companhias aéreas – Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Mon, 23 Apr 2018 19:31:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Passagem aérea não poderia variar mais que 50% num mesmo voo, prevê projeto http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/19/passagem-aerea-limite-variacao-de-preco-mesmo-voo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/19/passagem-aerea-limite-variacao-de-preco-mesmo-voo/#comments Thu, 19 Apr 2018 07:00:54 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7285

Aviões de companhias aéreas brasileiras no aeroporto de Guarulhos (Vinícius Casagrande/UOL)

Um projeto de lei em tramitação no Senado Federal quer limitar a diferença dos preços dos bilhetes vendidos pelas companhias aéreas em um mesmo voo para uma mesma classe a, no máximo, 50%. Hoje, não há limite para essa variação. A proposta foi apresentada pelo senador Airton Sandoval (MDB-SP) na semana passada e encaminhada para análise das comissões de Constituição e Justiça e de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor.

A limitação valeria só para passagens da mesma classe (econômica, executiva ou primeira). As diferenças entre as classes continuariam livres. O projeto não tem data para ser votado.

A proposta tenta modificar a legislação atual que dá total liberdade tarifária para as companhias aéreas. Segundo a lei que criou a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas podem determinar suas próprias tarifas, inclusive as variações de preços em um mesmo voo. Os valores devem apenas ser comunicados à Anac.

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A Anac afirmou que não comenta projetos em tramitação no Congresso Nacional. No entanto, é comum a agência se manifestar publicamente afirmando que foi a liberdade tarifária que permitiu a redução dos preços das passagens aéreas a partir de 2001, quando a medida começou a ser implementada, e o aumento no número de passageiros transportados.

O próprio autor do projeto afirma isso em sua justificativa. “Segundo técnicos da área, a implementação desse regime possibilitou a diminuição no valor das passagens aéreas, levando a uma maior democratização na utilização deste transporte”, diz o senador.

Com a regra atual, passagens compradas com antecedência e em dias de baixa procura costumam ter preços inferiores. Por outro lado, se a compra for feita nas vésperas do voo ou para dias de alta demanda, como feriados prolongados, a tendência é que os preços sejam bem mais altos.

Senador diz que variação é injustificável

O parlamentar alega que essa grande variação de preços dentro de um mesmo voo é algo injustificável e que não permite que os passageiros acompanhem a evolução dos preços.

“Ocorre que as empresas utilizam, hoje em dia, uma avançada tecnologia, aplicando a chamada metodologia de precificação dinâmica. Com isso, reprecificam a tarifa, minuto a minuto, causando desconforto e insegurança aos usuários, pois os valores aumentam sem justificativas razoáveis, impedindo que o usuário acompanhe e avalie a evolução dos preços”, diz na justificativa do projeto.

O autor do projeto alega, ainda, que as empresas utilizam inteligência artificial para determinar o preço das passagens. “São incontáveis as reclamações e acusações, por parte de consumidores e das respectivas associações defensivas, no sentido de que as companhias aéreas possam estar manipulando a oferta de preços com base em algoritmos e inteligência artificial”, afirma.

empresa de tecnologia Pros já desenvolveu um programa para criar preços dinâmicos de passagens aéreas. Assim, dois passageiros pesquisando simultaneamente preços para um mesmo voo poderiam encontrar tarifas diferentes. O sistema já começou a ser testado por 11 companhias aéreas em todo o mundo.

No Brasil, a Anac afirma que nenhuma companhia aérea brasileira adota esse sistema de preços até o momento. No entanto, não haveria nenhum impedimento legal para que isso fosse feito aqui, de acordo com a legislação atual.

Associação de empresas aéreas defende a liberdade tarifária

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirma que a liberdade tarifária é “um dos sustentáculos da aviação moderna no Brasil e no mundo” e defende que não haja um controle no preço das passagens aéreas. Segundo a associação, desde que os preços foram liberados no país, os valores das passagens aéreas caíram quase pela metade.

“No início dos anos 2000, em valores atuais, uma passagem custava mais de R$ 700 em média. Menos de 30 milhões de brasileiros viajam de avião a cada ano. Desde a desregulamentação tarifária, em cerca de uma década e meia o número de passageiros triplicou. Um bilhete doméstico custa hoje aproximadamente R$ 360 em média”, afirma a Abear em nota. “É raro encontrar comportamento semelhante em relação aos preços de quaisquer outros produtos e serviços no Brasil neste mesmo período”, completa.

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7 meses de análise, e ministério não conclui se aéreas mentiram sobre malas http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/18/cobranca-de-bagagem-voo-investigacao-ministerio-da-justica-abear/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/18/cobranca-de-bagagem-voo-investigacao-ministerio-da-justica-abear/#comments Wed, 18 Apr 2018 07:00:16 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7281

Empresas começaram a cobrar pelo despacho de bagagem em junho de 2017 (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Após sete meses de investigação, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, ainda nãoconcluiu o processo que apura se as companhias aéreas mentiram quando afirmaram que o preço das passagens aéreas caiu após começarem a cobrar pela bagagem despachada. O Ministério não divulgou quando pretende concluir as investigações.

A cobrança começou em junho do ano passado. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e as companhias aéreas afirmaram que, ao liberar a cobrança por mala despachada, as companhias aéreas poderiam oferecer passagens mais baratas para quem só levasse bagagem de mão. Três meses depois, a Abear (Associação Brasileira de Empresa Aéreas) divulgou um levantamento que apontava que o preço médio das passagens aéreas havia caído entre 7% e 30% por causa das novas regras.

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Cinco dias depois, a Secretaria Nacional do Consumidor afirmou que havia aberto uma “averiguação preliminar” para checar se a queda de preços das passagens aéreas tinha realmente relação com a cobrança de bagagem despachada.

No dia 20 de outubro, o processo administrativo foi oficialmente aberto, com despacho publicado no Diário Oficial da União. A decisão se baseou em investigação preliminar, feita no início daquele mês pelo departamento e que concluiu haver indícios de infração.

