direitos do passageiro – Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Sat, 09 Dec 2017 13:16:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Companhia aérea TAP cobra taxa extra para quem pagar com cartão de crédito http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/tap-taxa-extra-cartao-de-credito/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/tap-taxa-extra-cartao-de-credito/#comments Tue, 05 Dec 2017 06:00:53 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6588

Pagamentos com cartão de crédito ficam 1,95% mais caros (foto: Divulgação)

A companhia aérea portuguesa TAP começou na semana passada a cobrar uma taxa extra dos passageiros brasileiros que fizerem o pagamento da passagem utilizando cartões de crédito. A taxa de 1,95% sobre o valor total da tarifa, incluindo as taxas de embarque, é cobrada em pagamentos via cartão de crédito, à vista ou parcelado, em todos os canais de vendas da empresa.

Os pagamentos parcelados só podem ser feitos com cartão de crédito.

Em uma simulação feita no site da TAP com uma passagem de ida e volta de São Paulo a Lisboa com valor total de R$ 3.014,68, a taxa para pagamento com cartão de crédito é de R$ 59. Assim, o valor total a ser pago pelo passageiro sobe para R$ 3.073,68.

Para fugir da taxa nas compras feitas pelo site, o passageiro tem de fazer o pagamento usando cartão de débito. Nessa opção, no entanto, não é possível parcelar a viagem em até dez vezes sem juros.

Em Portugal, a TAP cobra uma taxa fixa de 4 euros nas compras feitas com cartão de crédito ou pelo sistema PayPal, independentemente do valor da passagem.

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Taxa será cobrada em todos os pagamentos com cartão de crédito (Reprodução)

Companhia fala em “transparência” para o cliente

Em um comunicado, a companhia afirma que “essa medida pretende dar maior transparência à relação com seus clientes, que poderão decidir a melhor forma de efetuar o seu pagamento de acordo com sua comodidade e conveniência, sabendo exatamente quais os custos envolvidos”.

Segundo a TAP, a nova taxa é uma forma de repassar aos passageiros a taxa que já é cobrada pelas administradoras de cartões de crédito. “O que se pretende agora é que esse custo só seja suportado pelos clientes que entenderem ser mais cômodo utilizar a forma de pagamento por este meio”, afirma a empresa.

Associação de agências de viagem critica a nova taxa

A Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas) criticou a cobrança. “É de estranhar essa decisão da TAP, pois em outros segmentos a discussão está exatamente na migração para o cartão de crédito como meio de pagamento preferencial, exatamente em função dos ganhos com produtividade, segurança e transparência”, afirma Gervasio Tanabe, diretor executivo da Abracorp.

A associação afirma que, atualmente, cerca de 70% dos pagamentos nas agências de viagens são feitos com cartões de crédito. Para a Abracorp, esse método de pagamento “minimiza riscos de fraudes e possibilita total transparência no processo de compra. Além disso, otimiza o processo operacional, reduzindo custos”.

Com a adoção da nova taxa, a Abracorpo avalia que pode diminuir a emissão de passagens da companhia aérea portuguesa. “Em todas as passagens da TAP agora teremos que avaliar o seu custo”, diz.

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Despacho de bagagem poderá ser pago com milhas na Gol http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/06/cobranca-bagagem-despachada-milhas-smiles-gol/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/06/cobranca-bagagem-despachada-milhas-smiles-gol/#comments Fri, 06 Oct 2017 16:39:00 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6278

Companhia não informou os valores cobrados (foto: Divulgação)

Os passageiros que emitirem passagens da Gol pelo programa de fidelidade da companhia, o Smiles, poderão usar as milhas para pagar também pelo serviço de despacho de bagagem. Até então, a única opção era o pagamento desse serviço em dinheiro ou cartão de crédito. A opção valerá apenas para compras antecipadas do serviço.

A companhia não informou a quantidade de milhas necessárias, nem se terá um valor fixo ou se o preço irá variar conforme o voo escolhido.

Em uma simulação feita pela reportagem no site da Smiles, o sistema mostrou apenas a quantidade de milhas para a emissão da passagem e para o pagamento da taxa de embarque. Segundo a empresa, o pagamento para o despacho de bagagem é feito após a emissão do bilhete.

A nova opção, no entanto, não é válida para os clientes que compram passagem diretamente no site da Gol. Nesse caso, o valor para despachar bagagem nos voos nacionais é de R$ 30 para compras antecipadas e R$ 60 no momento do check-in. Nas viagens internacionais, os valores são de US$ 10 para compras com antecedência e US$ 20 no aeroporto.

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Para fazer a compra do serviço de despacho de bagagem com milhas Smiles, o pagamento deve ser feito de forma antecipada apenas pelo site do programa e, em breve, pelo aplicativo da Smiles. No momento do check-in no aeroporto, a única opção será pagamento em dinheiro ou cartão de crédito.

Segundo a empresa, os passageiros que já emitiram um bilhete pela Smiles e ainda não adquiriram o serviço de despacho de bagagem também terão a opção de fazer o pagamento do serviço com milhas do programa de fidelidade.

Os bilhetes emitidos com milhas Smiles para a classe econômica não tem o serviço de bagagem despachada incluído. A única exceção são as passagens para a classe Gol Premium (disponível somente nos voos internacionais da companhia), que incluem duas malas de até 23 kg por passageiro.

