companhias aéreas – Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Mon, 16 Oct 2017 18:49:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Seguro vai bloquear o valor da passagem aérea para compra futura http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/11/seguro-passagem-aerea-bloqueio-preco/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/11/seguro-passagem-aerea-bloqueio-preco/#comments Wed, 11 Oct 2017 07:00:41 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6303

Valor do seguro vai variar de acordo com o risco da passagem aumentar (foto: Getty Images)

A situação é bastante comum: o passageiro encontra uma passagem aérea com preço promocional, mas não pode concluir a compra naquele momento, seja porque ainda não tem certeza se poderá viajar, porque está sem o dinheiro naquele dia ou qualquer outro motivo. Nesses casos, há sempre o risco de o preço da passagem subir até ele poder efetivamente comprar a passagem.

Uma nova ferramenta pretende acabar com essa variação de preços. O FareKeep funciona como um seguro que bloqueia o preço da passagem para uma compra em até sete dias. Ao adquirir o seguro, a reserva não é concluída. Ele somente garante que, caso o passageiro resolva realmente comprar o bilhete, o valor será mantido.

Leia também:
Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica
Qual o avião comercial mais rápido do mundo? Dica: não é o Concorde
Que avião pousa antes: o do presidente ou um com órgão para transplante?

O valor do seguro varia entre US$ 5 (R$ 15,89) e US$ 25 (R$ 79,43). O preço exato é definido por um algoritmo que calcula a probabilidade daquela passagem aumentar de preço no prazo de uma semana. Quanto maior a chance de o valor do bilhete subir, mais caro é o seguro.

Ao efetuar a compra da passagem, caso o preço tenha realmente subido, o FareKeep faz o reembolso da diferença. No entanto, o limite máximo para reembolso é de US$ 200 (R$ 635,40).

O seguro não é oferecido em todos os voos por causa do alto risco de variação de preço das passagens, mas a empresa Amadeus afirma que o Farekeep está disponível para 93% dos voos comercializados.

Solução promete aumento de vendas para as agências

A ferramenta foi lançada há pouco mais de um mês no Brasil e até o momento nenhuma agência do país adotou a venda do seguro para bloquear o preço da passagem.

Revendedores de passagens aéreas nos Estados Unidos e na Europa já oferecem a solução aos seus clientes, segundo a Amadeus, empresa especializada em tecnologia para o setor de viagens e investidora do FareKeep.

O seguro promete aumentar o faturamento das agências de viagens. Segundo dados da Amadeus, as agências de viagens online gastam até um terço de suas verbas de marketing para a captação de clientes, mas 95% deles saem do site sem fazer uma reserva. A expectativa da empresa é que a taxa de compra aumente com a disponibilidade do seguro para bloquear o preço da passagem.

“As agências online perdem muitas vendas porque o cliente vê a tarifa, passa a checar sua disponibilidade e, quando volta para efetuar a compra, o preço já mudou. Da mesma forma, o consumidor se frustra depois de um momento inicial de êxtase por uma boa tarifa encontrada”, diz Fernanda Assunção, gerente de alianças da Amadeus para a América Latina e o Caribe.

Leia também:

Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos

Aeroporto no Caribe terá piscina ao ar livre para passageiros na sala VIP

Não é só a cobrança de bagagem: conheça as novas regras para voos no Brasil

]]>
7
Despacho de bagagem poderá ser pago com milhas na Gol http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/06/cobranca-bagagem-despachada-milhas-smiles-gol/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/06/cobranca-bagagem-despachada-milhas-smiles-gol/#comments Fri, 06 Oct 2017 16:39:00 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6278

Companhia não informou os valores cobrados (foto: Divulgação)

Os passageiros que emitirem passagens da Gol pelo programa de fidelidade da companhia, o Smiles, poderão usar as milhas para pagar também pelo serviço de despacho de bagagem. Até então, a única opção era o pagamento desse serviço em dinheiro ou cartão de crédito. A opção valerá apenas para compras antecipadas do serviço.

A companhia não informou a quantidade de milhas necessárias, nem se terá um valor fixo ou se o preço irá variar conforme o voo escolhido.

Em uma simulação feita pela reportagem no site da Smiles, o sistema mostrou apenas a quantidade de milhas para a emissão da passagem e para o pagamento da taxa de embarque. Segundo a empresa, o pagamento para o despacho de bagagem é feito após a emissão do bilhete.

A nova opção, no entanto, não é válida para os clientes que compram passagem diretamente no site da Gol. Nesse caso, o valor para despachar bagagem nos voos nacionais é de R$ 30 para compras antecipadas e R$ 60 no momento do check-in. Nas viagens internacionais, os valores são de US$ 10 para compras com antecedência e US$ 20 no aeroporto.

Leia também:

Não é só a cobrança de bagagem: conheça as novas regras para voos no Brasil

Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos

Que avião pousa antes: o do presidente ou um com órgão para transplante?

Para fazer a compra do serviço de despacho de bagagem com milhas Smiles, o pagamento deve ser feito de forma antecipada apenas pelo site do programa e, em breve, pelo aplicativo da Smiles. No momento do check-in no aeroporto, a única opção será pagamento em dinheiro ou cartão de crédito.

Segundo a empresa, os passageiros que já emitiram um bilhete pela Smiles e ainda não adquiriram o serviço de despacho de bagagem também terão a opção de fazer o pagamento do serviço com milhas do programa de fidelidade.

Os bilhetes emitidos com milhas Smiles para a classe econômica não tem o serviço de bagagem despachada incluído. A única exceção são as passagens para a classe Gol Premium (disponível somente nos voos internacionais da companhia), que incluem duas malas de até 23 kg por passageiro.

Os clientes das categorias Prata, Ouro e Diamante que emitirem bilhetes nacionais e internacionais com milhas da Smiles também têm direito a franquias de bagagem gratuitas, desde que coloquem o número de fidelização no ato da compra. Os clientes Prata podem levar uma mala de 23 kg, os da categoria Ouro até duas malas de 23 kg e os da categoria Diamante até três malas de 23 kg.

Cobrança começou em 20 de junho

A Gol começou a cobrar pela bagagem despachada em voos nacionais e internacionais no dia 20 de junho. A nova taxa é cobrada dos clientes que compram passagens com a tarifa mais baixa praticada pela companhia aérea, chamada de “Light”. Passagens mais caras, nas tarifas “Programada” e “Flexível”, dão direito ao transporte de uma mala de até 23 kg.

A cobrança da bagagem foi permitida em dezembro do ano passado em uma nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e deveria entrar em vigor em 14 de março. Uma liminar da Justiça Federal chegou a barrar a entrada em vigor das novas regras. A decisão, no entanto, foi suspensa no final de abril e as companhias aéreas passaram a ter o direito de cobrar pela bagagem despachada.

A Azul iniciou a cobrança de bagagem em voos nacionais no dia 1º de junho. A empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul, na qual os passageiros não terão direito ao transporte de bagagem, somente à mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado também será de R$ 30.