Passados quase sete meses do início da apuração, o Ministério da Justiça afirmou ao Todos a Bordo que “os fatos estão sob análise e acompanhamento do DPDC” e que já recebeu o posicionamento da Abear (Associação Brasileira de Empresa Aéreas) e de suas associadas.

Segundo o Ministério da Justiça, na defesa, a Abear reafirmou que “todos os dados divulgados são verdadeiros e representam de fato queda de preços em determinadas rotas e empresas, que não possui qualquer relacionamento com os consumidores e que quando divulgou as reduções de preço que havia encontrado, não o fez para os consumidores, e sim para a mídia especializada”.

O Ministério também ouviu a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), órgão responsável por regular os serviços das companhias aéreas. “A Anac se manifestou no sentido de que desconhece os parâmetros empregados pela Abear para a divulgação de dados do setor e que não se responsabiliza pelas informações divulgadas ou qualquer analogia feita com os dados publicados pela Agência”, diz a nota do Ministério da Justiça.

Outras pesquisas apontam resultado diferente do apresentado pela Abear.

Segundo dados da Anac, a tarifa média em voos nacionais ficou praticamente estável no segundo semestre do ano passado na comparação com o mesmo período de 2016: passou de R$ 383,9 para R$ 384,21.

Levando em consideração todo o ano de 2017, o preço médio das passagens nacionais foi de R$ 357,16, representando redução de 0,6% em relação a 2016. Foi o menor valor registrado para um ano desde o início da pesquisa, em 2011, segundo dados da Anac.

Por outro lado, os dados de inflação divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no início deste mês apontam que em um ano, os preços das passagens aéreas saltaram 13,33%.

A Abear afirma que a diferença de resultados ocorre em virtude da metodologia adotada pelo IBGE e pela Anac. Enquanto a Anac leva em consideração o valor real de todas as passagens efetivamente vendidas no país, o IBGE avalia apenas uma pequena amostragem, com base nos valores divulgados nos sites das companhias aéreas.

“A apuração do IBGE é imprecisa para o acompanhamento específico de preços de passagens aéreas (esse não é o propósito do IPCA). A cada mês, unicamente por meio de tarifas anunciadas em sites, o Instituto observa no máximo 0,2% do universo de passagens efetivamente comercializadas acompanhado pela Anac (3 a 5 mil bilhetes x mais de 3 milhões de bilhetes)”, afirma a Abear em nota.

A associação diz ainda que a pesquisa de preços do IBGE não tem como avaliar o impacto da cobrança de bagagem, pois os valores pesquisados acrescentam os custos para o transporte de um volume de bagagem despachada, mesmo nas passagens mais econômicas sem uma mala incluída.

Ainda é cedo para conclusões, dizem aéreas

A Abear diz ainda que a nova cobrança “aproxima as regras da aviação brasileira daquelas praticadas há muito tempo nos mercados mais desenvolvidos ao redor do mundo” e que a medida “possibilitou a criação de uma nova família de tarifas, com preços mínimos mais baixos em relação às demais existentes até então”.

No entanto, a Abear diz também que custos para o transporte de bagagens despachadas são apenas um dos fatores de influência. “O nível da atividade econômica nacional, a taxa de câmbio e os preços do petróleo no mercado internacional são, em linhas gerais, os elementos que mais influenciam estes valores, especialmente em curto prazo. Apenas no final do mês de setembro do ano passado todas as quatro grandes empresas brasileiras haviam implementado políticas tarifárias domésticas dentro dessa nova realidade. Ainda é cedo para conclusões sobre a influência da medida na evolução dos preços médios”, afirma a associação.

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Ana Maria Braga assina novo cardápio de voos internacionais da Azul http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/16/ana-maria-braga-assina-novo-cardapio-de-voos-internacionais-da-azul/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/16/ana-maria-braga-assina-novo-cardapio-de-voos-internacionais-da-azul/#respond Mon, 16 Apr 2018 20:32:30 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7272

Cardápio preparado por Ana Maria Braga será servido nos voos para EUA e Europa (Divulgação)

A apresentadora Ana Maria Braga vai assinar o novo cardápio dos voos internacionais da Azul. As receitas serão servidas aos passageiros das classes econômica e executiva nos voos para Estados Unidos e Europa.

O novo cardápio será servido somente no mês de maio e terá duas versões, uma para a classe executiva e outra para a econômica.

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O cardápio na classe executiva inclui salada de rúcula com azeite e mel, saltimboca alla romana (filé mignon com um tipo de purê) e torta de paçoca.

Cardápio da classe executiva preparado por Ana Maria Braga (Divulgação)

Na classe econômica, a apresentadora Ana Maria Braga preparou a receita do prato principal, um guisado de carne com cenoura.

“É um desafio alinhar sabores que possam agradar paladares tão distintos em um momento, na maioria das vezes, especial. Tenho a responsabilidade de tornar essas viagens gastronomicamente inesquecíveis”, afirma Ana Maria Braga em comunicado divulgado pela Azul. A apresentadora fará o lançamento do novo serviço de bordo no início de maio em um voo para Lisboa.

Outras parcerias para o serviço de bordo

Essa não é primeira vez que a Azul recorre a uma personalidade para a assinar o cardápio do serviço de bordo em seus voos internacionais. No ano passado, a empresa fez uma parceria com o programa MasterChef, reality show de culinária da Band. Os participantes tinham de criar um cardápio para ser servido nos voos da empresa.

A Azul também já teve o serviço de bordo internacional assinado pelo restaurante Cacimba, de Fernando de Noronha (PE), e pelo Buzina Food Truck. Nas viagens nacionais, a Azul começou em fevereiro a oferecer cerveja grátis em voos para dez cidades.