Os clientes das categorias Prata, Ouro e Diamante que emitirem bilhetes nacionais e internacionais com milhas da Smiles também têm direito a franquias de bagagem gratuitas, desde que coloquem o número de fidelização no ato da compra. Os clientes Prata podem levar uma mala de 23 kg, os da categoria Ouro até duas malas de 23 kg e os da categoria Diamante até três malas de 23 kg.

Cobrança começou em 20 de junho

A Gol começou a cobrar pela bagagem despachada em voos nacionais e internacionais no dia 20 de junho. A nova taxa é cobrada dos clientes que compram passagens com a tarifa mais baixa praticada pela companhia aérea, chamada de “Light”. Passagens mais caras, nas tarifas “Programada” e “Flexível”, dão direito ao transporte de uma mala de até 23 kg.

A cobrança da bagagem foi permitida em dezembro do ano passado em uma nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e deveria entrar em vigor em 14 de março. Uma liminar da Justiça Federal chegou a barrar a entrada em vigor das novas regras. A decisão, no entanto, foi suspensa no final de abril e as companhias aéreas passaram a ter o direito de cobrar pela bagagem despachada.

A Azul iniciou a cobrança de bagagem em voos nacionais no dia 1º de junho. A empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul, na qual os passageiros não terão direito ao transporte de bagagem, somente à mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado também será de R$ 30.

A Latam começou a cobrar pelo despacho de bagagem no dia 24 de junho. A cobrança de bagagem é feita nas tarifas Promo e Light, as mais baratas da empresa. Ao adquirir o despacho no momento da compra da passagem, o valor cobrado é de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

A Avianca foi a última companhia aérea brasileira a iniciar a cobrança de bagagem. A nova taxa começou a vigorar no dia 25 de setembro para passagens compradas na tarifa Promo. Para o pagamento pela internet até seis horas antes do voo, o valor é de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço sobe para R$ 60.

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Preço de passagens cai de 7% a 30% após cobrança de bagagem, dizem empresas http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/21/bagagem-voo-nacional-queda-de-preco-passagem/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/21/bagagem-voo-nacional-queda-de-preco-passagem/#comments Thu, 21 Sep 2017 13:36:30 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6211

Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

Um levantamento da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) aponta que as tarifas médias de passagens aéreas tiveram queda entre 7% e 30% desde que teve início a cobrança de bagagem em voos nacionais, dependendo da rota e da companhia aérea. Os dados se referem às passagens vendidas entre junho e o começo de setembro pelas companhias Azul, Gol e Latam.

A rota que apresentou o menor percentual de queda foi entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, pela companhia Gol. Os dados apontam uma redução de 6,5% nas tarifas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na Gol, a maior queda ocorreu na rota entre o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e Salvador. Nesse caso, a redução foi de 30,4%. Na Latam, a maior redução ocorreu na rota entre Brasília e Recife, com queda de 33% comparando agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado. Na Azul, as passagens entre Viracopos, em Campinas (SP), e Porto Seguro (BA) tiveram queda ainda maior, chegando a 40,5% de redução em julho deste ano.

Nas três companhias que passaram a cobrar pela bagagem em junho, mais de 60% dos passageiros optaram por comprar passagens que não dão o direito de despachar uma mala de até 23 kg. Segundo os dados apresentados pela Abear, esse índice é de 60% na Azul, 63% na Latam e 65% na Gol. A Avianca começa a cobrança pela bagagem despachada somente na próxima segunda-feira.

Os passageiros que optam pelas passagens sem direito a bagagem podem comprar depois esse serviço. A Abear, no entanto, não divulgou a quantidade de passageiros que tiveram de pagar para incluir o serviço posteriormente. “Ainda não temos esses dados, mas posso garantir que a maioria dos passageiros que comprou passagem sem bagagem de fato viajou sem bagagem”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Segundo dados da entidade, somente na Gol houve aumento de 50% no número de passageiros que viajaram sem despachar bagagem, enquanto na Latam, mais de 900 mil passageiros viajaram nesse período com as tarifas sem direito a mala.

Aumento no número de passageiros

Os dados da Abear também apontam crescimento no número de passageiros dos voos domésticos. Em agosto, a alta foi de 5,51%. Esse foi o sexto mês consecutivo de crescimento. No acumulado do ano, a procura de passageiros teve alta de 1,98%.

As companhias aéreas também registram melhora no aproveitamento de seus voos. O índice de ocupação teve alta de 1,42%, chegando a 80,31%, com 7,6 milhões de passageiros transportados.

A Gol foi a líder do mercado doméstico no mês de agosto, com 35,03% de participação, seguida pela Latam, com 34,13%, Azul, com 17,54%, e Avianca, com 13,30%.

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras apresentaram alta maior, com crescimento de 16,78% no mês de agosto. No acumulado do ano, a procura internacional cresceu 10%.

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Avianca vai cobrar entre R$ 30 e R$ 60 pela bagagem em voo nacional http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/20/cobranca-bagagem-avianca-voo-nacional/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/20/cobranca-bagagem-avianca-voo-nacional/#comments Wed, 20 Sep 2017 23:04:28 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6204

Avianca lança nova classe tarifária a partir de segunda-feira (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Avianca Brasil vai ter uma nova faixa de tarifas em seus voos nacionais para as passagens compradas a partir de segunda-feira (25). A tarifa Promo deve ter o preço mais baixo, segundo a empresa, mas sem direito a levar gratuitamente uma mala de até 23 kg.

Se mudar de ideia, o passageiro poderá incluir depois o despacho da bagagem. Se fizer o pedido pela internet até seis horas antes do voo, o valor será de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço subirá para R$ 60.

