companhias aéreas – Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Wed, 24 May 2017 15:06:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Novas regras de bagagem da Latam começam a valer nesta quinta-feira http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/18/novas-regras-de-bagagem-da-latam-comecam-a-valer-nesta-quinta-feira/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/18/novas-regras-de-bagagem-da-latam-comecam-a-valer-nesta-quinta-feira/#comments Thu, 18 May 2017 15:59:21 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5620

Mudança em voo internacional valem a partir desta quinta-feira (18) (Foto: Divulgação)

As novas regras para despacho de bagagem em voos da companhia aérea Latam começaram a entrar em vigor nesta quinta-feira (18). A primeira mudança implementada é referente aos voos internacionais da empresa. Os passageiros que comprarem passagens para os Estados Unidos ou Europa passam a ter o direito de levar duas malas de 23 kg. Quem comprou passagem até quarta-feira (17), independentemente da data da viagem, pode despachar duas malas de 32 kg.

Outra mudança que já está em vigor está relacionada aos valores cobrados pela empresa em caso de excesso de bagagem. A Latam passa a cobrar um valor fixo de acordo com o peso excedente de cada mala. Até então, era cobrado um percentual da tarifa-base da passagem. Os novos valores são os seguintes:

De 24 kg a 33 kg:

— Voos domésticos: R$ 120

— Voos para América do Sul: US$ 90 (R$ 280)

— Voos para demais destinos internacionais: US$ 100 (R$ 312)

De 34 kg a 45 kg:

— Voos domésticos: R$ 200

— Voos para América do Sul: US$ 180 (R$ 560)

— Voos para demais destinos internacionais: US$ 200 (R$ 624)

Cobrança pela primeira mala despachada

A Latam estabeleceu um prazo de 50 dias para dar início à cobrança de bagagem nos voos nacionais, quando entram em vigor as novas classes tarifárias criadas pela companhia. No bilhete mais barato, o passageiro não terá direito a despachar bagagem nem mesmo reservar antecipadamente o assento dentro do avião.

Os passageiros que comprarem passagens na tarifa promocional e quiserem despachar uma mala de até 23 kg terão de pagar um valor adicional de R$ 30. Inicialmente, a Latam havia anunciado o valor de R$ 50. Com a mudança do preço, a empresa iguala o mesmo valor que será cobrado pelas concorrentes Azul e Gol.

Segundo a empresa, “as alterações serão feitas de forma gradual para ajudar o cliente a se adaptar a esta nova dinâmica e garantir excelência na execução do novo processo”. A Latam afirmou ainda que “projeta reduzir em até 20% as tarifas mais baratas disponíveis para seus voos domésticos até 2020”.

As mudanças deveriam ter entrado em vigor no dia 14 de março, mas uma liminar da Justiça Federal impediu a mudança das regras de bagagem em voo. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) recorreu da decisão e conseguiu derrubar a liminar no final de abril.

Outras empresas

As companhias aéreas Azul e Gol também já anunciaram suas novas regras para a cobrança de bagagem em voo. A Azul vai implementar as medidas a partir do dia 1º de junho em voos nacionais que partem do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para 14 destinos. A intenção da empresa é ampliar, gradativamente, a cobrança, para todos os voos da Azul.

A companhia criou uma nova classe tarifária mais barata para os voos nacionais, chamada de Azul, mas que não dá o direito ao despacho de bagagem. O passageiro poderá viajara somente com uma mala de mão de até 10 kg. Para levar uma mala de até 23 kg, será cobrado o valor de R$ 30.

Na tarifa superior, chamada de Mais Azul, o valor da passagem será exatamente R$ 30 mais cara que a tarifa Azul, mas os passageiros já terão incluído o direito de despachar uma mala de até 23 kg na viagem nas viagens dentro do Brasil.

Na Gol, a cobrança deve começar para as passagens vendidas a partir do dia 20 de junho. A cobrança será para os passageiros que adquirirem as passagens mais baratas da companhia, chamadas de “light”. Passagens mais caras darão direito a bagagem grátis.

Nos voos nacionais, o valor da primeira mala de até 23 kg será de R$ 30 para quem comprar o serviço de despacho nos canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e R$ 60 para quem efetuar o pagamento somente no momento do check-in.

Nas viagens internacionais, os valores serão de US$ 10 para os canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e US$ 20 no momento do check-in.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

Desconto real?

A cobrança de bagagem tem gerado dúvidas e críticas por não haver garantias de que a medida possa realmente reduzir o preço das passagens aéreas no Brasil. O problema é que os preços das passagens variam constantemente, de acordo com a demanda e data do voos. Com isso, não é possível para o consumidor ter certeza se houve o desconto ou não.

Uma passagem que tivesse o custo atual de R$ 500 deveria sair por R$ 470 para quem não despachasse bagagem (desconto de R$ 30). No entanto, nada impediria que as empresas cobrassem R$ 530 com bagagem e R$ 500 sem bagagem. Para o usuário, pareceria um desconto, mas, na verdade, não haveria desconto nenhum, apenas acréscimo.

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Em 2016, foram 21,6 milhões de malas extraviadas no mundo (Foto: Lucas Lima/UOL)

O número total de malas extraviadas durante viagens de avião em todo o mundo caiu 7,2% em 2016 em relação ao ano anterior. Segundo relatório anual da Sita, empresa especializada em tecnologia para aeroportos, no ano passado foram 21,6 milhões de malas perdidas ou entregues com atraso para os passageiros, contra 23,3 milhões do ano anterior.

Não há dados disponíveis especificamente sobre o Brasil.

