distância dos voos. Quem fazia diversas viagens curtas tinha até mais dificuldade de subir de categoria do que o passageiro que fazia apenas uma viagem internacional no ano, por exemplo.

Agora, o programa acrescentou a possibilidade de promoção de categoria também pela quantidade de trechos voados. Caso o voo tenha conexão que exija a troca de avião, são contados dois trechos.

Para subir à categoria Prata (a segunda da escala), agora são necessários 10 mil milhas ou dez trechos voados. A categoria Diamante (a mais alta) exige 30 mil milhas ou 30 trechos voados – antes eram necessárias 35 mil milhas. Vale o que o passageiro atingir primeiro.

(Foto: Divulgação)

Foto: Divulgação

Multiplus

As mudanças no programa de fidelidade da Latam são mais complicadas. A empresa conta com dois tipos de pontuação: pontos Multiplus, que podem ser utilizados para troca de passagens e devem entrar em vigor durante o primeiro semestre de 2017 (ainda sem data definida), e pontos Elite, que servem para subir de categoria dentro do programa e com regras válidas a partir de 1º de janeiro.

Para saber quantos pontos Multiplus um passageiro irá acumular durante a viagem, será preciso saber primeiro de qual categoria ele faz parte. A empresa criou um “índice multiplicador” para cada categoria.

Nos voos domésticos, o multiplicador é de:

  • Categoria Black Signtue: 8
  • Categoria Black: 7
  • Categoria Platinum: 6
  • Categoria Gold: 4
  • Categoria Latam: 2,5

Para os voos internacionais, o multiplicador é de:

  • Categoria Black Signtue: 12
  • Categoria Black: 11
  • Categoria Platinum: 10
  • Categoria Gold: 8
  • Categoria Latam: 5

O valor pago na passagem – sem as taxas de embarque ou serviços adicionais – deverá ser multiplicado por esse índice. No entanto, há ainda mais uma complicação. Se o voo for nacional, deverá ser utilizado o valor em reais. Já se for um voo internacional, o valor utilizado para o cálculo deverá ser em dólar.

Um passageiro da categoria Latam, a mais baixa, que pagar R$ 500 em um voo nacional irá acumular 1.250 pontos Multiplus (R$ 500 x 2,5). Já um passageiro da categoria Black Signature, a mais alta, que pagar o mesmo valor na passagem terá direito a 4.000 pontos Multiplus (R$ 500 x 8).

No caso de voos internacionais, um bilhete comprado pelos mesmos R$ 500 terá de ser convertido para dólar de acordo com a cotação do dia da compra, atualmente o equivalente a US$ 153. Assim um passageiro da categoria Latam irá acumular 765 pontos Multiplus (US$ 153 x 5), enquanto o passageiro da categoria Black Signature terá direito a 1.836 pontos Multiplus (US$ 153 x 12).

Para os passageiros das categorias Black Signature, Black e Platinum, há um valor mínimo de acúmulo de 500 pontos Multiplus. O acúmulo máximo por trecho é de 60.000 pontos Multiplus.

As mudanças de categoria no Latam Fidelidade será feita de acordo com os pontos Elite. Para calcular os pontos de cada viagem, o passageiro deverá multiplicar a distância percorrida em milhas pelo percentual da tarifa escolhida.

Nos voos domésticos, o percentual é de:

  • Tarifa relax: 150%
  • Tarifa top: 150%
  • Tarifa flex: 125%
  • Tarifa básica: 75%
  • Tarifa megapromo: 25%

No caso de voos internacionais, o percentual é de:

  • Tarifa premium business flex: 300%
  • Tarifa premium business access: 200%
  • Tarifa economy: 150%
  • Tarifa control: 150%
  • Tarifa access: 125%
  • Tarifa base: 75%

Em um voo de São Paulo a Miami (4.093 milhas de distância), quem pagar a tarifa base terá direito a 3.070 pontos Elite. Para subir para a categoria Gold, são necessários 10 mil pontos Elite ou dez trechos voados na Latam. Para chegar ao topo da escala, a exigência é de 150 mil pontos Elite ou 125 voos na Latam. Tudo isso é válido para o período de um ano.

