direitos do passageiro – Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Mon, 21 Aug 2017 00:26:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Juíza dos EUA diz que aperto em avião afeta segurança e pede novas regras http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/08/09/aviao-poltrona-espaco-seguranca-passageiro-conforto/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/08/09/aviao-poltrona-espaco-seguranca-passageiro-conforto/#comments Wed, 09 Aug 2017 14:53:03 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5979

Decisão pretende criar um padrão mínimo para as poltronas de avião (Imagem: Joel Silva/Folhapress)

Para acabar com o que chamou de “encolhimento das poltronas de avião”, uma juíza dos Estados Unidos determinou que o órgão de controle da aviação no país, a FAA (Federal Aviation Administration), analise o pedido da associação de clientes de companhias aéreas Flyers Right para criar regras sobre o tamanho e a distância mínima entre as poltronas dos aviões.

A associação alega que as poltronas estão ficando cada vez mais apertadas e que isso poderia comprometer a segurança dos passageiros em casos de evacuação de emergência.  A decisão não deixa claro se o tamanho das poltronas aumentaria, mas a FAA terá de provar que os tamanhos atuais são seguros e qual o mínimo necessário para garantir a segurança.

A questão nunca chegou a ser regulada por nenhum órgão internacional de aviação. As normas internacionais exigem apenas que, nos casos de emergência, todos os passageiros e tripulantes possam sair do avião em, no máximo, 90 segundos.

A FAA já havia alegado à Justiça que o tamanho das poltronas não causa nenhum risco à segurança nem reduz o tempo de evacuação do avião em caso de emergência. A juíza Patricia Millett, no entanto, considerou que a FAA não apresentou nenhum estudo concreto que comprovasse as alegações e determinou que seja feita uma análise mais rigorosa da situação.

Segundo estudo da Flyers Right, a largura média das poltronas da classe econômica nos Estados Unidos caiu de 47 cm em 2000 para os 43,1 cm atuais. No mesmo período, a distância para a poltrona da frente também foi reduzida, em média, de 88,9 cm para 78,74 cm.

Aperto pode causar problemas de saúde

Além da agilidade na evacuação do avião, a Flyers Right alega que o espaço reduzido das poltronas também pode causar danos à saúde dos passageiros, como coágulos sanguíneos, trombose venosa profunda e problemas musculares e nas articulações.

Para essa questão, no entanto, a juíza avaliou que os dados apresentados pela FAA mostram que o tamanho atual das poltronas não traz risco à saúde dos passageiros.

Brasil tem selo de classificação

No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) também não regula o tamanho e distância mínima das poltronas dos aviões. No entanto, a agência criou um selo para classificar quais são os aviões mais confortáveis.

A classificação da Anac é feita em cinco categorias: A (acima de 73 cm), B (de 73 cm a 71 cm), C (71 cm a 69 cm), D (69 cm a 67 cm) e E (abaixo de 69 cm). Nessa escala, a distância média utilizada nos aviões nos Estados Unidos estaria classificada na categoria A da Anac.

As companhias aéreas têm de informar ao passageiro a classificação dos assentos do avião já no momento da reserva da passagem.

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Três empresas aéreas cobram mesmo valor (R$ 30) por mala, mas negam acordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/24/tres-empresas-aereas-cobram-mesmo-valor-r-30-por-mala-mas-negam-acordo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/24/tres-empresas-aereas-cobram-mesmo-valor-r-30-por-mala-mas-negam-acordo/#comments Sat, 24 Jun 2017 07:00:27 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5803

Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

As três principais companhias aéreas brasileiras (Azul, Gol e Latam) anunciaram nos últimos dias exatamente o mesmo valor para o despacho de malas. Todas vão cobrar R$ 30 por uma mala de até 23 kg em voos nacionais. A coincidência pode causar suspeitas de uma espécie de cartel, com combinação de preços.

As empresas e a associação do setor negam acordo e dizem que a competição é livre. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirma que acompanha o mercado, mas que qualquer conclusão agora é “prematura”.

A advogada do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) Claudia de Moraes Pontes Almeida diz que a cobrança dos mesmos preços não é ilegal e resolução da Anac dá total autonomia para as empresas definirem o valor do serviço. “Não dá para dizer que as empresas têm de cobrar preços diferentes. Não existe uma ilegalidade nesse fato, mas existe sim a necessidade de o consumidor ter atenção porque é só uma aparência de que os preços são iguais em todas as empresas, mas não são”, afirma.”

Preços são diferentes em várias situações

A coincidência de preços também pode dar a impressão de que o valor é sempre o mesmo, independentemente da empresa. A advogada do Idec afirma que é preciso prestar atenção nas diferenças de preços de acordo com o momento da compra do serviço e em caso de excesso de peso.

Ela diz que cobrar preços iguais para a primeira mala dentro do limite de peso, pode ser uma tática para não perderem mercado para as concorrentes. “O consumidor precisa ficar atento. Existe a aparência de que é tudo igual, mas na verdade não é. Os R$ 30 são só na compra da primeira bagagem, via online e com antecedência. Depois desse primeiro momento, existem muitas mudanças e o consumidor precisa ir além ao analisar o que ele vai precisar”, orienta a advogada do Idec.

A nova regra vale para as passagens vendidas com as tarifas mais baratas e só para quem comprou bilhetes após a entrada em vigor da medida (dia 1º/6 na Azul, dia 20/6 na Gol e dia 24/6 na Latam). Quem adquiriu passagens antes dessas datas, independentemente do dia da viagem, continua com o direito de transportar gratuitamente uma mala de 23 kg nos voos nacionais.