A Latam começou a cobrar pelo despacho de bagagem no dia 24 de junho. A cobrança de bagagem é feita nas tarifas Promo e Light, as mais baratas da empresa. Ao adquirir o despacho no momento da compra da passagem, o valor cobrado é de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

A Avianca foi a última companhia aérea brasileira a iniciar a cobrança de bagagem. A nova taxa começou a vigorar no dia 25 de setembro para passagens compradas na tarifa Promo. Para o pagamento pela internet até seis horas antes do voo, o valor é de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço sobe para R$ 60.

Leia também:

Jatinho mais barato do mundo tem só um motor e paraquedas de emergência

O que são aqueles rastros brancos que alguns aviões deixam no céu?

Comandante de avião pode desviar voo, barrar, prender ou casar passageiros?

]]>
10
Voo com conexão é ruim, mas você pode poupar 25% e conhecer outro lugar http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/04/voo-internacional-com-conexao-mais-barato-pesquisa/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/04/voo-internacional-com-conexao-mais-barato-pesquisa/#comments Wed, 04 Oct 2017 07:00:05 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6273

Voos com conexão são mais baratos em 60% dos casos (foto: Merelize/FreeRange)

Fazer um voo direto para chegar ao destino final da viagem é bem mais rápido e confortável do que ter de fazer uma parada no meio do caminho para trocar de avião. Mas esse conforto e agilidade podem fazer a viagem ficar mais cara na maioria das vezes. Um estudo do buscador de passagens aéreas Skyscanner aponta em 60% dos casos as viagens com conexão ficam mais baratas.

O levantamento, segundo a empresa, analisou milhões de dados, considerando os destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros. A pesquisa comparou os valores cobrados pelas companhias aéreas em rotas diretas com os voos que exigem uma troca de avião no meio do caminho. A pesquisa foi feita entre os dias 1º de janeiro de 2016 e 30 de junho de 2017.

Os voos com conexão normalmente são mais econômicos nas rotas longas saindo do Brasil. Nas viagens para a Cidade do México, os voos com uma parada intermediária podem ficar, em média, 25% mais baratos. Para a Europa, o destino que gera a maior economia ao se optar por um voo com conexão é Lisboa, em Portugal, com uma redução de 16% em relação aos voos diretos. Nos Estados Unidos, Miami e Orlando têm preços 12% mais baratos quando há uma parada.

Leia também:
Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x
Cigarro a bordo, visita a piloto, caviar no lanche: lembre voos do passado
Você tem ideia de quanto custa um avião de linhas comerciais normais?

Por outro lado, nas viagens internacionais para destinos mais próximos do Brasil, acontece o contrário: o mais barato é pegar voos diretos. Para viagens a Buenos Aires, na Argentina, a economia em voos diretos pode chegar a 12%, enquanto Santiago, no Chile, tem preços 6% mais baratos nos voos diretos.

A lista traz também algumas exceções, como o caso de Madri, na Espanha, para onde os voos diretos são 12% mais baratos. Segundo o Skyscanner, isso acontece pela maior oferta de voos para a capital espanhola. O maior desconto nos voos diretos é para Punta Cana, na República Dominicana, cuja economia pode chegar a 48% nas viagens sem conexão.

Na hora de comprar uma passagem aérea, no entanto, o passageiro não deve analisar somente esse fator, já que há outras variáveis que também influenciam no valor final da viagem. “Normalmente, o preço é influenciado pela disponibilidade dos voos e também pela procura por passagens”, afirma Tahiana Rodrigues, gerente de comunicação do Skyscanner.

Mesmo nos casos em que os voos com conexão são mais baratos, o passageiro também tem de analisar outras questões, como o intervalo entre os voos, a duração total da viagem e quantos dias ficará naquele destino. “O importante é o viajante avaliar, além do preço, se a parada vale a pena pelo tempo que ele tem disponível”, orienta Tahiana.

O passageiro que tem períodos mais longos de férias ainda pode aproveitar a conexão para conhecer mais de uma cidade na viagem. De acordo com o tempo entre os voos, é possível fazer somente um passeio curto, mas muitas companhias aéreas permitem que se faça um “stopover” sem custos adicionais. É quando o passageiro para na primeira cidade em que o avião pousar e fica ali por uma ou mais noites antes de prosseguir para seu destino final.

Destinos onde há mais economia ao viajar com voos de conexão:

Cidade do México – 25%

Lisboa – 16%

Amsterdã – 15%

Miami – 12%

Orlando – 12%

Paris – 11%

Roma – 11%

Nova York – 7%

Destinos que são mais baratos com voos diretos:

Punta Cana – 48%

Buenos Aires – 12%

Madri – 12%

Santiago – 6%

Montevidéu – 2%

Leia também:

Jatinho mais barato do mundo tem só um motor e paraquedas de emergência

Apenas 13 empresas têm o maior avião do mundo em sua frota; veja quais são

Você sabe como é feito o batismo de um avião? Até os bombeiros são chamados

]]>
8
Vai para Europa, EUA ou América do Sul? Veja os novos voos de 10 empresas http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/02/aumento-voos-internacionais-companhias-aereas/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/10/02/aumento-voos-internacionais-companhias-aereas/#comments Mon, 02 Oct 2017 07:00:47 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6261

Companhias aéreas terão novos voos internacionais para o Brasil (Foto: Divulgação)

Depois de registrar queda de 7,9% nos voos internacionais no último ano, as companhias aéreas dão sinais de recuperação. Dados da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) apontam que houve crescimento no número de passageiros transportados para o exterior pelas empresas brasileiras. No acumulado do ano, a alta já chega a 10%.

O crescimento do mercado internacional também tem animado as companhias aéreas estrangeiras. Nas últimas semanas, diversas empresas têm anunciado a criação de novos voos, aumento das frequências semanais ou mesmo a utilização de aviões maiores para as rotas já existentes.

Leia também:
Comandante de avião pode desviar voo, barrar, prender ou casar passageiros?
O que acontece quando o avião é atingido por um raio durante o voo?
Vender mais passagens do que a capacidade do avião é comum. Sabe por quê?

É um movimento semelhante ao adotado pela Emirates em março, quando a companhia substituiu o Boeing 777 pelo Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, na rota entre São Paulo e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Além do aumento de voos nos mercados mais tradicionais, como São Paulo e Rio de Janeiro, as companhias aéreas também planejam novos voos internacionais a partir de cidades do Norte e Nordeste do Brasil, como Fortaleza (CE), Recife (PE) e Belém (PA).

Alguns desses novos voos estão programados para iniciar as operações já no final deste ano, enquanto outros devem começar somente no primeiro semestre do próximo. Veja as novidades já anunciadas nos voos internacionais pelas principais companhias aéreas.

Air France vai ter novas rotas e aumentar capacidade dos voos (foto: Divulgação)

Air France – KLM

O grupo Air France/KLM anunciou na última segunda-feira o início de suas operações em Fortaleza a partir de maio do próximo ano. Serão três voos semanais (segundas, quintas e sábados) da KLM entre Amsterdã, na Holanda, e Fortaleza. A Air France terá mais dois voos semanais (sextas e domingos) entre Paris, na França, e a capital cearense.

