direitos do passageiro – Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Sat, 24 Feb 2018 07:00:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Vai viajar de avião? Veja seus direitos em caso de atraso ou cancelamento http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/09/atraso-cancelamento-de-voo-direito-dos-passageiros/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/09/atraso-cancelamento-de-voo-direito-dos-passageiros/#comments Fri, 09 Feb 2018 06:00:28 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6867

Companhia aérea tem de dar alimentação e hospedagem em caso de atraso de voo (Wilson Dias)

Em épocas de grande movimentação nos aeroportos, como Carnaval, as chances de ter um voo atrasado ou mesmo cancelado podem aumentar. Os imprevistos podem ocorrer tanto pelo excesso de tráfego aéreo em determinado aeroporto quanto por problemas climáticos, como chuva ou má visibilidade.

Seja qual for o motivo do atraso no voo, as companhias aéreas são obrigadas a prestar assistência aos passageiros, mesmo que elas não sejam as culpadas diretas pelo atraso. Os procedimentos que devem ser seguidos constam da resolução 400 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

A informação sobre o atraso ou cancelamento do voo deverá ser prestada pela companhia imediatamente após ela saber do problema no voo. Além disso, as empresas devem manter os passageiros informados a cada 30 minutos em relaçao à previsão de partida dos voos atrasados.

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Enquanto esperam pela decolagem, os passageiros têm o direito a receber assistência das companhias aéreas. “A assistência material consiste em satisfazer as necessidades do passageiro e deverá ser oferecida gratuitamente pelo transportador, conforme o tempo de espera, ainda que os passageiros estejam a bordo da aeronave com portas abertas”, determina o artigo 27 da resolução da Anac.

Com isso, as companhias aéreas são obrigadas a oferecer aos passageiros:

A partir de uma hora de atraso: comunicação (internet, telefone, entre outros).

A partir de duas horas de atraso: alimentação de acordo com o horário (voucher, refeição, lanche etc).

A partir de quatro horas de atraso: hospedagem (somente em caso de pernoite no aeroporto) e transporte de ida e volta. Se o passageiro estiver no local de seu domicílio, a empresa poderá oferecer apenas o transporte para sua residência e de sua casa para o aeroporto.

Quando o voo atrasar mais de quatro horas ou for cancelado, a companhia aérea deverá oferecer alternativas de reacomodação em outro voo, devolver o valor da passagem ou levar o passageiro por outra modalidade de transporte. Nesse caso, o passageiro é que deve escolher qual a melhor alternativa para ele. Caso opte pela remarcação do voo para outro dia ou prefira a devolução do dinheiro, a companhia aérea não precisará mais prestar a chamada assistência material naquele dia.

Em caso de remarcação, a empresa não poderá cobrar nenhuma taxa extra. O passageiro poderá optar por fazer uma reserva para o próximo voo para o seu destino. Nesse caso, o voo poderá ser feito na própria companhia aérea ou por outra empresa. Outra opção é remarcar a viagem para outra data, mas sem a possibilidade de trocar de companhia aérea.

Se a opção do passageiro for pelo reembolso, a companhia aérea deverá fazer a devolução do dinheiro em até sete dias, a contar da data da solicitação feita pelo passageiro. O pagamento deverá ser feito pelo mesmo meio utilizado na compra da passagem aérea. O reembolso também poderá ser feito em créditos para a aquisição de passagem aérea, desde que o passageiro concorde com essa opção.

Overbooking

Os passageiros que não conseguirem embarcar por overbooking [venda de passagem além da capacidade do avião] terão direito a receber uma indenização imediata. Isso ocorre quando a companhia aérea vende mais assentos do que os disponíveis no avião, há a necessidade de trocar o avião previsto por outro com menor número de assentos ou o avião precisa voar mais leve por motivo de segurança operacional, mesmo com alguns assentos vazios.

De acordo com as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a indenização por passageiro para voos nacionais será de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.177,25. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES (R$ 2.354,50).

Como alternativa, as companhias aéreas também poderão se antecipar ao problema e negociar diretamente com os passageiros outros tipos de compensação para quem se oferecer como voluntário para embarcar em outro voo. O valor integral da multa será pago somente caso não haja voluntários suficientes no momento do embarque.

Além da indenização, a companhia aérea terá de oferecer as alternativas de reacomodação em outro voo, reembolso do preço da passagem ou execução do serviço por outra modalidade de transporte, de acordo com a opção do passageiro.

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Aéreas são suspeitas de separar famílias para cobrar mais por assento junto http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/08/companhias-aereas-cobranca-passageiros-marcacao-de-assento-voo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/02/08/companhias-aereas-cobranca-passageiros-marcacao-de-assento-voo/#comments Thu, 08 Feb 2018 06:00:36 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6861

Reino Unido abriu investigação sobre prática das companhias aéreas (Getty Images)

A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA, na sigla em inglês) abriu uma investigação para verificar se as companhias aéreas que operam no país estão separando de forma proposital os passageiros que viajam acompanhados para forçá-los a pagar a taxa extra de marcação de assentos, e só assim terem a garantia de viajarem lado a lado.

No momento da reserva da passagem, os clientes podem optar pelo preço mais baixo, que não permite a marcação antecipada de assento, ou pagar uma tarifa mais cara para reservar uma poltrona específica. Sem pagar a taxa extra, a companhia aérea determina qual o assento de cada passageiro, sem a garantia de que viajarão juntos.

Um relatório da CAA aponta que 18% dos passageiros que não pagaram a taxa extra tiveram de viajar separados de seus acompanhantes no avião.

A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido afirmou que vai solicitar mais informações das companhias aéreas sobre políticas de marcação de assentos para averiguar se os passageiros estão sendo tratados de forma justa e se as políticas de preços são transparentes.