Em entrevista exclusiva ao Todos a Bordo, o presidente da Avianca, Frederico Pedreira, afirmou que “a tarifa Promo foi desenhada para quem quer viajar sem bagagem”.

Concorrentes começaram a cobrar em junho

As companhias aéreas estão liberadas para cobrar pelo despacho de bagagem desde o final de abril. As concorrentes Azul, Gol e Latam começaram a cobrança em junho. Segundo Pedreira, a demora para a Avianca seguir pelo mesmo caminho ocorreu porque a companhia queria criar um sistema diferente.

“Queríamos mais tempo para pensar em algo que fizesse sentido para a Avianca. O nosso raciocínio era manter o nosso nível de serviço e, por outro lado, também ter a possibilidade de, ao não incluir o despacho de bagagem, ter uma classe tarifária que fosse mais competitiva para trazer para as nossas aeronaves passageiros que viajariam com menos frequência ou não viajariam”, afirma Pedreira.

Na Azul, Gol e Latam, a diferença de preço da passagem com ou sem direito ao transporte de bagagem é de R$ 30. Na Avianca, o presidente da companhia afirmou que a nova tarifa Promo terá uma diferença maior em relação às demais tarifas para o mesmo voo. Segundo ele, no entanto, não é possível precisar um percentual porque essa diferença pode variar de acordo com a época do ano e a antecedência da compra da passagem. “Será uma diferença considerável entre a Promo e a Economy”, afirma.

Outra diferença é que nas épocas de maior procura ou nas passagens vendidas de última hora, quando os preços costumam ser bem mais altos, só serão vendidas passagens das classes tarifárias superiores, que já incluem o transporte de bagagem. “Não faz sentido o passageiro pagar mais de R$ 1.000 e não ter o direito de despachar uma mala”, afirma.

Lanchinho continua igual

A partir de segunda-feira, serão três tipos de tarifas oferecidos pela Avianca: Promo, Economy e Flex. Além do transporte de bagagem, haverá outras diferenças entre elas, como valor das taxas para reembolso ou remarcação do voo e quantidade de pontos acumulados no programa de fidelidade da companhia.

Segundo o presidente da Avianca, a nova classe tarifária da companhia não vai mudar o serviço de bordo atual, com lanches quentes e sistema de entretenimento sem custo adicional. “Os passageiros vão continuar com todos esses benefícios. Essa é a filosofia da Avianca”, afirma.

Crescimento no mercado doméstico e internacional

Mesmo com a retração do mercado de aviação, a Avianca tem crescido cerca de 15%. Neste ano, a empresa já lançou novas rotas e recebeu aviões maiores, do modelo Airbus A330-200.

A empresa também iniciou neste ano suas operações internacionais de longo curso, com voos entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, e entre São Paulo e Santiago, no Chile.

A partir de 15 de dezembro, a Avianca inaugura sua segunda rota nos Estados Unidos, com o voo diário entre São Paulo e Nova York. “Serão voos noturnos para atender tanto o púbico a lazer como o de negócios”, afirma Pedreira. A Avianca começou na semana passada a venda de passagens para o voo de Nova York.

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Passageira recebe US$ 4.000 para trocar de voo nos EUA após overbooking http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/14/overbooking-passageira-indenizacao-us-4-000-delta/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/14/overbooking-passageira-indenizacao-us-4-000-delta/#comments Thu, 14 Sep 2017 16:12:49 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6158

Tracy Jarvis Smith comemorou a indenização recebida (foto: Reprodução/Twitter)

A companhia norte-americana Delta Airlines pagou US$ 4.000 (R$ 12.547 na cotação desta quinta-feira – 14) para uma passageira ceder seu lugar em voo que estava com overbooking (quando a empresa vende mais assentos do que os disponíveis no avião) na última sexta-feira (8). O voo de uma hora e 50 minutos de duração faria a rota entre Atlanta e South Bend, ambas nos Estados Unidos.

Com o excesso de passageiros para embarcar no avião, a companhia ofereceu inicialmente US$ 2.220 (R$ 6.900) para quem concordasse em pegar um voo mais tarde. A proposta foi feita a todos os passageiros, inclusive os que ainda não estavam garantidos no voo. Como o avião estava lotado com torcedores do time de futebol americano da Universidade da Geórgia, ninguém inicialmente aceitou a proposta. O time jogaria em South Bend.

A companhia começou, então, a aumentar o valor a ser pago. A passageira Tracy Jarvis Smith esperou que a indenização chegasse a US$ 4.000 para aceitar trocar seu voo. “Esse era o meu número mágico”, escreveu em sua conta no Twitter. Tracy estava viajando para encontrar o marido em South Bend.

A negociação foi comemorada até mesmo pelos outros passageiros que estavam no avião. “Nenhum torcedor queria se atrasar”, escreveu Zach Klein em um post com uma foto ao lado de Tracy.

Quando finalmente chegou ao seu destino, Tracy comemorou o dinheiro recebido. “Pousei oito horas mais tarde. Valeu a pena os US$ 4.000”, disse.

As polêmicas com o overbooking

Os casos de overbooking têm gerado polêmica nos últimos meses nos Estados Unidos. Em abril, um passageiro da United Airlines chegou a ser retirado à força do avião. A imagem de David Dao sendo agredido e sangrando foi divulgada em todo o mundo. O presidente da United, Oscar Munhoz, teve de pedir desculpas públicas para tentar salvar a imagem da companhia.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (14) pelo UOL, o diretor de vendas da American Airlines, Dilson Verçosa Jr., afirma que o overbooking é uma prática necessária para as companhias aéreas evitarem prejuízos com os passageiros que não comparecem para o embarque.