O índice de malas extraviadas para cada mil passageiros teve uma queda ainda maior, de 12,25%. Isso aconteceu porque ao mesmo tempo em que número total de malas perdidas caiu, a quantidade de passageiros transportados pelas companhias aéreas de todo o mundo cresceu 5,89%, pulando de 3,56 bilhões em 2015 para 3,77 bilhões em 2016. Com isso, o índice caiu de 6,53 malas extraviadas para cada mil passageiros em 2015 para 5,73 em 2016.

Na comparação com os últimos dez anos, a quantidade total de bagagem extraviada sofreu uma queda de 54%. Em 2007, haviam sido perdidas 46,9 milhões de malas, com um índice global de 18,88 malas para cada mil passageiros.

Os principais problemas de extravio de bagagem ocorrem durante voos de conexão, especialmente quando há um curto intervalo de tempo entre os dois voos. A troca da bagagem de um avião para outro representou 47% dos casos de extravio ou entrega das malas com atraso. Na sequência, aparecem casos de erro de carregamento no avião, com 16%, e problemas nas etiquetas e questões de segurança, com 15%. Problemas nos aeroportos geram 10% dos casos.

Mesmo os passageiros que não encontram sua bagagem logo após desembarcar do avião, dificilmente ficam sem a mala para sempre. Em 77% dos casos, as malas são entregues apenas com atraso aos passageiros. Em 16% das vezes, as malas não são entregues por terem sido completamente danificadas, enquanto que em 7% dos casos houve perda ou roubo da bagagem.

Prejuízos bilionários

As bagagens extraviadas geraram um prejuízo de US$ 2,1 bilhões para toda a indústria de aviação no último ano. Foram US$ 200 milhões a menos do que no ano anterior. Há dez anos, o prejuízo era o dobro do registrado em 2016. Os valores incluem os custos para recuperar e devolver as malas aos passageiros.

Para minimizar os danos aos passageiros e reduzir o prejuízo com o extravio de bagagem, uma nova resolução da Iata, associação que reúne a maioria das companhias aéreas do mundo, prevê que a partir de junho de 2018 toda mala deve ser rastreada e registrada em quatro pontos obrigatórios: check-in, embarque no avião, transferência entre companhias ou aviões e na entrega ao passageiro.

Com o rastreamento, os passageiros poderão acompanhar em tempo real se a sua bagagem está seguindo no voo correto. As empresas também terão maior controle sobre as bagagens. “”É frustrante para os passageiros e companhias aéreas quando as malas são extraviadas, mas os dias de não saber onde está sua bagagem será uma coisa do passado em breve. Estamos à beira de uma nova era na gestão de bagagens, porque as companhias aéreas do mundo estão se comprometendo a controlar a bagagem ao longo de sua jornada”, afirma Ilya Gutlin, presidente da Sita para soluções de viagem aérea.

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90 anos da Varig: aviões tinham caviar e serviço eleito o melhor do mundo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/07/90-anos-da-varig-avioes-tinham-caviar-e-servico-eleito-o-melhor-do-mundo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/07/90-anos-da-varig-avioes-tinham-caviar-e-servico-eleito-o-melhor-do-mundo/#comments Sun, 07 May 2017 07:00:22 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5598

Por Vinícius Casagrande

Fundada em 7 de maio de 1927, a Varig (Viação Aérea Rio-Grandense) completaria 90 anos neste domingo. Nascida no Rio Grande do Sul, durante décadas foi a principal companhia aérea do Brasil até enfrentar crises nos anos 1990 e ser vendida em 2007 para a Gol e desaparecer do mercado.

A Varig tinha como pontos fortes a variedade de suas rotas nacionais e internacionais, a utilização de aviões modernos e, principalmente, a qualidade do serviço, que chegou a ser premiado como o melhor do mundo em 1979 pela revista americana Air Transport World.

A mais importante companhia aérea brasileira foi criada por um alemão. O ex-oficial-aviador da Força Aérea Alemã Otto Ernst Meyer chegou ao Brasil para trabalhar em uma empresa têxtil em Recife (PE) e logo viu o futuro potencial da aviação no país. Otto tentou apoio dos governos de Pernambuco e do Rio de Janeiro para abrir uma empresa aérea, mas só encontrou ajuda no Rio Grande do Sul.

Primeiros aviões

Com o projeto viabilizado, Otto partiu para a Alemanha, onde fechou um acordo para que a Condor Syndikat tivesse 21% do controle da Varig em troca de aviões e manutenção das aeronaves. Assim, a Varig receberia seu primeiro hidroavião Dornier J-Wal, com capacidade para nove passageiros. No início, a Varig fazia apenas voos regionais dentro do Estado do Rio Grande do Sul. A primeira rota sobrevoava a Lagoa dos Patos, ligando Porto Alegre a Rio Grande (RS).

O primeiro avião com trem de pouso foi incorporado à frota da Varig em 1932, um Junkers A-50, seguido do Junkers F-13. Para viabilizar as operações, a Varig construiu nas cidades para onde voava pistas de pouso e decolagem de terra.

A grande expansão da Varig começou efetivamente somente na década de 1940. Em meio à Segunda Guerra Mundial, a alemã Condor Syndikat já não fazia mais parte do controle acionário da Varig. O comando da empresa estava nas mãos de Rubem Berta, que havia sido o primeiro funcionário da Varig.

Voos internacionais

Com o avião Havilland DH-89 Dragon Rapide, a Varig realizou em 1942 o primeiro voo comercial internacional de uma companhia aérea brasileira na rota entre Porto Alegre e Montevidéu, no Uruguai.

O fim da Segunda Guerra Mundial trouxe mais uma oportunidade de negócios para Varig. O término dos conflitos criou um excedente de aviões de guerra. Assim, a Varig adquiriu diversos aviões dos modelos Douglas DC-3 e Curtiss C-46, convertidos para uso civil. Os novos aviões permitiram que a Varig se tornasse uma empresa nacional, expandindo seus voos para todas as regiões do país.