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“As práticas de marcação de assento das companhias aéreas estão claramente causando confusões nos clientes. As companhias aéreas estão no direito de cobrar a marcação de lugares, mas, se elas o fazem, isso deve ser de maneira justa e transparente. Nossa pesquisa mostra que alguns passageiros estão pagando para sentarem juntos quando, de fato, não precisariam”, afirma Andrew Haines, chefe-executivo da CAA.

No Brasil, as companhias aéreas também podem cobrar pela marcação de assento. Nos voos nacionais, nenhuma delas faz esse tipo de cobrança por enquanto. Porém, nos voos internacionais o valor por um assento comum pode passar de R$ 100.

Pesquisa diz que maioria paga só para ter a certeza de viajar acompanhada (Joel Silveira/Folhapress)

Aumento da receita das companhias aéreas

A cobrança pela marcação de assento tem representado um bom reforço de caixa para as companhias aéreas. “Resultados das nossas pesquisas mostram que os passageiros do Reino Unido podem estar pagando entre 160 milhões de libras esterlinas (R$ 722 milhões) e 390 milhões de libras esterlinas (R$ 1,7 bilhão) por ano para marcação de assentos”, afirma o relatório da CAA.

A CAA fez uma pesquisa com 4.296 passageiros que viajaram acompanhados, e cujas passagens haviam sido compradas juntas. Segundo a pesquisa, apenas metade afirmou ter sido avisada pelas empresas, antes da compra da passagem, que teria de pagar para ter a certeza de sentar junto com seu acompanhante. Outros 10% afirmaram terem sido avisados somente após a compra dos bilhetes. O restante disse que nunca foi avisado do risco de terem de sentar separados.

“Embora a maioria dos pesquisados tenha sido informada que eles poderiam não sentar juntos mesmo fazendo a reserva em grupo, quase metade acreditava que a companhia aérea os colocariam automaticamente juntos. Por outro lado, dois em cada cinco [40%] responderam que achavam que as empresas não os colocariam juntos automaticamente”, diz o relatório da CAA.

Segundo a pesquisa do órgão do Reino Unido, entre os passageiros que pagaram a mais para reservar o assento antecipadamente, 60% afirmaram que só fizeram por conta do risco de a companhia aérea separar o grupo que viajaria junto.

Risco para a segurança do voo

A questão não trata apenas de conforto ou conveniência dos passageiros e pode afetar até mesmo a segurança do voo, conforme a Autoridade de Aviação do Reino Unido afirma em seu site.

A recomendação da CAA é de que “crianças e bebês acompanhados por adultos deveriam, idealmente, sentar na mesma fileira. Quando isso não for possível, deverão ser separados por não mais do que uma fileira dos adultos acompanhantes”.

“Isso é necessário porque a velocidade de evacuação de emergência pode ser afetada pelos adultos tentando pegar suas crianças”, afirma a CAA.

Ryanair é a empresa que mais separa passageiros no Reino Unido (Divulgação)

Companhias que mais separam os passageiros

O risco de viajar separado do seu grupo pode variar de acordo com cada companhia aérea. “A pesquisa sugere que os passageiros têm melhor chance de sentarem juntos sem pagar a mais em algumas companhias aéreas do que em outras”, afirma a CAA.

Veja o ranking elaborado pela Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido com as empresas que mais separam passageiros que viajam acompanhados.

Ryanair: 35%

Emirates: 22%

Virgin Atlantic: 18%

Jet2.com: 16%

British Airways: 15%

easyJet: 15%

Thomas Cook: 15%

Flybe: 12%

TUI Airways: 12%

Monarch Airlines (empresa faliu no ano passado): 12%

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Latam muda cobrança de bagagem; 1ª mala sobe 33% e vai de R$ 30 para R$ 40 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/29/latam-muda-cobranca-de-bagagem/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/29/latam-muda-cobranca-de-bagagem/#comments Mon, 29 Jan 2018 16:13:00 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6812

Latam muda tabela de preços para transporte de bagagem em voos nacionais (Divulgação)

A Latam mudou nesta segunda-feira (29) a forma de cobrança para as bagagens despachadas em voos nacionais. Com a alteração da tabela de valores, o preço para quem comprar o transporte de uma mala de até 23 kg no momento da emissão do bilhete subiu 33%, passando de R$ 30 para R$ 40. A inflação desde o início da cobrança das bagagens (junho/17) até dezembro (último dado disponível) foi de 1,5%.

Em algumas situações, houve redução no preço das bagagens, mas em porcentagens menores.

O passageiro pode adquirir o serviço de despacho de bagagem durante a compra da passagem ou a qualquer momento antes do voo. No entanto, havia diferença de preços se o pagamento fosse feito junto com a compra da passagem ou depois da emissão do bilhete.

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Com a nova tabela de preços, a Latam decidiu unificar os valores. “A companhia não fará mais distinções entre os valores cobrados no momento da emissão do bilhete e de forma antecipada, a qualquer momento antes do embarque”, afirma a empresa em comunicado.

Com isso, houve também uma redução de 20% para quem compra o serviço após a emissão do bilhete, mas ainda antes do check-in no aeroporto. Nesse caso, o preço para transportar uma mala de até 23 kg caiu de R$ 50 para R$ 40.

Os passageiros que precisem levar uma segunda mala na viagem também terão um custo adicional quando o serviço for adquirido no momento da compra da passagem. O valor para o transporte da segunda mala subiu de R$ 50 para R$ 60, um acréscimo de 20%.

A partir da terceira mala despachada, não houve mudança de preço (R$ 80) para pagamento na hora da emissão do bilhete. Para compras antes do check-in, houve uma queda de 27%, passando de R$ 110 para R$ 80.

Os valores cobrados pela Latam para pagamento pelo transporte de bagagem no momento do check-in no aeroporto não sofreram alterações.