Anac diz que está acompanhando o mercado

A Anac afirmou que “está acompanhando o comportamento do mercado desde o início da vigência da medida em 29 de abril”. No entanto, devido ao curto período em vigor das novas medidas adotadas pelas companhias aérea, a agência afirmou que ainda é “prematura qualquer avaliação neste período inicial de transição, em que tanto empresas quanto passageiros ainda estão se adaptando”.

A Anac ressalta o fato de que “as principais empresas aéreas adotaram posicionamentos diferentes na oferta dos serviços e que algumas delas sequer iniciaram a oferta de passagens aéreas sem franquia de bagagem despachada”.

A agência afirma, ainda, que a resolução que liberou a cobrança pela bagagem despachada prevê o acompanhamento constante das novas regras e que, caso haja problemas, há uma cláusula de revisão das medidas e a elaboração de relatórios sobre a aplicação, eficácia e resultados do regulamento.

Associação diz que concorrência aumentou

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirma que, entre todas as mudanças promovidas pela resolução da Anac, “a desregulamentação do transporte de bagagem despachada é o elemento que traz o maior potencial de diferenciação entre as empresas e de novo aumento da concorrência”.

Para a associação das empresas aéreas, a Latam ter reduzido o preço cobrado pelo despacho de bagagem [eram R$ 50, mas passaram a R$ 30] mostra os benefícios da concorrência. “O fato dessa revisão ter resultado em preços semelhantes, mas no patamar mais baixo suscitado, só comprova que a maior concorrência atua em benefício dos consumidores”, afirma.

Empresas negam combinação de tarifa

A Latam negou que haja preços combinados. “Não há qualquer tipo de acordo com as demais companhias aéreas para a formação de preços para a cobrança de bagagem. A empresa segue rigorosamente todas as normas do setor e a legislação concorrencial em vigor”, diz nota da empresa.

Também diz “acreditar que a concorrência é saudável e sempre vai beneficiar o cliente”. A empresa afirmou que reduziu o valor inicialmente anunciado “com o objetivo beneficiar o consumidor e contribuir com sua meta de possibilitar que cada vez mais pessoas possam adotar o avião como meio de transporte”.

Para a Gol, “a concorrência entre as companhias aéreas no Brasil se dá pelo melhor valor da tarifa, não pelo valor da cobrança de despacho de mala (ou qualquer outra bagagem) não programada no momento da compra do bilhete”. A empresa afirma que a criação de novas tarifas fará com que “os clientes terão opções ainda mais em conta para emissão de passagens.”

A Azul afirmou que “segue sua própria política tarifária para estabelecer os valores de seus produtos” e que “o cálculo para chegar aos descontos para quem não despacha bagagem é um dado estratégico”.

Despacho da primeira mala pode custar até R$ 80

A coincidência dos valores na cobrança de bagagem só vale para o despacho de uma única mala e para pagamentos feitos no momento da compra da passagem aérea.

O preço de R$ 30 na Latam só vale para o pagamento do serviço no momento da compra da passagem. O valor sobe para R$ 50 após a emissão do bilhete e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in. Inicialmente, a Latam havia divulgado o custo básico de R$ 50 para o transporte de bagagem. Após o anúncio dos preços da Gol e da Azul, a empresa reduziu o valor para R$ 30.

A Gol também tem tarifas diferenciadas de acordo com o momento da compra do serviço. Nos voos nacionais, o valor da primeira mala de até 23 kg é de R$ 30 para quem comprar antecipadamente o serviço de despacho nos canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e R$ 60 para quem efetuar o pagamento somente no momento do check-in.

A Azul é a única que não faz distinção de valores de acordo com o momento do pagamento pelo serviço de despacho de bagagem. Os passageiros da companhia poderão incluir os 23 kg de bagagem, a qualquer momento, pelo valor de R$ 30.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

Como foi a mudança nas regras

A cobrança foi liberada em uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovada em dezembro do ano passado. A medida deveria entrar em vigor no dia 14 de março. Na véspera, no entanto, uma liminar da Justiça Federal barrou a cobrança. A Anac recorreu da decisão e, no dia 29 de abril, conseguiu que a Justiça liberasse a entrada em vigor da medida. Desde então, as empresas têm divulgado valores iguais para a cobrança da primeira mala despachada em voos nacionais.

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Passageiros duvidam que cobrança de mala em avião baixe preço de voos http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/passageiros-duvidam-que-cobranca-de-mala-em-aviao-baixe-preco-de-voos/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/passageiros-duvidam-que-cobranca-de-mala-em-aviao-baixe-preco-de-voos/#comments Thu, 22 Jun 2017 07:00:54 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5797

Cobrança de bagagem despachada já está em vigor no Brasil (Foto: Lucas Lima/UOL)

A cobrança de bagagens em voo começou a ser implementada no início do mês pelas companhias aéreas. As novas regras, no entanto, ainda têm gerado muitas dúvidas, desconfiança e dividido opiniões dos passageiros de viagens aéreas.

A Azul foi primeira a praticar as novas normas no dia 1º de junho e a Gol iniciou a cobrança na última terça-feira (20). A nova medida é válida somente para quem comprou passagens a partir dessas datas. Bilhetes comprados antes da medida entrar em vigor, independentemente da data da viagem, continuam com o direito de transporte gratuito de uma mala de 23 kg nos voos nacionais.

