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Arquivo : Embraer

O que acontece quando o avião é atingido por um raio durante o voo?
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Aviões são desenvolvidos para suportar a descarga de um raio (Foto: iStock)

Por Vinícius Casagrande

Ao sobrevoar uma região com tempestade, o avião corre o risco de ser atingido por um raio. Quando isso acontece, o barulho e a luz gerados pelo raio pode causar apreensão nos passageiros. Embora pareça algo extremamente crítico para o voo, as aeronaves são fabricadas para aguentar o impacto de uma descarga elétrica sem sofrer danos nem colocar em risco a segurança do voo.

Segundo o engenheiro sênior Edward J. Rupke, em artigo publicado no site Scientific American, estima-se que, em média, um avião comercial em operação nos Estados Unidos seja atingido pelo menos uma vez por ano por um raio.

Apesar da alta frequência dessas ocorrências, a última vez em que um raio causou um acidente na aviação comercial foi em 1967. Na ocasião, a descarga elétrica provocou uma explosão no tanque de combustível do avião.

Estrutura preparada

Isso ocorre porque a fuselagem do avião é composta principalmente de alumínio. Por ser um bom condutor de energia, a descarga elétrica flui sobre o avião até seguir normalmente seu caminho pela atmosfera.

No caso de aviões mais modernos, feitos com materiais compostos e com menor poder de condução de energia, são acrescentadas fibras de materiais capazes de conduzir a energia para garantir a segurança. Assim, a área interna do avião fica protegida e mesmo as partes externas não costumam sofrer qualquer dano.

Quando um raio atinge um avião, o impacto geralmente ocorre em uma das extremidades da aeronave, como nariz, as pontas das asas ou a cauda. Essas partes são reforçadas com materiais metálicos mais resistentes para suportar melhor a descarga elétrica e dissipar a energia.

Novo jato da Embraer passou por teste de resistência a raios (Foto: Divulgação)

Testes no desenvolvimento do avião

Antes de receber autorização das autoridades aeronáuticas para entrar em operação, os aviões devem passar por inúmeros testes para verificar todos os aspectos do projeto. Um desses testes é feito exatamente para verificar a resistência da aeronave ao ser atingida por um raio.

O E190-E2, novo jato comercial da Embraer que ainda está em fase de testes, passou recentemente por essa prova. Parado dentro um hangar, um protótipo do modelo foi coberto por diversos anéis ligados por fios elétricos. O objetivo é simular descargas elétricas de diversas intensidades.

A corrente induzida passa pelos componentes críticos do avião para medir os efeitos dos raios na sua estrutura. Depois dos testes, os dados coletados são estudados minunciosamente para comprovar a resistência da estrutura do avião ao ser atingido pelas descargas elétricas.

O que são os raios?

As nuvens de tempestades, chamadas de cumulonimbus, são carregadas de partículas elétricas. Quando há um acúmulo excessivo delas, ocorre a perda da capacidade isolante e surgem as descargas elétricas que formam os raios.

A corrente gerada tem diâmetro de poucos centímetros, mas pode atingir a temperatura de até 30 mil graus Celsius. Com o forte calor, o ar ao redor se expande rapidamente, comprimindo o ar vizinho. A compressão se propaga em todas as direções na atmosfera e produz uma forte onda sonora, o trovão.

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Com telefone, wi-fi e projetores, avião executivo é extensão do escritório
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Por Vinícius Casagrande

Jatos executivos foram feitos para dar mais agilidade e permitir que os passageiros possam trabalhar como se estivessem no próprio escritório. Para isso, há telefone via satélite, wi-fi, mesa de trabalho e até uma cozinha para preparar as refeições.

O Legacy 500, por exemplo, pode transportar de oito a 12 passageiros. Na configuração mais confortável, o avião conta com seis poltronas e um sofá, que podem ser transformados em quatro camas. A cabine do avião mede 2,08 metros de largura e 1,82 metro de altura, a maior entre os modelos da categoria.

Legacy 500 tem seis poltronas e um sofá em sua versão mais confortável (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Quando precisam trabalhar, os passageiros podem abrir uma mesa localizada entre as poltronas, acessar a internet e até mesmo fazer ligações. Os dispositivos eletrônicos podem se conectar às duas telas instaladas no avião e transformar o ambiente em uma sala de reunião.

Para chegarem descansados ao destino final, os passageiros podem transformar as poltronas em camas. Na configuração mais confortável do Legacy 500, há seis poltronas e um sofá, que podem viram quatro camas.

A configuração interna pode ser definida pelo próprio proprietário do avião. Ele pode escolher desde a quantidade de assentos até a cor do estofamento e o desenho do carpete do avião.

As poltronas do jato pode reclinar totalmente e virar cama (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Com velocidade de cerca de 900 km/h e autonomia de 5.800 km, o Legacy 500 já bateu quatro recordes mundiais de velocidade na sua categoria. O jato tem capacidade para chegar a até 15 km de altitude, acima dos aviões comerciais que voam a cerca de 11 km de altitude.