Veja a nova tabela de preços:

1ª mala de até 23 kg:

Pagamento junto com a emissão da passagem: R$ 40 (eram R$ 30)

Pagamento após a compra da passagem e antes do embarque: R$ 40 (eram R$ 50)

Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 80 (eram R$ 80 mesmo)

2ª mala de até 23 kg:

Pagamento junto com a emissão da passagem: R$ 60 (eram R$ 50)

Pagamento após a compra da passagem e antes do embarque: R$ 60 (eram R$ 80)

Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 110 (eram R$ 110 mesmo)

A partir da 3ª mala de até 23 kg:

Pagamento junto com a emissão da passagem: R$ 80 (eram R$ 80 mesmo)

Pagamento após a compra da passagem e antes do embarque: R$ 80 (eram R$ 110)

Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 200 (eram R$ 200 mesmo)

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Sabe o tamanho que sua mala de mão deve ter para viajar em qualquer aérea? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/06/tamanho-bagagem-de-mao-companhias-aereas/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/06/tamanho-bagagem-de-mao-companhias-aereas/#comments Sat, 06 Jan 2018 06:00:03 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6704

Mala de mão grande pode ter cobrança adicional (Divulgação/ Crystal Cabin Awards)

Por Vinícius Casagrande

Como forma de evitar o pagamento para despachar uma mala durante as viagens de avião, os passageiros têm optado por levar apenas a bagagem de mão. Alguns viajantes, no entanto, acabam exagerando no tamanho da mala, excedem os padrões estabelecidos pelas companhias aéreas e são pegos de surpresa com a cobrança de uma taxa adicional no momento de entrar no avião.

Quando permitiu a cobrança para o transporte de malas no porão do avião, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aumentou também o peso da bagagem de mão que os passageiros têm direito a levar dentro da cabine. Com as novas regras, o limite da mala de mão passou de 5 kg para 10 kg.

Apesar do aumento do peso permitido, as companhias aéreas também ficaram liberadas para determinar as dimensões máximas das malas a serem transportadas na cabine de passageiros. Para conferir se o tamanho da bagagem está dentro das regras estabelecidas, algumas companhias aéreas criaram um compartimento para medir as malas antes do embarque.

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O modelo é semelhante ao adotado por diversas companhias de baixo custo europeias. Antes de embarcar no avião, o passageiro tem de colocar sua mala dentro de uma caixa. Se ela couber perfeitamente, pode entrar no avião.

Se a mala não entrar nessa caixa, significa que ela é maior do que o tamanho permitido e deverá ser encaminhada para o porão do avião, ficando sujeita às regras de bagagem despachada, o que pode gerar um custo adicional ao passageiro.

As companhias aéreas afirmam que o limites levam em contam as dimensões dos bagageiros internos dos aviões. Se a mala estiver dentro das regras da companhia aérea, mas não houver mais espaço na cabine de passageiros, ela poderá ser despachada no porão do avião, mas sem nenhum custo extra para o passageiro.

Os tamanhos variam para cada empresa. Mas, considerando os menores requisitos para que você possa voar em qualquer companhia nacional, em voos domésticos, estas são as dimensões ideais:

Altura: 55 cm

Largura: 35 cm

Profundidade: 25 cm

Para evitar surpresas na hora do embarque, veja as regras detalhadas de cada companhia aérea nacional para voos domésticos.

Latam mede o tamanho das malas na entrada do avião (Divulgação)

Latam

Na companhia aérea Latam, as dimensões máximas da bagagem de mão são de 55 cm altura x 35 cm de largura x 25 cm de profundidade. A empresa faz a verificação dos parâmetros por meio de um gabarito (caixa) presente no portão de embarque do aeroporto. As malas que não cabem nesse gabarito são enviadas para o porão do avião.

Todas as malas de mão também devem ter peso máximo de 10 kg. A exceção é para os passageiros que compraram bilhetes nas categorias Premium Business e Premium Economy. Nesse caso, o limite máximo é de 16 kg.

Caso a mala de mão tenha de ser encaminhada para o porão do avião por exceder os limites estabelecidos pela Latam, ela passa a entrar nas regras de bagagem despachada. Se o bilhete comprado pelo passageiro não der o direito ao despacho de bagagem, o valor cobrado pela Latam para a primeira mala é de R$ 80, que deverá ser pago ainda no portão de embarque.

Se o passageiro já despachou uma mala no momento do check-in e a bagagem de mão também precisar ser transportada no porão do avião, ela é considerada como segunda mala despachada. Nesse caso, o valor cobrado sobe para R$ 110.

No site da Latam, há uma página com todos os itens que podem ser transportados na cabine de passageiros.

Na Azul, é permitido levar apenas um volume dentro da cabine do avião (Divulgação)

Azul

A Azul permite o embarque de apenas um volume com peso máximo de 10 kg e limite de tamanho de 115 cm, somando-se altura, largura e profundidade da mala. Segundo a empresa, itens pessoais como bolsas, pastas, laptops e até compras nas lojas do aeroporto devem ser colocadas dentro da bagagem de mão. A verificação dos limites é feita pelos funcionários da companhia diretamente no portão de embarque dos aeroportos.

“É comum clientes aparecerem com bagagens que ultrapassam 10 kg, um volume ou os 115 cm permitidos. Por isso, a companhia realiza hoje uma campanha educativa, mas não descarta a possibilidade de, no futuro, cobrar pelo despacho de bagagens que excedem o limite e que, portanto, não cabem nos bins [bagageiros]”, afirma a Azul, em nota.

A Azul possui dois perfis de tarifas, com ou sem o direito ao despacho de bagagem. Segundo a empresa, a franquia só trata de peso e não de quantidade de volumes. Assim, se o passageiro comprou uma tarifa com franquia, tem 23 kg de bagagem em voos domésticos, independentemente do número de volumes.

Qualquer peso acima, é cobrado como excesso de bagagem. Se a tarifa não dá direito ao transporte de bagagem, qualquer peso despachado é cobrado como uma “franquia” de 23 kg. Caso o peso somado das malas seja superior, é cobrado como excesso de bagagem.

