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Aeroportos do país devem adotar fila rápida para passageiro pré-selecionado
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Foto: Getty Images

Alguns passageiros deverão gastar menos tempo para passar pelas barreiras de segurança antes de embarcar em voos domésticos no Brasil. A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) está trabalhando junto com autoridades brasileiras para implantar um sistema de filas separadas em aeroportos destinadas a passageiros pré-avaliados que poderão passar pelo raio X de forma mais rápida.

A ideia é inspirada no sistema utilizado nos Estados Unidos, onde passageiros são dispensados, por exemplo, de tirar o cinto, os sapatos ou o casaco, ou tirar o computador da mala. No Brasil, a medida deverá ter como principal alvo, inicialmente, viajantes a negócios. Algumas rotas, como São Paulo-Rio de Janeiro ou São Paulo-Brasília devem ter maior demanda pelo modelo.

As exigências para que um passageiro seja selecionado para passar mais rápido pela segurança serão definidas pela Polícia Federal. A Iata diz que ainda não há prazo para implantação da mudança, uma vez que o processo ainda está em estágio inicial e o tempo para que seja experimentado pelos passageiros vai depender do que for estabelecido pelas autoridades nacionais.

“O processo vai levar algum tempo, porque as autoridades terão de definir em quais aeroportos isso é aplicável, quais podem colocar a infraestrutura em funcionamento rapidamente, e depois será preciso começar a convidar os clientes a se inscrever. Certamente não é uma coisa de curto prazo, vai levar algum tempo para o programa estar em funcionamento, mas o governo está realmente interessado em melhorar o sistema para o passageiro e, ao mesmo tempo, aumentar a segurança nos aeroportos”, diz Peter Cerda, vice-presidente da Iata para as Américas.

Para a Iata, o procedimento de fila rápida também beneficia a segurança nos aeroportos porque descongestiona a área de segurança. Ao criar uma fila exclusiva para viajantes pré-selecionados, o objetivo é que também a fila comum diminua.

Ainda sobre o tempo que deverá levar até que a fila rápida esteja presente nos principais aeroportos do país, Cerda aponta uma questão que pode ser levantada durante o processo. “Nos Estados Unidos, é feita uma checagem de antecedentes dos passageiros. Para que isso seja feito no Brasil, pode ser necessário ou não mudar alguma lei”.

Outras adaptações necessárias envolvem a tecnologia para verificação de documentos, além da questão logística de separar os grupos de passageiros e destinar equipes de funcionários para o atendimento separado.

Como funciona nos EUA

Nos Estados Unidos, quem quer entrar para o sistema conhecido como TSA PreCheck precisa preencher uma solicitação pela internet, pagar uma taxa de US$ 85 (cerca de R$ 260) e agendar uma entrevista. Na entrevista, é feita a verificação de antecedentes, e as digitais do passageiro são recolhidas.

Se for considerado de risco baixo e, portanto, qualificado para a fila rápida, o viajante passa a ter um indicador desta condição acrescentado ao código de barras do cartão de embarque.

Condutas como interferir nas operações de segurança, apresentar documentação falsa ou carregar objetos proibidos podem levar o passageiro a ser desclassificado do programa.

Na prática, os passageiros nos EUA demoram menos de 5 minutos para passar pelos procedimentos de segurança quando fazem parte do sistema rápido, segundo o órgão responsável pela segurança no transporte. Em um período de grande movimento nos aeroportos norte-americanos, no início de julho de 2014, o órgão afirmou que os passageiros que estavam na fila normal demoravam o dobro desse tempo para passar pelo raio X. A Iata considera que a tempo de espera na fila rápida também deverá ficar abaixo de 5 minutos depois que o sistema for implantado no Brasil.

E o programa deve crescer com o passar dos anos. Nos Estados Unidos, inicialmente apenas as companhias aéreas norte-americanas podiam participar do programa. Hoje são 30 empresas, incluindo estrangeiras. O benefício, que antes era destinado somente a viajantes ‘vip’, atualmente tem mais de 4 milhões de pessoas selecionadas — a meta das autoridades é atingir 25 milhões. Mais de 180 aeroportos nos EUA operam com o sistema de fila rápida.

(Claudia Andrade)

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Este aeroporto é pentacampeão no ranking de melhores do mundo; conheça
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Terminal 3 do aeroporto de Changi, em Cingapura. Foto: TommL/Getty Images

Pelo quinto ano consecutivo, o aeroporto de Changi, em Cingapura, foi eleito o melhor do mundo pelo “Oscar” da aviação, o Skytrax World Airports Awards.