No Brasil, os passageiros que não conseguem embarcar por overbooking têm direito a receber uma indenização imediata. De acordo com as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a multa para voos nacionais é de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.105,92. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES, ou R$ 2.211,85.

O DES é um ativo de reserva internacional emitido pelo Fundo Monetário Internacional e composto por uma cesta de moedas que inclui o dólar, o euro, a libra e o iene. O valor do DES muda diariamente. Nesta quinta-feira, um DES equivalia a R$ 4,4237.

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Juíza dos EUA diz que aperto em avião afeta segurança e pede novas regras http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/08/09/aviao-poltrona-espaco-seguranca-passageiro-conforto/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/08/09/aviao-poltrona-espaco-seguranca-passageiro-conforto/#comments Wed, 09 Aug 2017 14:53:03 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5979

Decisão pretende criar um padrão mínimo para as poltronas de avião (Imagem: Joel Silva/Folhapress)

Para acabar com o que chamou de “encolhimento das poltronas de avião”, uma juíza dos Estados Unidos determinou que o órgão de controle da aviação no país, a FAA (Federal Aviation Administration), analise o pedido da associação de clientes de companhias aéreas Flyers Right para criar regras sobre o tamanho e a distância mínima entre as poltronas dos aviões.

A associação alega que as poltronas estão ficando cada vez mais apertadas e que isso poderia comprometer a segurança dos passageiros em casos de evacuação de emergência.  A decisão não deixa claro se o tamanho das poltronas aumentaria, mas a FAA terá de provar que os tamanhos atuais são seguros e qual o mínimo necessário para garantir a segurança.

A questão nunca chegou a ser regulada por nenhum órgão internacional de aviação. As normas internacionais exigem apenas que, nos casos de emergência, todos os passageiros e tripulantes possam sair do avião em, no máximo, 90 segundos.

A FAA já havia alegado à Justiça que o tamanho das poltronas não causa nenhum risco à segurança nem reduz o tempo de evacuação do avião em caso de emergência. A juíza Patricia Millett, no entanto, considerou que a FAA não apresentou nenhum estudo concreto que comprovasse as alegações e determinou que seja feita uma análise mais rigorosa da situação.

Segundo estudo da Flyers Right, a largura média das poltronas da classe econômica nos Estados Unidos caiu de 47 cm em 2000 para os 43,1 cm atuais. No mesmo período, a distância para a poltrona da frente também foi reduzida, em média, de 88,9 cm para 78,74 cm.

Aperto pode causar problemas de saúde

Além da agilidade na evacuação do avião, a Flyers Right alega que o espaço reduzido das poltronas também pode causar danos à saúde dos passageiros, como coágulos sanguíneos, trombose venosa profunda e problemas musculares e nas articulações.

Para essa questão, no entanto, a juíza avaliou que os dados apresentados pela FAA mostram que o tamanho atual das poltronas não traz risco à saúde dos passageiros.

Brasil tem selo de classificação

No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) também não regula o tamanho e distância mínima das poltronas dos aviões. No entanto, a agência criou um selo para classificar quais são os aviões mais confortáveis.

A classificação da Anac é feita em cinco categorias: A (acima de 73 cm), B (de 73 cm a 71 cm), C (71 cm a 69 cm), D (69 cm a 67 cm) e E (abaixo de 69 cm). Nessa escala, a distância média utilizada nos aviões nos Estados Unidos estaria classificada na categoria A da Anac.

As companhias aéreas têm de informar ao passageiro a classificação dos assentos do avião já no momento da reserva da passagem.

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Três empresas aéreas cobram mesmo valor (R$ 30) por mala, mas negam acordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/24/tres-empresas-aereas-cobram-mesmo-valor-r-30-por-mala-mas-negam-acordo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/24/tres-empresas-aereas-cobram-mesmo-valor-r-30-por-mala-mas-negam-acordo/#comments Sat, 24 Jun 2017 07:00:27 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5803

Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

As três principais companhias aéreas brasileiras (Azul, Gol e Latam) anunciaram nos últimos dias exatamente o mesmo valor para o despacho de malas. Todas vão cobrar R$ 30 por uma mala de até 23 kg em voos nacionais. A coincidência pode causar suspeitas de uma espécie de cartel, com combinação de preços.

As empresas e a associação do setor negam acordo e dizem que a competição é livre. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirma que acompanha o mercado, mas que qualquer conclusão agora é “prematura”.

A advogada do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) Claudia de Moraes Pontes Almeida diz que a cobrança dos mesmos preços não é ilegal e resolução da Anac dá total autonomia para as empresas definirem o valor do serviço. “Não dá para dizer que as empresas têm de cobrar preços diferentes. Não existe uma ilegalidade nesse fato, mas existe sim a necessidade de o consumidor ter atenção porque é só uma aparência de que os preços são iguais em todas as empresas, mas não são”, afirma.”

Preços são diferentes em várias situações

A coincidência de preços também pode dar a impressão de que o valor é sempre o mesmo, independentemente da empresa. A advogada do Idec afirma que é preciso prestar atenção nas diferenças de preços de acordo com o momento da compra do serviço e em caso de excesso de peso.