O valor do transporte de bagagem depende do meio da compra (site, canais de atendimento telefônico ou diretamente no aeroporto) e varia entre R$ 50 e R$ 60. O excesso de peso é cobrado por quilo excedente e depende da rota do voo. Os valores podem ser consultados diretamente no site da Azul.

A Gol é a companhia aérea que permite as maiores medidas para a mala de mão (Divulgação)

Gol

As bagagens de mão na Gol devem ter tamanho máximo de 55 cm de altura, 40 cm de largura e 25 cm de profundidade e peso de até 10 kg. Além disso, os passageiros também podem levar a bordo artigos pessoais como bolsa, mochilas ou laptops.

O tamanho das malas de mão pode ser conferido pelos funcionários da Gol no momento do check-in, nos balcões de atendimento e no portão de embarque. Nesse último caso, há uma caixa, chamada pela companhia de gabarito, na qual as malas devem ser colocadas para ver se elas estão dentro das dimensões estabelecidas pela companhia aérea.

Caso a bagagem de mão exceda o tamanho determinado pela empresa, terá de ser despachada no porão do avião. O passageiro terá de comprar uma franquia de bagagem. O valor cobrado pela Gol para compras feitas no momento do check-in é de R$ 60.

Se a franquia de bagagem for adquirida com antecedência no site da empresa, canais de autoatendimento ou agências de viagens, o valor é de R$ 30.

Caso a bagagem ultrapasse 23 kg, será cobrado R$ 12,00 para voos nacionais e R$ 15,00 para voos internacionais por quilo excedente. Nenhuma peça pode ultrapassar 45 kg em voos nacionais e 32 kg em voos internacionais.

Além da mala de mão, Avianca permite levar mais um item pessoal (foto: Divulgação)

Avianca

Na Avianca, a bagagem de mão não pode exceder 115 cm no total, com, no máximo, 55 cm de altura, 35 cm de largura e 25 cm de profundidade. Além disso, é permitido embarcar com um item pessoal de 100 cm, com até 45 cm de largura, 35 cm de altura e 20 cm de profundidade.

Os passageiros que embarcam com um bebê de até 23 meses, podem levar até três peças (mala e dois itens pessoais). Em todos os casos, a bagagem de mão deve pesar até 10 kg, somando todas as peças.

As dimensões e peso da bagagem de mão podem ser verificadas pela companhia aérea no momento do check-in ou no portão de embarque do aeroporto. Caso as dimensões e peso sejam excedidos, o passageiro terá de despachar a bagagem. Nesse caso, o valor cobrado pela Avianca é de R$ 60 por peça nos voos nacionais.

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Aeroportos e aéreas brasileiras caem em ranking de pontualidade

1ª piloto brasileira de avião casou com instrutor, e ele a proibiu de voar

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Aeroportos e aéreas brasileiras caem em ranking de pontualidade http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/04/aeroportos-companhias-aereas-ranking-pontualidade/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/04/aeroportos-companhias-aereas-ranking-pontualidade/#respond Thu, 04 Jan 2018 18:18:02 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6695

Aviões de companhias aéreas brasileiras no aeroporto de Guarulhos (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Os principais aeroportos brasileiros perderam posições no ranking internacional de pontualidade realizado pela consultoria inglesa OAG. Dos dez aeroportos que aparecem no ranking, sete tiveram queda no índice de voos que decolaram dentro do horário previsto e apenas dois melhoraram a pontualidade (Galeão e Santos Dumont, ambos no Rio de Janeiro). O aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), aparece pela primeira vez na lista.

Com a piora dos aeroportos no ranking, as companhias aéreas brasileiras também tiveram queda nos índices de pontualidade. Apenas Gol e Avianca constavam do relatório anual de 2016 da OAG. A Azul não aparecia no ranking anterior e agora é a brasileira mais pontual. O índice da Latam engloba as subsidiárias de todos os países no qual a empresa atua, como Chile, Argentina e Peru.

Azul: segundo lugar na América Latina com 84,14% (não constava no ranking de 2016)

Gol: quinto lugar na América Latina com 81,73% (era terceira colocada em 2016 com 84,63%)

Avianca: sexto lugar na América Latina com 81,44% (era quarta colocada em 2016 com 82,3%)

Latam: sétimo lugar na América Latina com 79,39% (não constava no ranking de 2016)

A OAG tem tolerância de até 15 minutos de atraso na decolagem para considerar o voo dentro do horário previsto. A consultoria avalia somente as companhias aéreas com mais de 30 mil voos por ano, e aeroportos com embarque de mais de 2,5 milhões de passageiros no ano de 2017.

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Guarulhos é o 18º entre os aeroportos com mais de 20 milhões de passageiros

Guarulhos perde 16 posições

O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, caiu da segunda posição em 2016 para a 18ª colocação em 2017 entre os aeroportos com embarque de mais de 20 milhões de passageiros por ano*. O índice de pontualidade do terminal paulista caiu de 85,28% para 79,7%.

Entre os terminais acima de 30 milhões de passageiros, o aeroporto japonês de Haneda, em Tóquio, segue na primeira posição do ranking com índice de pontualidade de 86,75% (em 2016 era 87,49%). Na categoria entre 20 milhões e 30 milhões, o aeroporto de Minneapolis (EUA) lidera com pontualidade de 85,72%.

Terminal de Brasília se manteve em quarto lugar entre aeroportos grandes (foto: Divulgação)

Aeroportos grandes

Na categoria de aeroportos grandes, que têm entre 10 milhões e 20 milhões de embarques por ano, o brasileiro mais bem classificado é o terminal de Brasília, apesar da queda no índice de pontualidade. Nessa categoria, o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, melhorou sua posição. Congonhas também caiu no ranking.

O líder da categoria é o terminal de Osaka, no Japão, com 88,45% dos voos decolando dentro do horário previsto.