O Todos a Bordo ouviu passageiros na área de check-in do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A principal crítica está relacionada à desconfiança de que essa será apenas uma taxa a mais que deverá ser custeada pelos passageiros, sem a garantia de redução dos preços das passagens. Por outro lado, há também esperança em relação à redução do custo por excesso de bagagem e até um controle mais rígido do tamanho das bagagens de mão.

A empresária Neiva Fuzinato acha a cobrança indevida (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

“Cobrança indevida”

A empresária Neiva Fuzinato considera que “essa é uma cobrança indevida que jamais deveria acontecer”. Residente no Mato Grosso, estava em São Paulo para uma convenção. Segundo ela, não teria como viajar somente com a bagagem de mão. “Uso muita bagagem quando venho para cá. Isso (a cobrança) é algo que vai acabar prejudicando”, afirma.

Além do custo para despachar mala, a empresária diz que a nova medida ainda vai gerar mais transtorno aos passageiros. “Para nós (passageiros), é uma garantia. Quando a gente compra uma passagem, quer comodidade e não ficar se preocupando com tanta cobrança. Acho que isso aí é uma cobrança injusta”, declara.

A empresária também não acredita em uma possível redução dos preços. “Você vai ter de pagar de alguma forma. Se não for na passagem, vai ter de pagar a bagagem. Então, automaticamente isso não vai mudar nada”, diz.

Os bancários Daniel Gubert (esq.) e Alisson Martins (dir.) são contra a cobrança (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Prejudica quem está em férias

Mesmo quem viajava somente com a bagagem de mão criticou as novas normas de cobrança pela bagagem despachada. É o caso dos bancários Alisson Martins e Daniel Gubert, que esperavam um voo para Maringá (PR).

Para eles, essa é uma medida que vai prejudicar, especialmente, os passageiros que viajam de férias no Brasil e não podem levar somente uma mala de mão. “Normalmente, levo mala pequena, mas isso vai afetar o pessoal que faz turismo. Mais uma vez o brasileiro é onerado”, afirma Martins.

Ele diz que deveriam ser cobrados somente os casos em que há excesso de bagagem. “Quando se compra uma passagem aérea, acho que já está incluso no valor e não tem cabimento cobrar a bagagem despachada. Se for um excedente muito grande, tudo bem. Mas a gente leva somente o realmente necessário”, declara.

Gubert avalia que, em virtude dos preços atuais das passagens, não deveria haver mais uma taxa para o despacho de bagagem. “Quando viajo a trabalho, levo uma bagagem menor que não precisa ser despachada, mas acredito que não deveria ser cobrado”, diz

O bancário afirma se preocupar com futuras viagens mais longas que terá de fazer a trabalho ou mesmo de férias. “Sou contra porque, no momento em que for viajar em um período de férias ou um período maior de trabalho, entendo que vai ser um custo que não deveria desembolsar.”

Excesso de bagagem foi descomplicado

Quando a medida foi anunciada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a alegação era de que os passageiros que viajam somente com a bagagem de mão seriam os mais beneficiados com a nova medida. No entanto, foi um passageiro com bastante excesso de bagagem quem mais comemorou as mudanças.

É que, ao liberar a cobrança das bagagens despachadas, a Anac também determinou que as empresas cobrem valores fixos para o excesso de peso ou malas extras. No caso da Gol, por exemplo, as bagagens que passarem dos 23 kg terão de pagar R$ 12 por quilo mais. Antes, esse cálculo era feito de acordo com um percentual da tarifa-base para o trecho voado, o que dificultava o cálculo por parte do passageiro.

O comerciante Antonio Mesquita espera pagar menos excesso de bagagem (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

O comerciante Antônio Mesquita, de Brasília, costuma viajar a São Paulo para fazer compras na região do Brás, área central de São Paulo especializada em roupas. No entanto, costuma enfrentar problemas para levar a mercadoria para sua cidade. “Já cheguei a pagar até R$ 500 de excesso de bagagem”, diz.

Na noite da última terça-feira, Mesquita embarcava no aeroporto de Congonhas com uma mala grande e duas mochilas. Para não pagar excesso de bagagem, Mesquita levava as duas mochilas como bagagem de mão. As duas somavam mais de 20 kg (o limite total a bordo é 10kg).

O comerciante confiava na fiscalização falha no momento do embarque, já que o limite máximo é de 10 kg. “Hoje, o grande problema é o valor muito alto cobrado pelo excesso de bagagem. Às vezes, a taxa come todo o lucro das mercadorias que comprei”, declara.

Mesquita afirma que se os preços fossem menores, preferiria despachar mais uma mochila. Com as novas regras, a Gol, companhia na qual viajava, passa a cobrar R$ 50 para despachar uma segunda mala. Ao ser informado sobre os novos valores, o comerciante comemorou as mudanças. “Com esse valor, fica ótimo para mim. Vai melhorar agora.”

O consultor Marino Roberto Rodilha reclama do excesso de bagagem de mão (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Mais espaço dentro do avião

Com todas as mudanças de regras, as companhias aéreas devem ser mais rígidas no controle da bagagem de mão. Algumas empresas criaram caixas para medir o tamanho das malas. Se elas não couberem ali dentro, deverão ser despachadas no porão do avião.

Para o consultor de recursos humanos, Marino Roberto Rodilha, o excesso de bagagem de mão gera transtornos a todos os passageiros. “O que noto na prática dos passageiros é algo muito triste. Você vê entrar no avião uma pessoa com três malas e enfia tudo em cima. Aí, você não tem espaço para colocar sua mala”, afirmou.