A rota mais longa da companhia até então surgiria em 1955 com os aviões Lockheed Constellation. O voo ligava Porto Alegre a Nova York, nos Estados Unidos, com escalas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belém (PA) e Santo Domingo, na República Dominicana.

Em 1959, a empresa entrava na era dos jatos com a chegada dos aviões Sud Aviation Caravelle. No ano seguinte, era a vez de receber os primeiros Boeing 707. Em 1968, o 707 passou a ser utilizado para voos para Tóquio, no Japão. A rota para o Japão foi uma herança da Real Aerovias, que a Varig acabara de adquirir.

Com a compra da Real Aerovias e o fim da Panair do Brasil, a Varig passou a ter o monopólio das rotas internacionais a partir do país, medida instituída pelo governo militar. Assim, a Varig era a única companhia aérea com voos para o Japão, Estados Unidos, Europa, África e América do Sul.

Ao mesmo tempo em que investia nos jatos, a Varig ainda acreditava nos turbo-hélices para suas rotas domésticos. Em 1962, a empresa recebeu os primeiros aviões do modelo Lockheed Electra II. Eles serviram para diversas rotas nacionais, mas ficaram famosos mesmo por serem utilizados por quase 30 anos na ponte aérea Rio – São Paulo. O último voo do Electra nessa rota ocorreu somente em 1991.

Para as demais rotas, a Varig seguia investindo na modernização de sua frota de aviões, com a aquisição dos modelos Boeing 727, Boeing 737 e Douglas DC-10.

No entanto, o que fez a companhia ganhar tantos admiradores foi o seu serviço de bordo. Todos os passageiros recebiam suas refeições em louça, com talheres de metal e copos de vidro. Para os passageiros da primeira classe da Varig, era servido até mesmo caviar.

RELEMBRE COMERCIAIS ANTIGOS DA VARIG

Início da crise

Os problemas da Varig começaram a surgir na década de 1980, quando o governo congelou o preço das tarifas. Nos anos de 1990, chegava ao fim o monopólio das rotas internacionais, e a empresa passou a enfrentar maior concorrência, especialmente com a TransBrasil.

No mercado interno, o crescimento da TAM e, mais tarde, o surgimento da Gol deixaram a situação da Varig ainda mais complicada. Em 2002, o prejuízo da companhia ultrapassou os R$ 2 bilhões. Sem condições financeiras, a Varig iniciou um processo de recuperação judicial até ser vendida para a Gol em 2007.

No início, a Gol ainda voava com diversos aviões pintados com a marca da Varig. A imagem da companhia, no entanto, foi ficando cada vez mais desgastada até desaparecer completamente.

Momentos marcantes

Como principal companhia aérea brasileira, era natural que a Varig estivesse presente em importantes momentos da história do Brasil. Entre presidentes da República, artistas e atletas, o passageiro mais importante que já viajou em um avião da Varig foi o papa João Paulo 2º.

Naquela época, a companhia aérea italiana Alitalia era a responsável por transportar o Papa na saída de Roma. A volta para casa, no entanto, era realizada por uma companhia do país que o papa estava visitando. Nas vezes em que visitou o Brasil, foi a bordo de um avião da Varig que João Paulo 2º retornou para casa.

Diversos presidentes da República também faziam seus deslocamentos em viagens nacionais e internacionais com a Varig. Apesar de ser uma empresa privada, ao longo da sua vida a Varig sempre recebeu muito apoio e incentivos do governo.

Durante anos, a Varig também foi a patrocinadora da seleção brasileira de futebol, transportando os atletas e comissão técnica em diversas copas do mundo. Em 1994, ao chegar com o time tetracampeão do mundo, o jogador Romário apareceu na janela do piloto segurando a bandeira do Brasil.

Oito anos depois, o gesto de Romário seria repetido em um avião da Varig pelo técnico Luis Felipe Scolari e pelo capitão Cafu na volta da seleção com o pentacampeonato na bagagem.

Acidentes

Ao longo de sua história, a Varig teve 20 acidentes fatais que causaram a morte de 440 pessoas. O primeiro aconteceu em um voo de carga em 1931 entre Rio Grande e Porto Alegre. O copiloto morreu e o comandante teve uma perna amputada.

O primeiro acidente de grandes proporções aconteceu em Bagé (RS) no dia 7 de abril de 1957. Após a decolagem, teve início um incêndio no trem de pouso do avião modelo Curtiss C-46A-45 CU Commando. O piloto pensou que o fogo fosse no motor e tentou retornar para o pouso. Como o trem não baixou, arremeteu o avião. Na manobra, a asa esquerda quebrou e o avião caiu, matando todos as 40 pessoas a bordo.

O acidente de Bagé seria superado no dia 27 de novembro de 1962. Um Boeing 707 da Varig fazia a rota entre Rio de Janeiro e Los Angeles, com escalas em Lima, no Peru, Bogotá, na Colômbia, e Cidade do México. Já na primeira escala, no entanto, um erro na aproximação para o pouso fez com que o avião se chocasse com Pico La Cruz, a 25 km do aeroporto. O avião explodiu e todos os 80 passageiros e 17 tripulantes morreram no acidente.

A maior tragédia da história da Varig aconteceu em 11 de julho de 1973 próximo ao aeroporto de Orly, em Paris, na França. Quando se aproximava para o pouso, teve início um incêndio a bordo do Boeing 707. O fogo começou no lixo de um dos banheiros no fundo do avião. As investigações concluíram que ele foi causado por uma bituca de cigarro acesa. O piloto conseguiu fazer um pouso de emergência em uma plantação de cebola, mas a fumaça tóxica que tomou conta da cabine matou 116 passageiros e sete tripulantes. Sobreviveram um passageiro e dez tripulantes.