“A vantagem é que a atmosfera é mais calma, tem menos turbulência e não há tráfego. Assim, podemos cortar caminho mais fácil”, afirma Sydney Rodrigues, piloto da Embraer.

Conforto e acabamento estão presentes até no banheiro do jato executivo (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Apesar da altitude elevada, o ar interno do jato é pressurizado a uma altitude de 6.000 pés (cerca de 2.000 metros), mais baixo que nos voos comerciais que tem pressurização normalmente a 8.000 pés (2.700 metros). Isso proporciona mais oxigênio e deixa o voo menos cansativo.

Para as refeições, na parte da frente do avião há uma cozinha (galley) que pode ser equipada com forno de micro-ondas, forno convencional, geladeira, máquina de café e máquina de gelo.

O jato executivo já vem equipado com telefone via satélite e wi-fi (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Controles digitais de voo

O Legacy 500 foi o primeiro jato executivo produzido com o conceito completo de tecnologia fly-by-wire. A tecnologia já é utilizada há bastante tempo nos grandes aviões comerciais, mas foi a primeira vez que a Embraer decidiu adotar o mesmo recurso nos jatos de menor porte.

O fly-by-wire é um sistema totalmente computadorizado dos controles do avião. Com ele, não há a necessidade de cabos na hora de acionar as superfícies móveis de comando. O sistema é controlado por um software que foi desenvolvido por engenheiros da própria Embraer.

Avião tem controles digitais, que dão mais segurança e conforto (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

O fly-by-wire controla alguns limites de operação que facilitam o trabalho dos pilotos e dão mais segurança ao voo. O software impede, por exemplo, que os pilotos façam manobras que fujam dos parâmetros para o qual o avião foi projetado, evitando riscos estruturais ou a perda de sustentação do avião.

Além de dar mais segurança, o sistema também deixa o voo mais confortável para os passageiros. Quando encontra algum imprevisto durante o voo, o próprio fly-by-wire é programado para fazer as correções necessárias, como em caso de turbulências.

Controles do Legacy 500 impedem manobras bruscas durante o voo (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Sem o manche tradicional

Os Legacy 500 e 450 também foram os primeiros aviões da Embraer a substituírem os manches tradicionais pelo sidestick (uma espécie de joystick posicionado ao lado do assento de cada piloto). Com isso, os pilotos ganharam mais espaço à frente.

Na área livre, foi instalada uma mesa retrátil que pode ser utilizada para fazer anotações do voo. “Os pilotos gostam mesmo é de utilizar para fazer as refeições”, afirma Sydney Rodrigues, piloto da Embraer.

Com o fly-by-wire, jato substituiu o manche pelo sidestyck (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

A cabine dos pilotos

A tecnologia não se resume somente ao sistema fly-by-wire. Em frente aos pilotos, foram instaladas quatro telas de 15 polegadas que mostram as mais diversas informações necessárias para o voo. São dados de altitude, velocidade, direção, meteorologia, funcionamento dos motores e até os mapas das rotas e dos aeroportos.

“São quatro telas que podem ser configuradas das mais diversas formas possíveis. Nós orientamos a melhor e mais eficiente forma de você configurar essas telas, mas o grande lance é a flexibilidade dele”, afirma o piloto da Embraer.

Para comandar o jato executivo, o piloto precisa de um treinamento de 21 dias em Saint Louis, nos Estados Unidos. A primeira semana é de aulas teóricas e nos demais dias o piloto faz aula no simulador. “É um avião dócil e muito fácil de ser pilotado”, garante Sydney Rodrigues.

Cabine tem quatro telas de 15 polegadas para informações dos pilotos (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

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Embraer aumenta alcance de novo avião em 800 km para atender clientes
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Por Vinícius Casagrande

A Embraer apresentou nesta terça-feira (7) seu novo jato comercial, o E195-E2. É o maior modelo desse tipo fabricado pela brasileira, com 41,5 metros de comprimento e capacidade para transportar até 146 passageiros. O novo avião é avaliado em US$ 66 milhões.

Inicialmente, o avião tinha autonomia para voar 3.600 km sem parar, mas esse alcance foi ampliado em 800 km, para 4.400 km, com o avião já em desenvolvimento. O motivo: atender a pedidos de potenciais clientes.

“Isso é muito difícil. Há um ano aumentamos a envergadura (distância entre as pontas das asas) em 1,4 metro, o que permitiu colocar mais duas toneladas de combustível”, afimou Luis Carlos Afonso, diretor de aviação comercial da Embraer. O avião tem autonomia para voar 4.400 km.

No ar em 2019

A apresentação oficial do primeiro protótipo aconteceu em São José dos Campos (SP). Agora, ele entra em fase de testes em solo. Segundo o diretor de aviação comercial, a expectativa é que o avião faça seu primeiro voo ainda neste semestre e entre em operação comercial a partir de 2019.