Entre os dez melhores do ranking, cinco ficam na Ásia e quatro, na Europa. O Brasil não tem nenhum representante entre os 100 primeiros colocados.

Aeroportos brasileiros só aparecem em uma lista separada dos melhores da América do Sul. O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, está em quinto lugar nesta lista. O aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, aparece na sétima posição e o de Congonhas, também em São Paulo, na nona colocação.

O melhor aeroporto da América do Sul, pela pesquisa, é o El Dorado, de Bogotá, na Colômbia, que ocupa o 42º lugar no ranking geral.

Cinema e jardim

‘Jardim Encantado’, uma das atrações para os passageiros no aeroporto Changi. Foto: maislam/Getty Images

O agora pentacampeão aeroporto de Cingapura é famoso pelas várias opções de lazer oferecidas aos viajantes, que incluem cinema, spa, jardins e espaço para dormir.

Mais de 100 companhias aéreas oferecem voos para 380 cidades do mundo a partir de Changi. Em 2016, o aeroporto atendeu 58,7 milhões de passageiros.

Ao receber o prêmio, o CEO do grupo que administra o aeroporto, Lee Seow Hiang, afirmou que as instalações estão sendo ampliadas para atender mais passageiros nos próximos anos, mas disse que o objetivo é trabalhar com os parceiros para melhorar a experiência do viajante.

Aeroporto de Changi, em Cingapura. Foto: ronniechua/Getty Images

Pesquisa

A lista dos melhores aeroportos de 2017 foi feita com base em 13,82 milhões de questionários preenchidos por passageiros de 105 nacionalidades. A pesquisa foi feita entre julho de 2016 e fevereiro de 2017, em 550 aeroportos do mundo todo. Foram avaliados itens como serviço de check-in, serviço de imigração, lojas, segurança, transporte.

Veja os 10 melhores aeroportos:

1º Changi, Cingapura

2º Tóquio (Haneda), Japão

Aeroporto de Tóquio (Haneda). Foto: Bennewitz/Getty Images

3º Incheon, Coreia do Sul

Aeroporto de Incheon, em Seul, Coreia do Sul. Foto: Getty Images

4º Munique, Alemanha

Aeroporto de Munique, na Alemanha. Foto: mthaler/Getty Images

5º Hong Kong

Aeroporto de Hong Kong. Foto: LeeYiuTung/Getty Images

6º Hamad, Doha, Catar

7º Nagoya, Japão

Aeroporto de Nagoya (Chubu Centrair). Foto: Getty Images

8º Zurique, Suíça

9º Heathrow, Londres, Reino Unido

10º Frankfurt, Alemanha

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Empresas europeias falam em passagem aérea grátis. É possível no Brasil?
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Foto: Getty Images

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Executivos de duas companhias aéreas europeias revelaram recentemente suas expectativas de que, no futuro, as passagens aéreas poderão ser de graça ou tão baratas a ponto de serem consideradas quase de graça. Mas isso é possível? E, principalmente, é razoável imaginar isso acontecendo no Brasil?

Na visão de Michel O’Leary, da companhia irlandesa de baixo custo Ryanair, a receita das aéreas passaria a vir de produtos e serviços vendidos nos aeroportos. “Tenho esta visão de que, nos próximos cinco ou dez anos, as tarifas aéreas da Ryanair serão gratuitas, no caso de os voos estarem cheios”, disse o executivo durante uma conferência realizada no final do ano passado. “Nós vamos fazer dinheiro com a partilha da receita dos aeroportos, de todas as pessoas que vão passar pelos aeroportos”.

Skúli Mogensen, da Wow Air – islandesa de baixo custo, que anunciou tarifas dos Estados Unidos para a Europa por US$ 70 (cerca de R$ 220) – também acredita que as passagens aéreas deixarão de ser a fonte principal de recursos, como afirmou ao site “Business Insider”. O dinheiro passaria a vir de taxas extras e despesas de viagens, como reserva de hotel, aluguel de carro, alimentação. Os voos baratos serviriam para atrair os clientes.

Chances de chegar por aqui

Os dois executivos comandam aéreas consideradas de “ultra” baixo custo, por oferecerem menos serviços a bordo em troca de tarifas mais baixas. No site da Ryanair, depois que a tarifa mais baixa é selecionada, são oferecidos à parte a escolha do lugar no avião, despacho de bagagem (com preços diferentes para pesos diferentes), embarque prioritário, taxa para levar instrumentos ou equipamentos esportivos e até mesmo, em parceria com outras empresas, a contratação de transfer, aluguel de carro ou reserva em hotel.

No Brasil, a discussão sobre a cobrança de serviços ainda é incipiente. O debate do momento é a liberação para a cobrança por bagagem despachada, com a promessa de que a medida resultará em redução do preço das passagens.