Entre os sobreviventes, estava o comandante Gilberto Araújo da Silva, que seis anos depois estaria em outra tragédia com um Boeing 707 da Varig. No 30 de janeiro de 1979, o comandante Gilberto pilotava o avião que desapareceu no Oceano Pacífico 33 minutos após a decolagem do aeroporto de Narita, em Tóquio, no Japão. O avião fazia um voo cargueiro com seis tripulantes a bordo. O Boeing 707 e os corpos das vítimas nunca foram encontrados. Entre os itens da carga, estavam mais de 50 quadros do pintor Manabu Mabe, que retornavam de uma exposição no Japão.

O último acidente de grandes proporções ocorreu em 3 de setembro de 1989, quando um Boeing 737 que fazia o voo entre Marabá (PA) e Belém (PA) se perdeu quando sobrevoava a floresta amazônica. Em vez de seguir o rumo 027 (para o norte), o comandante Cézar Augusto de Pádua Garcez direcionou o avião para o rumo 270 (para oeste). Perdido e sem combustível, o avião fez um pouso na mata. Das 54 pessoas a bordo, 12 morreram.

Exposição relembra auge da companhia

Mais de dez anos após seu fim, a Varig continua como referência para os admiradores de aviação no Brasil. No Boulevard Laçador, próximo ao aeroporto de Porto Alegre, um avião modelo DC-3 totalmente restaurado serve de cenário para o projeto Varig Experience. Os visitantes podem conhecer o interior do avião e sentir o clima de antigamente.

Nas comemorações dos 90 anos da Varig, será inaugurada a exposição “Elegância nas alturas”, com alguns dos uniformes utilizados pelos comissários de bordo da companhia. Segundo os organizadores, a exposição “celebra os 90 anos da fundação da Varig e também o estilo que desfilou nas passarelas a 30.000 pés de altitude”.

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Aéreas não reduzem bagagem em voo para fora e ainda levam 2 malas de 32 kg http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/02/aereas-nao-reduzem-limite-de-peso-de-bagagem-nos-voos-internacionais/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/05/02/aereas-nao-reduzem-limite-de-peso-de-bagagem-nos-voos-internacionais/#comments Tue, 02 May 2017 19:44:42 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5581

Limite nos voos internacionais permanece em duas malas de 32 kg  (Foto: Lucas Lima/UOL).

(Esta notícia foi corrigida em relação à versão original)

As companhias aéreas Air France, British Airways, Iberia, KLM, Lufthansa e Swiss não reduziram o limite de bagagem que os passageiros têm direito a transportar nos voos internacionais, diferentemente do que foi noticiado pelo blog na última terça-feira (02). Segundo as empresas, o limite permanece sendo de duas malas de até 32 kg por passageiro.

Durante o processo de reserva, os passageiros encontram a informação de que o peso máximo da bagagem é de 23 kg. No entanto, as companhias afirmaram que as páginas iniciais das áreas de reserva utilizam as regras globais para os demais mercados onde operam. O Brasil ainda permanece como uma exceção à regra, permitindo 32 kg por mala.

Para encontrar a informação correta, os passageiros precisam acessar uma outra área dentro do site das companhias, que mostra as exceções às regras para o transporte de bagagem. Clique no nome de cada empresa a seguir e veja as regras delas válidas para o Brasil:  Air France, British Airways, Iberia, KLM, Lufthansa e Swiss.

A redução do peso ou até cobrança pela bagagem despachada foi permitida após uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A medida chegou a ser barrada pela Justiça, mas liberada na semana passada. As empresas afirmam que ainda avaliam a medida internamente e que não há um prazo definido para definir suas novas regras de bagagem.

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1ª classe ganha cremes, perfumes e bálsamos labiais de Bulgari e Lacroix http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/22/1a-classe-ganha-cremes-perfumes-e-balsamos-labiais-de-bulgari-e-lacroix/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/22/1a-classe-ganha-cremes-perfumes-e-balsamos-labiais-de-bulgari-e-lacroix/#comments Sat, 22 Apr 2017 07:00:48 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5544

Passageira na primeira classe da Air France (foto: Divulgação)

Viajar na primeira classe do avião não é apenas ter espaço de sobra, boas refeições e atenção integral dos comissários de bordo. Na hora de cuidar da higiene e da beleza, os passageiros também contam com os mais luxuosos e sofisticados produtos disponíveis no mercado.

As principais companhias aéreas do mundo colocam à disposição dos passageiros da primeira classe kits com produtos das mais renomadas marcas do mundo, como Bulgari, Salvatores Ferragamo, Christian Lacroix, Carita, entre outras.

Kit feminino distribuído pela Emirates para passageiras da primeira classe (foto: Divulgação)

Emirates

A companhia aérea Emirates já é conhecida pelo luxo de sua primeira classe, que conta com cabines privativas, chamadas de suítes, bar e até spa com chuveiro. Para aproveitar todas essas mordomias, os passageiros da primeira classe recebem um kit da Bulgari.

As nécessaries são feitas de couro fino e na cor cinza de carvão para homens e cinza pálido para mulheres. Há quatro versões diferentes para cada, feitas exatamente para serem colecionadas pelos passageiros mais frequentes da companhia aérea.

Dentro das bolsas, há cremes faciais, corporais, para as mãos e bálsamo labial. O grande destaque, porém, fica para o frasco de 15 ml do perfume Eau de Cologne, da Bulgari. No spa a bordo, os produtos são da marca irlandesa Voya, conhecida por usar ingredientes orgânicos.

A Emirates também oferece um pijama hidratante para os passageiros da primeira classe. O tecido usado na fabricação da roupa libera um composto de algas marinhas que, de acordo com a aérea, minimiza a desidratação e estimula a circulação. As microcápsulas hidratantes são liberadas conforme o passageiro se movimenta.