Correção: A versão original deste post informava incorretamente que todas as mudanças no programa de fidelidade da Latam passariam a valer em 1º de janeiro. Apenas as regras para os pontos Elite, utilizados para mudança de categoria no programa, começaram nessa data. As mudanças para acúmulo dos pontos Multiplus, utilizados para troca de passagens, ocorrerão ao longo do primeiro semestre (a empresa não informou as datas exatas).

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EUA discutem liberação de telefonemas em voos. Você é contra ou a favor?
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Foto: Getty Images

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E se você e todos os outros passageiros pudessem ligar para quem quisessem, a qualquer hora, durante o voo? Isso seria bom ou ruim?

Pois essa discussão está em andamento nos Estados Unidos, onde o Departamento de Transportes quer que as companhias aéreas informem o passageiro com antecedência se chamadas de voz são permitidas a bordo. O órgão afirma que o objetivo é proteger os clientes de serem “expostos involuntariamente” a telefonemas dentro de aviões.

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  • http://economia.uol.com.br/enquetes/2016/12/20/voce-e-a-favor-da-liberacao-de-ligacoes-ao-celular-durante-voos.js

O departamento também abriu um período de consulta popular para saber se deve simplesmente proibir as chamadas de voz nos voos feitos dentro dos Estados Unidos, ou internacionais que saiam do país, ou que tenham os EUA como destino. As opiniões podem ser enviadas até fevereiro.

Quem é contra

Até agora, muitos comentários negativos foram registrados. “Pior. Ideia. De todos os tempos”, diz um deles. “Vai ser o caos”, resume outro. “Aviões lotados não são lugar para ser forçado a ouvir conversas pessoais”, afirma um terceiro. “Por favor, NÃO permita ligações por wi-fi no avião. Voar já é uma experiência estressante”, acrescenta outro comentário.

Quem é a favor

Houve também quem se manifestasse a favor. “Sou piloto e apoio totalmente o uso da tecnologia no avião. As pessoas devem ter discernimento ao falar quando estiverem sentadas perto de alguém no avião. É uma questão de bom senso”.

Novas situações –como lidar?

Mais do que bom senso, um cenário em que as pessoas sejam liberadas para falar ao celular durante o voo poderá exigir outras medidas, como treinamento dos comissários para lidar com situações hoje inexistentes –por exemplo, um passageiro que se sinta incomodado pela conversa do outro.

Pesquisa: maioria foi contra ligações em voos

Não é a primeira vez que a discussão vem à tona entre os norte-americanos. Há três anos, quando as autoridades também estavam considerando acabar com as restrições a chamadas durante os voos, uma pesquisa da agência de notícias Associated Press indicou que 48% dos entrevistados eram contrários à iniciativa e 19% eram a favor.

Entre os que viajam de avião com frequência, a oposição foi ainda maior: 78%.

Avianca permite ligações via app

Com as companhias aéreas brasileiras investindo em tecnologia, a discussão também deve chegar por aqui. Recentemente, Gol e Avianca anunciaram a instalação de internet a bordo de seus aviões e a Latam também estuda a opção.

Em dois aviões da frota da Avianca é possível fazer chamadas de voz utilizando aplicativos pela internet. A companhia lançou o sistema em caráter de testes em setembro deste ano, de forma gratuita. Os planos são de ampliar a disponibilidade do serviço em 2017. Pesquisas estão sendo feitas com os clientes para avaliar a aceitação do sistema.

A Gol anunciou seu serviço de wi-fi a bordo pouco depois da Avianca. Até agora, sete aviões estão equipados com a tecnologia e a previsão é que toda a frota esteja equipada até outubro de 2018. Por enquanto, o serviço também está sendo oferecido sem cobrança. A empresa informa que sua rede de wi-fi é estruturada somente para uso de dados, excluindo a possibilidade de chamadas de voz.

A Latam, quando ainda não havia adotado o novo nome, chegou a operar um sistema de telefonia via satélite. O serviço foi descontinuado em 2014 porque o custo de roaming era muito alto, minando o interesse dos passageiros pelo serviço.