A companhia aérea brasileira Azul já encomendou 30 unidades do novo modelo e deve ser a primeira do mundo a receber o jato. No total, a Embraer afirma que já recebeu pedidos para 90 unidades.

Com o novo avião, a Embraer tem a expectativa de ampliar sua participação no mercado mundial. “Esse avião vai abrir novos mercados para a Embraer. Vamos conquistar novos clientes em outras regiões”, afirmou Paulo Cesar Silva, presidente da empresa.

Disputa com Bombardier

O E195-E2 foi concebido para aumentar a capacidade de passageiros e, ao mesmo tempo, reduzir os custos operacionais do avião. O modelo tem uma fuselagem 3 metros mais comprida em relação à versão anterior. Além disso, o modelo recebeu novos motores, novas asas e um novo sistema de controle de voo. Segundo a Embraer, as modificações melhoram a performance e reduzem os custos operacionais do avião em até 24%.

Segundo a Embraer, quando comparado ao Bombardier CS 100, seu principal concorrente, o E195-E2 será até 10% mais eficiente. Além disso, o jato da Embraer terá o mesmo peso que o concorrente, mas será capaz de transportar 10% a mais de passageiros.

Família renovada

O E195-E2 é o segundo avião da nova família de jatos comerciais da Embraer. O primeiro foi o E190-E2, apresentado no ano passado. Ele já está em fase de testes de voo e deve ter a primeira entrega a uma companhia aérea no primeiro semestre de 2018.

O último modelo deverá ser o E175-E2, o menor avião da nova família de jatos. A previsão é que entre em operação comercial somente em 2021.

Atualmente, a Embraer conta com 275 pedidos firmes para os três modelos, além de 415 cartas de intenções e direitos de compra, somando um total de 690 compromissos com companhias aéreas e companhias de leasing (aluguel).

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Superfície na ponta da asa ajuda a melhorar a eficiência do voo (Foto: Divulgação)

Melhorar a eficiência e reduzir os custos operacionais dos aviões é um desafio constante dos engenheiros aeronáuticos no desenvolvimento de novos modelos. Um dos recursos utilizados para isso são as winglets, uma pequena superfície vertical que dá a impressão de que a ponta da asa está dobrada.

Embora deixe os aviões mais bonitos, sua utilização não tem nada a ver com estética. A winglet é um recurso totalmente aerodinâmico. Sua principal função é reduzir o que a engenharia aeronáutica chama de arrasto induzido.

O que faz os aviões voarem é a diferença de pressão exercida pelo ar nas partes superior e inferior da asa. Em virtude do formato aerodinâmico da asa, a pressão na parte inferior (chamada tecnicamente de intradorso) é maior do que na parte superior (extradorso). Para tentar compensar essa diferença de pressão, o ar que está embaixo tenta passar para o lado superior exatamente na ponta da asa.

Quando isso ocorre, o ar fica turbulento na ponta da asa e a sustentação diminui. Para compensar esse efeito, o avião precisa voar mais inclinado, aumentando o arrasto (resistência ao deslocamento) de todo o avião. Esse efeito é chamado de arrasto induzido. Para manter a performance ideal, o motor precisa ter mais potência, o que aumenta o consumo de combustível.

As winglets servem exatamente para reduzir esse efeito. Com a superfície instalada na ponta da asa, o ar é deslocado para acompanhar o novo desenho aerodinâmico da asa. Dessa forma, a sustentação passa a ser maior e o avião tem menos resistência do ar para se deslocar. Isso faz com que ele precise de menos potência e, consequentemente, consuma menos combustível.

Nova winglet do Boeing 737 MAX vai ajudar na economia de combustível (Foto: Divulgação/Gol)

Boeing aposta em novas winglets

A maioria das winglets conta com a estrutura voltada somente para cima. O projeto do novo Boeing 737 MAX, que deve finalizar os testes de voo ainda neste ano, tem uma winglet voltada para cima e para baixo.

Segundo a Boeing, o novo formato permite que o ar flua de forma mais natural pela superfície. A promessa é que a eficiência aumente ainda mais. Aliado a um motor mais moderno, o novo Boeing 737 MAX promete uma redução de combustível de 14% em relação à versão atual.

Além de gerar economia, o novo avião vai permitir que as companhias aéreas façam voos mais longos. Essa é uma das apostas da brasileira Gol, que pretende usar os novos aviões  abrir uma rota ligando São Paulo a Miami, nos Estados Unidos, em um voo sem escalas.

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Nem Boeing nem Airbus; veja aviões e helicópteros mais populares no Brasil
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Cessna Skylane é o modelo mais popular no Brasil (Foto: Divulgação)

Cessna Skylane é o modelo mais popular no Brasil (Foto: Divulgação)

A grande maioria das pessoas que viaja de avião no Brasil embarca em aeronaves da Boeing, Airbus ou Embraer. Das três grandes fabricantes, somente a brasileira Embraer conta com aviões na lista dos modelos mais populares nos céus do Brasil. Mas esqueça os grandes jatos comerciais. O domínio absoluto é dos aviões de pequeno porte.