Kit da Singapore tem produtos Salvatore Ferragamo (foto: Divulgação)

Singapore Airlines

Os produtos da marca de luxo italiana Salvatore Ferragamo fazem parte dos kits para os passageiros da primeira classe da companhia aérea Singapore Airlines.

Além de produtos tradicionais, como bálsamo labial, creme hidratante facial e para as mãos e produtos de higiene pessoal, os homens recebem um perfume Acqua Essenziale Blu Salvatore Ferragamo de 30 ml. Para as mulheres, há um frasco de 30 ml do perfume Signorina Eleganza.

Na hora de dormir durante o voo, os passageiros da primeira classe recebem um pijama da marca Givenchy.

Passageiros da Etihad recebem bolsas da Christian Lacroix (foto: Divulgação)

Etihad

Uma das principais marcas de moda do mundo, a Christian Lacroix foi a escolhida para desenvolver as nécessaires para a primeira classe da companhia aérea Etihad. A versão feminina foi pensada para também ser utilizada como uma bolsa de mão, enquanto a masculina pode ser usada para guardar tablets.

Os passageiros da primeira classe têm à disposição produtos da marca húngara Omorovicza, que incluem produtos antienvelhecimento e rejuvenescimento da coleção “Ouro”, bálsamo para os lábios, hidratante facial e creme nutritivo para as mãos. Há também itens de higiene bucal, meias, protetores para olhos e ouvidos.

Os produtos da marca Omorovicza também podem ser encontrados nos banheiros destinados aos passageiros da primeira classe nos voos da Etihad.

Marca francesa Carita abastece os kits da Air France (foto: Divulgação)

Air France

Os passageiros da primeira classe da Air France ganharam em fevereiro um novo kit com produtos da marca francesa Carita. Estão à disposição creme facial hidratante, creme antirrugas e para as mãos, bálsamo labial, além de fones de ouvido, pente e caneta.

Dentro do kit há ainda um impresso com desconto para tratamento de cabelo e uma sessão de estilo na La Maison de Beauté Carita Faubourg.

A marca francesa de cosméticos também oferece removedores de maquiagem e tratamentos hidratantes disponíveis a todos os passageiros da La Première, como é chamada a primeira classe da Air France, a qualquer momento durante seu voo.

Nécessaire da ANA Airlines remete a uma mala de viagem (foto: Divulgação)

ANA Airlines

A companhia aérea japonesa ANA oferece kits da Samsonite. As nécessaries lembram malas de viagem em tamanho miniatura. Dentro, há produtos da marca de cosméticos Ginza, com loção energizante, emulsão hidratante, espuma de limpeza cremosa e quatro almofadas de algodão facial, além de itens de higiene bucal, máscara facial e protetores de ouvido.

Os passageiros ainda têm à disposição um pijama completo, feito de malha dupla. A roupa vem embalada em uma bolsa do mesmo material, que, segundo a empresa, é perfeita para levar o pijama para casa após o voo.

Kits femininos da British Airways tem inspiração floral oriental (foto: Divulgação)

British Airways

A British Airways introduziu os novos kits para os passageiros da primeira classe em janeiro deste ano. Os novos produtos foram inicialmente distribuídos nos voos entre Londres e Los Angeles, mas a expectativa da companhia é que até o final do ano estejam em todos os voos da empresa.

Os novos kits foram desenvolvidos pela sofisticada loja Liberty London e contam com produtos da Aromatherapy Associates. As nécessaries são divididas nas versões masculina e feminina. Para os homens, foi escolhido o preto, enquanto a das mulheres foi inspirada nos florais orientais.

Kit da Delta tem produtos da Khel’s e da Tumi (foto: Divulgação)

Delta

Os kits da Delta são compostos de bálsamo labial e loção para mãos e para o corpo, com aloe vera e aveia, da marca Kiehl’s. Há ainda caneta, protetor para os olhos e meias listradas da Tumi. O kit é completado com pasta dental Crest, lenços, enxaguante bucal e protetor de ouvidos.

Todos os produtos são distribuídos em uma nécessaire rígida nos voos que partem dos Estados Unidos e em uma embalagem mais mole nos voos com destino aos Estados Unidos. Segundo a companhia, a diferença é para que o passageiro possa aumentar a sua própria coleção de mimos de companhias aéreas.

Os kits mais sofisticados, no entanto, não estão disponíveis em todos os voos. Eles são oferecidos somente nos voos transoceânicos e entre os aeroportos de Nova York (John F. Kennedy) e Los Angeles.

Produtos de luxo fazem parte do kit da American Airlines (foto: Divulgação)

American Airlines

Os passageiros da primeira classe da American Airlines contam com produtos das marcas Cole Haan, 3LAB Skincare, C.O. Bigelow Apothecaries e Clark’s Botanicals. A companhia aérea conta com três tipos diferentes de acordo com a duração do voo.

Nos voos internacionais, são utilizados produtos da 3LAB, como creme hidratante corporal e para as mãos, bálsams labial, gel antisséptico para mãos, enxaguante bucal, lenços, caneta e protetor macio para fones de ouvidos. Há também meias, protetor para os olhos e itens de higiene pessoal. Os produtos são embalados em nécessaires da Cole Haan.

O itens da C.O. Bigelow Apothecaries são distribuídos na classe executiva dos voos internacionais, enquanto os produtos da Clark’s Botanicals estão presentes na primeira classe dos voos domésticos da companhia aérea.