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Selo de qualidade mostrará se avião segue regra segura para levar animais http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/11/selo-de-qualidade-aviao-companhias-aereas-transporte-animais/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/11/selo-de-qualidade-aviao-companhias-aereas-transporte-animais/#comments Wed, 11 Apr 2018 07:00:19 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7257

Iata quer melhorar segurança no transporte de animais (iStock)

Depois de a companhia aérea norte-americana United Airlines registrar três graves problemas com o transporte de animais no mês passado, a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês) anunciou a criação de um programa de certificação global para melhorar a segurança e o bem-estar dos animais. As regras incluem como manusear os bichos e até o melhor tipo de engradado para levá-los.

No dia 12 de março, um cachorro da raça buldogue francês morreu após ficar trancado no compartimento de bagagem de mão. Dois dias depois, um pastor alemão que deveria ir do Oregon para o Kansas foi enviado ao Japão. Por fim, no dia 15 de março, após funcionários perceberem que haviam embarcado um cachorro no voo errado, um avião que seguia de Nova Jersey para Saint Louis teve de fazer um pouso em Akron, em Ohio. Com os erros sucessivos, a United suspendeu temporariamente o transporte de animais.

Para evitar essas falhas, a associação que reúne 280 companhias aéreas em todo o mundo criou um programa chamado de Ceiv Live Animals (Centro de Excelência Independente para Validadores de Logística de Animais Vivos) para analisar as práticas adotados pelas empresas. Aquelas que operarem dentro dos mais altos padrões estabelecidos pelas regras da Iata receberão um certificado de transporte de animais vivos.

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Com isso, antes de transportar um animal por avião, o proprietário poderá verificar as companhias aéreas certificadas por adotar boas práticas no transporte de animais. A Iata, no entanto, ainda não informou quando as primeiras certificações devem começar a ser emitidas.

“Como indústria, temos o dever de assegurar que os padrões e as melhores práticas estejam em vigor em todo o mundo”, diz Nick Careen, vice-presidente sênior de aeroporto, passageiros, carga e segurança da Iata em comunicado.

O Ceiv Live Animals vai utilizar parâmetros semelhantes ao do Ceiv Pharma, programa que controla os padrões para o transporte de produtos farmacêuticos. “O novo programa estende essa experiência para o importante campo da saúde, transporte e manuseio de animais” afirma Careen.

A Iata já possui um documento de mais de 460 páginas com todas as regras e padrões que devem ser seguidos pelas companhias aéreas no transporte de animais. O material trata desde a documentação necessária, como manusear os animais e os tipos de caixa de transporte ideais para mais de mil espécies.

O novo programa de certificação da Iata tem como intenção servir de auditoria para garantir que as companhias aéreas sigam todos os padrões exigidos para o transporte de animais. “O Ceiv Live Animals aumenta o nível de competência, operação, gerenciamento de qualidade e profissionalismo no manuseio e transporte de animais vivos no setor aéreo, ao mesmo tempo em que reforça o treinamento e a conformidade em toda a cadeia de fornecimento”, afirma a Iata em comunicado.

A Iata teve como principal parceiro para a criação da nova certificação o centro de recepção de animais do aeroporto de Heathrow, em Londres (Reino Unido). No ano passado, o aeroporto recebeu 16 mil cachorros e gatos, 400 cavalos, 200 mil répteis, 2.000 pássaros e 28 milhões de peixes.

Além de melhorar a segurança e bem-estar dos animais, a Iata afirma que a nova certificação também deve ajudar a combater o comércio ilegal de animais selvagens. O novo programa deve incluir as diretrizes para o transporte aéreo estabelecidas na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres. A convenção regula o comércio internacional de mais de 36.000 espécies de animais e plantas.

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Só agora fidelidade da Avianca aceita compra de voo parceiro direto no site http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/05/programa-de-fidelidade-avianca-compra-passagem-empresas-parceiras/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/05/programa-de-fidelidade-avianca-compra-passagem-empresas-parceiras/#comments Thu, 05 Apr 2018 12:00:44 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7245

Avianca é integrante da maior aliança do mundo, a Star Alliance (foto: Divulgação)

O Amigo, programa de fidelidade da companhia da companhia aérea Avianca Brasil, mudou nesta quinta-feira (5) a forma de emissão de passagens aéreas pelas 28 companhias membros da rede global Star Alliance. A partir de agora, os bilhetes para qualquer um dos 1.300 destinos das empresas parceiras podem ser comprados diretamente pelo site do programa.

As demais companhias brasileiras já aceitavam isso. Membro da aliança OneWorld, a Latam permite o resgate de alguns voos de companhias da rede pelo site do programa Multiplus. A Gol não faz parte de nenhuma aliança, mas o programa de fidelidade Smiles permite a emissão pelo site de passagens de empresas parceiras. O programa TudoAzul tem parceria com a agência ViajaNet para emissão de passagem em qualquer companhia com pontos do programa diretamente pelo site.

No caso da Avianca, no site do programa Amigo só estavam disponíveis passagens para trechos nacionais e internacionais operados pela própria Avianca Brasil. Para as demais companhias da Star Alliance, a única alternativa para a emissão de bilhetes era o atendimento telefônico.

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“Em vez de ter de falar com o call center, informar o destino e a data e depois aguardar para saber a resposta, o passageiro do programa Amigo vai ter facilidade de acesso e visualização de todo portfólio de voos dos parceiros da Star Alliance. Com isso, terá total autonomia para escolher a rota e a companhia aérea para chegar até o destino”, afirma Fabrício Angelim, diretor do programa Amigo.

A Avianca Brasil faz parte da rede Star Alliance desde 2015. Com a mudança promovida nesta quinta-feira, Angelim afirmou que a expectativa é de crescimento de 25% na base de clientes do programa de fidelidade da companhia. “Fechamos o ano de 2017 com 4 milhões de clientes e devemos fechar esse ano com 5 milhões”, diz.