O avião mais popular no Brasil é o Cessna Skylane na versão 182P, fabricado pela norte-americana Cessna. O monomotor de apenas quatro lugares tem 452 unidades no país, segundo registros da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Uma outra versão do Skylane, o 182N, tem mais 80 aviões voando no Brasil e ocupa o 54º lugar.

O levantamento da Anac mostra os modelos de aviões e helicópteros divididos de acordo com suas diversas versões. Quando sofrem modificações, como troca do modelo do motor, novos tipos de hélices ou mudanças aerodinâmicas, os aviões e helicópteros têm alterados alguns parâmetros de voo, como velocidade de pouso e decolagem, peso máximo e até altitude de voo. Por essa razão, precisam passar por novo processo de certificação das autoridades aeronáuticas e cada versão é avaliada como um modelo diferente.

Sêneca

Sêneca III soma 407 aviões voando no Brasil (Foto: Divulgação)

Sêneca III soma 407 aviões voando no Brasil (Foto: Divulgação)

Na segunda posição do ranking, aparece o EMB-810D, um Sêneca III de fabricação da brasileira Neiva, uma subsidiária da Embraer. O bimotor para até seis passageiros tem 407 aviões no país.

Logo em seguida, está o Sêneca II (EMB-810C), também fabricado pela Neiva, com 397 unidades registradas no Brasil. A diferença entre os dois está, principalmente, nos motores e hélices utilizados.

Somando os dois modelos, foram produzidos no Brasil 876 aviões até o ano 2000, quando a produção foi encerrada, sendo que 804 continuam voando.

Embraer Ipanema

Avião agrícola Ipanema, produzido pela Embraer (Foto: Divulgação)

Avião agrícola Ipanema, produzido pela Embraer (Foto: Divulgação)

O topo do ranking segue com mais aviões produzidos no Brasil. Nas quarta e quinta colocações, estão duas versões do avião agrícola Ipanema (EMB-202 e EMB-201A), com 387 e 379 unidades respectivamente.

Helicópteros

Robinson R44 II é o helicóptero mais popular no Brasil (Foto: Divulgação)

Robinson R44 II é o helicóptero mais popular no Brasil (Foto: Divulgação)

O helicóptero mais popular do país é o Robinson R44 II, com 327 unidades. Ele aparece na sétima posição entre todas as aeronaves registradas no Brasil. A versão anterior, o R44, aparece em 28º lugar com 130 unidades. No total, são 457 helicópteros do modelo.

A aeronave mais popular da Airbus não é um avião, mas sim um helicóptero. O AS 350B2, conhecido como Esquilo, é um helicóptero da categoria leve com capacidade entre quatro e seis passageiros. São 217 unidades, que o coloca na 16ª posição entre todas as aeronaves registradas no Brasil.

Aviões comerciais

Brasil tem 93 aviões do modelo Boeing 737-800 (Foto: Divulgação)

Brasil tem 93 aviões do modelo Boeing 737-800 (Foto: Divulgação)

Na lista dos 100 aviões mais populares, o primeiro modelo da Boeing a aparecer no ranking é o 737-800 Next Generation (737-8EH), no 46º lugar, com 93 unidades.

O avião comercial mais popular da Airbus no Brasil é o A320-214, na posição número 61, com 68 unidades.

Entre os jatos da Embaer, o que tem a maior presença nos céus do Brasil é o Phenon 100. O jatinho executivo com capacidade para até sete passageiros ocupa 47º lugar com 92 aviões registrados.

O avião comercial mais popular da Embraer é o 190-200 IGW, que aparece em 66º no ranking com 64 unidades.

Confira a lista dos aviões e helicópteros mais populares no Brasil.

1. Cessna Skylane 182P – 452 unidades

2. Neiva Sêneca III EMB-810D – 407 unidades

3. Neiva Sêneca II EMB-810C – 397 unidades

4. Embraer Ipanema EMB-202 – 387 unidades

5. Embraer Ipanema EMB-201A – 379 unidades

6. Vans RV-10 – 375 unidades

7. Robinson R44 II – 327 unidades

8. Cirrus SR22 – 308 unidades

9. Trike Ícaros Adventure – 291 unidades

10. Embraer Ipanema EMB-202A – 283 unidades

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Comac 919 já foi apresentado ao público, mas programa está atrasado (Foto: Divulgação)

Comac C919 pretende concorrer com Boeing 737 e Airbus A320 (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O ano de 2017 deve ter algumas interessantes novidades nos céus de todo o mundo. As principais fabricantes de aviões comerciais preparam o voo de estreia de diversos modelos que estão em desenvolvimento há alguns anos.

Para a brasileira Embraer, a expectativa é em torno do modelo E195-E2. O avião é o maior da nova família de jatos comerciais e deve realizar o primeiro voo ainda no primeiro semestre do ano.