Rodilha acredita que com a cobrança pelo despacho de bagagem, as companhias aéreas devem ser mais rígidas com os limites da bagagem de mão, o que vai diminuir os excessos de alguns passageiros. “Pressuponho que a cobrança possa facilitar esse embarque e desembarque. As pessoas terão de ser mais controladas. Se você tem mais malas, que elas sejam despachadas”, disse.

Essa prática também é uma preocupação da enfermeira Andreia Barbosa. “O pessoal acha que vai pagar tudo, e o bagageiro dentro do avião está uma coisa infernal. Estão levando malas e ninguém está fazendo essa conferência. No último voo, estava sentada na fila oito, mas tive de colocar a bagagem na fila 20 porque não tinha espaço”, afirmou.

Apesar do problema, a enfermeira afirma ser a favor das novas regras por cobrar apenas de quem transporta mais bagagem. “Só espero que haja uma fiscalização maior na bagagem de mão”, disse.

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Gol começa a cobrar de R$ 30 a R$ 60 por mala despachada em voo nesta terça http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/gol-comeca-a-cobrar-de-r-30-a-r-60-por-mala-despachada-em-voo-nesta-terca/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/gol-comeca-a-cobrar-de-r-30-a-r-60-por-mala-despachada-em-voo-nesta-terca/#comments Tue, 20 Jun 2017 07:00:55 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5792

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

A companhia aérea Gol inicia nesta terça-feira (20) a cobrança pela bagagem despachada em voos nacionais e internacionais. A Gol será a segunda empresa a cobrar pelo serviço – a Azul iniciou a cobrança no dia 1º de junho. Para transportar uma mala de até 23 kg nos voos nacionais, os passageiros terão de pagar entre R$ 30 (pagamento antecipado) ou R$ 60 (compra do serviço no momento do check-in).

A cobrança vale para bilhetes comprados a partir desta terça. Quem comprou passagens até segunda-feira (19) para embarcar em qualquer data no futuro, independentemente do dia da viagem, não pagará pelo despacho.

Nas viagens internacionais, os valores serão de US$ 10 para compras com antecedência nos canais de autoatendimento da empresa ou em agências de viagens e US$ 20 no momento do check-in.

A nova taxa será cobrada somente dos clientes que adquirem passagens com a tarifa mais baixa praticada pela companhia aérea, chamada de “Light”. Passagens mais caras, nas tarifas “Programada” e “Flexível”, darão direito ao transporte de uma mala de até 23 kg. 

Caso necessite transportar mais de uma mala na viagem, a taxa a ser cobrada será a mesma para todos os passageiros. De acordo com o momento da compra, os valores serão de R$ 50 (com antecedência) e R$ 100 (no check-in) nos voos nacionais e de US$ 30 (com antecedência) e US$ 60 (no check-in) nas viagens internacionais. Somente a tarifa “Gol Premium”, exclusiva nos voos internacionais, dará direito a uma segunda mala.

O excesso de peso, até então calculado de acordo com a tarifa cheia do voo, passa a ser mais barato e de fácil entendimento. O passageiro pagará apenas por quilo adicional, além dos 23 kg, que custará R$ 12 nos voos domésticos e US$ 4 nos internacionais.

A cobrança da bagagem foi permitida em dezembro do ano passado em uma nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e deveria entrar em vigor em 14 de março. Uma liminar da Justiça Federal, no entanto, chegou a barrar a entrada em vigor das novas regras. A decisão, no entanto, foi suspensa no final de abril e as companhias aéreas passaram a ter o direito de cobrar pela bagagem despachada.

Na mesma resolução, a Anac aumentou o limite de peso que os passageiros têm o direito de transportar como bagagem de mão, passando de 5 kg para 10 kg. No entanto, as malas não podem ter tamanho superior a 40 cm de comprimento, 25 cm de largura e 55 cm de altura. A Gol já está medindo algumas bagagens de mão no momento do embarque. As malas maiores que o tamanho permitido têm de ser despachadas no porão no avião.

Outras empresas anunciaram a cobrança

A Azul iniciou a cobrança de bagagem em voos nacionais no dia 1º de junho. A empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul, na qual os passageiros não terão direito ao transporte de bagagem, somente à mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado também será de R$ 30.

A cobrança acontece, inicialmente, em 14 rotas da companhia. A intenção é implementar as novas regras para todos os voos da Azul de forma gradativa ao longo dos próximos meses.

Além da cobrança, a empresa também anunciou a redução do limite máximo de peso das malas nos voos para Estados Unidos e Europa. Os passageiros poderão transportar duas malas de até 23 kg. Pelas regras antigas da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas eram obrigadas a aceitar duas malas de até 32 kg por passageiro.

Nos voos internacionais da Azul para destinos da América do Sul, o limite de bagagem despachada permanece em apenas uma mala de 23 kg. Nesse caso, no entanto, não haverá cobrança adicional.

A Latam deve começar a cobrar pelo despacho de bagagem na próxima semana,  mas ainda não há uma data específica para isso. A Latam terá quatro perfis de tarifas nos voos nacionais: Promo, Light, Plus e Top.

As faixas de preço de cada perfil de tarifa irão variar de acordo com os pacotes de benefícios que oferecem, como despacho de bagagem, acúmulo de pontos no programa Latam Fidelidade, reserva antecipada de assento, Espaço+ e remarcação ou reembolso do bilhete.