Passagens terão preço fixo

A emissão das passagens nas companhias aéreas parceiras da Star Alliance terá preço fixo. A quantidade de pontos necessária dependerá da região de origem e destino do voo. A tabela completa de preços pode ser consultada diretamente no site do programa.

Veja alguns dos preços:

– Brasil para América do Sul: 20 mil pontos por trecho

– Brasil para América do Norte: 35 mil pontos por trecho

– Brasil para Europa Ocidental: 50 mil pontos por trecho

– Brasil para Ásia Central: 100 mil pontos por trecho

– Brasil para Oceania: 140 mil pontos por trecho

– Voos entre dois destinos dentro da América do Norte: 12,5 mil pontos por trecho

– Voos entre dois destinos dentro da Europa Ocidental: 25 mil pontos por trecho

Além dos pontos exigidos, há ainda a necessidade de pagamento, em dinheiro, das taxas de embarque.

O diretor do programa Amigo afirmou que a disponibilidade total de bilhetes em cada voo ficará sob responsabilidade de cada companhia aérea. Com isso, em época de alta temporada, o passageiro que quiser comprar um bilhete de última hora pode não encontrar voos disponíveis.

O sistema é diferente do adotado pela Avianca nos voos nacionais e internacionais operados pela empresa. O diretor do programa Amigo afirma que todos os lugares do avião são vendidos também com pontos do programa. No entanto, o valor da passagem varia na mesma proporção dos preços em reais.

O diretor do programa Amigo afirmou que a companhia deve implementar ainda neste ano um sistema de compra de pontos. Essa seria uma alternativa para quem não conseguiu acumular os pontos necessários para um determinado trecho. “Isso deve estar disponível no segundo semestre do ano”, afirma Angelim.

Todas as outras companhias aéreas brasileiras já permitem a compra de milhas ou pontos para complementar o valor da passagem.

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Embraer entrega primeiro avião do modelo E190-E2 a uma companhia aérea http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/04/embraer-entrega-primeiro-aviao-do-modelo-e190-e2-a-uma-companhia-aerea/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/04/embraer-entrega-primeiro-aviao-do-modelo-e190-e2-a-uma-companhia-aerea/#comments Wed, 04 Apr 2018 13:43:33 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7229

Embraer E190-E2 durante cerimônia de entrega à companhia Wideroe (Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A Embraer entregou nesta quarta-feira (4) o primeiro avião do modelo E190-E2 para uma companhia aérea. O avião é o primeiro da nova geração de jatos comerciais da fabricante brasileira.

A companhia aérea norueguesa Widerøe foi a escolhida para ser a lançadora do novo modelo. Além do avião recebido nesta quarta-feira, as próximas duas aeronaves a saírem da linha da produção também serão entregues à Widerøe. A companhia fará o primeiro voo comercial com o novo avião no dia 24, na rota entre Bergen e Thonson, ambas na Noruega.

Durante a cerimônia de entrega do novo avião, o presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, afirmou que a nova geração de jatos comerciais é um novo marco na história da empresa. “Hoje entramos em uma nova era na aviação comercial. O E190-E2 é um lindo avião, mas o mais impressionante está onde não se vê, com sua máxima eficiência”, afirma.

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Com capacidade entre 97 e 114 passageiros, o novo E190-E2 recebeu um novo motor e melhorias aerodinâmicas e nos sistemas de controle de voo. As mudanças fizeram com que a nova geração fosse 17,3% mais econômica no consumo de combustível. No início do projeto, a meta da Embraer era gerar uma economia de 16%. “Estamos felizes em superar as nossas próprias expectativas”, afirma Fernando Antonio Oliveira, diretor do programa E2.

Segundo a Embraer, o E190-E2 tem custo por viagem 7% menor do que seu principal concorrente, o Bombardier CS100. No entanto, o custo por assento é 1% maior.

Jato recebe os últimos ajustes antes de ser entregue à companhia norueguesa (Vinícius Casagrande/UOL)

Melhorias aerodinâmicas

A redução do consumo de combustível foi um dos principais objetivos da Embraer na hora de desenvolver uma nova geração de jatos comerciais. Boa parte da economia foi conseguida ao utilizar um novo motor. O modelo utiliza motores da Pratt & Whitney. Somente a troca do motor é responsável por uma economia de 11% de combustível.

Um dos pontos mais comemorados pela Embraer, no entanto, foi o desenvolvimento das novas asas do modelo. Elas receberam um novo desenho e ficaram maiores. Segundo a fabricante, as novas asas permitem uma maior eficiência operacional, que ajuda a economizar combustível.

Na nova geração de jatos comerciais da Embraer, cada avião tem modelos diferentes de asas. Em outras fabricantes, é comum que aviões semelhantes tenham exatamente as mesmas asas. “Projetamos as asas para serem as mais eficientes de acordo com cada modelo”, afirma o diretor do programa E2.

Configuração da cabine de pilotos é bastante semelhante à da geração anterior (Vinícius Casagrande/UOL)

Adaptação dos pilotos e manutenção

A Embraer afirma que a nova geração de jatos comerciais também gera mais eficiência às companhias aéreas por exigir um intervalo maior entre as manutenções obrigatórias. Os aviões da geração E2 podem voar até 1.000 horas antes de fazer as manutenções intermediárias, enquanto o modelo Airbus A320 permite voar até 750 horas.

No caso das companhias aéreas que já têm jatos da Embraer na frota, a adaptação ao novo modelo também poderá ser feita sem a exigência de grandes treinamentos dos pilotos. Segundo a Embraer, os pilotos que já voam aviões da Embraer vão precisar fazer um treinamento de apenas 2,5 dias para se adaptarem à nova geração E2.

“Os pilotos não sentem que é um avião diferente. Podem operar sem um treinamento específico que exija sessões em simuladores de voo. Além disso, podem voar tanto no E1 como no E2”, afirma Oliveira.