Atualmente, o uso do telefone celular para ligações normais só é permitido após a abertura das portas dos aviões –o que é informado a bordo, mas frequentemente ignorado pelos passageiros. A Gol autorizada a liberar o uso de celular a partir do momento em que o avião toca o solo.

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Após extravio de criança, entenda regras para voos de menor desacompanhado
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Foto: Getty Images

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A história de uma criança que viajou sozinha e, em vez de desembarcar em Vitória (ES), acabou em Curitiba (PR), chamou a atenção no último fim de semana para como é o procedimento de viagem de menores de idade.

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  • http://economia.uol.com.br/enquetes/2016/12/07/voce-ja-teve-que-deixar-uma-crianca-ou-adolescente-viajar-sozinho.js

As companhias aéreas trazem informações sobre o assunto em suas páginas na internet – há algumas diferenças entre os serviços oferecidos, inclusive em relação à taxa cobrada, por trecho, pelo acompanhamento da criança ou adolescente. Nas empresas nacionais, a assistência ao menor que viaja sozinho é obrigatória para crianças entre 5 e 11 anos completos.

Latam

Na Latam os valores cobrados são de R$ 129 em voos nacionais, US$ 15 (pouco mais de R$ 51) para rotas dentro do Chile, Argentina e Equador, US$ 25 (cerca de R$ 86) para rotas dentro do Peru, 50.000 pesos colombianos (R$ 55) para rotas dentro da Colômbia e US$ 100 (aproximadamente R$ 344) para rotas nos demais países.

A empresa orienta o passageiro a solicitar o serviço até 48 horas antes do voo, pelos telefones 4002-5700 (capitais), 0300-570-5700 (demais cidades do Brasil) ou 0800-555-500 (atendimento a deficientes auditivos). Um formulário deve ser preenchido com informações sobre os responsáveis na origem e no destino, permissão para hospedar o menor em hotel no caso de atrasos no voo, alergias da criança. O responsável deve permanecer no aeroporto até a confirmação de partida do voo.

Em voos domésticos, a criança recebe uma pulseira com um código que permite o acompanhamento do status da viagem. Cada funcionário envolvido no acompanhamento faz a leitura do código, atualizando as informações, que podem ser acessadas por pais ou responsáveis, pelo celular, computador ou tablet.

Gol

A Gol, aérea envolvida no caso citado acima sobre a criança que viajou para o destino errado, cobra uma taxa de R$ 149 para voos domésticos e US$ 110 (quase R$ 380) para voos internacionais. O serviço só pode ser solicitado pela central de relacionamento (por meio de um formulário disponível no site), ou em uma das lojas da empresa.

Também há um formulário a ser preenchido, que inclui autorização para que a companhia aérea providencie alimentação e pernoite do menor em hotel, se necessário. Se o voo for operado por uma companhia parceira da Gol, o embarque de menores desacompanhados não será permitido.

No caso da criança que foi para o destino errado, a empresa divulgou um pedido de desculpas em que classifica o erro como pontual, informa que “em nenhum momento a criança correu qualquer risco”, e que esteve todo tempo assistida pela tripulação e colaboradores. Afirmou ainda que está adotando medidas para que erros desse tipo não voltem a ocorrer.

A Gol também tem uma pulseira com GPS que pode ser colocada na criança no momento do check-in e permite monitorar cada etapa da viagem.

Azul

A Azul só permite a viagem de crianças entre 5 e 11 anos desacompanhadas em voos domésticos, cobrando uma taxa extra de R$ 130 ou US$ 50 (R$ 172), caso a passagem tenha sido emitida fora do Brasil. Para ter acesso ao serviço, é preciso fazer a solicitação com antecedência mínima de 48 horas, pelo atendimento telefônico: 4003-1118 (capitais) e 0800-887-1118 (demais localidades).

Avianca

A Avianca informa em seu site a cobrança de uma taxa de R$ 100 para a supervisão de menores e pede que o serviço seja solicitado à central de atendimento com, no mínimo, 2 horas de antecedência ao voo.