Ela diz que cobrar preços iguais para a primeira mala dentro do limite de peso, pode ser uma tática para não perderem mercado para as concorrentes. “O consumidor precisa ficar atento. Existe a aparência de que é tudo igual, mas na verdade não é. Os R$ 30 são só na compra da primeira bagagem, via online e com antecedência. Depois desse primeiro momento, existem muitas mudanças e o consumidor precisa ir além ao analisar o que ele vai precisar”, orienta a advogada do Idec.

A nova regra vale para as passagens vendidas com as tarifas mais baratas e só para quem comprou bilhetes após a entrada em vigor da medida (dia 1º/6 na Azul, dia 20/6 na Gol e dia 24/6 na Latam). Quem adquiriu passagens antes dessas datas, independentemente do dia da viagem, continua com o direito de transportar gratuitamente uma mala de 23 kg nos voos nacionais.

Anac diz que está acompanhando o mercado

A Anac afirmou que “está acompanhando o comportamento do mercado desde o início da vigência da medida em 29 de abril”. No entanto, devido ao curto período em vigor das novas medidas adotadas pelas companhias aérea, a agência afirmou que ainda é “prematura qualquer avaliação neste período inicial de transição, em que tanto empresas quanto passageiros ainda estão se adaptando”.

A Anac ressalta o fato de que “as principais empresas aéreas adotaram posicionamentos diferentes na oferta dos serviços e que algumas delas sequer iniciaram a oferta de passagens aéreas sem franquia de bagagem despachada”.

A agência afirma, ainda, que a resolução que liberou a cobrança pela bagagem despachada prevê o acompanhamento constante das novas regras e que, caso haja problemas, há uma cláusula de revisão das medidas e a elaboração de relatórios sobre a aplicação, eficácia e resultados do regulamento.

Associação diz que concorrência aumentou

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirma que, entre todas as mudanças promovidas pela resolução da Anac, “a desregulamentação do transporte de bagagem despachada é o elemento que traz o maior potencial de diferenciação entre as empresas e de novo aumento da concorrência”.

Para a associação das empresas aéreas, a Latam ter reduzido o preço cobrado pelo despacho de bagagem [eram R$ 50, mas passaram a R$ 30] mostra os benefícios da concorrência. “O fato dessa revisão ter resultado em preços semelhantes, mas no patamar mais baixo suscitado, só comprova que a maior concorrência atua em benefício dos consumidores”, afirma.

Empresas negam combinação de tarifa

A Latam negou que haja preços combinados. “Não há qualquer tipo de acordo com as demais companhias aéreas para a formação de preços para a cobrança de bagagem. A empresa segue rigorosamente todas as normas do setor e a legislação concorrencial em vigor”, diz nota da empresa.

Também diz “acreditar que a concorrência é saudável e sempre vai beneficiar o cliente”. A empresa afirmou que reduziu o valor inicialmente anunciado “com o objetivo beneficiar o consumidor e contribuir com sua meta de possibilitar que cada vez mais pessoas possam adotar o avião como meio de transporte”.

Para a Gol, “a concorrência entre as companhias aéreas no Brasil se dá pelo melhor valor da tarifa, não pelo valor da cobrança de despacho de mala (ou qualquer outra bagagem) não programada no momento da compra do bilhete”. A empresa afirma que a criação de novas tarifas fará com que “os clientes terão opções ainda mais em conta para emissão de passagens.”

A Azul afirmou que “segue sua própria política tarifária para estabelecer os valores de seus produtos” e que “o cálculo para chegar aos descontos para quem não despacha bagagem é um dado estratégico”.

Despacho da primeira mala pode custar até R$ 80

A coincidência dos valores na cobrança de bagagem só vale para o despacho de uma única mala e para pagamentos feitos no momento da compra da passagem aérea.

O preço de R$ 30 na Latam só vale para o pagamento do serviço no momento da compra da passagem. O valor sobe para R$ 50 após a emissão do bilhete e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in. Inicialmente, a Latam havia divulgado o custo básico de R$ 50 para o transporte de bagagem. Após o anúncio dos preços da Gol e da Azul, a empresa reduziu o valor para R$ 30.

A Gol também tem tarifas diferenciadas de acordo com o momento da compra do serviço. Nos voos nacionais, o valor da primeira mala de até 23 kg é de R$ 30 para quem comprar antecipadamente o serviço de despacho nos canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e R$ 60 para quem efetuar o pagamento somente no momento do check-in.

A Azul é a única que não faz distinção de valores de acordo com o momento do pagamento pelo serviço de despacho de bagagem. Os passageiros da companhia poderão incluir os 23 kg de bagagem, a qualquer momento, pelo valor de R$ 30.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

Como foi a mudança nas regras

A cobrança foi liberada em uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovada em dezembro do ano passado. A medida deveria entrar em vigor no dia 14 de março. Na véspera, no entanto, uma liminar da Justiça Federal barrou a cobrança. A Anac recorreu da decisão e, no dia 29 de abril, conseguiu que a Justiça liberasse a entrada em vigor da medida. Desde então, as empresas têm divulgado valores iguais para a cobrança da primeira mala despachada em voos nacionais.