Configuração interna segue o padrão 2-2 (Vinícius Casagrande/UOL)

Conforto para os passageiros

O diretor do programa E2 afirmou que uma das preocupações da fabricante no desenvolvimento da nova geração foi com o conforto interno para os passageiros. Uma das exigências das companhias aéreas, segundo Oliveira, era que os aviões mantivessem a configuração 2-2 (sem o assento do meio comum nos aviões da Airbus e da Boeing).

A Embraer apresenta dados de pesquisas feitas pelas companhias aéreas Lufthansa e KLM que apontam que essa é a configuração preferida de seus passageiros. O CEO da companhia norueguesa Widerøe, Stein Nilsen, afirma que isso também pesou na decisão da empresa ao adquirir os aviões brasileiros. “Nossos aviões já têm a configuração de 2-2, e nossos passageiros gostam disso”, diz.

Produção híbrida

Apesar do lançamento da nova geração de jatos comerciais, a Embraer continuará produzindo aviões da antiga geração, pelo menos até atender a todos os pedidos já feitos. Para isso, a fabricante reorganizou toda a sua linha de produção. A Embraer chegou até mesmo a receber uma consultoria da Porsche para decidir o planejamento de fabricação de seus aviões.

As duas gerações de jatos comerciais estarão presentes na mesma linha de produção. No entanto, o processo deles é bem distinto. “Quando a gente olha como o E1 é feito e como é produzido o E2, eles são bastante diferentes”, afirma Daniel Carlos da Silva, gerente sênior de engenheira de produção da aviação comercial da Embraer.

Segundo o diretor do programa E2, a principal diferença está na automação da produção. “O E1 tem 35% de automação, enquanto o E2 chega a 80%”, afirma Fernando Antonio Oliveira.

Novos modelos

Além do E190-E2, a Embraer já está fazendo os testes em voo do E195-E2, o maior avião da nova geração de jatos comerciais, com capacidade entre 120 e 146 passageiros. O primeiro avião do modelo deve ser entregue no próximo ano para a companhia aérea brasileira Azul.

Terceiro membro da família, o primeiro protótipo do E175-E2 deve ficar pronto no próximo ano para iniciar os testes em voo, com a primeira entrega prevista em 2021 para a norte-americana SkyWest. O avião é o menor da família, com capas entre 80 e 90 passageiros.

A Embraer tem a liderança mundial no mercado de jatos comerciais para até 150 passageiros, com participação de 29%. “Precismos defender nossa liderança no mercado. Por isso, decidimos desenvolver o E2”, afirma Oliveira.

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Quer voos diretos para o exterior? Brasil tem 50 destinos sem fazer conexão http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/25/voos-diretos-internacionais-a-partir-do-brasil-lista-de-destinos/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/25/voos-diretos-internacionais-a-partir-do-brasil-lista-de-destinos/#comments Sun, 25 Mar 2018 07:00:48 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7167

A cada semana decolam 1.266 voos com destino internacional (Divulgação)

Os brasileiros que pretendem viajar para o exterior podem escolher entre 50 cidades de 32 países diferentes para chegar ao destino sem a necessidade de fazer uma parada no meio do caminho. As 43 companhias aéreas que operam no Brasil têm 1.266 voos semanais diretos para o exterior, oferecendo 288.911 lugares nos aviões que fazem voos internacionais.

Buenos Aires (Argentina) é a cidade com o maior número de voos saindo do Brasil. São 269 partidas e oferta de 51.076 lugares por semana. Os voos para Buenos Aires são operados por nove companhias aéreas, que decolam de 16 cidades brasileiras.

Na segunda colocação, aparece Santiago (Chile), com 112 voos e oferta de 22.323 lugares por semana. No entanto, apenas três companhias aéreas têm voos diretos saindo de três cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis (SC).

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A Cidade do Panamá aparece na terceira posição com 84 voos diretos a partir de sete cidades brasileiras. Todos os voos são operados pela companhia aérea panamenha Copa Airlines. No total, são 13.104 lugares disponíveis por semana.

Na sequência aparece Miami (EUA), com 79 voos semanais e oferta de 20.474 lugares. Oito cidades brasileiras contam com voos diretos para Miami. Além disso, há mais 15 voos semanais para Fort Lauderdale, cidade próxima a Miami, com oferta de 3.681 lugares.

Os Estados Unidos são o país que oferece a maior quantidade de opções para os viajantes. A partir do Brasil, há voos diretos para 11 cidades norte-americanas. São 228 voos semanais com oferta de 60.738 lugares.

Esse número deve aumentar no meio do ano, quando a Latam inicia um voo regular para Boston e outro, apenas durante a alta temporada, para Las Vegas. Além disso, o Congresso brasileiro aprovou recentemente o acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos, o que vai permitir que as companhias aéreas dos dois países abram mais voos.

O voo com a maior capacidade individual de passageiros é que o liga São Paulo a Dubai (Emirados Árabes Unidos). Operado com o Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, a cada viagem podem ir 490 pessoas.

Os dados foram compilados pelo Todos a Bordo com base nas autorizações atuais de voos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e consideram somente os trechos de ida.

Veja as cidades com voos diretos a partir do Brasil:

Addis Ababa (Etiópia) Lisboa (Portugal)
Amsterdã (Holanda) Londres (Inglaterra)
Assunção (Paraguai) Los Angeles (EUA)
Atlanta (EUA) Luanda (Angola)
Barcelona (Espanha) Madri (Espanha)
Barcenola (Venezuela) Mendoza (Argentina)
Bogotá (Colômbia) Miami (EUA)
Buenos Aires (Argentina) Milão (Itália)
Casablanca (Marrocos) Montevidéu (Uruguai)
Cayenne (Guiana Francesa) Munique (Alemanha)
Chicago (EUA) Nova York (EUA)
Cidade do México (Mèxico) Orlando (EUA)
Cidade do Panamá (Panamá) Paris (França)
Cochabamba (Bolívia) Porto (Portugal)
Córdoba (Argentina) Praia (Cabo Verde)
Dallas (EUA) Punta Cana (República Dominicana)
Detroit (EUA) Punta del Este (Uruguai)
Doha (Qatar) Roma (Itália)
Dubai (Emirados Árabes Unidos) Rosário (Argentina)
Fort Lauderdale (EUA) Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)
Frankfurt (Alemanha) Santiago (Chile)
Houston (EUA) Toronto (Canadá)
Istambul (Turquia) Washington DC (EUA)
Joannesburgo (África do Sul) Zandery (Suriname)
Lima (Peru) Zurich (Suíça)