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Passagem aérea cai 1,8% em 2016 e mais da metade custa menos de R$ 300 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/20/passagem-aerea-cai-18-e-mais-da-metade-custa-menos-de-r-300/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/20/passagem-aerea-cai-18-e-mais-da-metade-custa-menos-de-r-300/#respond Thu, 20 Apr 2017 14:39:09 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5534

Preço médio da passagem em 2016 foi de R$ 349,14 (Foto: Apu Gomes/Folhapress)

O preço das passagens aéreas domésticas no Brasil teve queda real de 1,8% no último ano, já descontada a inflação, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (20) pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O preço médio das tarifas em 2016 foi de R$ 349,14. Em 2015, o preço médio, corrigido pela inflação do período, foi de R$ 355,54.

Esse foi o terceiro ano consecutivo de queda nos preços das passagens aéreas. Os dados mostram, no entanto, uma desaceleração da baixa das passagens. Em 2014, a redução da tarifa média havia sido de 4,5%, enquanto em 2015 houve queda de 9%.

Segundo o relatório da Anac, a maioria das passagens foi comercializada a menos de R$ 300. Em 2016, 53,5% dos bilhetes vendidos foram abaixo desse valor, sendo que 7,7% das passagens tiveram preço inferior a R$ 100. Entre as tarifas mais caras, o relatório da Anac aponta que 0,5% dos bilhetes nacionais foram vendidos por mais de R$ 1.500.

Preços por Estados

Os passageiros do Estado de Rondônia foram os que mais pagaram para viajar de avião no ano passado, com uma tarifa média de R$ 567,03. Por outro lado, as tarifas praticadas no Espírito Santo foram as mais baratas do país, com preço médio de R$ 277,04.

O valor por quilômetro voado durante o ano teve queda de 4,1%. Na média anual, cada quilômetro da viagem teve um custo de R$ 0,3084 para os passageiros no Brasil. O preço mais alto do país ficou em Minas Gerais, com R$ 0,4161 por quilômetro, enquanto a Paraíba teve o menor valor nesse quesito, com R$ 0,2311 por quilômetro.

Segundo semestre é mais caro

Os dados da Anac apontam, ainda, que é mais caro viajar de avião no segundo semestre do ano. As tarifas praticadas entre julho e dezembro de 2016 foram, em média, de R$ 372,37. Embora superiores à média do ano, os valores são 4,1% menores em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mesmo acontece quando é avaliado o preço por quilômetro voado. No segundo semestre de 2016, essa taxa ficou de R$ 0,3245 por quilômetro, ainda assim uma queda de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Nova regra de bagagem faz um mês suspensa pela Justiça e sem ser aplicada http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/14/nova-regra-de-bagagem-faz-um-mes-suspensa-pela-justica-e-sem-ser-aplicada/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/14/nova-regra-de-bagagem-faz-um-mes-suspensa-pela-justica-e-sem-ser-aplicada/#comments Fri, 14 Apr 2017 07:00:10 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5512

Novas regras de bagagem da Anac foram suspensas pela Justiça (Foto: Lucas Lima/UOL)

A nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sobre as Condições Gerais do Transporte Aéreo no Brasil completa um mês de vigência. Mas a medida mais polêmica, que permitia a cobrança da bagagem despachada, segue suspensa pela Justiça Federal.

Um dia antes de a medida entrar em vigor, o juiz federal José Henrique Prescendo concedeu uma liminar, a pedido do Ministério Público Federal, barrando a cobrança. Na decisão, o juiz havia argumentado o risco de abuso de poder econômico por parte das companhias aéreas e a falta de garantias de que os preços das passagens iriam realmente cair.

Com a decisão, ficou mantido o direito de cada passageiro poder transportar de graça uma mala de até 23 kg nos voos nacionais e até duas malas de 32 kg nos voos internacionais.

Decisão pode sair na próxima semana

Desde então, a Anac vem travando uma disputa judicial para tentar reverter a decisão. A agência já teve pelo menos dois recursos negados em instâncias superiores, mas nesta semana entrou com um novo pedido para permitir a cobrança. A expectativa da Anac é que um novo julgamento sobre a questão possa acontecer na próxima semana.

A medida é defendida pelo governo como uma forma de reduzir os custos das companhias aéreas, o que resultaria em uma eventual queda de preço das passagens. Antes de a liminar ser suspensa, as principais companhias brasileiras já se preparavam para se adaptar às novas regras.

Preços das companhias aéreas

A Azul seria a primeira empresa a colocar a medida em prática. A companhia anunciou uma classe tarifária promocional que não permitia o despacho de bagagem. Nesse caso, para transportar uma mala de até 23 kg seria cobrado o valor de R$ 30.

A Gol tinha a intenção de iniciar a cobrança no dia 4 de abril. O despacho de bagagem seria cobrado dos passageiros que comprasse a tarifa mais barata, chamada de “light”, com valores entre R$ 30 e R$ 60 nos voos nacionais.

A Latam não havia divulgado uma data para o início da cobrança. A empresa havia afirmado apenas que a medida entraria em vigor “nos próximos meses”, mas já havia definido o valor de R$ 50 para cada mala despachada.

A Avianca foi a única companhia aérea que não havia se manifestado sobre o assunto.

Outras medidas

A decisão judicial suspendeu somente a cobrança pela bagagem despachada. Todas as outras medidas previstas começaram a valer no dia 14 de março. Entre as mudanças, está a obrigatoriedade de as companhias aéreas e agências de viagem divulgarem o valor final da passagem, com todas as taxas já inclusas.

No primeiro dia de vigência da regra, Azul, Latam, Avianca e grandes agências como CVC e Submarino Viagens descumpriam as regras. As mudanças só foram feitas após reportagem do Todos a Bordo. Na época, a Anac afirmou que também havia notificado as empresas que estavam irregulares sobre a questão.

Após um mês de vigência das regras, a agência afirmou que não há um balanço consolidado sobre as irregularidades e reclamações ocorridas nesse período. Segundo a Anac, a maioria dos passageiros ainda viaja com bilhetes adquiridos antes da entrada em vigor da nova resolução. Nesse caso, valem as regras anteriores.