Aéreas estrangeiras

Companhias aéreas internacionais também oferecem serviço de acompanhamento de menores que viajam sozinhos. Veja algumas opções, com base na informação disponibilizada na página das empresas na internet.

American Airlines

A American Airlines cobra uma taxa de US$ 150 (pouco mais de R$ 500) por trecho. No caso de 2 ou mais menores da mesma família viajando sozinhos nos mesmos voos, a taxa é cobrada uma única vez. Se o voo incluir conexões para outra empresa, conexões em solo ou conexão noturna, a criança não poderá embarcar sozinha.

A aérea dos Estados Unidos também diferencia as situações de acordo com a idade do menor. Crianças de 5 a 7 anos só podem viajar desacompanhadas em voos diretos. De 8 a 14 anos podem pegar rotas com conexão em alguns aeroportos americanos. Adolescentes com idade entre 15 e 17 anos também podem receber auxílio dos funcionários, mas o serviço não é obrigatório.

Air France

Foto: Divulgação/Air France

Foto: Divulgação/Air France

A Air France considera que o menor viaja desacompanhado mesmo se os responsáveis estiverem a bordo, só que em classe diferente. O serviço de assistência tem preços que variam conforme a distância do voo, no caso de viagens internacionais. Em um voo direto, o preço vai de 50 a 80 euros (R$ 180 a R$ 295, aproximadamente). Em uma viagem com conexão, o valor pode chegar a 100 euros (cerca de R$ 370). O responsável só pode deixar o aeroporto depois de receber um SMS com a confirmação da decolagem do avião – isso porque, se o voo for cancelado, a criança pode ser deixada com o responsável durante a espera por um outro voo.

O formulário de autorização para a viagem do menor desacompanhado inclui autorização para a aérea “tomar qualquer ação que considerar necessária para garantir a segurança” da criança, incluindo até mesmo o retorno ao aeroporto de partida. O responsável deve reembolsar a empresa pelos custos envolvidos. Da mesma forma, deve pagar por qualquer dano causado pelo menor durante o voo.

Se o voo tiver conexão de mais de 2 horas, a criança aguarda a nova decolagem em salas específicas para elas nos aeroportos Charles de Gaulle e Orly, em Paris. Nesses espaços, elas podem descansar, ler, assistir a desenhos animados, brincar com jogos, jogar videogame, etc.

Qatar Airways

A página em inglês da Qatar Airways informa sobre a possibilidade de escalar um representante exclusivo da aérea para acompanhar o menor entre 5 e 15 anos durante toda a viagem. A empresa cobra o trecho de volta para o funcionário que prestará o serviço.

Documentação necessária

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), adolescentes com idade entre 12 e 17 anos completos podem viajar desacompanhados independente de autorização dos responsáveis. Essa regra só vale para voos domésticos. Crianças com até 12 anos incompletos precisam de autorização para viajar desacompanhadas.

Nos voos internacionais, o embarque de menor desacompanhado dos responsáveis exige a apresentação de autorização de ambos os pais, com firma reconhecida, conforme estabelecido em resolução do Conselho Nacional de Justiça. O site da Polícia Federal indica a possibilidade de incluir algumas autorizações no passaporte do menor. Por exemplo, para que o menor viaje desacompanhado ou com apenas um dos responsáveis. Essa autorização será válida pelo mesmo período de validade do passaporte.

Correção: foi acrescentada a informação sobre a resolução do CNJ a respeito da autorização para viagem de menor desacompanhado


Férias terão mais de 9.000 voos extras deste fim de semana até o Carnaval
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Saber claramente o que está incluído no preço das passagens facilita a vida do viajante (Foto: Marcelo Justo/FolhaPress)

Companhias recomendam o check-in pela internet (Foto: Marcelo Justo/FolhaPress)

Com a chegada do verão, as festas de final de ano e as férias escolares, as companhias aéreas brasileiras se preparam para colocar em operação mais de 9.000 voos extras.

Os voos adicionais começam já neste final de semana e devem prosseguir até o Carnaval, no final de fevereiro. Serão cerca de 5.000 voos adicionais da Gol, 3.000 da Azul e 1.000 voos da Latam, com um total de mais de 1 milhão de assentos disponíveis. A Avianca deve divulgar a relação de seus voos extras somente na próxima semana.