Brasília: quarto lugar com 84,58% (era o quarto colocado em 2016 com 87,07%)

Galeão: quinto lugar com 84,25% (era o 12º colocado em 2016 com 82,96%)

Congonhas: oitavo lugar com 82,32% (era o sexto colocado em 2016 com 85,4%)

Aeroporto de Confins (MG) teve queda na pontualidade para 84,96% (foto: Divulgação)

Aeroportos médios

Na categoria de aeroportos médios, com embarque entre 5 milhões e 10 milhões de passageiros, Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), teve piora no índice de pontualidade, mas se manteve na quarta posição mundial. O aeroporto de Santos Dumont subiu oito posições, enquanto o terminal de Viracopos, em Campinas (SP), apareceu no ranking pela primeira vez.

O líder entre os aeroportos médios é o de Birmingham, no Reino Unido, com pontualidade de 89,52%.

Confins: quarto lugar com 84,96% (era o quarto colocado em 2016 com 88,49%)

Santos Dumont: sexto lugar com 84,33% (era o 14º colocado em 2016 com 83,72%)

Viracopos: 12º lugar com 83,14% (não constava no ranking de 2016)

Aeroportos pequenos

Na categoria de aeroportos com embarque entre 2,5 milhões e 5 milhões de passageiros, os três terminais brasileiros presentes no ranking – Curitiba (PR), Recife (PE) e Porto Alegre (RS) – tiveram piora no índice de pontualidade. Os aeroportos de Fortaleza (CE) e Salvador apareciam na 17ª e 19ª posições, respectivamente, e em 2017 deixaram a lista dos 20 terminais mais pontuais.

O aeroporto de Tenerife Norte, na Espanha, lidera na categoria dos aeroportos pequenos com 90,05% de pontualidade. O terminal foi o mais pontual do mundo em 2017 e o único a atingir mais de 90% de pontualidade.

Curitiba: 14º lugar com 84,65% (era o nono colocado em 2016 com 86,77%)

Recife: 17º lugar com 83,61% (era o 15º colocado em 2016 com 85,26%)

Porto Alegre: 20º lugar com 83,45% (era o 11º colocado em 2016 com 85,91%)

* Nesse ano, a consultoria OAG dividiu a categoria dos grandes aeroportos entre os terminais com embarque entre 20 milhões e 30 milhões de passageiros (aeroportos principais) e acima de 30 milhões (mega-aeroportos). No último ano, havia apenas a categoria acima dos 20 milhões de passageiros. Entre os aeroportos principais, Guarulhos está na 11ª colocação, mas para melhor comparação com o ranking anterior, há sete aeroportos na categoria de mega-aeroportos com índice melhor que o de Guarulhos.

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Air Berlin, Niki Air, Monarch: 22 companhias aéreas que faliram em 2017 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/22/companhia-aerea-falencia-air-berlin-monarch-niki-air/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/22/companhia-aerea-falencia-air-berlin-monarch-niki-air/#comments Fri, 22 Dec 2017 06:00:21 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6641

Air Berlin encerrou as operações no final de outubro (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A aviação costuma ser um mercado bastante instável para as companhias aéreas por conta das pequenas margens de lucro e altos riscos. Nesse cenário, um deslize mais grave na parte administrativa ou mudanças bruscas no cenário econômico podem representar o fim da empresa. Foi o que aconteceu em 2017 com pelo menos 22 companhias aéreas que pararam de voar ao longo do ano e deixaram muitos passageiros esperando no chão.

O caso mais grave foi da companhia aérea britânica Monarch Airlines, fundada em 1967. A empresa decretou falência no início de outubro, pegando muitos passageiros de surpresa. Mais de 900 mil pessoas tiveram as passagens canceladas. Cerca de 100 mil britânicos estavam no exterior quando a Monarch anunciou o fim de seus voos.

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Empresa cancelou voos de mais de 100 mil britânicos que estavam no exterior (Divulgação)

Na Alemanha, o processo de encerramento das operações da Air Berlin, fundada em 1978, foi feito de forma mais lenta exatamente para não pegar os passageiros de surpresa e também para dar tempo aos funcionários. A empresa declarou  em agosto que não conseguiria pagar suas dívidas. Um empréstimo do governo manteve os aviões no ar até o final de outubro, enquanto a Air Berlin ainda tentava negociar investimentos com outras companhias aéreas, como Lufthansa e easyJet.

Como consequência do fim das operações da Air Berlin, em dezembro a austríaca Niki Air também deixou de voar. A empresa fundada pelo ex-piloto de Fórmula 1 Niki Lauda em 2003 era uma subsidiária da Air Berlin.

A Lufthansa comprou os negócios da Air Berlin, mas não vai utilizar o nome da antiga empresa, apenas alguns aviões e rotas. Em relação à Niki Air, a companhia alemã desistiu da compra. Com isso, as duas marcas deixaram de existir em 2017.

A Europa foi o continente onde mais companhias aéreas foram fechadas em 2017, com 13 empresas que decretaram falência. A América do Norte vem na sequência, com seis companhias que encerram seus voos. Na Ásia, África e América Central, apenas uma companhia aérea de cada continente deixou de voar em 2017.

Austríaca Niki Air deixou de voar na última semana (Divulgação)

Algumas companhias aéreas mal completaram um ano de vida e já tiveram suas operações encerradas, como Azaljet, Fly Kiss e Go! Aviation. A italiana Fly Marche nem isso conseguiu. A empresa foi fundada em 2017 e fechou as portas no mesmo ano.

Por outro lado, algumas companhias tradicionais, embora pouco conhecidas no Brasil, também não resistiram. A empresa mais antiga e deixar de voar é a canadense Air Labrador, fundada em 1948. Outros casos são as norte-americanas Yute Air, de 1950, e a Wings of Alaska, de 1982, a canadense Innu Mikun Airlines, de 1972, ou a russa Bural, de 1993.