Levando em consideração essas diferenças, é possível pensar em um futuro em que as tarifas por aqui também serão tão baixas até chegar a zero, como o cenário imaginado na Europa?

“Não acho impossível, mas só em condições bastante especiais”, diz o economista Cláudio Frischtak, presidente da consultoria internacional de negócios Inter.B.

Uma possibilidade que ele aponta é a adoção deste modelo em rotas mais competitivas, com volume elevado de passageiros, como a ponte aérea Rio-São Paulo ou o corredor Washington – Nova York – Boston. No entanto, o economista não acredita que esse conceito vá se generalizar, e questiona a viabilidade de sua implantação em voos longos.

Para ele, no Brasil, a adoção desse modelo de tarifa zero, se ocorrer, ainda vai demorar. Entre outros motivos, porque não há nenhuma companhia aérea nacional de baixo custo equivalente a uma Ryanair. “A Europa tem um mercado muito aberto e muito competitivo. Acho que pode ser uma tendência de médio prazo na Europa e nos Estados Unidos, talvez.”

Receita vinda dos aeroportos

Em relação ao cenário em que as aéreas passam a compartilhar a receita dos aeroportos, o economista acha isso possível. Ele explica que os aeroportos reúnem três operações: logística, que envolve o transporte de carga e de passageiros, imobiliária, com estacionamento, torres de escritório e hotéis próximos ao aeroporto, e comercial, funcionando como um grande shopping center. E o grande atrativo para frequentar esse “shopping” são as companhias aéreas.

“Ninguém te cobra para entrar num shopping. As pessoas que estão indo para o aeroporto, inclusive para esperar alguém, estão indo por causa da companhia aérea. Então, ela tem que participar desse ganho”, afirma.

Para Márcio Peppe, sócio da consultoria KPMG no Brasil, as aéreas também podem investir em produtos e serviços nos aeroportos, se considerarem o investimento vantajoso. Como exemplo, ele cita uma mudança no conceito das salas vip, que hoje estão relacionadas ao status de quem viaja na primeira classe e na classe executiva.

“Para a companhia poder tirar um fluxo de receita a partir daí, ela pode criar uma sala vip para todos os passageiros, com serviço diferenciado para quem paga mais, porém para quem voa na classe turística, a locação do espaço em uma sala reservada seria paga”, diz. “A empresa aérea tem que entender se, dentro de sua estratégia de negócio, faz sentido investir nisso”.

Peppe menciona também um exemplo do passado, ao lembrar que a Varig chegou a ser operadora de hotéis. “Naquele momento, fazia sentido oferecer hospedagem”. Nada impede que alguma companhia aérea hoje entre no segmento de hotelaria – sabendo, contudo, que competirá com empresas muito experientes no setor, diz ele.

Custos no Brasil

Ao comentar a tendência de passagem “zero” apontada pelas companhias europeias, Peppe afirma que é preciso levar em consideração que a realidade de cada região é diferente. Ele chama a atenção para a “maturidade econômica do continente europeu”, em contraste com a “juventude da economia brasileira”, como fator que favorece a redução de tarifas na Europa, onde o mercado de aviação é mais desenvolvido.

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas aéreas brasileiras, em sua opinião, está relacionada à moeda. “Aqui, o fluxo de receita é em real, porém existe um custo muito grande denominado em dólar. Isso impacta diretamente o mercado da companhia aérea”. Com exceção dos salários, pagos em reais, custos importantes estão atrelados à moeda norte-americana, incluindo o leasing (arrendamento) do avião e combustível.

Em sua página na internet, a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) afirma que “se uma europeia de baixo custo operasse no Brasil, sua operação seria, aproximadamente, 27% mais cara. O acréscimo viria das despesas com o combustível no país, além dos encargos trabalhistas, entre outros itens”. A associação não quis comentar a possibilidade de, no futuro, a passagem chegar a zero no Brasil.

(Claudia Andrade)

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Sala VIP de aeroporto em Londres vence pesquisa com quarto, chuveiro e spa
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Espaço VIP no aeroporto de Heathrow tem quartos privativos (plaza-network.com)

Espaço VIP no aeroporto de Heathrow tem quartos com chuveiro. Foto: plaza-network.com

Uma sala de 8.100 m2, com quartos privativos, banheiros com chuveiros e um spa para os viajantes. O Plaza Premium Lounge, localizado no terminal 2 do aeroporto de Heathrow, em Londres, na Inglaterra, foi o vencedor de uma pesquisa sobre as melhores salas VIPs em aeroportos do mundo todo.