O passageiro também passou a ter até 24 horas para desistir da compra do bilhete sem custos extras, desde a passagem seja comprada com sete dias de antecedência. Antes, a cobrança de multa era imediata.

A resolução trata ainda de extravio de bagagem, custos com gastos gerados por atrasos e cancelamentos, overbooking, entre outros (confira os principais tópicos na galeria de imagens acima).

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Capital estrangeiro ajuda aéreas na crise, mas não deve baratear passagens http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/11/capital-estrangeiro-ajuda-aereas-na-crise-mas-nao-deve-baratear-passagens/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/11/capital-estrangeiro-ajuda-aereas-na-crise-mas-nao-deve-baratear-passagens/#comments Tue, 11 Apr 2017 20:24:39 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5478

Medida deve fortalecer aéreas em tempos de crise (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A liberação para que companhias aéreas brasileiras possam contar com 100% de capital estrangeiro, anunciada nesta terça-feira pelo governo, não deve trazer impacto imediato no preço das passagens aéreas no país. Essa é a opinião de especialistas do setor ouvidos pelo Todos a Bordo.

O argumento de queda de preços foi utilizado pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão, durante o anúncio da medida. “Com a abertura do capital, a perspectiva é que os preços caiam, que aumente a competitividade e que tenhamos mais voos, mais destinos, mais rotas, mais turistas viajando pelo Brasil e mais turistas internacionais vindo para o nosso Brasil”, afirmou.

Para os especialistas ouvidos pelo Todos a Bordo, no entanto, o principal benefício da medida está na possibilidade de injetar recursos nas empresas, que poderão ter mais fôlego para enfrentar momentos de crises.

“É uma medida positiva e o principal impacto é evitar que uma empresa quebre quando fica em situação ruim”, afirma o especialista em aviação André Castellini, da consultoria Bain & Company.

“Não dá para dizer que, porque abriu o capital, o preço vai cair. O acesso ao capital pode proteger as empresas que enfrentam dificuldades para sobreviver”, afirma o especialista em direito aeronáutico Guilherme Amaral, sócio do escritório ASBZ Advogados.

Para Castellini, a limitação até então existente de 20% de participação estrangeira restringia o acesso ao capital. “Aumentar esse limite favorece a capitalização do setor”, diz.

Castellini afirma que uma das tendências do setor é a formação de grandes grupos multinacionais de companhias aéreas. No mundo, há os exemplos da união da British Airways com a Iberia, o grupo formado pela Air France e KLM e o forte investimento da Etihad na Alitalia. “Quando a Delta é dona de uma parte maior da Gol, ela aguenta muito mais os momentos difíceis do que se a Gol estivesse sozinha”, afirma.

Novas empresas no Brasil

Uma das perspectivas com a liberação de 100% de capital estrangeiro é atrair companhias aéreas estrangeiras para operar no Brasil. No entanto, Amaral e Castellini avaliam que essa é uma possibilidade remota no curto prazo.

“Acho pouco provável principalmente pela situação do país, pela incerteza econômica e também pelo fato de que a indústria no Brasil é bem competitiva, com muita rivalidade entre as empresas. As tarifas já caíram quase 65% nos últimos anos”, afirma Castellini.

A recente polêmica em torno da possibilidade de cobrar por mala despachada é mais um fator que pode atrapalhar o interesse de companhias estrangeiras, especialmente as de baixo custo, de se estabelecerem no Brasil, segundo Amaral.

“O Brasil tem um histórico de interferência do judiciário. A questão das bagagens deixou uma imagem muito ruim para as empresas estrangeiras”, afirma. “É preciso derrubar algumas amarras. Sem isso, as empresas não virão até que se dê condição para uma verdadeira low-cost poder operar por aqui”, diz.

Aéreas se dizem favoráveis à medida

As duas maiores companhias aéreas brasileiras afirmaram nesta terça-feira ser favoráveis à abertura do capital estrangeiro. A Gol já conta com participação da norte-americana Gol e do grupo europeu Air France-KLM, enquanto a Latam, formada após a união da TAM com a chilena LAN, anunciou recentemente a venda de 10% para a Qatar Airways.

No entanto, quando questionadas sobre o assunto, as duas empresas emitiram apenas breves comunicados.

“A Gol é a favor da eliminação de qualquer restrição ao capital estrangeiro no setor aéreo brasileiro”, disse a Gol.

“A Latam Airlines Brasil é favorável ao capital estrangeiro nas companhias aéreas, pois esse é um setor que exige capital intensivo, e essa medida estimula o crescimento, gerando riqueza para o nosso país”, afirmou a Latam.

A Azul, que tem capital da norte-americana United Airlines e do grupo chinês HNA, não se pronunciou por conta do período de silêncio imposto após a abertura de capital na Bolsa de Valores de São Paulo. A Avianca não se pronunciou sobre o assunto.

Brasil sofre queda de voos

A atual crise econômica enfrentada pelo Brasil afastou diversas companhias aéreas que operavam no país. Grandes empresas como Singapore Airlines, Korean Airlines e Etihad abandonaram suas operações no país. No último ano, o Brasil teve uma redução de 18% na oferta de voos internacionais feitos por companhias aéreas estrangeiras. Mesmo entre as empresas que continuaram a operar no país, muitas reduziram a frequência de seus voos e até cancelaram algumas rotas.