Confira a relação das companhias aéreas que faliram em 2017:

Air Berlin
País de origem: Alemanha
Fundação: 1978

Air Labrador
País de origem: Canadá
Fundação: 1948

Air Norway
País de origem: Noruega
Fundação: 2003

Azaljet
País de origem: Azerbaijão
Fundação: 2016

Bural
País de origem: Rússia
Fundação: 1993

Citywing
País de origem: Reino Unido
Fundação: 2012

Fly County Aviation
País de origem: Quênia
Fundação: 2015

Fly Kiss
País de origem: França
Fundação: 2016

Fly Marche
País de origem: Itália
Fundação: 2017

Go! Aviation
País de origem: Finlândia
Fundação: 2016

Höga Kusten Flyg
País de origem: Suécia
Fundação: 2007

Hummingbird Air
País de origem: Ilhas Virgens Americanas
Fundação: 2013

Innu Mikun Airlines
País de origem: Canadá
Fundação: 1972

Monarch Airlines
País de origem: Reino Unido
Fundação: 1967

NewLeaf
País de origem: Canadá
Fundação: 2015

Niki Air
País de origem: Áustria
Fundação: 2003

Pioneer Regional Airlines
País de origem: Rússia
Fundação: 1996

Sea Air
País de origem: Croácia
Fundação: 2015

Shuttle America
País de origem: Estados Unidos
Fundação: 1995

Tigerair Singapore
País de origem: Cingapura
Fundação: 2003

Wings of Alaska
País de origem: Estados Unidos
Fundação: 1982

Yute Air
País de origem: Estados Unidos
Fundação: 1950

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Passagem aérea cai 0,7%; Anac diz que é cedo para avaliar efeito da bagagem http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/11/passagem-aerea-cai-07-anac-diz-que-e-cedo-para-avaliar-efeito-da-bagagem/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/11/passagem-aerea-cai-07-anac-diz-que-e-cedo-para-avaliar-efeito-da-bagagem/#comments Mon, 11 Dec 2017 20:27:34 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6618

Cobrança de bagagem em voo começou em junho (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Após o início da cobrança de bagagem, o preço médio das passagens aéreas teve queda de 0,7% no acumulado dos meses de julho a setembro, quando as companhias aéreas já haviam implementado a medida, comparado com o mesmo período do ano passado. No entanto, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou nesta segunda-feira (11) que ainda não é possível afirmar que a redução dos preços é consequência da resolução que permitiu a cobrança de bagagem despachada.

O diretor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Juliano Alcântara Noman, afirmou que é necessário um histórico mais longo para poder avaliar com precisão os efeitos da cobrança de bagagem no preço das passagens. “Está muito cedo para dizer se afetou o preço ou se não afetou. Sabendo que a análise demanda tempo, a agência deu um prazo de cinco anos para verificar se ocorreram os efeitos desejados e fazer uma revisão das normas se for necessário”, afirma.

O Gerente de Acompanhamento de Mercado da Anac, Cristian dos Reis, disse que o estudo de preços da agência avalia todas as passagens vendidas pelas companhias aéreas brasileiras para todas as rotas. Apesar de historicamente o mês de setembro ser de alta das passagens, neste ano as tarifas tiveram queda de 5,8% em relação a setembro do ano passado.

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A resolução que liberou a cobrança foi aprovada no dia 13 de dezembro do ano passado e deveria entrar em vigor em 14 de março. No entanto, uma briga judicial atrasou a implementação da medida pelas companhias aéreas. Azul, Gol e Latam passaram a cobrar pela bagagem em junho, enquanto a Avianca adotou a medida somente em setembro.

O subsecretário de Análise Econômica e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda, Ãngelo José Mont’Alverne Duarte, concorda que ainda não há dados suficientes para uma avaliação mais precisa sobre o impacto da permissão da cobrança de bagagem no valor das tarifas aéreas.

“Acredito que ainda é precipitado dizer que houve um impacto X ou Y porque ainda faz pouco tempo e as empresas adotaram a medida em dias diferentes. Avaliar isso ainda vai precisar de tempo e uma riqueza de dados muito grande”, afirma.

Além da bagagem, diversos outros fatores influenciam o preço final da passagem, como a cotação do dólar, preço do petróleo, antecedência da compra, data da viagem, horário do voo e eventos realizados nas cidades de origem e destino.

Por conta de todas essas variáveis, o professor da Universidade Federal de Itajubá e pesquisador do Núcleo de Economia do Transporte Aéreo, Moisés Diniz Vassalo, afirma que avaliar apenas a questão da bagagem vai exigir novos métodos de estudos econômicos. “Isolar a questão da bagagem vai exigir um modelo estatístico novo. Dá para fazer, mas ainda não é momento”, afirma.

Abear chegou a anunciar queda de 7% a 30%

No final de setembro, a Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) chegou a anunciar uma queda entre 7% e 30% após o início da cobrança de bagagem, dependendo da rota e da companhia aérea. Os dados se referiam às passagens vendidas entre junho e o começo de setembro pelas companhias Azul, Gol e Latam.

Após a divulgação dos dados pela Abear, a Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça, abriu uma “averiguação preliminar” para checar se a queda de preços das passagens aéreas tem relação com a cobrança de bagagem despachada.

Nesta segunda, o diretor da Anac afirmou desconhecer quais os dados utilizados pela Abear para afirmar que a queda foi resultado da cobrança de bagagem, mas evitou falar em precipitação por parte das companhias aéreas.

“Como regulador, a gente não pode, a partir desses dados, chegar a uma conclusão definitiva. A ideia é ir acompanhando o valor das passagens e esperar um ciclo de cinco anos. Vamos continuar fazendo a divulgação dos preços, mas o juízo de valor em relação à norma de bagagem precisa ser feito com muito cuidado”, afirma Noman.