 

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Clube de milhas de empresa aérea vale a pena ou é cilada? Fizemos as contas http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/13/clube-de-milhas-de-empresa-aerea-vale-a-pena-ou-e-cilada-fizemos-as-contas/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/13/clube-de-milhas-de-empresa-aerea-vale-a-pena-ou-e-cilada-fizemos-as-contas/#comments Tue, 13 Mar 2018 07:00:36 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7057 Reportagem: Vinícius Casagrande / Edição: Maria Carolina Abe

Usar milhas e pontos de programas de fidelidade é uma forma de economizar na compra da passagem aérea, mas nem sempre o passageiro consegue juntar a pontuação necessária, especialmente em voos para o exterior. De olho nesse público, as empresas criaram os clubes de milhagem.

Funciona assim: o cliente paga uma assinatura mensal e, em troca, ganha uma quantidade de pontos ou milhas. Quanto mais cara for a assinatura, mais pontos ou milhas ele ganha. O assinante também tem direito a alguns outros benefícios, como pontuação extra em voos ou ao fazer transferências de cartões de crédito ou programas parceiros, validade maior dos pontos/milhas e promoções exclusivas.


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Voe de graça com compras de R$ 1.400/mês, diz CEO da Multiplus
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Como escolher o melhor plano para você?

Para facilitar a comparação entre os planos, o blog Todos a Bordo calculou quanto custa para o assinante cada ponto ou milha. Nas tabelas abaixo, esse valor aparece na coluna da direita.

Usando esse critério, o Clube 1.000 da Multiplus tem os pontos mais caros: R$ 0,0429 cada.

A Multiplus, aliás, tem uma característica curiosa: é mais barato comprar um ponto no plano intermediário do que no plano top de linha.

A Smiles e o Tudo Azul têm os preços mais baixos no plano que permite acumular até 10.000 milhas ou pontos por mês: R$ 0,0299 cada.

Vale a pena entrar em um clube de milhas?

Para saber isso, é preciso comparar o preço cobrado pela companhia aérea em uma rota e a quantidade de milhas ou pontos necessários para emitir a passagem.

Por exemplo: nos planos que têm as milhas e pontos mais baratos, o lote de 10.000 custa R$ 299. Assim, se uma passagem custar R$ 299, só vale a pena comprar pelo programa de fidelidade se forem necessários menos de 10.000 pontos ou milhas para a emissão do bilhete. Além disso, é preciso calcular o valor das taxas e embarque, que devem ser pagos em dinheiro.

De 9 simulações, em uma o clube de milhas foi vantajoso 

O Todos a Bordo fez nove simulações usando os valores mais baixos cobrados para cada ponto ou milha em cada programa.

Em apenas um caso fazer parte do clube de milhas foi mais vantajoso do que comprar a passagem no site da companhia aérea.

Foi em uma viagem de ida e volta entre São Paulo e Orlando (EUA). Com o clube Smiles, a passagem para voar com a Delta custaria R$ 2.573,33 (80 mil milhas mais R$ 181,33 de taxa de embarque). O mesmo bilhete na companhia aérea norte-americana é oferecido por R$ 2.828,98, uma diferença de 9%.

Veja alguns exemplos:

São Paulo – Miami (Latam e Multiplus)
Ida em 9 de junho e volta em 23 de junho
Pontos necessários: 60.000 + R$ 181,33 (taxa de embarque)
Custos no Clube 5.000: R$ 2.158,80 (60.000 x R$ 0,03598 por ponto) + R$ 181,33 (taxa de embarque)
Total investido: R$ 2.340,13
Preço no site da Latam: R$ 2.187,35
Diferença: R$ 152,77 a menos para compras diretamente no site da Latam (7% mais caro no Clube Multiplus)

São Paulo – Buenos Aires (Gol e Smiles)
Ida em 9 de junho e volta em 23 de junho
Pontos necessários: 30.000 + R$ 332,25 (taxa de embarque)
Custos no Plano 10.000: R$ 897 (30.000 x R$ 0,0299 por milha) + R$ 332,25 (taxa de embarque)
Total investido: R$ 1.229,25
Preço no site da Gol: R$ 1.138,41
Diferença: R$ 90,84 a menos para compras diretamente no site da Gol (8% mais caro no Clube Smiles)

São Paulo – Fort Lauderdale, Miami (Tudo Azul e Azul)
Ida em 9 de junho e volta em 23 de junho
Pontos necessários: 67.000 + R$ 429,08 (taxa de embarque)
Custos no Clube 10.000: R$ 2.003,30 (67.000 x R$ 0,0299 por ponto) + R$ 429,08 (taxa de embarque)
Total investido: R$ 2.432,38
Preço no site da Azul: R$ 2.348,38
Diferença: R$ 84 a menos para compras diretamente no site da Azul (3,5% mais caro no Clube Tudo Azul)

Outros benefícios: bônus, sala VIP e bagagem grátis

Também é possível incluir na conta outros benefícios oferecidos pelos clubes de milhagem. Nesse caso, o valor varia de uma pessoa para outra e é preciso avaliar qual o seu perfil para, então, definir o plano mais vantajoso.