A cobrança de bagagem será feita nas tarifas Promo e Light, as mais baratas da empresa. Ao adquirir o despacho no momento da compra da passagem, o valor cobrado será de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in. Nas duas tarifas, futuramente a reserva antecipada de assento também será cobrada.

Na mesma data, a Latam também vai passar a vender comidas e bebidas a bordo dos aviões nos voos nacionais. Os produtos terão preços entre R$ 4 e R$ 30. Com a implementação do serviço, somente a água passará a ser oferecida gratuitamente aos passageiros.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

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Por R$ 30, Azul é primeira companhia aérea a cobrar bagagem em voo nacional http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/01/por-r-30-azul-e-primeira-companhia-aerea-a-cobrar-bagagem-em-voo-nacional/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/01/por-r-30-azul-e-primeira-companhia-aerea-a-cobrar-bagagem-em-voo-nacional/#comments Thu, 01 Jun 2017 07:00:36 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5694

Valor de bagagem será de R$ 30 nos voos nacionais (Foto: Divulgação)

A cobrança de bagagem em voo nacional será colocada em prática nesta quinta-feira (1º) pela primeira vez no Brasil. Liberada pela Justiça há mais de um mês, a companhia aérea Azul será a primeira a iniciar a cobrança pela bagagem despachada em voos nacionais. A medida vale para passageiros que comprarem o bilhete a partir desta quinta-feira. A Latam já reduziu os limites de malas em voos internacionais.

Nos voos nacionais, a empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul. Os passageiros que comprarem o bilhete na nova tarifa não terão direito ao transporte de bagagem, somente a mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado será de R$ 30. 

A cobrança acontece, inicialmente, em 14 rotas da companhia. A intenção é implementar as novas regras para todos os voos da Azul de forma gradativa ao longo dos próximos meses.

Além da cobrança, a empresa também anunciou a redução do limite máximo de peso das malas nos voos para Estados Unidos e Europa. Os passageiros que adquirirem passagem a partir de agora poderão transportar duas malas de até 23 kg. Pelas regras antigas da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas eram obrigadas a aceitar duas malas de até 32 kg por passageiro.

Nos voos internacionais da Azul para destinos da América do Sul, o limite de bagagem despachada permanece em apenas uma mala de 23 kg. Nesse caso, no entanto, não haverá cobrança adicional.

Em caso de excesso de peso nos voos nacionais, a Azul manterá a política atual de cobrar por quilo a mais. O valor muda de acordo com a rota. Em um voo entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o valor é de R$ 23 por quilo.

Nos voos para os Estados Unidos, o valor cobrado pelo excesso de peso ou volume extra será reduzido de US$ 150 (R$ 484) para US$ 100 (R$ 322). No caso de viagens para Europa, a taxa cai de € 150 (R$ 544) para € 100 (R$ 362). Para a América do Sul, o excesso de bagagem custa US$ 50 (€ 50 no caso dos voos para Caiena, na Guiana Francesa).

A Latam também reduziu o limite de peso das bagagens nos voos internacionais, permitindo também apenas duas malas de até 23 kg cada. Nos voos para os Estados Unidos e Europa, a multa por excesso varia de acordo com o peso da mala. Entre 24 kg e 33 kg, o valor é de US$ 100 (R$ 322). Entre 34 kg e 45 kg, a taxa cobrada é de US$ 200 (R$ 644).

Disputa judicial

Com a implementação da medida, a Azul será a primeira companhia aérea nacional a cobrar pela bagagem despachada em voo. A cobrança foi permitida pela Anac em dezembro do ano passado e deveria entrar em vigor no dia 14 de março.

Na véspera do início das novas regras, no entanto, uma liminar da Justiça Federal proibiu a cobrança. A Anac recorreu da decisão judicial e conseguiu liberar novamente a cobrança no final de abril. Depois da Azul, a Gol deverá ser a próxima a iniciar a cobrança nos voos nacionais, a partir de 20 de junho.

Cobrança polêmica

Durante o comunicado das novas medidas, a Azul trata o assunto não como uma cobrança adicional, mas sim como um desconto para os passageiros que aceitem viajar sem o despacho de bagagem.

O problema é que os preços das passagens variam constantemente, de acordo com a demanda e data dos voos. Com isso, não é possível para o consumidor ter certeza se houve o desconto ou não. Uma passagem que tivesse o custo atual de R$ 500, por exemplo, deveria sair por R$ 470 para quem não despachasse bagagem (desconto de R$ 30).

No entanto, nada impediria que as empresas cobrassem R$ 530 com bagagem e R$ 500 sem bagagem. Para o usuário, pareceria um desconto, mas, na verdade, não haveria desconto nenhum, apenas acréscimo.

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Novas regras de bagagem da Latam começam a valer nesta quinta-feira http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/18/novas-regras-de-bagagem-da-latam-comecam-a-valer-nesta-quinta-feira/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/18/novas-regras-de-bagagem-da-latam-comecam-a-valer-nesta-quinta-feira/#comments Thu, 18 May 2017 15:59:21 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5620

Mudança em voo internacional valem a partir desta quinta-feira (18) (Foto: Divulgação)

As novas regras para despacho de bagagem em voos da companhia aérea Latam começaram a entrar em vigor nesta quinta-feira (18). A primeira mudança implementada é referente aos voos internacionais da empresa. Os passageiros que comprarem passagens para os Estados Unidos ou Europa passam a ter o direito de levar duas malas de 23 kg. Quem comprou passagem até quarta-feira (17), independentemente da data da viagem, pode despachar duas malas de 32 kg.