Apesar de os voos para Paris serem vendidos pela Air France, a companhia já anunciou que o avião utilizado na rota será da nova empresa do grupo, a Joon. “Será um avião da Joon, mas com o mesmo espaço, o mesmo sistema de entretenimento e o mesmo serviço de bordo da Air France”, afirma o diretor-geral do grupo Air France/KLM para a América do Sul, Jean-Marc Pouchol.

Na rota entre Paris e Fortaleza, será utilizado um Airbus A340 com capacidade para 278 passageiros, enquanto a KLM deve usar o Airbus A330 para 268 passageiros.

Além dos novos voos para Fortaleza, o grupo Air France/KLM também já anunciou aumento na oferta de assentos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A Air France prevê um aumento de 14% na oferta de assentos com novas frequências e aeronaves mais espaçosas. A empresa tem dois voos diários entre São Paulo e Paris e trocou o Boeing 777-200 pelo Boeing 777-300, o que aumento a capacidade do voo de 280 para 322 passageiros. A partir de fevereiro do próximo ano, o Boeing 787 deverá ser utilizado em um dos dois voos diários da empresa.

Na KLM, a previsão de aumento da oferta de assentos é de 13%. A companhia passará a ter mais um voo semanal entre o Rio de Janeiro e Amsterdã, o que fará com que a companhia tenha voos diários entre as duas cidades. O Boeing 777-200 também será substituído pelo Boeing 777-300. Em alguns dias, a rota será feita com o Boeing 787.

Air Europa

A Air Europa também pretende lançar novos voos entre o Nordeste do Brasil e a Europa. A partir de 7 de dezembro, a rota entre Madri, na Espanha, e Salvador (BA) ganhará mais um voo semanal, passando a três frequências por semana.

Além disso, em 20 dezembro, a companhia inaugura uma nova rota para o Nordeste com dois voos semanais (quartas e sextas) entre a capital espanhola e Recife (PE). A companhia também tem voos diários entre São Paulo e Madri, que não devem sofrer alterações.

Alitalia

A italiana Alitalia terá um aumento de 55% no número de voos diretos entre o Brasil e a Itália. A companhia opera voos diários entre São Paulo e Roma e passará a ter dez voos semanais. Na rota entre o Rio de Janeiro e Roma, os voos serão diários – atualmente são três voos semanais.

O aumento no número de voos está previsto para começar a partir de 29 de outubro. Com o crescimento das frequências semanais, a companhia passará de 2.930 assentos oferecidos por semana para 4.673.

Com o Boeing 777-300ER, Swiss vai aumentar a capacidade do voo em 55% (foto: Divulgação)

Swiss

A Swiss prevê uma oferta de 55% a mais no número de assentos disponíveis na rota entre São Paulo e Zurique, na Suíça, apenas com a substituição do modelo de avião utilizado. A partir de 9 março do próximo ano, o Airbus A340-300, com capacidade para 219 passageiros, será substituído pelo Boeing 777-300ER, que pode levar 340 passageiros. A mudança vai acrescentar 121 assentos em cada voo.

A Swiss faz parte do grupo Lufthansa. A companhia alemã tem 14 voos semanais entre o Brasil e a Alemanha, ligando São Paulo e Rio de Janeiro a Frankfurt. A empresa, no entanto, não tem previsão de aumento da oferta para os próximos meses.

Outra empresa do grupo, a Edelweiss tem dois voos semanais entre Rio de Janeiro e Zurique. A companhia também não tem previsão de mudanças.

Iberia

No Brasil, a Iberia opera voos diários de Madri, na Espanha, para São Paulo e quatro voos semanais entre a capital espanhola e o Rio de Janeiro. Até o final deste ano, os Airbus A330-300 da empresa que voam para a capital paulista terão uma configuração diferente, com a introdução da classe Premium Economy. Com isso, a oferta de assentos em cada voo aumenta de 278 lugares para 292.

British Airways

Com voos diários entre São Paulo e Londres, na Inglaterra, e cinco voos semanais entre Rio de Janeiro e Londres, a British Airways deve fazer mudanças nas duas rotas a partir de 29 de outubro.

Os voos para São Paulo terão a mesma frequência, mas o Boeing 777-200 será substituído pelo Boeing 777-300, o que deve gerar aumento de 35% na oferta de assentos disponíveis no avião, segundo a empresa. O novo modelo terá capacidade para 297 passageiros.

Na rota para o Rio de Janeiro, a companhia terá mais um voo semanal, passando a seis frequências por semana. A rota é operada pelo Boeing 787 com capacidade para 214 passageiros.

Boeing 777 da American Airlines fará mais voos para o Brasil (foto: Getty Images)

American Airlines

A American Airlines opera atualmente com 72 frequências semanais nas rotas entre os Estados Unidos e o Brasil. A partir de dezembro, a companhia irá criar novas rotas, adotar aviões com capacidade maior e aumentar a frequência de alguns voos. As mudanças têm como foco a alta temporada do final de ano e não devem ser permanentes ao longo do próximo ano.

A principal novidade é criação da rota entre Dallas, nos Estados Unidos, e Rio de Janeiro, com voos três vezes por semana a partir de 16 de dezembro com o avião Boeing 767-300. No dia seguinte, a rota entre o Rio de Janeiro e Miami ganha mais um voo diário com o avião Boeing 777-200.

A partir do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, a companhia também terá mais dois voos semanais para Miami com o Boeing 777-300. O mesmo avião também será utilizado na rota para Dallas, em substituição ao Boeing 787, de menor capacidade de passageiros.

Nos voos entre São Paulo e Los Angeles, vai acontecer o movimento contrário, com a saída do Boeing 777-300 da rota para a utilização do Boeing 787-900. No entanto, entre 14 de dezembro e 7 de janeiro, o voo será diário – atualmente são cinco frequências semanais.

Delta

A Delta afirmou que avalia as demandas do mercado e faz os ajustes de acordo com as necessidades. Recentemente, a companhia aérea anunciou um novo voo sazonal sem escalas entre o Rio de Janeiro e Nova York, que terá início em dezembro e vai até março.

United Airlines

A United Airlines, que completa 25 anos de operação no Brasil em outubro, vai substituir os aviões Boeing 767-400ER na rota entre São Paulo e Washington pelos novos Boeing 787-8 para 219 passageiros. Apesar da utilização de um avião mais moderno, a capacidade de passageiros deve ser reduzida em 23 lugares.

Avianca Brasil terá voos para Nova York a partir de dezembro (Foto: Divulgação)

Avianca Brasil

A brasileira Avianca fez a sua estreia internacional neste ano. A primeira rota foi entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia, com um voo semanal. Logo depois, em junho, veio o primeiro voo de longa duração da companhia na rota entre São Paulo e Miami. Em agosto, a companhia passou a voar também para Santiago, no Chile.

Até o final do ano, a empresa ainda deve ter um voo diário, sem escala, entre São Paulo e Nova York e dois voos semanais entre Salvador (BA) e Bogotá e entre Recife (PE) e Bogotá.