Do outro lado do mundo, a expectativa é que, depois de muitos atrasos, voe pela primeira vez o Comac C919. O avião chinês é a grande aposta para que o país entre na disputa de mercado com os grandes fabricantes mundiais.

Os russos também prometem acirrar a briga neste ano. O Irkut MC-21 é outro avião que tem sofrido diversos atrasos no seu processo de desenvolvimento. Em 2017, a expectativa é o que o novo avião russo finalmente decole para a fase de testes em voo.

As duas maiores fabricantes não devem ficar para trás. Boeing e Airbus seguem no desenvolvimento de suas novas famílias de aviões. A fabricante norte-americana deve realizar o primeiro voo do 737 MAX9 e do 787-10, enquanto a Airbus prepara a decolagem dos modelos A330neo e A319neo.

Desenho mostra como deve ser o Embraer E195-E2 (Imagem: Divulgação)

Desenho mostra como deve ser o Embraer E195-E2 (Imagem: Divulgação)

Embraer E195-E2

O novo modelo será o maior avião de passageiros já produzido pela fabricante brasileira, com capacidade entre 120 e 132 passageiros. A versão atual do E195 pode transportar entre 100 e 124 passageiros, dependendo da configuração interna.

Além da maior capacidade, o avião conta com um novo desenho das asas e motores atualizados. Os sistemas de controle de voo também mudaram. Com isso, a Embraer acredita em uma economia de combustível de mais de 20%.

A companhia aérea brasileira Azul tem encomenda para 30 aviões do novo modelo. As entregas, no entanto, estão previstas para começar somente em 2019.

O primeiro A330neo foi apresentado ainda sem os motores (Foto: Divulgação)

O primeiro A330neo foi apresentado ainda sem os motores (Foto: Divulgação)

Airbus A330neo

O novo avião deve ser um dos primeiros a decolar para a fase de testes em voo. A Airbus apresentou em dezembro o avião já montado, faltando apenas a instalação dos novos motores. Esse será o maior avião da família neo, desenvolvida para receber novos motores.

A sigla neo acrescentada ao final do nome dos modelos dos aviões significa new engine option (nova opção de motores).

Com as atualizações promovidas pela Airbus, a empresa espera que o A330neo possa competir com mais vantagens com o Boeing 787. A expectativa é que os testes em voo durem cerca de um ano. A portuguesa TAP deve receber o primeiro avião do modelo em 2018.

Perspectiva de como será o novo A319neo (Imagem: Divulgação)

Perspectiva de como será o novo A319neo (Imagem: Divulgação)

Airbus A319neo

O A319neo deve encerrar a fase de atualização de motores nos aviões da Airbus. A fabricante europeia deixou por último exatamente o menor modelo produzido pela empresa, com capacidade para até 160 passageiros.

O novo avião, no entanto, não tem feito muito sucesso entre as companhias aéreas. Até o momento, a Airbus recebeu apenas 58 encomendas para o modelo. O cronograma de desenvolvimento do A319neo está atrasado. Dependendo da data do primeiro voo, as entregas podem começar no ano que vem.

Primeiro 787-10 está na fase final de montagem nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

Primeiro 787-10 está na fase final de montagem nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

Boeing 787-10

A maior versão do modelo mais moderno da Boeing, o 787-10 deve decolar pela primeira vez no segundo trimestre do ano. Com 68 metros de comprimento, o novo avião é apenas cinco metros maior do que o modelo 787-9. No entanto, isso representa capacidade para 50 passageiros a mais. O 787-10 poderá transportar 330 passageiros, contra 280 da versão 787-9.

O novo modelo, porém, teve seu alcance reduzido por conta do maior peso. Segundo a Boeing, o modelo poderá voar por 11.910 km, o que seria suficiente para operar em 90% das rotas atuais de longo alcance.

O primeiro avião do modelo está em fase final de montagem na fábrica da Boeing em North Charleston, no Estado da Carolina do Sul, nos EUA. O primeiro voo deve ser realizado em 2017 e as entregas devem começar em 2018.

Fuselagem do 737 MAX 9 ficou pronta em dezembro (Foto: Divulgação)

Fuselagem do 737 MAX 9 ficou pronta em dezembro (Foto: Divulgação)

Boeing 737 MAX 9

A Boeing pretende finalizar neste ano os voos de teste do novo 737 MAX 8 e já prepara também o primeiro voo da sua versão alongada, o 737 MAX 9. A montagem do novo modelo começou no final de dezembro na fábrica de Renton, no Estado de Washington, nos EUA.

A Boeing também está desenvolvendo as versões MAX 7 e MAX 200, que só devem voar nos próximos anos.