Na Multiplus, por exemplo, o Clube 10.000 dá 30% de pontos extras nas transferências de cartões de crédito ou programas parceiros. Segundo o diretor comercial da Multiplus, Carlos Formigari, cada cliente transfere, em média, 100 mil pontos dos cartões de crédito e 50 mil pontos de outros programas parceiros por ano, o que daria 45 mil pontos extras com a bonificação de 30%. “Nesse caso, o valor de cada ponto passa a ser de R$ 0,0269”, afirma.

Além disso, os associados ainda podem economizar de outras formas, dependendo do programa e do plano escolhido. Alguns oferecem despacho de bagagem gratuito, acesso a sala VIP e pontos qualificáveis para subir de categoria dentro do programa de fidelidade, o que daria mais pontos a cada voo realizado.

O que as empresas dizem

“A ideia do clube é ser um acelerador para acumular mais milhas e ajudar a chegar mais rápido ao objetivo”, afirma André Fehlauer, diretor de produtos da Smiles.

Ele cita como principais benefícios para os associados a validade de dez anos das milhas, bônus nas transferências de cartões de crédito (5% após seis meses e 10% após um ano), desconto de 10% na compra de produtos com milhas no Shopping Smiles, promoções exclusivas de milhas reduzidas, além de pontos qualificáveis para subir de categoria Smiles.

“Toda semana temos algum tipo de promoção exclusiva. Os clientes já sabem como funcionam e esperam até que tenha um valor atrativo para a emissão da passagem para determinado destino”, diz.

O diretor comercial da Multiplus afirma que a última reformulação dos planos, em janeiro, foi feita após uma análise e consulta com os clientes. “É um produto para aumentar os participantes já engajados e pensado para a nossa base de clientes”, diz Carlos Formigari. Segundo ele, o público-alvo são os clientes que já fazem transferência de outros programas e que procuram outros benefícios, como o acesso a salas VIP.

A Tudo Azul foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. Entre os principais benefícios adicionais estão a possibilidade de assinatura anual com desconto de até 14% em relação ao preço normal da mensalidade, bônus ao transferir os pontos do seu cartão de crédito (de 5% após 6 meses e 10% após 12 meses) e pontos extras de acordo com o tempo de permanência.


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Gol faz voo com equipe só de mulheres e comissária transgênero http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/08/gol-tripulacao-feminina-comissaria-transgenero/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/08/gol-tripulacao-feminina-comissaria-transgenero/#comments Thu, 08 Mar 2018 21:27:28 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7043

Tripulação do voo Gol 1020 em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres (Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A Gol fez nesta quinta-feira (8) um voo especial para comemorar o Dia Internacional da Mulher. A bordo do voo 1020, entre os aeroportos de Congonhas (São Paulo) e Santos Dumont (Rio de Janeiro), estava uma tripulação exclusivamente feminina, incluindo uma comissária transgênero –a única da empresa e, segundo a Gol, a primeira do Brasil.

Nicole Cavalcante, 34, entrou na companhia aérea ainda com sua identidade masculina, há oito anos. Quatro anos depois, afastou-se do trabalho por causa de uma depressão.Submetida a tratamento médico, foi diagnosticada com transexualidade.

“A transexualidade a gente sabe desde criança, mas nessa minha depressão fiz tratamento e terapia, e descobri que a depressão vinha disso, de não me assumir. Aí o médico disse: ‘ou você vai ser quem você é ou vai passar a vida toda infeliz e tomando medicação. Hoje, estou supersatisfeita, feliz e realizada”, diz.

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Comissária Nicole Cavalcante faz demonstração dos procedimentos de segurança antes do voo (Vinícius Casagrande/UOL)

Nicole ficou afastada para o tratamento por três anos e voltou ao trabalho há cerca de seis meses. “Antes de voltar a voar, trabalhei internamente [na área administrativa] porque estava trocando a minha documentação. A empresa ainda estava meio sem saber como fazer porque era o primeiro caso, mas foi tudo feito da melhor forma”, diz.

Nicole foi a primeira funcionária transexual da Gol. Hoje, já há mais duas funcionárias transexuais trabalhando na companhia aérea. Como comissária, Nicole ainda é a única.

Durante todo o processo e desde que voltou às atividades de comissária de bordo, Nicole afirma que sempre foi bem recebida. “Quem não sabe da minha história nem percebe. Para quem sabe eu sou super bem aceita”, afirma. “Fui contratada de um jeito e hoje estou de outro, mas a empresa me recebeu super bem. Não tenho o que reclamar de preconceito. Isso não aconteceu comigo e tive essa sorte”, diz.

Nicole (esq.) diz que nunca sofreu preconceito no trabalho por ser transexual (Vinícius Casagrande/UOL)

Para ela, fazer parte de um voo especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher foi emocionante. “Me sinto feliz e honrada de poder mostrar o que eu sou e ser reconhecida por isso. Independentemente de ser transexual ou cisgênera, eu sou uma mulher. Essa homenagem caiu super em boa hora. É assim que a gente quer ser reconhecida”, comemora.

Agora, Nicole torce para que outras pessoas transexuais possam ter as mesmas oportunidades que ela. “A gente tem qualificação profissional e capacidade para exercer qualquer profissão. Só que, infelizmente, o preconceito das pessoas acaba deixando a gente de lado”, diz.

Comissárias de bordo do voo especial da Gol (Vinícius Casagrande/UOL)

Voo especial só com mulheres

A bordo do voo 1020 especial desta quinta-feira estavam a comandante Gabriela Duarte, a copiloto Danielle Chiazza e as comissárias Evelyn Takeda, Juliana Thomas, Vanessa Coelho e Nicole Cavalcante. Enquanto aguardava a autorização para decolagem, a comandante Gabriela anunciou que aquele seria um voo especial.

“Hoje, no Dia Internacional da Mulher, parabenizo todos os clientes e colaboradores. Aproveito também para informar que toda a tripulação deste voo é composta apenas por mulheres, que, juntas com todo o time, ajudam a construir a história da companhia. Aqui na Gol, mais do que gênero, somos diversidade de pensamento e capacidade”, afirmou.