Latam

A brasileira Latam tem diversas novidades nas suas rotas internacionais, como a retomada de voos na rota entre Brasília e Punta Cana, na República Dominicana, o aumento gradual de frequências na rota entre São Paulo e Nova York e as novas rotas sazonais entre Salvador e Buenos Aires, na Argentina, e entre Florianópolis e Montevidéu, no Uruguai.

No Rio de Janeiro, a companhia inaugurou a rota entre Rio de Janeiro e Orlando, nos Estados Unidos, anunciou a rota entre o Rio de Janeiro e Lima, no Peru, e ampliou o número de voos para Miami.

Na alta temporada do fim de ano, a companhia também vai ampliar de três para cinco frequências semanais os voos entre São Paulo e Johannesburgo, na África do Sul. A mudança vale a partir de 13 de novembro.

Gol tem voos de 12 cidades brasileiras para Buenos Aires (Foto: Divulgação)

Gol

A Gol tem como foco principal nas rotas internacionais os voos para a América do Sul. Somente para Buenos Aires, a companhia opera a partir de 12 cidades brasileiras. Nos últimos meses, a Gol iniciou os voos a partir de João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Belo Horizonte (MG) para a capital argentina.

Em junho, a companhia também iniciou uma nova operação direta entre o Rio de Janeiro e Santiago, no Chile.

A companhia afirma também que faz constantes aumentos de frequência de seus voos para atender a demanda em períodos de maior procura, como na alta temporada. “A Gol faz avaliações frequentes do mercado para atender a sazonalidade do setor aéreo”, diz a empresa em nota.

A Gol também deve se beneficiar do aumento dos voos de suas companhias parceiras. Com a criação dos voos da Air France e da KLM em Fortaleza, a companhia deve aumentar em 35% seus voos na capital cearense.

Azul

A Azul irá aumentar sua participação no mercado dos Estados Unidos com a criação de duas novas rotas entre Belém (PA) e Fort Lauderdale e entre Belo Horizonte (MG) e Orlando. Nos voos entre Belo Horizonte e Buenos Aires, a companhia irá substituir os jatos Embraer 195, com 118 assentos, pelos Airbus A320, com capacidade para 174 passageiros. Todas as mudanças acontecerão a partir de dezembro.

Leia também:

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

O que significam as placas, faixas e luzes nas pistas dos aeroportos?

Como são escolhidos os números dos voos no Brasil?

]]>
18
American vai pôr mais passageiros no avião, mas diz que não vai apertá-los http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/30/espaco-assento-aviao-american-airlines/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/30/espaco-assento-aviao-american-airlines/#comments Sat, 30 Sep 2017 07:00:39 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6252

Empresa afirma que o limite entre os assentos é de 76 cm (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Em Dallas (EUA)

O CEO da American Airlines, Doug Parker, afirmou que a companhia vai aumentar o número de passageiros por avião, mas que isso não vai reduzir ainda mais o espaço entre as poltronas dentro de seus aviões. Segundo o executivo, o limite estabelecido pela empresa é de uma distância de, no mínimo, 76 cm entre as poltronas. “Não vamos reduzir o espaço além disso”, diz.

A companhia área tem feito a reconfiguração interna de seus aviões para ter o mesmo padrão tanto nas aeronaves provenientes da US Airways como da própria American Airlines – as duas empresas realizaram a fusão no final de 2013.

No caso do Airbus A321, por exemplo, os aviões originários da American Airlines tinha capacidade para 181 passageiros, enquanto os que eram da US Airways contavam com 187 assentos. Com a reconfiguração interna, todos os aviões do modelo passam a ter capacidade para 190 passageiros.

O aumento do número de lugares dentro dos aviões, segundo a companhia, é possível com o uso de assentos mais finos.

Leia também:
Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos
Juíza dos EUA diz que aperto em avião afeta segurança e pede novas regras
Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Mesma quantidade de aviões, mais capacidade de passageiros

Com 1.544 aviões em operação nas rotas domésticas e internacionais, a companhia aérea norte-americana American Airlines tem planos de aumentar sua oferta de assentos sem alterar a quantidade de aviões. Para isso, a empresa tem realizado desde 2014 uma forte renovação de sua frota.

A principal mudança está na aquisição de aeronaves maiores tanto para as rotas domésticas como internacionais. No mercado dentro dos Estados Unidos, a estratégia da empresa é ter mais aviões com capacidade entre 161 e 200 passageiros, reduzindo a quantidade de aviões entre 99 e 160 assentos.

Em 2014, a empresa tinha 587 aviões com capacidade entre 99 e 160 lugares. Esse número deve cair para cerca de 200 aeronaves em 2021. Por outro lado, o número de aviões entre 161 e 200 assentos deve subir de 245 unidades para cerca de 600 aviões.

Outra novidade é chegada dos novos aviões Boeing 737 MAX. A companhia recebeu nesta quinta-feira (28) a primeira aeronave da nova família de jatos comerciais da fabricante norte-americana. A American Airlines tem encomenda para 100 aeronaves desse modelo, que devem ser entregues ao longo dos próximos cinco anos.

A tendência de utilizar aviões maiores também deve ocorrer nas rotas de longa duração. As aeronaves com capacidade entre 201 e 250 passageiros vão ser reduzidas de 111 unidades para cerca de 50 até 2021, enquanto os aviões com mais de 250 assentos devem mais do que dobrar, passando de 40 unidades em 2014 para aproximadamente 100 aviões em 2021.

Desde que começou a sua renovação da frota, a American Airlines já recebeu 496 novos aviões. No mesmo período, a companhia aposentou 469 aeronaves antigas. Atualmente, a frota da companhia tem uma idade média de dez anos.

Plano de frota da American Airlines para 2021:

150 a 200 jatos regionais de até 98 passageiros (eram 328 em 2014)

400 a 450 jatos regionais configurados com duas classes de cabine (eram 238 em 2014)

200 aviões entre 99 e 160 passageiros (eram 587 em 2014)

600 aviões entre 161 e 200 passageiros (eram 245 em 2014)

50 aviões entre 201 e 250 passageiros (eram 111 em 2014)

100 aviões acima de 250 passageiros (eram 40 em 2014)

Mais eficiência e novas receitas

Com a renovação da maior frota de aviões entre todas as companhias aéreas do mundo, a American Airlines busca operar com mais eficiência para reduzir seus custos e aumentar a capacidade de passageiros.

O CEO da companhia apresentou dados que apontam que, entre 1978 e 2013, o lucro total da American Airlines naquele período foi de US$ 1 bilhão. Desde 2014, no entanto, a rentabilidade da companhia tem apresentado resultados bem melhores. Nos últimos quatro anos, o lucro acumulado da companhia saltou para US$ 19,2 bilhões.

Além de aumentar o número de passageiros, a companhia também busca novas receitas com a venda de serviços adicionais, como a reserva antecipada de assento, o despacho de bagagem nos voos domésticos ou o acesso à conexão wi-fi dentro dos aviões.

Para o presidente da American Airlines, Robert Isom, a cobrança por esses serviços extras permite que a companhia reduza o preço das passagens aéreas para competir em melhores condições com as companhias norte-americanas de baixo custo.