As rotas devem atender todas as regiões do Brasil, com ênfase maior no Nordeste e Sudeste. No caso dos voos internacionais, os principais destinos serão países da América do Sul e os Estados Unidos.

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

Gol terá 5.000 voos extras até o final do Carnaval  (Foto: Divulgação)

Gol

A companhia reforçou as operações nos aeroportos das regiões Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que costumam receber grande concentração de passageiros neste período.

Além dos voos extras, em mercados já existentes, a Gol criou 58 rotas para facilitar o deslocamento dos clientes em voos diretos. Entre os destaques, estão as operações inéditas, sem escalas, com decolagens dos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ), de Campinas (SP), Curitiba (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Foz do Iguaçu (PR), Porto Alegre (RS), Belém (PA), Cuiabá (MT), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Vitória (ES) com destino às capitais da região Nordeste.

Nas rotas internacionais, a empresa coloca em operação novas opções de rotas para Santiago, no Chile, com saídas do Rio de Janeiro e de Florianópolis (SC). Montevidéu, no Uruguai, terá voos diretos partindo de Salvador (BA).

Aos clientes que viajam para a Argentina, a companhia ampliou o número de frequências com destino a Buenos Aires, com partidas de Florianópolis e Rio de Janeiro.

(Foto: Divulgação)

Novas rotas devem ser concentradas nos aeroportos de Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG) (Foto: Divulgação)

Azul

A maior parte da operação da Azul estará concentrada nos aeroportos de Viracopos, em Campinas, e de Belo Horizonte, onde a companhia tem seus dois principais centros de distribuição de voos.

Entre as rotas em destaque, estão os novos mercados temporários que ligarão Viracopos a Belém e São Luís (MA), assim como a inclusão das rotas que conectam Belo Horizonte a Aracaju (SE), Fortaleza (CE) e Natal (RN).

A companhia também ofertará mais voos diários para Florianópolis, Recife (PE), Maceió (AL), Fortaleza, Natal, Cabo Frio (RJ), Porto Seguro (BA) e Ilhéus (BA), além de ligações semanais para diversos outros destinos.

No mercado internacional, a Azul terá voos extras para Fort Lauderdale/Miami, nos Estados Unidos, e Montevidéu e Punta del Este, no Uruguai.

(Foto: Divulgação)

Latam espera transportar um total de 5 milhões de passageiros na alta temporada (Foto: Divulgação)

Latam

Somando os voos regulares e os mais de 1.000 voos extras, a Latam espera transportar cerca de 5 milhões de passageiros durante a alta temporada de verão.

A companhia contará com 800 voos adicionais no mercado nacional, com destaque para o Nordeste, e outros 200 voos extras para o exterior, especialmente para Miami, Orlando e destinos da América do Sul.

A empresa anunciou na última sexta-feira (2) um conjunto de ações para garantir a eficiência das operações. “Antecipamos todas as manutenções programadas para termos uma frota reserva de aviões em caso de necessidade”, afirmou o diretor do Centro de Controle de Operações Aéreas, Samuel di Pietro.

Com isso, a companhia terá seis aeronaves de reserva, sendo três Airbus A320, um Airbus A321, um Boeing 767 e um Boeing 777. Os aviões de reserva devem ficar nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (DF), onde a Latam tem a maior parte dos voos.

Recomendação aos passageiros

Para evitar atrasos de voos com o aumento do fluxo de passageiros nos aeroportos brasileiros, Latam, Gol e Avianca alteraram o tempo limite de check-in de 30 minutos para 40 minutos nos aeroportos de São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão) e Brasília.

“Nessa época, há muitos passageiros que não têm o hábito de viajar ou que estão voando pela primeira vez. Alguns podem se atrasar ou se perder dentro do aeroporto e complicar as operações”, afirmou o diretor da Latam.

Para agilizar ainda mais os procedimentos de embarque, as companhias recomendam aos passageiros o check-in antecipado pela internet, celular ou totens de autoatendimento dos aeroportos.