Fora de ocasiões especiais, pode ser raro encontrar um voo com a tripulação exclusivamente feminina. Isso ocorre porque ainda há poucas mulheres com licença de piloto de avião. Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), no Brasil há apenas 41 mulheres com a habilitação de Piloto de Linha Aérea, requisito obrigatório para ser comandante de aviões comerciais.

Comandante Gabriela Duarte (esq.) e Danielle Chiazza (dir.) na cabine do voo 1020 (Vinícius Casagrande/UOL)

Mulheres com licença de piloto

No entanto, esse é um cenário que tende a mudar no futuro. De 2015 a 2017, o número total de mulheres com licença de piloto de avião dobrou.

O avanço maior aconteceu na categoria de piloto privado, o estágio inicial da formação de piloto. O número total de mulheres saltou de 279 parra 740, aumento de 165% nessa categoria.

Entre mulheres que estão iniciando a carreira como pilotos de helicóptero, o aumento foi ainda maior. O número de licenças de piloto privado de helicóptero para mulheres saltou de 47 em 2015 para 167 em 2017, ou crescimento de 255% no período.

No total, o Brasil tem 1.465 mulheres pilotos contra 46.556 profissionais masculinos. As mulheres representam apenas 3% de todas as licenças de pilotos emitidas no país.

‘Basta querer’, diz comandante Gabriela

A comandante Gabriela Duarte afirma que hoje é apenas uma questão de opção para as mulheres se tornarem pilotos de avião. “Acho que hoje não tem mais desafio. Basta você querer, se capacitar e fazer suas horas de voo para conseguir. Tinha muita barreira antigamente, mas hoje as mulheres estão se interessando e estão conseguindo. Por isso, tem esse boom de dobrar o número de licenças de piloto para as mulheres”, diz.

Gabriela afirma que até os anos 1970 as companhias aéreas se recusavam a contratar mulheres para o cargo de pilotos de avião. Desde que essa barreira foi quebrada, no entanto, o avanço ainda é muito lento. “Não sei se é falta de interesse, mas talvez um retardo por todo esse tempo que ficamos barradas”, diz.

Para ela, esse passado pode ter criado o estereótipo de que a profissão de piloto de avião é algo masculino, um pensamento que já está mudando. “Agora, basta a guria querer. Pelo menos foi assim comigo há 16 anos”, diz.

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Brasil terá oferta recorde de passagem direta para Orlando (EUA) em 2018 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/06/voos-diretos-brasil-orlando-recorde-de-oferta/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/06/voos-diretos-brasil-orlando-recorde-de-oferta/#comments Tue, 06 Mar 2018 07:00:41 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7017

Serão 468 mil assentos em voos diretor do Brasil a Orlando em 2018 (Getty Images)

O Brasil terá uma oferta recorde de assentos em voos para Orlando (EUA) neste ano. Uma projeção do aeroporto de Orlando aponta que serão 486 mil assentos disponíveis ligando sete cidades brasileiras a Orlando durante todo o ano. É o maior número desde 2013, quando foram registrados 361 mil lugares em voos diretos entre cidades do Brasil e Orlando.

Atualmente, o Brasil tem 31 voos semanais diretos para Orlando. Até o final do ano, serão criados mais 16 voos semanais, totalizando 47. São os seguintes os voos a serem criados:

Latam: A partir de julho, a empresa começa dois voos semanais entre Fortaleza (CE) e Orlando. A empresa já tem voos para Orlando a partir de São Paulo (todos os dias) e do Rio de Janeiro (quarta, sexta e domingo).

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Gol: Em novembro, a empresa terá sete voos semanais saindo de Brasília (DF) e mais sete de Fortaleza (CE), ambos direto para Orlando. Será um voo diário de cada cidade.

Azul: iniciou em dezembro do ano passado um voo direto entre o aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) e Orlando três vezes por semana (quarta, sexta e domingo). A companhia aérea também tem voos todos os dias a partir do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e quatro vezes por semana (segunda, terça, quinta e sábado) a partir de Recife (PE).

Delta: já opera sete voos semanais (um por dia) diretos para Orlando a partir do aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Brasil está de volta ao mapa

“O Brasil está de volta. O ressurgimento do nosso terceiro maior mercado internacional traz um bem-vindo impulso à economia local”, afirma Phill Brown, CEO do aeroporto de Orlando em comunicado. A quantidade de brasileiros em Orlando só perde para britânicos e canadenses.

O executivo afirma que o crescimento de voos deve gerar um impacto em 2018 de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3,25 bilhões). O valor representa um crescimento de 111% em relação a 2013, quando houve o recorde anterior de voos diretos entre Brasil e Orlando.

O CEO do aeroporto de Orlando avalia que a retomada da economia brasileira é o que vai impulsionar a presença maior de brasileiros na cidade. Ele cita um levantamento da agência Reuters que projeta um crescimento da economia de 2,3% para 2018.

O aeroporto mais movimentado da Flórida

No ano passado, o aeroporto de Orlando se tornou o mais movimentado da Flórida ao superar levemente o aeroporto de Miami em número de passageiros. Segundo dados oficiais, Orlando recebeu 44,61 milhões de passageiros em 2017, um crescimento de 6,41% em relação ao ano anterior (2,7 milhões de passageiros).

Por outro lado, o aeroporto de Miami registrou uma queda de 1,15%. Em 2017, passaram pelo local 44,58 milhões de passageiros. A diferença entre os dois terminais no último ano foi de exatamente 26.662 passageiros.

Cidades com voos diretos do Brasil a Orlando:

Belo Horizonte (MG): Azul

Brasília (DF): Gol (a partir de 4 de novembro)

Campinas (SP): Azul

Fortaleza (CE): Latam (a partir de 5 de julho) e Gol (a partir de 4 de novembro)

Guarulhos (SP): Delta e Latam

Recife (PE): Azul

Rio de Janeiro (RJ): Latam

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