Outra mudança que já está em vigor está relacionada aos valores cobrados pela empresa em caso de excesso de bagagem. A Latam passa a cobrar um valor fixo de acordo com o peso excedente de cada mala. Até então, era cobrado um percentual da tarifa-base da passagem. Os novos valores são os seguintes:

De 24 kg a 33 kg:

— Voos domésticos: R$ 120

— Voos para América do Sul: US$ 90 (R$ 280)

— Voos para demais destinos internacionais: US$ 100 (R$ 312)

De 34 kg a 45 kg:

— Voos domésticos: R$ 200

— Voos para América do Sul: US$ 180 (R$ 560)

— Voos para demais destinos internacionais: US$ 200 (R$ 624)

Cobrança pela primeira mala despachada

A Latam estabeleceu um prazo de 50 dias para dar início à cobrança de bagagem nos voos nacionais, quando entram em vigor as novas classes tarifárias criadas pela companhia. No bilhete mais barato, o passageiro não terá direito a despachar bagagem nem mesmo reservar antecipadamente o assento dentro do avião.

Os passageiros que comprarem passagens na tarifa promocional e quiserem despachar uma mala de até 23 kg terão de pagar um valor adicional de R$ 30. Inicialmente, a Latam havia anunciado o valor de R$ 50. Com a mudança do preço, a empresa iguala o mesmo valor que será cobrado pelas concorrentes Azul e Gol.

Segundo a empresa, “as alterações serão feitas de forma gradual para ajudar o cliente a se adaptar a esta nova dinâmica e garantir excelência na execução do novo processo”. A Latam afirmou ainda que “projeta reduzir em até 20% as tarifas mais baratas disponíveis para seus voos domésticos até 2020”.

As mudanças deveriam ter entrado em vigor no dia 14 de março, mas uma liminar da Justiça Federal impediu a mudança das regras de bagagem em voo. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) recorreu da decisão e conseguiu derrubar a liminar no final de abril.

Outras empresas

As companhias aéreas Azul e Gol também já anunciaram suas novas regras para a cobrança de bagagem em voo. A Azul vai implementar as medidas a partir do dia 1º de junho em voos nacionais que partem do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para 14 destinos. A intenção da empresa é ampliar, gradativamente, a cobrança, para todos os voos da Azul.

A companhia criou uma nova classe tarifária mais barata para os voos nacionais, chamada de Azul, mas que não dá o direito ao despacho de bagagem. O passageiro poderá viajara somente com uma mala de mão de até 10 kg. Para levar uma mala de até 23 kg, será cobrado o valor de R$ 30.

Na tarifa superior, chamada de Mais Azul, o valor da passagem será exatamente R$ 30 mais cara que a tarifa Azul, mas os passageiros já terão incluído o direito de despachar uma mala de até 23 kg na viagem nas viagens dentro do Brasil.

Na Gol, a cobrança deve começar para as passagens vendidas a partir do dia 20 de junho. A cobrança será para os passageiros que adquirirem as passagens mais baratas da companhia, chamadas de “light”. Passagens mais caras darão direito a bagagem grátis.

Nos voos nacionais, o valor da primeira mala de até 23 kg será de R$ 30 para quem comprar o serviço de despacho nos canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e R$ 60 para quem efetuar o pagamento somente no momento do check-in.

Nas viagens internacionais, os valores serão de US$ 10 para os canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e US$ 20 no momento do check-in.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

Desconto real?

A cobrança de bagagem tem gerado dúvidas e críticas por não haver garantias de que a medida possa realmente reduzir o preço das passagens aéreas no Brasil. O problema é que os preços das passagens variam constantemente, de acordo com a demanda e data do voos. Com isso, não é possível para o consumidor ter certeza se houve o desconto ou não.

Uma passagem que tivesse o custo atual de R$ 500 deveria sair por R$ 470 para quem não despachasse bagagem (desconto de R$ 30). No entanto, nada impediria que as empresas cobrassem R$ 530 com bagagem e R$ 500 sem bagagem. Para o usuário, pareceria um desconto, mas, na verdade, não haveria desconto nenhum, apenas acréscimo.

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Latam anuncia tarifa promocional sem direito a bagagem e reserva de assento http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/12/latam-anuncia-tarifa-promocional-sem-direito-a-bagagem-e-reserva-de-assento/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/12/latam-anuncia-tarifa-promocional-sem-direito-a-bagagem-e-reserva-de-assento/#comments Fri, 12 May 2017 18:50:15 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5611

Mudanças em voos nacionais começam em 50 dias (Foto: Divulgação)

A Latam anunciou nesta sexta-feira (12) uma nova classe tarifária para voos nacionais na qual o passageiro não terá direito a despachar bagagem, reservar assento antecipadamente e não poderá acumular pontos no programa de fidelidade da companhia. Segundo a empresa, a nova tarifa deve entrar em operação dentro de 50 dias.

Os passageiros que comprarem passagens na tarifa promocional e quiserem despachar uma mala de até 23 kg terão de pagar um valor adicional de R$ 30. Inicialmente, a Latam havia anunciado o valor de R$ 50. Com a mudança do preço, a empresa iguala o mesmo valor que será cobrado pelas concorrentes Azul e Gol.

A Latam terá quatro perfis de tarifas nos voos nacionais: Promo, Light, Plus e Top. As faixas de preço de cada perfil de tarifa irão variar de acordo com os pacotes de benefícios que oferecem, como despacho de bagagem, acúmulo de pontos no programa Latam Fidelidade, reserva antecipada de assento, Espaço+ e remarcação ou reembolso do bilhete.