Redução do preço das passagens promocionais

No entanto, o subsecretário de Análise Econômica e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda diz que nas análises iniciais verificou-se que as tarifas mais caras, que dão mais benefícios ao passageiros, subiram de valor, enquanto as mais baratas, com menos benefícios e mais restrições, tiveram o valor reduzido. Para ele, esse é um indício dos efeitos da cobrança de bagagem.

Segundo Dutra, esse novo perfil tem como benefício permitir que as classes mais pobres da população tenham mais acesso ao sistema de transporte aéreo. “Cobrar preços diferentes significa que o sistema está funcionando. Quem quer comodidade paga mais e quem tem mais restrição financeira também tem condição de pagar”, diz.

O diretor da Anac defendeu que a redução das tarifas mais baratas é o principal retorno esperado com a medida. “A Anac não regula apenas para as pessoas que já estão inseridas no sistema de transporte aéreo, mas também para aquelas que ainda não têm condição de pagar. Para algumas pessoas, R$ 30 ou R$ 40 é decisivo para ela optar ou não pelo transporte aéreo. O que a Anac quer é trazer mais pessoas para o modal aéreo”, diz.

O diretor do Departamento de Políticas Regulatórias da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Rogério Teixeira Coimbra, afirmou que o aumento no número de passageiros nos últimos só foi possível quando o mercado aéreo passou a ser desregulamentado pelo governo federal, um processo que começou em 2001 com a liberdade tarifária.

“O brasileiro é uma eterna viúva dos talheres de prata da Varig, mas aquela era uma época em que quase ninguém conseguia viajar de avião por conta do valor da passagem”, afirma.

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Companhia aérea TAP cobra taxa extra para quem pagar com cartão de crédito http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/tap-taxa-extra-cartao-de-credito/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/tap-taxa-extra-cartao-de-credito/#comments Tue, 05 Dec 2017 06:00:53 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6588

Pagamentos com cartão de crédito ficam 1,95% mais caros (foto: Divulgação)

A companhia aérea portuguesa TAP começou na semana passada a cobrar uma taxa extra dos passageiros brasileiros que fizerem o pagamento da passagem utilizando cartões de crédito. A taxa de 1,95% sobre o valor total da tarifa, incluindo as taxas de embarque, é cobrada em pagamentos via cartão de crédito, à vista ou parcelado, em todos os canais de vendas da empresa.

Os pagamentos parcelados só podem ser feitos com cartão de crédito.

Em uma simulação feita no site da TAP com uma passagem de ida e volta de São Paulo a Lisboa com valor total de R$ 3.014,68, a taxa para pagamento com cartão de crédito é de R$ 59. Assim, o valor total a ser pago pelo passageiro sobe para R$ 3.073,68.

Para fugir da taxa nas compras feitas pelo site, o passageiro tem de fazer o pagamento usando cartão de débito. Nessa opção, no entanto, não é possível parcelar a viagem em até dez vezes sem juros.

Em Portugal, a TAP cobra uma taxa fixa de 4 euros nas compras feitas com cartão de crédito ou pelo sistema PayPal, independentemente do valor da passagem.

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Taxa será cobrada em todos os pagamentos com cartão de crédito (Reprodução)

Companhia fala em “transparência” para o cliente

Em um comunicado, a companhia afirma que “essa medida pretende dar maior transparência à relação com seus clientes, que poderão decidir a melhor forma de efetuar o seu pagamento de acordo com sua comodidade e conveniência, sabendo exatamente quais os custos envolvidos”.

Segundo a TAP, a nova taxa é uma forma de repassar aos passageiros a taxa que já é cobrada pelas administradoras de cartões de crédito. “O que se pretende agora é que esse custo só seja suportado pelos clientes que entenderem ser mais cômodo utilizar a forma de pagamento por este meio”, afirma a empresa.

Associação de agências de viagem critica a nova taxa

A Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas) criticou a cobrança. “É de estranhar essa decisão da TAP, pois em outros segmentos a discussão está exatamente na migração para o cartão de crédito como meio de pagamento preferencial, exatamente em função dos ganhos com produtividade, segurança e transparência”, afirma Gervasio Tanabe, diretor executivo da Abracorp.

A associação afirma que, atualmente, cerca de 70% dos pagamentos nas agências de viagens são feitos com cartões de crédito. Para a Abracorp, esse método de pagamento “minimiza riscos de fraudes e possibilita total transparência no processo de compra. Além disso, otimiza o processo operacional, reduzindo custos”.

Com a adoção da nova taxa, a Abracorpo avalia que pode diminuir a emissão de passagens da companhia aérea portuguesa. “Em todas as passagens da TAP agora teremos que avaliar o seu custo”, diz.

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Despacho de bagagem poderá ser pago com milhas na Gol http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/06/cobranca-bagagem-despachada-milhas-smiles-gol/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/06/cobranca-bagagem-despachada-milhas-smiles-gol/#comments Fri, 06 Oct 2017 16:39:00 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6278

Companhia não informou os valores cobrados (foto: Divulgação)

Os passageiros que emitirem passagens da Gol pelo programa de fidelidade da companhia, o Smiles, poderão usar as milhas para pagar também pelo serviço de despacho de bagagem. Até então, a única opção era o pagamento desse serviço em dinheiro ou cartão de crédito. A opção valerá apenas para compras antecipadas do serviço.

A companhia não informou a quantidade de milhas necessárias, nem se terá um valor fixo ou se o preço irá variar conforme o voo escolhido.

Em uma simulação feita pela reportagem no site da Smiles, o sistema mostrou apenas a quantidade de milhas para a emissão da passagem e para o pagamento da taxa de embarque. Segundo a empresa, o pagamento para o despacho de bagagem é feito após a emissão do bilhete.