“O que estamos fazendo agora não é um corte de custos, mas combinar um preço do produto com a expectativa do cliente. Isso nos permite competir melhor. O cliente pode voar pela American com o preço de low cost e ter alguns benefícios adicionais”, afirma.

Além da venda de serviços extras, a companhia aérea também tem adotado a estratégia de criar novas classes de cabine a bordo de seus aviões, especialmente nas aeronaves maiores. A classe Premium Economy, categoria intermediária entre a econômica e a executiva, por exemplo, atualmente está presente em 26% dos aviões de dois corredores da empresa. A previsão é que todos os aviões dessa categoria tenham a classe Premium Economy até o final do próximo ano.

União com a Latam

Com uma forte presença no Brasil – atualmente são 72 voos semanais no país – e na América do Sul, a American Airlines tem a expectativa de concluir o processo de joint-venture com a Latam até o ano que vem.

O acordo já foi aprovado em diversos mercados operados pelas duas companhias aéreas, como Colômbia, Peru e Uruguai. No Brasil, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já emitiu parecer positivo.

Para que o negócio seja concretizado, no entanto, ainda falta a aprovação das autoridades chilenas e do acordo de céus abertos entre o Brasil e os Estados Unidos. “O resultado será de crescimento do mercado, aumento da oferta e redução dos preços”, afirma Joe Mohan, vice-presidente de Alianças e Parcerias da American Airlines.

O jornalista viajou a convite da American Airlines.

Leia também:

Por que alguns aviões têm as pontas das asas dobradas?

Que avião pousa antes: o do presidente ou um com órgão para transplante?

O que são aqueles rastros brancos que alguns aviões deixam no céu?

]]>
26
Comandante de avião pode desviar voo, barrar, prender ou casar passageiros? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/26/piloto-comandante-aviao-comercial-passageiros/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/26/piloto-comandante-aviao-comercial-passageiros/#comments Tue, 26 Sep 2017 07:00:27 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6231

Comandante é a principal autoridade a bordo do avião (Foto: Divulgaçao/Air France)

A bordo de um avião, o comandante é considerado a autoridade máxima durante o voo. Segundo determina o Código Brasileiro de Aeronáutica, o comandante é um “membro da tripulação, designado pelo proprietário ou explorador (da aeronave) e que será seu preposto durante a viagem”. Ele é responsável pela operação e segurança da aeronave desde o momento em que se apresenta para o voo até a entrega da aeronave, após a viagem.

Na parte operacional do voo, o comandante é o responsável pela garantir a segurança, mas não necessariamente é ele quem deve estar nos comandos do voo, pilotando de fato o avião, durante todo o tempo. Em todas as companhias aéreas do mundo, essa tarefa é sempre compartilhada com o copiloto. “Os dois são pilotos e recebem o mesmo treinamento para operar o avião em segurança”, afirma o comandante Carlos Junqueira, diretor operacional da Gol.

Além de pilotar o avião, o comandante também deve administrar qualquer imprevisto a bordo. É ele o responsável por determinar se será necessário fazer um pouso não programado em outro aeroporto que não seja o do destino final do avião, se um passageiro deve ser imobilizado para ser entregue às autoridades policiais e por registrar todas as ocorrências no livro de bordo do avião.

“O comandante é o gestor, o CEO de uma unidade de negócios de US$ 56 milhões, que é o valor, por exemplo de um Airbus A319”, afirma o comandante Celso Giannini, piloto-chefe da Latam.

Todas as funções e obrigações do comandante da aeronave estão designadas no capítulo três do Código Brasileiro de Aeronáutica. A lei federal afirma que o “comandante exerce autoridade sobre as pessoas e coisas que se encontrem a bordo”, mas até que ponto vão os poderes do comandante?

O comandante pode impedir o embarque de algum passageiro?

Segundo o Código Brasileiro da Aeronáutica, o comandante tem o poder de desembarcar qualquer pessoa ou carga do avião, “desde que comprometa a boa ordem, a disciplina, ponha em risco a segurança da aeronave ou das pessoas e bens a bordo”.

O piloto-chefe da Latam afirma que no momento do embarque, além de dar as boas-vindas, os comissários também avaliam as condições de cada passageiro. “Às vezes, a pessoa tem medo de voar e bebe a mais na sala de espera para relaxar. Quando um comissário avalia que esse passageiro pode trazer algum problema, avisa o comandante para ele tomar uma decisão”, afirma Giannini.

O comandante lembra de um caso que impediu o embarque de uma passageira argentina, no aeroporto de Miami, que se recuperava de um transplante de médula. Ao entrar no avião, a passageira avisou a uma comissária que havia perdido sua bolsa com metade dos medicamentos que precisaria tomar durante o voo, além da autorização médica para a viagem.

Após consultar o serviço médico que dá suporte às companhias aéreas, o comandante decidiu impedir o embarque da passageira. “Foi uma decisão para garantir a segurança da própria passageira. Se ela se sentisse mal, talvez teria de fazer um pouso em alguma ilha do Caribe que não tivesse condições para atendê-la adequadamente”, afirma o piloto-chefe da Latam.

Comandante não pode prender um passageiro, mas avisa a polícia no primeiro pouso (foto: southerlycourse/Getty Images)

O comandante pode prender algum passageiro?

Quando algum passageiro causa distúrbios a bordo do avião que podem afetar a segurança do voo, de outros passageiros ou de membros da tripulação, o comandante não tem poder de polícia para determinar a prisão.

“A gente realmente não tem poder de polícia e não pode prender uma pessoa. O que existe é um procedimento especial de imobilização de um passageiro que possa trazer riscos para outros passageiros ou para a segurança da aeronave”, afirma o diretor de operações da Gol.

Nesses casos, após a imobilização, o comandante comunica o ocorrido aos órgãos de controle de tráfego aéreo, que acionam a Polícia Federal (ou a polícia de outro país). É o comandante que decide se o avião prosseguirá até o destino programado ou se terá de fazer um pouso em outro aeroporto para o desembarque do passageiro. “No primeiro pouso, entregamos às autoridades competentes para proceder a prisão ou o que for a consequência do fato”, diz Junqueira.

Se necessário, comandante muda a rota do avião (fFoto: Getty Images/iStockphoto)

Quais as responsabilidades do comandante quando um passageiro passa mal a bordo?

Os comissários de bordo são treinados para prestar os primeiros socorros quando um passageiro passa mal a bordo do avião. Se o caso for mais grave, no entanto, a primeira providência é verificar se há um médico a bordo para prestar assistência. Se não houver um médico dentro do avião, as companhias contam com um suporte remoto.

Depois de avaliar as reais condições do passageiro que está passando mal dentro do avião, o comandante pode decidir desviar a rota do avião e fazer um pouso em outro aeroporto. “Nesse caso, o comandante escolhe, entre os aeroportos mais próximos, aquele que tem mais condições para um pouso seguro e recursos para prestar assistência ao passageiro”, afirma o comandante Giannini.

O comandante pode homologar testamento durante o voo?