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Na hora do pouso do avião, nem sempre o mais suave é o melhor
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Todos a Bordo

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Não é incomum ver passageiros animados (ou aliviados) aplaudirem o comandante depois de um pouso. Ou por ter conseguido aterrissar em segurança, ou porque a manobra foi feita de forma bastante confortável, quase sem atritos na pista.

A surpresa é que nem sempre um pouso suave é um bom pouso, como escreve o piloto Jonathan Franklin no blog da companhia aérea KLM. “Uma das grandes falácias da aviação é que um pouso suave é um bom pouso. Isso nem sempre é verdade. Mesmo sendo mais confortável para os passageiros, a menos que as condições estejam perfeitas e a pista seja longa, um pouso suave pode ser algo ruim”.

Ele afirma que, em um pouso muito suave, o avião continua meio que voando, então precisa ser controlado com ainda mais atenção. Além disso, se a pista estiver molhada, o piloto também deverá fazer uma aterrissagem firme. “Por conta da velocidade do pouso, a água da pista não consegue se dispersar por baixo dos pneus em um pouso suave, e o trem de pouso vai patinar na superfície da água”.

Se a pista for bastante longa, a necessidade de aterrissar de forma mais firme será amenizada. De qualquer forma, seja o pouso suave ou mais duro, o passageiro deve saber que foi realizado de forma segura, como destaca o comandante da Gol, Leonardo Constant. “O bom pouso é o pouso seguro, feito com a manobra correta, com o toque na pista no ponto certo. A partir daí, podem ser mais macios ou mais duros, mas está dentro dos parâmetros de segurança”.

Ventos

Outro fator que interfere nas condições de pouso é a direção do vento. “Às vezes o passageiro questiona: ‘o dia está sem nuvem e o piloto teve de arremeter?’ Isso acontece por causa do vento”, diz o comandante da Gol Leonardo Constant.

O vento de proa, aquele que atinge o avião de frente, auxilia o processo de frenagem, facilitando o pouso. Neste caso, mais uma vez, o comprimento da pista também deve ser considerado porque, em uma pista curta, a frenagem do avião terá de ser mais forte.

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A internet está cheia de vídeos impressionantes de pousos em condições difíceis relacionadas ao vento, mas muitas vezes a imagem assusta mais quem está vendo do lado de fora do que o passageiro que está dentro do avião. “A imagem dos vídeos é impressionante, mas do lado de dentro a sensação é mais de uma turbulência, uma percepção de balanço”, diz Constant.

Só acaba quando termina

Outro aspecto para o qual o piloto da KLM chama a atenção é o fato de que o pouso não termina quando o avião toca o solo. “Apesar de ser raro qualquer coisa dar errado neste ponto, o avião ainda está em alta velocidade e, portanto, um pouco instável”.

“O pouso só acaba quando nós livramos a pista e iniciamos o taxiamento”, confirma Constant. Por isso, é muito importante seguir o aviso de manter os cintos afivelados até que o sinal luminoso seja desligado.

Piloto automático

O comandante Franklin diz ser mito que os pilotos utilizam o piloto automático o tempo todo. “Embora os aviões sejam capazes de pousar automaticamente, o piloto automático deve ser usado em condições de má visibilidade”.

“Mesmo quando o pouso é feito com o piloto automático, um dos pilotos ainda estará de olho nos controles, para o caso de alguma coisa indesejada acontecer. Isso garante que o pouso será finalizado com segurança”, diz.

O comandante da Gol explica que há aviões preparados para o uso do piloto automático no momento da aterrissagem, e pistas também preparadas para o uso do sistema, já que o processo também depende de instrumentos localizados no chão.

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Nova asa e motor vão permitir que Gol faça voo de SP a Miami sem escala
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Novo Boeing 737 MAX terá autonomia para voar de SP a Miami sem escala (Foto: Divulgação/Gol)

Novo Boeing 737 MAX terá autonomia para voar de SP a Miami sem escala (Foto: Divulgação/Gol)

Por Vinícius Casagrande

A Gol poderá retomar os voos de São Paulo para Miami em 2018. A novidade é que desta vez os voos devem ser sem escala. Isso será possível com a chegada dos novos aviões Boeing 737 MAX, que contam com novos motores, novas asas e novos winglets (aletas aerodinâmicas colocadas nas extremidades das asas).