Para os voos internacionais, as mudanças começam para passagens vendidas a partir do próximo dia 18 de maio. Os clientes que adquirirem bilhetes da Latam para Europa e Estados Unidos passam a ter o direito de despachar gratuitamente duas malas de até 23 kg – o limite atual é de duas malas de até 32 kg.

Nas viagens para destinos na América da Sul, os passageiros terão direito a somente uma mala de até 23 kg. Caso queira despachar uma segunda mala, será cobrado o valor de US$ 90 (R$ 286).

Excesso de bagagem

A Latam também divulgou valores fixos para os casos de excessos de bagagem. Até então, era cobrado um percentual da tarifa-base da passagem, o que nem sempre deixa claro o valor dobrado.

De 24 kg a 33 kg:

— Voos domésticos: R$ 120

— Voos para América do Sul: US$ 90 (R$ 280)

— Voos para demais destinos internacionais: US$ 100 (R$ 312)

De 34 kg a 45 kg:

— Voos domésticos: R$ 200

— Voos para América do Sul: US$ 180 (R$ 560)

— Voos para demais destinos internacionais: US$ 200 (R$ 624)

Disputa judicial

A Latam pretendia implementar as mudanças em março, quando passaria a vigorar a nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que permitiu a cobrança de bagagem em voo. No entanto, uma liminar da Justiça Federal suspendeu a resolução. No último dia 28, a Justiça liberou novamente a cobrança.

Uma das alegações para a decisão inicial era de que não havia garantia de que a medida reduziria o valor das passagens aéreas no Brasil. No comunicado divulgado nesta sexta-feira, a Latam não fala em queda imediata dos preços, mas projeta uma redução das tarifas em até 20% até 2020. “Nossa meta é aumentar em 50% nossos passageiros transportados até 2020”, afirma Jerome Cadier, presidente da Latam Airlines Brasil.

O problema é que os preços das passagens variam constantemente, de acordo com a demanda e data do voos. Com isso, não é possível para o consumidor ter certeza se houve o desconto ou não. Por exemplo, uma passagem que tivesse o custo atual de R$ 500 deveria sair por R$ 470 para quem não despachasse bagagem (desconto de R$ 30). No entanto, nada impediria que as empresas cobrassem R$ 530 com bagagem e R$ 500 sem bagagem. Para o usuário, pareceria um desconto, mas, na verdade, não haveria desconto nenhum, apenas acréscimo.

Segundo a empresa, todas as alterações serão feitas de forma gradual para ajudar o cliente a se adaptar a esta nova dinâmica. “A partir desta mudança, o cliente que viajar sem despachar a mala em voos dentro do Brasil vai pagar tarifas mais acessíveis”, afirma Cadier.

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Extravio de bagagem em voos cai 7,2% no mundo; prejuízo é de US$ 2,1 bi http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/09/extravio-de-bagagem-em-voos-cai-72-no-mundo-prejuizo-e-de-us-21-bi/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/09/extravio-de-bagagem-em-voos-cai-72-no-mundo-prejuizo-e-de-us-21-bi/#comments Tue, 09 May 2017 07:00:03 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5604

Em 2016, foram 21,6 milhões de malas extraviadas no mundo (Foto: Lucas Lima/UOL)

O número total de malas extraviadas durante viagens de avião em todo o mundo caiu 7,2% em 2016 em relação ao ano anterior. Segundo relatório anual da Sita, empresa especializada em tecnologia para aeroportos, no ano passado foram 21,6 milhões de malas perdidas ou entregues com atraso para os passageiros, contra 23,3 milhões do ano anterior.

Não há dados disponíveis especificamente sobre o Brasil.

O índice de malas extraviadas para cada mil passageiros teve uma queda ainda maior, de 12,25%. Isso aconteceu porque ao mesmo tempo em que número total de malas perdidas caiu, a quantidade de passageiros transportados pelas companhias aéreas de todo o mundo cresceu 5,89%, pulando de 3,56 bilhões em 2015 para 3,77 bilhões em 2016. Com isso, o índice caiu de 6,53 malas extraviadas para cada mil passageiros em 2015 para 5,73 em 2016.

Na comparação com os últimos dez anos, a quantidade total de bagagem extraviada sofreu uma queda de 54%. Em 2007, haviam sido perdidas 46,9 milhões de malas, com um índice global de 18,88 malas para cada mil passageiros.

Os principais problemas de extravio de bagagem ocorrem durante voos de conexão, especialmente quando há um curto intervalo de tempo entre os dois voos. A troca da bagagem de um avião para outro representou 47% dos casos de extravio ou entrega das malas com atraso. Na sequência, aparecem casos de erro de carregamento no avião, com 16%, e problemas nas etiquetas e questões de segurança, com 15%. Problemas nos aeroportos geram 10% dos casos.

Mesmo os passageiros que não encontram sua bagagem logo após desembarcar do avião, dificilmente ficam sem a mala para sempre. Em 77% dos casos, as malas são entregues apenas com atraso aos passageiros. Em 16% das vezes, as malas não são entregues por terem sido completamente danificadas, enquanto que em 7% dos casos houve perda ou roubo da bagagem.

Prejuízos bilionários

As bagagens extraviadas geraram um prejuízo de US$ 2,1 bilhões para toda a indústria de aviação no último ano. Foram US$ 200 milhões a menos do que no ano anterior. Há dez anos, o prejuízo era o dobro do registrado em 2016. Os valores incluem os custos para recuperar e devolver as malas aos passageiros.