O comandante Junqueira tem 38 anos de experiência como piloto de avião. O comandante Giannini tem 29 anos de voo. Ambos afirmaram que nunca souberam de um caso de algum passageiro que, sentindo-se mal e com medo de morrer, tenha decidido fazer um testamento ainda dentro do avião. Mas e se essa situação inusitada acontecer um dia?

“De acordo com o Código Civil, o testamento pode ser feito a bordo da aeronave na presença de duas testemunhas e de forma semelhante ao testamento público”, afirma o diretor de operações da Gol. Nesse caso, a única função do comandante é registrar o ato no livro de bordo do avião.

E realizar casamentos?

O comandante pode até ser a autoridade máxima durante o voo, mas realizar casamentos está longe de seus poderes a bordo do avião. “Esse mito de que o comandante pode fazer tudo é um pouco da herança dos capitães de navio, que faziam viagens longas e era normal ter um casamento a bordo. Mas as viagens de avião são rápidas e não temos o poder de ser juiz de paz”, afirma o comandante Junqueira.

Para o piloto-chefe da Latam, o cargo de comandante de avião é cercado de muitos mitos. “Existe muito folclore envolvido. As pessoas acham que temos poderes muito maiores do que são na realidade”, afirma o comandante Giannini.

O que o comandante deve fazer quando morre alguém durante o voo?

Nenhum membro da tripulação, nem mesmo o comandante do voo, pode declarar o óbito de algum passageiro. Essa responsabilidade é exclusiva dos médicos. Por isso, quando um passageiro tem algum mal súbito a bordo, o procedimento mais comum é o comandante alterar o destino do avião, pousar no aeroporto mais próximo e solicitar a assistência médica.

No entanto, se houver um médico a bordo que ateste que o passageiro morreu durante o voo, o comandante não precisa procurar um outro aeroporto para pousar e pode continuar até o seu destino final. “Nesse caso, é pensado até mesmo no conforto da família. Ir até o destino final causa bem menos problemas do que se pousasse em algum outro lugar, o que ia exigir o deslocamento de outros familiares”, afirma o comandante Giannini.

Dentro do avião, não existe uma área específica para que colocar o corpo de um passageiro que morreu a bordo. Quando isso acontece, os comissários procuram uma fileira de assentos vazia ou podem colocá-lo até mesmo na área dos comissários.

Após o pouso, o óbito dever ser registrado no livro de bordo do avião, que será utilizado para a emissão dos documentos necessários.

E quando nasce um bebê?

Essa é outra situação na qual a função do comandante é apenas garantir a segurança do voo e dos passageiros a bordo. Quando alguma mulher entra em trabalho de parto durante o voo, o comandante apenas avalia se é possível chegar até o destino final ou se é necessário pousar em outro aeroporto.

Durante o parto, os cuidados à passageira são feitos pelos comissários de bordo ou por algum médico, caso tenha algum durante o voo. Nesse caso, também não há uma área específica para realizar o parto e os comissários procuram um local que seja mais adequado. Ao comandante, resta apenas comunicar o controle de tráfego aéreo para solicitar assistência após o pouso e registrar o nascimento do bebê no livro de bordo do avião.

O comandante pode afastar algum membro da tripulação?

O comandante do voo é o chefe de toda a tripulação. Os comandantes Junqueira e Giannini afirmam que são raros os casos de conflitos entre membros da tripulação. No entanto, se houver qualquer tipo de animosidade, a responsabilidade para resolver o problema é do comandante.

Se verificar que algum membro, por qualquer motivo, não tem condição de voar, o comandante pode solicitar a sua retirada da escala e a substituição por um tripulante reserva.

No entanto, o comandante não pode demitir ninguém. Ele afasta o membro da tripulação somente daquele voo específico.

Leia também:

Que avião pousa antes: o do presidente ou um com órgão para transplante?

Jatos comerciais têm motor escondido na traseira. Sabe para que ele serve?

O que são aqueles rastros brancos que alguns aviões deixam no céu?

O que significam as faixas nos uniformes de pilotos e comissários de avião?

Piloto e copiloto nunca comem a mesma refeição; veja bastidores da aviação

Como é o teste de um avião novo, que inclui até queda de barriga

]]>
12
Empregado é acusado de trocar destino de malas no melhor aeroporto do mundo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/21/bagagem-extravio-troca-etiquetas-malas-aeroporto-changi-cingapura/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/21/bagagem-extravio-troca-etiquetas-malas-aeroporto-changi-cingapura/#comments Thu, 21 Sep 2017 18:57:37 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6224

Funcionário trocou o destino das malas durante quatro meses (Foto: Lucas Lima/UOL).

Um funcionário do aeroporto internacional de Changi, em Cingapura, foi acusado de trocar 286 etiquetas de bagagem e enviar as malas dos passageiros para destinos errados. O aeroporto de Changi foi eleito o melhor do mundo nos últimos cinco anos pelo ranking Skytrax, uma espécie de “Oscar” da aviação.

Tay Boon Keh, 63 anos, compareceu à Justiça nesta semana, mas não esclareceu o que o motivou. Os casos investigados aconteceram quase todos os dias entre novembro do ano passado e fevereiro deste ano. Tray trabalhava para uma empresa terceirizada que presta serviços ao aeroporto, mas já foi demitido.

O aeroporto de Changi transporta todos os dias cerca de 70 mil malas. No ano passado, foram 59 milhões de passageiros, que voaram para 380 destinos.

Segundo o jornal “Straits Times”, de Cingapura, foram afetados passageiros das companhias aéreas Singapore Airlines, Silkair e Lufthansa. As bagagens trocadas tinham como destino os aeroportos de Hong Kong, na China; Manila, nas Filipinas; Londres, na Inglaterra; e Perth, na Austrália, entre outros.

O julgamento do caso deve ser retomado em meados de outubro. Caso seja considerado culpado, o funcionário acusado de ter feito a troca das etiquetas de bagagem pode ser condenado a até um ano de prisão e ao pagamento de multa nos 286 processos pelos quais responde.

Em entrevista ao jornal “Straits Times”, um porta-voz do aeroporto de Changi afirmou que esse foi um caso isolado, que não representou nenhum risco à segurança da aviação.

“No entanto, aprimoramos o controle de acesso e o monitoramento por câmeras de segurança da área de bagagem”, afirma.

Leia também:

Extravio de bagagem em voos cai 7,2% no mundo; prejuízo é de US$ 2,1 bi

Preço de passagens aéreas teve queda de 7% a 30% após cobrança de bagagem

Após privatização, aeroportos pioraram ou melhoraram? Especialistas avaliam

]]>
3
Preço de passagens cai de 7% a 30% após cobrança de bagagem, dizem empresas http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/21/bagagem-voo-nacional-queda-de-preco-passagem/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/21/bagagem-voo-nacional-queda-de-preco-passagem/#comments Thu, 21 Sep 2017 13:36:30 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6211

Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

Um levantamento da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) aponta que as tarifas médias de passagens aéreas tiveram queda entre 7% e 30% desde que teve início a cobrança de bagagem em voos nacionais, dependendo da rota e da companhia aérea. Os dados se referem às passagens vendidas entre junho e o começo de setembro pelas companhias Azul, Gol e Latam.