Desenvolvimento do Comac C919 já sofreu diversos atrasos (Foto: Divulgação)

Desenvolvimento do Comac C919 já sofreu diversos atrasos (Foto: Divulgação)

Comac C919

O chinês Comac C919 pretende ser um concorrente direto do Boeing 737 e do Airbus A320. A fase de desenvolvimento sofreu diversos atrasos, mas a empresa espera finalmente realizar o primeiro voo de teste em 2017, mas ainda não há data para o início das entregas.

Com capacidade entre 158 e 174 passageiros, o C919 é o maior avião comercial produzido na China até o momento. Apesar da ambição de ser um concorrente dos aviões mais populares da Boeing e Airbus, o avião da Comac não tem empolgado as companhias aéreas do ocidente. Grande parte dos pedidos feitos até o momento são de empresas da própria China.

Apresentação oficial do Irkut MC-21 aconteceu em julho (Foto: Divulgação)

Apresentação oficial do Irkut MC-21 aconteceu em julho (Foto: Divulgação)

Irkut MC-21

Apresentado em junho de 2016, o avião russo Irkut MC-21 é outro que pretende ser um concorrente do Boeing 737 e do Airbus A320. Produzido na região da Sibéria, na cidade de Irkutsk, o avião terá capacidade para transportar entre 165 e 211 passageiros.

A aposta dos russos está na economia operacional. Segundo a Irkut, a aeronave será até 15% mais eficiente que os rivais e terá custos operacionais 20% menores.

A Irkut diz já ter recebido 175 encomendas para o novo avião, 50 delas da companhia aérea estatal russa Aeroflot, que espera receber as primeiras unidades a partir do final de 2018. Os atrasos, no entanto, também têm marcado o desenvolvimento do projeto.

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O Airbus A380 é o avião comercial mais caro do mundo (Foto: Divulgação)

O Airbus A380 é o avião comercial mais caro do mundo (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A aviação é um mercado caro, muito caro. Para adquirir uma frota dos principais modelos de aviões comerciais, são necessários alguns bilhões de reais. A grande maioria dos aviões comerciais supera facilmente a casa dos US$ 100 milhões, o equivalente R$ 327 milhões.

Para comprar um avião, uma empresa tem de investir ao menos R$ 73,6 milhões para o modelo mais barato, um ATR 42-600 de apenas 48 lugares. Se a intenção for ter o gigante Airbus A380, com capacidade para até 853 passageiros, o investimento chega a R$ 1,4 bilhão.

Poucas companhias aéreas no mundo, no entanto, têm capital financeiro para adquirir uma frota própria de aviões. A grande maioria utiliza o sistema de leasing, um tipo de aluguel de aviões.

O leasing de um Airbus A320, igual aos utilizados pela Latam nas rotas nacionais, por exemplo, chega a US$ 300 mil (R$ 982 mil) por mês. Se fosse necessário comprar o avião, a empresa teria de desembolsar US$ 98 milhões (R$ 320,9 milhões).

Maior avião utilizado por uma companhia aérea brasileira, um Boeing 777-300ER igual ao utilizado pela Latam custa US$ 339,6 milhões (R$ 1,1 bilhão).

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Embraer na vantagem com a concorrente

Reduzir custos para oferecer preços mais atraentes é fundamental também para as fabricantes de aviões. Nesse ponto, a Embraer tem larga vantagem em relação à sua principal concorrente, a canadense Bombardier.

Depois de sofrer diversos atrasos, a Bombardier entregou em 2016 os primeiros jatos da nova geração, os CS100 e CS300. Os novos aviões custam entre US$ 76,5 milhões (R$ 250,5 milhões) e US$ 85,7 milhões (R$ 280,6 milhões).

O concorrente mais direto da Embraer é o modelo CS100, que tem capacidade de 108 a 133 passageiros. O novo Embraer 195-E2, ainda em desenvolvimento, terá capacidade semelhante, entre 120 e 130 passageiros. No entanto, o avião brasileiro é US$ 11 milhões mais barato. Um 195-E2 custa US$ 65,6 milhões (R$ 214,8 milhões).

Todos os valores são os chamados “preço de lista”, uma referência para todo o mercado. Cada avião que sai da fábrica, no entanto, pode ter um valor maior ou menor. O preço final depende da configuração exigida e das negociações feitas.

A Bombardier, por exemplo, teve de dar descontos generosos para vender seus novos aviões às companhias Delta e Air Canada e recuperar o dinheiro investido no processo de desenvolvimento.

Confira a seguir o preço dos aviões comerciais das cinco maiores fabricantes do mundo.