Para minimizar os danos aos passageiros e reduzir o prejuízo com o extravio de bagagem, uma nova resolução da Iata, associação que reúne a maioria das companhias aéreas do mundo, prevê que a partir de junho de 2018 toda mala deve ser rastreada e registrada em quatro pontos obrigatórios: check-in, embarque no avião, transferência entre companhias ou aviões e na entrega ao passageiro.

Com o rastreamento, os passageiros poderão acompanhar em tempo real se a sua bagagem está seguindo no voo correto. As empresas também terão maior controle sobre as bagagens. “”É frustrante para os passageiros e companhias aéreas quando as malas são extraviadas, mas os dias de não saber onde está sua bagagem será uma coisa do passado em breve. Estamos à beira de uma nova era na gestão de bagagens, porque as companhias aéreas do mundo estão se comprometendo a controlar a bagagem ao longo de sua jornada”, afirma Ilya Gutlin, presidente da Sita para soluções de viagem aérea.

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Azul cobrará por bagagem despachada em voo a partir de 1º de junho

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Azul cobrará por bagagem despachada em voo a partir de 1º de junho http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/03/azul-cobrara-por-bagagem-despachada-em-voo-a-partir-de-1o-de-junho/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/03/azul-cobrara-por-bagagem-despachada-em-voo-a-partir-de-1o-de-junho/#comments Wed, 03 May 2017 21:38:37 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5588

A Azul anunciou nesta quarta-feira (03) que passará a cobrar pela bagagem nos voos nacionais em passagens compradas a partir do dia 1º de junho. As regras são as mesmas que a companhia já havia divulgado no início de março, antes de a cobrança ter sido suspensa por uma liminar da Justiça. Na última sexta-feira (28), no entanto, o juiz Alcides Saldanha Lima, da 10ª Vara Federal do Ceará, derrubou a liminar e liberou a cobrança.

A companhia criou uma nova classe tarifária mais barata para os voos nacionais, chamada de Azul, mas que não dá o direito ao despacho de bagagem. O passageiro poderá viajara somente com uma mala de mão de até 10 kg. Para levar uma mala de até 23 kg, será cobrado o valor de R$ 30.

Na tarifa superior, chamada de Mais Azul, o valor da passagem será exatamente R$ 30 mais cara que a tarifa Azul, mas os passageiros já terão incluído o direito de despachar uma mala de até 23 kg na viagem nas viagens dentro do Brasil.

Durante o comunicado das novas medidas, a empresa trata o assunto não como uma cobrança adicional, mas sim como um desconto para os passageiros que aceitem viajar sem o despacho de bagagem.

O problema é que os preços das passagens variam constantemente, de acordo com a demanda e data do voos. Com isso, não é possível para o consumidor ter certeza se houve o desconto ou não. Por exemplo, uma passagem que tivesse o custo atual de R$ 500 deveria sair por R$ 470 para quem não despachasse bagagem (desconto de R$ 30). No entanto, nada impediria que as empresas cobrassem R$ 530 com bagagem e R$ 500 sem bagagem. Para o usuário, pareceria um desconto, mas, na verdade, não haveria desconto nenhum, apenas acréscimo.

Em caso de excesso de peso, a Azul manterá a política atual de cobrar por quilo a mais. O valor muda de acordo com a rota. Em um voo entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o valor é de R$ 23 por quilo.

Voos internacionais

Nos voos internacionais, a Azul afirmou que pretende manter as regras atuais que permitem o despacho de duas malas de até 32 kg por passageiros. O posicionamento atual é diferente do que a empresa havia divulgado no início de março, quando pretendia reduzir o limite para duas malas de até 23 kg.

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Aéreas não reduzem bagagem em voo para fora e ainda levam 2 malas de 32 kg http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/02/aereas-nao-reduzem-limite-de-peso-de-bagagem-nos-voos-internacionais/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/02/aereas-nao-reduzem-limite-de-peso-de-bagagem-nos-voos-internacionais/#comments Tue, 02 May 2017 19:44:42 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5581

Limite nos voos internacionais permanece em duas malas de 32 kg  (Foto: Lucas Lima/UOL).

(Esta notícia foi corrigida em relação à versão original)

As companhias aéreas Air France, British Airways, Iberia, KLM, Lufthansa e Swiss não reduziram o limite de bagagem que os passageiros têm direito a transportar nos voos internacionais, diferentemente do que foi noticiado pelo blog na última terça-feira (02). Segundo as empresas, o limite permanece sendo de duas malas de até 32 kg por passageiro.

Durante o processo de reserva, os passageiros encontram a informação de que o peso máximo da bagagem é de 23 kg. No entanto, as companhias afirmaram que as páginas iniciais das áreas de reserva utilizam as regras globais para os demais mercados onde operam. O Brasil ainda permanece como uma exceção à regra, permitindo 32 kg por mala.

Para encontrar a informação correta, os passageiros precisam acessar uma outra área dentro do site das companhias, que mostra as exceções às regras para o transporte de bagagem. Clique no nome de cada empresa a seguir e veja as regras delas válidas para o Brasil:  Air France, British Airways, Iberia, KLM, Lufthansa e Swiss.

A redução do peso ou até cobrança pela bagagem despachada foi permitida após uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A medida chegou a ser barrada pela Justiça, mas liberada na semana passada. As empresas afirmam que ainda avaliam a medida internamente e que não há um prazo definido para definir suas novas regras de bagagem.

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