A rota que apresentou o menor percentual de queda foi entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, pela companhia Gol. Os dados apontam uma redução de 6,5% nas tarifas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na Gol, a maior queda ocorreu na rota entre o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e Salvador. Nesse caso, a redução foi de 30,4%. Na Latam, a maior redução ocorreu na rota entre Brasília e Recife, com queda de 33% comparando agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado. Na Azul, as passagens entre Viracopos, em Campinas (SP), e Porto Seguro (BA) tiveram queda ainda maior, chegando a 40,5% de redução em julho deste ano.

Nas três companhias que passaram a cobrar pela bagagem em junho, mais de 60% dos passageiros optaram por comprar passagens que não dão o direito de despachar uma mala de até 23 kg. Segundo os dados apresentados pela Abear, esse índice é de 60% na Azul, 63% na Latam e 65% na Gol. A Avianca começa a cobrança pela bagagem despachada somente na próxima segunda-feira.

Os passageiros que optam pelas passagens sem direito a bagagem podem comprar depois esse serviço. A Abear, no entanto, não divulgou a quantidade de passageiros que tiveram de pagar para incluir o serviço posteriormente. “Ainda não temos esses dados, mas posso garantir que a maioria dos passageiros que comprou passagem sem bagagem de fato viajou sem bagagem”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Segundo dados da entidade, somente na Gol houve aumento de 50% no número de passageiros que viajaram sem despachar bagagem, enquanto na Latam, mais de 900 mil passageiros viajaram nesse período com as tarifas sem direito a mala.

Aumento no número de passageiros

Os dados da Abear também apontam crescimento no número de passageiros dos voos domésticos. Em agosto, a alta foi de 5,51%. Esse foi o sexto mês consecutivo de crescimento. No acumulado do ano, a procura de passageiros teve alta de 1,98%.

As companhias aéreas também registram melhora no aproveitamento de seus voos. O índice de ocupação teve alta de 1,42%, chegando a 80,31%, com 7,6 milhões de passageiros transportados.

A Gol foi a líder do mercado doméstico no mês de agosto, com 35,03% de participação, seguida pela Latam, com 34,13%, Azul, com 17,54%, e Avianca, com 13,30%.

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras apresentaram alta maior, com crescimento de 16,78% no mês de agosto. No acumulado do ano, a procura internacional cresceu 10%.

Leia também:

Não é só a cobrança de bagagem: conheça as novas regras para voos no Brasil

O que significam as placas, faixas e luzes nas pistas dos aeroportos?

Chateado com cobrança de mala? Aéreas de fora taxam até check-in presencial

]]>
45
Avianca vai cobrar entre R$ 30 e R$ 60 pela bagagem em voo nacional http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/20/cobranca-bagagem-avianca-voo-nacional/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/20/cobranca-bagagem-avianca-voo-nacional/#comments Wed, 20 Sep 2017 23:04:28 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6204

Avianca lança nova classe tarifária a partir de segunda-feira (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Avianca Brasil vai ter uma nova faixa de tarifas em seus voos nacionais para as passagens compradas a partir de segunda-feira (25). A tarifa Promo deve ter o preço mais baixo, segundo a empresa, mas sem direito a levar gratuitamente uma mala de até 23 kg.

Se mudar de ideia, o passageiro poderá incluir depois o despacho da bagagem. Se fizer o pedido pela internet até seis horas antes do voo, o valor será de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço subirá para R$ 60.

Em entrevista exclusiva ao Todos a Bordo, o presidente da Avianca, Frederico Pedreira, afirmou que “a tarifa Promo foi desenhada para quem quer viajar sem bagagem”.

Concorrentes começaram a cobrar em junho

As companhias aéreas estão liberadas para cobrar pelo despacho de bagagem desde o final de abril. As concorrentes Azul, Gol e Latam começaram a cobrança em junho. Segundo Pedreira, a demora para a Avianca seguir pelo mesmo caminho ocorreu porque a companhia queria criar um sistema diferente.

“Queríamos mais tempo para pensar em algo que fizesse sentido para a Avianca. O nosso raciocínio era manter o nosso nível de serviço e, por outro lado, também ter a possibilidade de, ao não incluir o despacho de bagagem, ter uma classe tarifária que fosse mais competitiva para trazer para as nossas aeronaves passageiros que viajariam com menos frequência ou não viajariam”, afirma Pedreira.

Na Azul, Gol e Latam, a diferença de preço da passagem com ou sem direito ao transporte de bagagem é de R$ 30. Na Avianca, o presidente da companhia afirmou que a nova tarifa Promo terá uma diferença maior em relação às demais tarifas para o mesmo voo. Segundo ele, no entanto, não é possível precisar um percentual porque essa diferença pode variar de acordo com a época do ano e a antecedência da compra da passagem. “Será uma diferença considerável entre a Promo e a Economy”, afirma.

Outra diferença é que nas épocas de maior procura ou nas passagens vendidas de última hora, quando os preços costumam ser bem mais altos, só serão vendidas passagens das classes tarifárias superiores, que já incluem o transporte de bagagem. “Não faz sentido o passageiro pagar mais de R$ 1.000 e não ter o direito de despachar uma mala”, afirma.

Lanchinho continua igual

A partir de segunda-feira, serão três tipos de tarifas oferecidos pela Avianca: Promo, Economy e Flex. Além do transporte de bagagem, haverá outras diferenças entre elas, como valor das taxas para reembolso ou remarcação do voo e quantidade de pontos acumulados no programa de fidelidade da companhia.

Segundo o presidente da Avianca, a nova classe tarifária da companhia não vai mudar o serviço de bordo atual, com lanches quentes e sistema de entretenimento sem custo adicional. “Os passageiros vão continuar com todos esses benefícios. Essa é a filosofia da Avianca”, afirma.

Crescimento no mercado doméstico e internacional

Mesmo com a retração do mercado de aviação, a Avianca tem crescido cerca de 15%. Neste ano, a empresa já lançou novas rotas e recebeu aviões maiores, do modelo Airbus A330-200.

A empresa também iniciou neste ano suas operações internacionais de longo curso, com voos entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, e entre São Paulo e Santiago, no Chile.

A partir de 15 de dezembro, a Avianca inaugura sua segunda rota nos Estados Unidos, com o voo diário entre São Paulo e Nova York. “Serão voos noturnos para atender tanto o púbico a lazer como o de negócios”, afirma Pedreira. A Avianca começou na semana passada a venda de passagens para o voo de Nova York.

Leia também:

Não é só a cobrança de bagagem: conheça as novas regras para voos no Brasil

Extravio de bagagem em voos cai 7,2% no mundo; prejuízo é de US$ 2,1 bi

Empresas europeias falam em passagem aérea grátis. É possível no Brasil?