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

Gol tem encomenda de 60 Boeing 737 MAX8. Cada um vale US$ 110 milhões (Foto: Divulgação)

Boeing

737-700 – US$ 80,6 milhões (R$ 263,9 milhões)

737 MAX7 – US$ 90,2 milhões (R$ 295,4 milhões)

737-800 – US$ 96 milhões (R$ 314,4 milhões)

737-900ER – US$ 101,9 milhões (R$ 333,7 milhões)

737 MAX8 – US$ 110 milhões (R$ 360,2 milhões)

737 MAX200 – US$ 112,9 milhões (R$ 369,7 milhões)

737 MAX 9 – US$ 116,6 milhões (R$ 381,8 milhões)

767-300ER – US$ 197,1 milhões (R$ 645,5 milhões)

787-8 – US$ 224,6 milhões (R$ 735,5 milhões)

787-9 – US$ 262,6 milhões (R$ 860 milhões)

777-200ER – US$ 277,3 milhões (R$ 908,1 milhões)

787-10 – US$ 306,1 milhões (R$ 1 bilhão)

777-200LR – US$ 313,8 milhões (R$ 1 bilhão)

777-300ER – US$ 339,6 milhões (R$ 1,1 bilhão)

777-8 – US$ 371 milhões (R$ 1,2 bilhão)

747-8 – US$ 378,5 milhões (R$ 1,2 bilhão)

777-9 – US$ 400 milhões (R$ 1,3 bilhão)

(Foto: Divulgação)

Novo Airbus A320neo tem preço de US$ 107,3 milhões (Foto: Divulgação)

Airbus

A318 – US$ 75,1 milhões (R$ 245,9 milhões)

A319 – US$ 89,6 milhões (R$ 293,4 milhões)

A320 – US$ 98 milhões (R$ 320,9 milhões)

A319neo – US$ 98,5 milhões (R$ 322,5 milhões)

A320neo – US$ 107,3 milhões (R$ 351,4 milhões)

A321 – US$ 114,9 milhões (R$ 376,3 milhões)

A321neo – US$ 125,7 milhões (R$ 411,6 milhões)

A330-200 – US$ 231,5 milhões (R$ 758,1 milhões)

A330-800neo – US$ 252,3 milhões (R$ 826,2 milhões)

A330-300 – US$ 256,4 milhões (R$ 839,7 milhões)

A330-900neo – US$ 287,7 milhões (R$ 942,2 milhões)

A350-800 – US$ 272,4 milhões (R$ 892,1 milhões)

A350-900 – US$ 308,1 milhões (R$ 1 bilhão)

A350-1000 – US$ 355,7 milhões (R$ 1,1 bilhão)

A380-800 – US$ 432,6 milhões (R$ 1,4 bilhão)

Foto: Divulgação

Novos jatos da Embraer são mais baratos que os concorrentes da Bombardier (Foto: Divulgação)

Embraer

E175 – US$ 42 milhões (R$ 137,5 milhões)

E190 – US$ 49,8 milhões (R$ 163 milhões)

E175-E2 – US$ 50,8 milhões (R$ 166,3 milhões)

E195 – US$ 52,5 milhões (R$ 171,9 milhões)

E190-E2 – US$ 58,2 milhões (R$ 190,6 milhões)

E195-E2 – US$ 65,6 milhões (R$ 214,8 milhões)

ATR 72-600 é o avião mais barato utilizado pelas companhias brasileiras (Foto: Divulgação)

ATR 72-600 é o avião mais barato utilizado pelas companhias brasileiras (Foto: Divulgação)

ATR

42-600 – US$ 22,5 milhões (R$ 73,6 milhões)

72-600 – US$ 26 milhões (R$ 85,1 milhões)

Bombardier CS100 custa US$ 76,5 milhões e é US$ 11 milhões mais caro que o Embraer 195-E2 (Foto: Divulgação)

Bombardier CS100 custa US$ 76,5 milhões e é US$ 11 milhões mais caro que o Embraer 195-E2 (Foto: Divulgação)

Bombardier

Q400 – US$ 31,9 milhões (R$ 104,4 milhões)

CRJ700 – US$ 41,4 milhões (R$ 135,5 milhões)

CRJ900 – US$ 46,5 milhões (R$ 152,2 milhões)

CRJ1000 – US$ 49,5 milhões (R$ 162,1 milhões)

CS100 – US$ 76,5 milhões (R$ 250,5 milhões)

CS300 – US$ 85,7 milhões (R$ 280,6 milhões)

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Jato executivo da Embraer bate dois novos recordes de velocidade
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O jato executivo Legacy 500, da Embraer (Divulgação)

O jato executivo Legacy 500, da Embraer (Divulgação)

O Legacy 500, jato executivo da Embraer, estabeleceu dois novos recordes mundiais de velocidade em sua categoria, a “midsize”, de médio porte. Com isso, o avião totaliza seis recordes este ano. As marcas foram registradas em “Velocidade sobre Rota Reconhecida” durante uma viagem da costa oeste dos Estados Unidos ao Havaí.

O voo de Burbank, na Califórnia, até Kahului (Maui), transpôs 4.010 km (2.165 milhas náuticas) em 6 horas, a uma velocidade média de 680 km/h (422.25 milhas por hora). O voo de retorno até Phoenix, no Arizona, atingiu 846 km/h (525.97 milhas por hora), cruzando 4.575 km (2.470 milhas náuticas) em 5 horas e 30 minutos. O avião estava com cinco pessoas a bordo.