A nova opção, no entanto, não é válida para os clientes que compram passagem diretamente no site da Gol. Nesse caso, o valor para despachar bagagem nos voos nacionais é de R$ 30 para compras antecipadas e R$ 60 no momento do check-in. Nas viagens internacionais, os valores são de US$ 10 para compras com antecedência e US$ 20 no aeroporto.

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Para fazer a compra do serviço de despacho de bagagem com milhas Smiles, o pagamento deve ser feito de forma antecipada apenas pelo site do programa e, em breve, pelo aplicativo da Smiles. No momento do check-in no aeroporto, a única opção será pagamento em dinheiro ou cartão de crédito.

Segundo a empresa, os passageiros que já emitiram um bilhete pela Smiles e ainda não adquiriram o serviço de despacho de bagagem também terão a opção de fazer o pagamento do serviço com milhas do programa de fidelidade.

Os bilhetes emitidos com milhas Smiles para a classe econômica não tem o serviço de bagagem despachada incluído. A única exceção são as passagens para a classe Gol Premium (disponível somente nos voos internacionais da companhia), que incluem duas malas de até 23 kg por passageiro.

Os clientes das categorias Prata, Ouro e Diamante que emitirem bilhetes nacionais e internacionais com milhas da Smiles também têm direito a franquias de bagagem gratuitas, desde que coloquem o número de fidelização no ato da compra. Os clientes Prata podem levar uma mala de 23 kg, os da categoria Ouro até duas malas de 23 kg e os da categoria Diamante até três malas de 23 kg.

Cobrança começou em 20 de junho

A Gol começou a cobrar pela bagagem despachada em voos nacionais e internacionais no dia 20 de junho. A nova taxa é cobrada dos clientes que compram passagens com a tarifa mais baixa praticada pela companhia aérea, chamada de “Light”. Passagens mais caras, nas tarifas “Programada” e “Flexível”, dão direito ao transporte de uma mala de até 23 kg.

A cobrança da bagagem foi permitida em dezembro do ano passado em uma nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e deveria entrar em vigor em 14 de março. Uma liminar da Justiça Federal chegou a barrar a entrada em vigor das novas regras. A decisão, no entanto, foi suspensa no final de abril e as companhias aéreas passaram a ter o direito de cobrar pela bagagem despachada.

A Azul iniciou a cobrança de bagagem em voos nacionais no dia 1º de junho. A empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul, na qual os passageiros não terão direito ao transporte de bagagem, somente à mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado também será de R$ 30.

A Latam começou a cobrar pelo despacho de bagagem no dia 24 de junho. A cobrança de bagagem é feita nas tarifas Promo e Light, as mais baratas da empresa. Ao adquirir o despacho no momento da compra da passagem, o valor cobrado é de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

A Avianca foi a última companhia aérea brasileira a iniciar a cobrança de bagagem. A nova taxa começou a vigorar no dia 25 de setembro para passagens compradas na tarifa Promo. Para o pagamento pela internet até seis horas antes do voo, o valor é de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço sobe para R$ 60.

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Preço de passagens cai de 7% a 30% após cobrança de bagagem, dizem empresas http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/21/bagagem-voo-nacional-queda-de-preco-passagem/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/21/bagagem-voo-nacional-queda-de-preco-passagem/#comments Thu, 21 Sep 2017 13:36:30 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6211

Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

Um levantamento da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) aponta que as tarifas médias de passagens aéreas tiveram queda entre 7% e 30% desde que teve início a cobrança de bagagem em voos nacionais, dependendo da rota e da companhia aérea. Os dados se referem às passagens vendidas entre junho e o começo de setembro pelas companhias Azul, Gol e Latam.

A rota que apresentou o menor percentual de queda foi entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, pela companhia Gol. Os dados apontam uma redução de 6,5% nas tarifas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na Gol, a maior queda ocorreu na rota entre o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e Salvador. Nesse caso, a redução foi de 30,4%. Na Latam, a maior redução ocorreu na rota entre Brasília e Recife, com queda de 33% comparando agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado. Na Azul, as passagens entre Viracopos, em Campinas (SP), e Porto Seguro (BA) tiveram queda ainda maior, chegando a 40,5% de redução em julho deste ano.

Nas três companhias que passaram a cobrar pela bagagem em junho, mais de 60% dos passageiros optaram por comprar passagens que não dão o direito de despachar uma mala de até 23 kg. Segundo os dados apresentados pela Abear, esse índice é de 60% na Azul, 63% na Latam e 65% na Gol. A Avianca começa a cobrança pela bagagem despachada somente na próxima segunda-feira.

Os passageiros que optam pelas passagens sem direito a bagagem podem comprar depois esse serviço. A Abear, no entanto, não divulgou a quantidade de passageiros que tiveram de pagar para incluir o serviço posteriormente. “Ainda não temos esses dados, mas posso garantir que a maioria dos passageiros que comprou passagem sem bagagem de fato viajou sem bagagem”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Segundo dados da entidade, somente na Gol houve aumento de 50% no número de passageiros que viajaram sem despachar bagagem, enquanto na Latam, mais de 900 mil passageiros viajaram nesse período com as tarifas sem direito a mala.

Aumento no número de passageiros

Os dados da Abear também apontam crescimento no número de passageiros dos voos domésticos. Em agosto, a alta foi de 5,51%. Esse foi o sexto mês consecutivo de crescimento. No acumulado do ano, a procura de passageiros teve alta de 1,98%.

As companhias aéreas também registram melhora no aproveitamento de seus voos. O índice de ocupação teve alta de 1,42%, chegando a 80,31%, com 7,6 milhões de passageiros transportados.

A Gol foi a líder do mercado doméstico no mês de agosto, com 35,03% de participação, seguida pela Latam, com 34,13%, Azul, com 17,54%, e Avianca, com 13,30%.

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras apresentaram alta maior, com crescimento de 16,78% no mês de agosto. No acumulado do ano, a procura internacional cresceu 10%.

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