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Passageiros duvidam que cobrança de mala em avião baixe preço de voos http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/passageiros-duvidam-que-cobranca-de-mala-em-aviao-baixe-preco-de-voos/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/passageiros-duvidam-que-cobranca-de-mala-em-aviao-baixe-preco-de-voos/#comments Thu, 22 Jun 2017 07:00:54 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5797

Cobrança de bagagem despachada já está em vigor no Brasil (Foto: Lucas Lima/UOL)

A cobrança de bagagens em voo começou a ser implementada no início do mês pelas companhias aéreas. As novas regras, no entanto, ainda têm gerado muitas dúvidas, desconfiança e dividido opiniões dos passageiros de viagens aéreas.

A Azul foi primeira a praticar as novas normas no dia 1º de junho e a Gol iniciou a cobrança na última terça-feira (20). A nova medida é válida somente para quem comprou passagens a partir dessas datas. Bilhetes comprados antes da medida entrar em vigor, independentemente da data da viagem, continuam com o direito de transporte gratuito de uma mala de 23 kg nos voos nacionais.

O Todos a Bordo ouviu passageiros na área de check-in do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A principal crítica está relacionada à desconfiança de que essa será apenas uma taxa a mais que deverá ser custeada pelos passageiros, sem a garantia de redução dos preços das passagens. Por outro lado, há também esperança em relação à redução do custo por excesso de bagagem e até um controle mais rígido do tamanho das bagagens de mão.

A empresária Neiva Fuzinato acha a cobrança indevida (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

“Cobrança indevida”

A empresária Neiva Fuzinato considera que “essa é uma cobrança indevida que jamais deveria acontecer”. Residente no Mato Grosso, estava em São Paulo para uma convenção. Segundo ela, não teria como viajar somente com a bagagem de mão. “Uso muita bagagem quando venho para cá. Isso (a cobrança) é algo que vai acabar prejudicando”, afirma.

Além do custo para despachar mala, a empresária diz que a nova medida ainda vai gerar mais transtorno aos passageiros. “Para nós (passageiros), é uma garantia. Quando a gente compra uma passagem, quer comodidade e não ficar se preocupando com tanta cobrança. Acho que isso aí é uma cobrança injusta”, declara.

A empresária também não acredita em uma possível redução dos preços. “Você vai ter de pagar de alguma forma. Se não for na passagem, vai ter de pagar a bagagem. Então, automaticamente isso não vai mudar nada”, diz.

Os bancários Daniel Gubert (esq.) e Alisson Martins (dir.) são contra a cobrança (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Prejudica quem está em férias

Mesmo quem viajava somente com a bagagem de mão criticou as novas normas de cobrança pela bagagem despachada. É o caso dos bancários Alisson Martins e Daniel Gubert, que esperavam um voo para Maringá (PR).

Para eles, essa é uma medida que vai prejudicar, especialmente, os passageiros que viajam de férias no Brasil e não podem levar somente uma mala de mão. “Normalmente, levo mala pequena, mas isso vai afetar o pessoal que faz turismo. Mais uma vez o brasileiro é onerado”, afirma Martins.

Ele diz que deveriam ser cobrados somente os casos em que há excesso de bagagem. “Quando se compra uma passagem aérea, acho que já está incluso no valor e não tem cabimento cobrar a bagagem despachada. Se for um excedente muito grande, tudo bem. Mas a gente leva somente o realmente necessário”, declara.

Gubert avalia que, em virtude dos preços atuais das passagens, não deveria haver mais uma taxa para o despacho de bagagem. “Quando viajo a trabalho, levo uma bagagem menor que não precisa ser despachada, mas acredito que não deveria ser cobrado”, diz

O bancário afirma se preocupar com futuras viagens mais longas que terá de fazer a trabalho ou mesmo de férias. “Sou contra porque, no momento em que for viajar em um período de férias ou um período maior de trabalho, entendo que vai ser um custo que não deveria desembolsar.”

Excesso de bagagem foi descomplicado

Quando a medida foi anunciada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a alegação era de que os passageiros que viajam somente com a bagagem de mão seriam os mais beneficiados com a nova medida. No entanto, foi um passageiro com bastante excesso de bagagem quem mais comemorou as mudanças.

É que, ao liberar a cobrança das bagagens despachadas, a Anac também determinou que as empresas cobrem valores fixos para o excesso de peso ou malas extras. No caso da Gol, por exemplo, as bagagens que passarem dos 23 kg terão de pagar R$ 12 por quilo mais. Antes, esse cálculo era feito de acordo com um percentual da tarifa-base para o trecho voado, o que dificultava o cálculo por parte do passageiro.

O comerciante Antonio Mesquita espera pagar menos excesso de bagagem (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

O comerciante Antônio Mesquita, de Brasília, costuma viajar a São Paulo para fazer compras na região do Brás, área central de São Paulo especializada em roupas. No entanto, costuma enfrentar problemas para levar a mercadoria para sua cidade. “Já cheguei a pagar até R$ 500 de excesso de bagagem”, diz.

Na noite da última terça-feira, Mesquita embarcava no aeroporto de Congonhas com uma mala grande e duas mochilas. Para não pagar excesso de bagagem, Mesquita levava as duas mochilas como bagagem de mão. As duas somavam mais de 20 kg (o limite total a bordo é 10kg).

O comerciante confiava na fiscalização falha no momento do embarque, já que o limite máximo é de 10 kg. “Hoje, o grande problema é o valor muito alto cobrado pelo excesso de bagagem. Às vezes, a taxa come todo o lucro das mercadorias que comprei”, declara.

Mesquita afirma que se os preços fossem menores, preferiria despachar mais uma mochila. Com as novas regras, a Gol, companhia na qual viajava, passa a cobrar R$ 50 para despachar uma segunda mala. Ao ser informado sobre os novos valores, o comerciante comemorou as mudanças. “Com esse valor, fica ótimo para mim. Vai melhorar agora.”