As empresas brasileiras também sofrem com a queda constante do fluxo de passageiros. Fevereiro foi o 19º mês consecutivo de queda da demanda por transporte aéreo dentro do Brasil, segundo dados da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas). Somente em fevereiro a queda foi de 4,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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Vender mais passagens do que a capacidade do avião é comum. Sabe por quê? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/11/vender-mais-passagens-do-que-a-capacidade-do-aviao-e-comum-sabe-por-que/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/11/vender-mais-passagens-do-que-a-capacidade-do-aviao-e-comum-sabe-por-que/#comments Tue, 11 Apr 2017 07:00:36 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5464

Empresas usam dados estatísticos para calcular quantidade de passagens à venda (Foto: Wilson Dias)

No último domingo (9), um passageiro foi expulso à força de um voo da United Airlines após a companhia aérea vender mais passagens do que a capacidade do avião. A prática de overbooking, no entanto, é bastante comum em todas as companhias aéreas do mundo. Isso acontece porque, na maioria dos voos, há passageiros que cancelam de última hora ou simplesmente não aparecem para o embarque. Se as empresas vendessem somente o número exato de assentos disponíveis, os aviões quase sempre viajariam com lugares vazios.

Para evitar perdas ou mesmo maximizar os lucros, as companhias aéreas colocam à disposição dos passageiros um número maior de passagens à venda. Essa quantidade a mais é definida pela companhia aérea de acordo com dados estatísticos do número de passageiros que compram a passagem, mas não embarcam naquele determinado voo. Esses dados podem variar de acordo com a origem, o destino, o dia da semana e até o horário do voo.

Em um avião cuja a capacidade total é de 180 passageiros, por exemplo, se a média de desistência for de 10%, isso significa que o voo teria, em média, 18 assentos vazios. No entanto, nem sempre a empresa colocaria um total de 198 passagens à venda.

Fator de risco

Os cálculos feitos pelas companhias aéreas também levam em conta o fator de risco caso todos os passageiros compareçam para o embarque. Quando isso acontece, não há lugares para todos e alguns são impedidos de voar. Além dos transtornos e danos à imagem da companhia, a legislação ainda prevê o pagamento de multas por parte da empresa e compensação para o passageiro, como pagamento de hotel.

No Brasil, de acordo com as novas regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que entraram em vigor no dia 14 de março, a multa para voos nacionais é de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.060,75. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES (R$ 2.121,50).

A empresa ganha receita quando vende passagens além da capacidade do avião, mas também perde quando todos os passageiros realizam o check-in. Assim, a companhia precisa calcular até onde vai o seu risco. Porém, mais do que uma simples conta matemática, o cálculo é feito também com a probabilidade de o evento acontecer.

Com isso, ela evita que o avião voe com assentos vazios, mas também minimiza o risco de ter de pagar muitas indenizações caso todos os passageiros compareçam para o embarque. Mesmo quando o overbooking acontece, as passagens vendidas a mais nos demais voos ainda garantem o lucro da operação.

Negociação com os passageiros

Além de estipular um valor fixo para as multas em caso de overbooking, as novas regras da Anac também abriram a possibilidade de as companhias aéreas se anteciparem ao problema. Quando a empresa verifica que um determinado voo não terá lugares suficientes para todos os passageiros que fizeram o check-in, ela poderá procurar voluntários que aceitem alterar seu voo.

Nesse caso, o valor da indenização será negociado na hora entre a companhia aérea e o passageiro. Assim, alguém que não tenha compromissos urgentes, mas tinha a garantia do embarque, pode se candidatar para alterar seu voo e receber uma indenização por isso. Pelo lado da companhia, ela tentará oferecer um valor menor do que a multa obrigatória, reduzindo suas perdas.

Caso não tenha voluntários suficientes, a companhia pode determinar seus próprios critérios para decidir quais passageiros não poderão embarcar no voo. Nesse caso, a multa prevista na resolução da Anac deverá ser paga de forma integral e imediatamente.

Além da multa, a companhia aérea terá de oferecer as alternativas de reacomodação em outro voo, reembolso do preço da passagem ou execução do serviço por outra modalidade de transporte, de acordo com a opção do passageiro.

Se o passageiro optar pela reacomodação ou execução do serviço por outra modalidade, tem o direito ainda à assistência material, que prevê acesso a comunicação após uma hora do voo e alimentação após duas horas. Se a viagem só acontecer no dia seguinte, caso esteja fora de seu domicílio, tem direito também ao serviço de hospedagem e traslado de ida e volta ao aeroporto.

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Operado por jato Embraer, voo internacional mais curto do mundo vai acabar http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/07/operado-por-jato-embraer-voo-internacional-mais-curto-do-mundo-vai-acabar/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/07/operado-por-jato-embraer-voo-internacional-mais-curto-do-mundo-vai-acabar/#respond Fri, 07 Apr 2017 19:40:29 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5434

O voo internacional mais curto do mundo não teve vida longa. A companhia aérea austríaca People’s Viennaline anunciou que vai descontinuar a rota entre St Gallen, na Suíça, e Friedrichshafen, na Alemanha, que era operada por um avião Embraer 170.

A rota de apenas 20 km sobre o lago de Constança teve início em novembro do ano passado. O último voo está previsto para 14 de abril. No site da aérea, as datas posteriores já aparecem como “indisponíveis”. Quem já tiver comprado passagens para depois do dia 14 será reembolsado.

Com o preço de 40 euros o trecho (cerca de R$ 130), o voo mais curto do mundo não atraiu um número de passageiros considerado suficiente pela aérea para cobrir os custos. Em março, 2.300 pessoas fizeram a viagem.

A empresa afirmou em comunicado que o mercado não se desenvolveu como o esperado e que, “apesar dos grandes esforços de vendas e marketing, a taxa de ocupação dos voos melhorou de forma muito lenta.”

O voo internacional mais curto do mundo enfrentou críticas. Ambientalistas consideraram que gerava poluição desnecessariamente. Também houve reclamações sobre o barulho causado pelo voo.

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