]]>
14
Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/16/aereas-cobram-marcar-assento-aviao-voos-longos/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/16/aereas-cobram-marcar-assento-aviao-voos-longos/#comments Sat, 16 Sep 2017 07:00:56 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6174

Aéreas cobram reserva antecipada até para o assento do meio (Foto: Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

Antes os passageiros de avião em voos internacionais tinham de pagar para sentar em poltronas com mais espaço, mesmo na classe econômica. Há algum tempo, a cobrança também vem acontecendo para marcar assento comum.

A maioria das companhias aéreas que faz voos de longa duração a partir do Brasil cobra para o passageiro reservar, com antecedência, um assento específico no avião. Essa cobrança é feita, normalmente, em passagens mais baratas ou promocionais da classe econômica.

Os valores variam em cada companhia aérea e podem passar de R$ 100. E não é necessário querer algum conforto a mais. O simples fato de escolher com antecedência o seu lugar no avião, mesmo que seja na poltrona do meio, já pode ter um custo extra.

Os passageiros que não quiserem desembolsar um valor além daquele já pago pelo bilhete só conseguem escolher o lugar no qual viajarão no momento do check-in  (normalmente 24h antes do voo pela internet ou no aeroporto, na hora do embarque). O problema é que muitos dos assentos podem já estar reservados e membros de uma mesma família podem ter de viajar separados.

Valores mudam conforme localização

Em algumas companhias aéreas, os valores mudam de acordo com a localização do assento dentro do avião. Na British Airways, por exemplo, há pelo menos cinco preços diferentes para os assentos, que variam de US$ 18 (R$ 56,43) a US$ 48 (R$ 150,48). O que muda é se eles estão localizados na frente ou atrás do avião, nas fileiras da janela, no corredor ou no meio da aeronave. Há, ainda, outros valores para poltronas nas fileiras de apenas dois assentos (US$ 49 ou R$ 153,61) ou nas saídas de emergência (US$ 56 ou R$ 175,56).

Entre as companhias europeias que voam para o Brasil, todas cobram pela reserva antecipada do assento nas classes tarifárias mais baratas. Em algumas, as passagens mais caras já incluem a reserva de assento.

Nas duas companhias aéreas brasileiras que voam para a Europa – Latam e Azul –, é possível reservar um assento com antecedência sem nenhum custo extra. As empresas cobram somente pelo assento conforto, com mais espaço para as pernas.

Assento com mais espaço para as pernas pode chegar a R$ 455 (foto: Divulgação)

Para ter mais conforto, o valor é mais alto

Os passageiros que procuram um pouco mais de conforto a bordo, mesmo viajando em classe econômica, têm de pagar ainda mais para reservar o assento. Poltronas localizadas na primeira fileira da classe econômica ou nas saídas de emergência podem ter um custo extra. Esses são os lugares com mais espaço para o passageiro esticar as pernas.

Na Emirates, por exemplo, o valor para reservar esses assentos pode variar de R$ 180 a R$ 455, dependendo da temporada, rota e destino. O passageiro só descobre o valor exato após emitir e pagar o bilhete aéreo.

Na Lufthansa e na Swiss, a reserva de assentos da primeira fila da classe econômica ou nas saídas de emergência custa R$ 359. Na KLM, o privilégio de poder esticar mais as pernas custa R$ 259, enquanto a TAP cobra R$ 222.

O grupo Air France-KLM afirmou que quando o check-in online é aberto, 30 horas antes do voo, todos os passageiros podem reservar assentos gratuitamente. Os clientes do programa de fidelidade Flying Blue nas categorias Silver, Gold e Platinum, além de seus acompanhantes, não pagam pela reserva de assentos, desde que estejam todos na mesma reserva. O valor da reserva de assento na Air France e na KLM é fixo e não há variação para época do ano.

A British Airways afirmou que oferece reserva grátis de assento 24 horas antes do voo e o serviço pago para os passageiros que quiserem escolher seu lugar antes desse prazo. “A cobrança foi introduzida há alguns anos, após a companhia consultar os clientes e concluir que a medida seria bem aceita”, afirmou a empresa em nota.

A espanhola Iberia confirmou que a reserva de assentos não está incluída nas passagens mais baratas. “Nesses casos, a Iberia determina ao cliente um assento automaticamente no dia anterior à saída do voo. Se o cliente quiser trocar seu lugar, terá um custo para isso”, disse a empresa em nota.

Questionadas, a British e a Iberia não informaram se os valores mudam conforme a época do ano. As demais companhias foram procuradas pelo Todos a Bordo, mas não responderam até a publicação desta reportagem.

Nos voos para os Estados Unidos, não há cobrança

Nas três companhias norte-americanas que voam para o Brasil – American Airlines, United e Delta –, não há a cobrança obrigatória para reserva antecipada de assentos no voo. As únicas taxas são para quem prefere voar na área da frente da classe econômica ou nos assentos com mais espaço.

As empresas brasileiras com voos para os Estados Unidos – Latam, Azul e Avianca – também não cobram taxas para reserva de assentos antecipadamente.

Confira os valores cobrados pelas principais companhias aéreas para a reserva de assento na classe econômica. A pesquisa foi feita no site das companhias aéreas, para passagens reservadas para março do ano que vem. Na maioria das companhias aéreas, em outras datas pesquisadas, os valores permaneceram os mesmos, independentemente da época do ano ou da antecedência na marcação de assento.

Lufthansa

Assento padrão – R$ 109

Primeira fileira ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 359

TAP

Assento padrão – R$ 92,48

Assento na primeira fileira da classe econômica (espaço extra para as pernas) – R$ 129,47

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 221,96

Swiss

Assento padrão – R$ 91

Assento na parte da frente da classe econômica – R$ 173

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 359

KLM

Assento padrão – R$ 73,98

Assento na parte da frente da classe econômica – R$ 110,98

Assento com espaço extra para pernas – R$ 258,95

Air France

Assento padrão – R$ 71,63

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 99,66

Assento em fileira de duas poltronas – R$ 99,66

British Airways

Assentos padrão – de US$ 18 (R$ 56,43) a US$ 48 (R$ 150,48)

Assento em fileira com apenas duas poltronas – US$ 49 (R$ 153,61)

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – US$ 56 (R$ 175,56)

Iberia

De US$ 17 (R$ 53,30) a US$ 33 (R$ 103,45) na baixa temporada

De US$ 22 (R$ 69) a US$ 37 (R$ 116) na alta temporada

Assentos nas saídas de emergência (espaço extra para as pernas) – de US$ 45 (R$ 141) a US$ 92 (R$ 287)

Air Europa

Assento padrão – R$ 53

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 132

Emirates

Assento padrão – entre R$ 45 e R$ 105

Assento na parte da frente – entre R$ 90 e R$ 265

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – entre R$ 180 e R$ 445

United Airlines

Assento padrão – não há cobrança

Delta Airlines

Assento padrão – não há cobrança

American Airlines

Assento padrão – não há cobrança

Latam

Assento padrão – não há cobrança

Azul

Assento padrão – não há cobrança

Avianca

Assento padrão – não há cobrança

Leia também:

1ª classe ganha cremes, perfumes e bálsamos labiais de Bulgari e Lacroix

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x

]]>
44