O consultor Marino Roberto Rodilha reclama do excesso de bagagem de mão (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Mais espaço dentro do avião

Com todas as mudanças de regras, as companhias aéreas devem ser mais rígidas no controle da bagagem de mão. Algumas empresas criaram caixas para medir o tamanho das malas. Se elas não couberem ali dentro, deverão ser despachadas no porão do avião.

Para o consultor de recursos humanos, Marino Roberto Rodilha, o excesso de bagagem de mão gera transtornos a todos os passageiros. “O que noto na prática dos passageiros é algo muito triste. Você vê entrar no avião uma pessoa com três malas e enfia tudo em cima. Aí, você não tem espaço para colocar sua mala”, afirmou.

Rodilha acredita que com a cobrança pelo despacho de bagagem, as companhias aéreas devem ser mais rígidas com os limites da bagagem de mão, o que vai diminuir os excessos de alguns passageiros. “Pressuponho que a cobrança possa facilitar esse embarque e desembarque. As pessoas terão de ser mais controladas. Se você tem mais malas, que elas sejam despachadas”, disse.

Essa prática também é uma preocupação da enfermeira Andreia Barbosa. “O pessoal acha que vai pagar tudo, e o bagageiro dentro do avião está uma coisa infernal. Estão levando malas e ninguém está fazendo essa conferência. No último voo, estava sentada na fila oito, mas tive de colocar a bagagem na fila 20 porque não tinha espaço”, afirmou.

Apesar do problema, a enfermeira afirma ser a favor das novas regras por cobrar apenas de quem transporta mais bagagem. “Só espero que haja uma fiscalização maior na bagagem de mão”, disse.

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Gol começa a cobrar de R$ 30 a R$ 60 por mala despachada em voo nesta terça http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/gol-comeca-a-cobrar-de-r-30-a-r-60-por-mala-despachada-em-voo-nesta-terca/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/gol-comeca-a-cobrar-de-r-30-a-r-60-por-mala-despachada-em-voo-nesta-terca/#comments Tue, 20 Jun 2017 07:00:55 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5792

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

A companhia aérea Gol inicia nesta terça-feira (20) a cobrança pela bagagem despachada em voos nacionais e internacionais. A Gol será a segunda empresa a cobrar pelo serviço – a Azul iniciou a cobrança no dia 1º de junho. Para transportar uma mala de até 23 kg nos voos nacionais, os passageiros terão de pagar entre R$ 30 (pagamento antecipado) ou R$ 60 (compra do serviço no momento do check-in).

A cobrança vale para bilhetes comprados a partir desta terça. Quem comprou passagens até segunda-feira (19) para embarcar em qualquer data no futuro, independentemente do dia da viagem, não pagará pelo despacho.

Nas viagens internacionais, os valores serão de US$ 10 para compras com antecedência nos canais de autoatendimento da empresa ou em agências de viagens e US$ 20 no momento do check-in.

A nova taxa será cobrada somente dos clientes que adquirem passagens com a tarifa mais baixa praticada pela companhia aérea, chamada de “Light”. Passagens mais caras, nas tarifas “Programada” e “Flexível”, darão direito ao transporte de uma mala de até 23 kg. 

Caso necessite transportar mais de uma mala na viagem, a taxa a ser cobrada será a mesma para todos os passageiros. De acordo com o momento da compra, os valores serão de R$ 50 (com antecedência) e R$ 100 (no check-in) nos voos nacionais e de US$ 30 (com antecedência) e US$ 60 (no check-in) nas viagens internacionais. Somente a tarifa “Gol Premium”, exclusiva nos voos internacionais, dará direito a uma segunda mala.

O excesso de peso, até então calculado de acordo com a tarifa cheia do voo, passa a ser mais barato e de fácil entendimento. O passageiro pagará apenas por quilo adicional, além dos 23 kg, que custará R$ 12 nos voos domésticos e US$ 4 nos internacionais.

A cobrança da bagagem foi permitida em dezembro do ano passado em uma nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e deveria entrar em vigor em 14 de março. Uma liminar da Justiça Federal, no entanto, chegou a barrar a entrada em vigor das novas regras. A decisão, no entanto, foi suspensa no final de abril e as companhias aéreas passaram a ter o direito de cobrar pela bagagem despachada.

Na mesma resolução, a Anac aumentou o limite de peso que os passageiros têm o direito de transportar como bagagem de mão, passando de 5 kg para 10 kg. No entanto, as malas não podem ter tamanho superior a 40 cm de comprimento, 25 cm de largura e 55 cm de altura. A Gol já está medindo algumas bagagens de mão no momento do embarque. As malas maiores que o tamanho permitido têm de ser despachadas no porão no avião.

Outras empresas anunciaram a cobrança

A Azul iniciou a cobrança de bagagem em voos nacionais no dia 1º de junho. A empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul, na qual os passageiros não terão direito ao transporte de bagagem, somente à mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado também será de R$ 30.

A cobrança acontece, inicialmente, em 14 rotas da companhia. A intenção é implementar as novas regras para todos os voos da Azul de forma gradativa ao longo dos próximos meses.

Além da cobrança, a empresa também anunciou a redução do limite máximo de peso das malas nos voos para Estados Unidos e Europa. Os passageiros poderão transportar duas malas de até 23 kg. Pelas regras antigas da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas eram obrigadas a aceitar duas malas de até 32 kg por passageiro.