Marcas anteriores

Outros quatro recordes também foram reconhecidos para o Legacy 500 em 2015. Os dois primeiros foram registrados em março, durante o trajeto de ida e volta, com seis passageiros a bordo, entre as cidades de Oakland, na Califórnia, e Lihue, no Havaí, distantes 3.954 km (2.135 milhas náuticas). O voo para Lihue foi completado em 5 horas e 49 minutos, a uma velocidade média de 676 km/h (420 mph). O retorno ocorreu em 4 horas e 11 minutos, a uma velocidade média de 943 km/h (586 mph).

A terceira marca foi registrada em voo para Friedrichshafen, na Alemanha, partindo do aeroporto de Bangor, no Maine, Estados Unidos. A viagem de 5.945 km (3.210 milhas náuticas) foi completada em 6 horas e 50 minutos, com três ocupantes. Outro recorde foi quebrado durante um voo entre Düsseldorf, na Alemanha, e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em uma distância de 6.052 km (3.268 milhas náuticas), a maior já percorrida pelo Legacy 500. A duração do voo foi de 7 horas e 3 minutos e o jato chegou ao destino com uma reserva de combustível de 861 kg. A média final de consumo foi de 721 kg por hora.

Segundo a Embraer, tanto a Associação Aeronáutica Nacional (NAA), dos Estados Unidos, quanto a Federação Aeronáutica Internacional, na Suíça, confirmaram cada um dos voos como recordes americanos e mundiais, respectivamente.

O jato

O Legacy 500 é capaz de voar a 45.000 pés (13.716 m) de altitude e tem alcance de 3.125 milhas náuticas (5.788 quilômetros), com quatro passageiros a bordo. Isso permite voos sem escalas de São Paulo a Caracas, na Venezuela, Los Angeles a Honolulu, Teterboro, também nos Estados Unidos, a Londres, na Inglaterra.


Feira de aviação traz jatos de luxo para São Paulo nesta semana; veja fotos
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HondaJet estará em exposição na Labace (Foto: Divulgação)

HondaJet estará em exposição na Labace (Foto: Divulgação)

Aviões de vários modelos e para vários bolsos (todos bem recheados, é claro) estarão em exposição nesta semana em São Paulo. A Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition) será realizada no Aeroporto de Congonhas e terá vários destaques, entre eles o novo Legacy 450, da Embraer, e o HondaJet, que será vendido no Brasil pela Líder Aviação.

Na última semana, a Associação Brasileira de Aviação Geral divulgou números oficiais sobre o setor de aviação particular (que inclui jatinhos, monomotores, helicópteros). A frota no país cresceu 3% em 2014, chegando a 15.120 unidades. O número de pousos e decolagens, no entanto, diminuiu 7% em comparação com o ano anterior.

A Labace atrai principalmente profissionais da área de aviação, mas é aberta para o público em geral. O evento será realizado de terça a quinta-feira, a partir das 12 horas, e só é possível comprar a credencial válida para os três dias, que custa R$ 370 (não inclui palestras ou seminários pagos). Há descontos para grupos específicos.

Confira alguns dos aviões que estarão em exposição:


Jato executivo da Embraer será apresentado pela primeira vez no Brasil
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Jato executivo Legacy 450 Embraer (Foto: Divulgação)

Jato executivo Legacy 450 Embraer (Foto: Divulgação)

A Embraer vai apresentar o Legacy 450 pela primeira vez no Brasil nos dias 11, 12 e 13 de agosto, em um evento de aviação executiva em São Paulo. O avião, que tem preço a partir de US$ 17 milhões e já foi apresentado publicamente em feiras na América do Norte e Europa, está em fase final de ensaio de voo e deve entrar no mercado até o fim deste ano.

“Os ensaios em voo do Legacy 450 têm apresentado resultados que superam as expectativas, demonstrando maturidade e excelente desempenho”, afirma Marco Tulio Pellegrini, presidente da Embraer Aviação Executiva.

Interior do jato executivo Legacy 450 da Embraer (Foto: Divulgação)

Interior do jato executivo Legacy 450 da Embraer (Foto: Divulgação)

O Legacy 450 é um avião de médio porte que tem tecnologia de controle de voo totalmente digital e capacidade para voar sem escalas de São Paulo a Bogotá ou de Manaus a Miami. A cabine de passageiros tem 1,83m de altura e piso plano. Quatro poltronas totalmente reclináveis podem ser convertidas em dois leitos. O sistema de entretenimento a bordo inclui vídeo de alta definição e sistema de comunicação de voz e dados.

A Embraer também levará para exposição na Labace, evento voltado para a aviação executiva na América Latina, os jatos executivos Phenom 100E, Phenom 300, Legacy 500 e Legacy 650.

Interior do Legacy 450 da Embraer (Foto: Divulgação)

Interior do Legacy 450 da Embraer (Foto: Divulgação)

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