O Boeing 737 MAX é a nova geração de aviões da fabricante norte-americana, que promete uma economia de até 14% no consumo de combustível. Com isso, além de gastar menos nos trechos já existentes, o avião vai permitir a criação de novas rotas nas quais os aviões atuais não têm autonomia suficiente para realizar voos diretos.

Segundo a Boeing, o 737 MAX terá capacidade para voar mais de 6.500 km, o que seria suficiente para ligar São Paulo a Miami sem a necessidade de uma parada para reabastecimento. A Gol já fez a rota entre São Paulo e Miami, mas com uma escala em Santo Domingo, na República Dominicana. O novo avião poderá voar entre 750 km e 1.075 km a mais do que os modelos atuais.

A Gol já encomendou 60 novos aviões 737 MAX, que devem começar a ser entregues em meados de 2018. Para dar início aos voos diretos entre São Paulo e Miami, a Gol precisa receber pelo menos três aviões do novo modelo. Isso é necessário para garantir o revezamento de aeronaves na rota e a operação contínua.

Outras rotas

O novo avião também poderá permitir que a Gol voe para aeroportos considerados críticos para o modelo atual utilizado pela companhia. Um exemplo é a cidade de La Paz, na Bolívia. A 3.660 metros de altitude, a capital boliviana não tem nenhuma ligação direta com o Brasil.

Como o Boeing 737 MAX consome menos combustível e conta com um motor mais potente, o avião poderá decolar de La Paz mais leve, garantindo a segurança da operação.

A renovação da frota da Gol também poderá abrir novas rotas para outros destinos na América do Sul e no Caribe.

Asa tem novo design e novo winglet, que ajuda a economizar combustível (Foto: Divulgação/Boeing)

Asa tem novo design e novo winglet, que ajuda a economizar combustível (Foto: Divulgação/Boeing)

O 737 MAX

O novo avião da Boeing realizou seu primeiro voo de testes no início do ano, mas deve começar a ser entregue às companhias aéreas de todo o mundo somente no ano que vem. A norte-americana Southwest Airlines deve ser a primeira companhia a receber o avião no terceiro trimestre de 2017.

Além de um novo motor desenvolvido pela CFM International, modelo LEAP-1B, o Boeing 737 MAX conta também com um novo design da asa e novos winglets para reduzir o arrasto, melhorar a performance e diminuir o consumo de combustível.

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GolDepois de mais de quatro décadas de profissão, o comandante Cleber Vezone, 67 anos, fez seu último voo no comando de uma aeronave no mês passado, tendo o filho Cássio, 38 anos, também aviador, ao seu lado na cabine. Os dois comandaram um voo de São Paulo a Uberlândia, em Minas Gerais.

“O último voo, ainda mais com o filho, vai ficar para a posteridade”, diz Cleber.

“Desde pequeno ele me levava nos voos, e eu sempre tive fascinação por avião. Pedia para ir ao aeroporto, para ver os aviões pousando e decolando”, lembra o filho Cássio, de 38 anos. Ele conta que, até então, só havia voado ao lado do pai pilotando uma única vez pela Gol. “Sempre procurei me espelhar no meu pai”.

Durante o voo, Cássio contou aos passageiros que o piloto estava se aposentando. Os passageiros aplaudiram e uma senhora pediu para tirar fotos com Cleber no final da viagem.

O vídeo foi produzido pela companhia aérea para celebrar o Dia do Aviador, comemorado em 23 de outubro. Cleber trabalhou na empresa nos últimos 12 anos. Ele também foi piloto da Vasp.

A gravação traz algumas imagens interessantes de áreas às quais o passageiro comum geralmente não tem acesso, como o setor de despacho operacional, onde eles receberam documentos e informações sobre as condições de voo, e a cabine de comando do avião, onde os dois descrevem alguns dos procedimentos necessários antes da decolagem.

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