Nos voos internacionais da Azul para destinos da América do Sul, o limite de bagagem despachada permanece em apenas uma mala de 23 kg. Nesse caso, no entanto, não haverá cobrança adicional.

A Latam deve começar a cobrar pelo despacho de bagagem na próxima semana,  mas ainda não há uma data específica para isso. A Latam terá quatro perfis de tarifas nos voos nacionais: Promo, Light, Plus e Top.

As faixas de preço de cada perfil de tarifa irão variar de acordo com os pacotes de benefícios que oferecem, como despacho de bagagem, acúmulo de pontos no programa Latam Fidelidade, reserva antecipada de assento, Espaço+ e remarcação ou reembolso do bilhete.

A cobrança de bagagem será feita nas tarifas Promo e Light, as mais baratas da empresa. Ao adquirir o despacho no momento da compra da passagem, o valor cobrado será de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in. Nas duas tarifas, futuramente a reserva antecipada de assento também será cobrada.

Na mesma data, a Latam também vai passar a vender comidas e bebidas a bordo dos aviões nos voos nacionais. Os produtos terão preços entre R$ 4 e R$ 30. Com a implementação do serviço, somente a água passará a ser oferecida gratuitamente aos passageiros.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

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Por R$ 30, Azul é primeira companhia aérea a cobrar bagagem em voo nacional http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/01/por-r-30-azul-e-primeira-companhia-aerea-a-cobrar-bagagem-em-voo-nacional/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/01/por-r-30-azul-e-primeira-companhia-aerea-a-cobrar-bagagem-em-voo-nacional/#comments Thu, 01 Jun 2017 07:00:36 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5694

Valor de bagagem será de R$ 30 nos voos nacionais (Foto: Divulgação)

A cobrança de bagagem em voo nacional será colocada em prática nesta quinta-feira (1º) pela primeira vez no Brasil. Liberada pela Justiça há mais de um mês, a companhia aérea Azul será a primeira a iniciar a cobrança pela bagagem despachada em voos nacionais. A medida vale para passageiros que comprarem o bilhete a partir desta quinta-feira. A Latam já reduziu os limites de malas em voos internacionais.

Nos voos nacionais, a empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul. Os passageiros que comprarem o bilhete na nova tarifa não terão direito ao transporte de bagagem, somente a mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado será de R$ 30. 

A cobrança acontece, inicialmente, em 14 rotas da companhia. A intenção é implementar as novas regras para todos os voos da Azul de forma gradativa ao longo dos próximos meses.

Além da cobrança, a empresa também anunciou a redução do limite máximo de peso das malas nos voos para Estados Unidos e Europa. Os passageiros que adquirirem passagem a partir de agora poderão transportar duas malas de até 23 kg. Pelas regras antigas da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas eram obrigadas a aceitar duas malas de até 32 kg por passageiro.

Nos voos internacionais da Azul para destinos da América do Sul, o limite de bagagem despachada permanece em apenas uma mala de 23 kg. Nesse caso, no entanto, não haverá cobrança adicional.

Em caso de excesso de peso nos voos nacionais, a Azul manterá a política atual de cobrar por quilo a mais. O valor muda de acordo com a rota. Em um voo entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o valor é de R$ 23 por quilo.

Nos voos para os Estados Unidos, o valor cobrado pelo excesso de peso ou volume extra será reduzido de US$ 150 (R$ 484) para US$ 100 (R$ 322). No caso de viagens para Europa, a taxa cai de € 150 (R$ 544) para € 100 (R$ 362). Para a América do Sul, o excesso de bagagem custa US$ 50 (€ 50 no caso dos voos para Caiena, na Guiana Francesa).

A Latam também reduziu o limite de peso das bagagens nos voos internacionais, permitindo também apenas duas malas de até 23 kg cada. Nos voos para os Estados Unidos e Europa, a multa por excesso varia de acordo com o peso da mala. Entre 24 kg e 33 kg, o valor é de US$ 100 (R$ 322). Entre 34 kg e 45 kg, a taxa cobrada é de US$ 200 (R$ 644).

Disputa judicial

Com a implementação da medida, a Azul será a primeira companhia aérea nacional a cobrar pela bagagem despachada em voo. A cobrança foi permitida pela Anac em dezembro do ano passado e deveria entrar em vigor no dia 14 de março.

Na véspera do início das novas regras, no entanto, uma liminar da Justiça Federal proibiu a cobrança. A Anac recorreu da decisão judicial e conseguiu liberar novamente a cobrança no final de abril. Depois da Azul, a Gol deverá ser a próxima a iniciar a cobrança nos voos nacionais, a partir de 20 de junho.

Cobrança polêmica

Durante o comunicado das novas medidas, a Azul trata o assunto não como uma cobrança adicional, mas sim como um desconto para os passageiros que aceitem viajar sem o despacho de bagagem.

O problema é que os preços das passagens variam constantemente, de acordo com a demanda e data dos voos. Com isso, não é possível para o consumidor ter certeza se houve o desconto ou não. Uma passagem que tivesse o custo atual de R$ 500, por exemplo, deveria sair por R$ 470 para quem não despachasse bagagem (desconto de R$ 30).

No entanto, nada impediria que as empresas cobrassem R$ 530 com bagagem e R$ 500 sem bagagem. Para o usuário, pareceria um desconto, mas, na verdade, não haveria desconto nenhum, apenas acréscimo.

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