O levantamento foi feito a partir das notas dadas por aproximadamente 60 mil associados do Priority Pass, programa que dá acesso a mais de 1.000 salas exclusivas em aeroportos de mais de 500 cidades. Esta é a 12ª edição do prêmio.

O espaço no aeroporto londrino venceu na categoria geral, Europa e também foi o primeiro colocado no quesito que avalia a qualidade dos alimentos e bebidas servidos no local.

Entre as salas privativas da região da América Latina e Caribe, o primeiro lugar ficou com o Vip Lounge da parte leste do aeroporto de Guadalajara, no México. O espaço chamado Aeroportos Vip Club, no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, foi apontado como “bastante elogiado”.

Na América do Norte, o campeão foi a sala The Club, no aeroporto internacional Mineta San Jose, na região do Vale do Silício, na Califórnia.  Na Ásia, o espaço vip da Asiana Airlines, no aeroporto internacional de Incheon, em Seul, na Coreia do Sul.

Entre as salas vip da África e Oriente Médio, o primeiro lugar ficou com o Petra Lounge, no aeroporto internacional Rainha Alia, em Amã, na Jordânia.

A pesquisa também indicou o espaço com as melhores instalações para negócios, o Preludium, no aeroporto de Varsóvia, na Polônia, e o que tem a equipe mais atenciosa, o Alaska Lounge, no aeroporto de Seattle Tacoma, no estado americano de Washington.

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Praias, rios, florestas e neve; pilotos escolhem aeroportos mais bonitos
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Pista do aeroporto Santos Dummont, no Rio de Janeiro (Foto: dolphin photo/Getty Images)

Pista do aeroporto Santos Dummont, no Rio de Janeiro (Foto: dolphin photo/Getty Images)

O momento da aterrissagem oferece vistas incríveis em alguns aeroportos do mundo. Privilegiados, pilotos têm uma imagem ainda mais impressionante diante de si na hora do pouso. Na lista abaixo, eles indicam quais são os aeroportos mais bonitos em sua opinião e explicam o que os torna especiais.

Começando pelo Brasil, não é difícil imaginar que o aeroporto Santos Dummont, com a maravilhosa vista do Rio de Janeiro, seria lembrado.

“A aproximação no Santos Dummont, por razões óbvias, é muito bonita. Nós costumamos sempre falar com os passageiros para que observem. A aproximação da pista passa muito perto do Pão de Açúcar. Para as pessoas que têm medo pode ser um pouco desconfortável, mas para nós pilotos, posso adiantar que é uma natureza muito bonita”, diz João Gabriel Macari Neto, comandante e diretor de operações de voo da Azul.

“Sem dúvida é o aeroporto Santos Dumont, por estar localizado num cenário privilegiado, às margens da Baía de Guanabara, entre o Pão de Açúcar, Cristo Redentor e a ponte Rio-Niterói. Além disso, privilegia todos os que voam para este aeroporto com vistas aéreas únicas do Rio de Janeiro”, diz Leonardo Constant, comandante da Gol, sobre seu local preferido.

O comandante da Latam, Ricardo Augusto Saboia, também destaca a beleza do Santos Dummont, mas tem outro aeroporto nacional entre os seus preferidos, o de Santarém – Maestro Wilson Fonseca, no Pará. O motivo? As paisagens de floresta e rio e a praia de Alter do Chão, que fica nas proximidades do final da pista.

O comandante Macari inclui também como destaque entre os aeroportos nacionais o Hercílio Luz, em Florianópolis, Santa Catarina, onde a aproximação para aterrissagem ocorre por cima do mar, em uma paisagem combinada com montanhas.

Vista aérea da cidade de Florianópolis, em Santa Catarina (Foto: Eduardo Valente/Getty Images)

Vista aérea da cidade de Florianópolis, em Santa Catarina (Foto: Eduardo Valente/Getty Images)

Aeroportos internacionais

Fora do país, Macari coloca entre os mais bonitos o pouso noturno no aeroporto Charles de Gaulle, com as luzes de Paris. O comandante Saboia gosta do aeroporto Arturo Merino Benítez, em Santiago, no Chile. Ele afirma que a aproximação é marcada pela vista dos cumes nevados da Cordilheira dos Andes e, mais abaixo, do deserto, que pouco a pouco dão lugar à visão da capital chilena.

Vista da cidade de Santiago, no Chile, com os Andes ao fundo (Foto: Divulgação/Latam Airlines)

Vista da cidade de Santiago, no Chile, com os Andes ao fundo (Foto: Divulgação)

O jornal “Daily Telegraph“, do Reino Unido, também ouviu pilotos sobre seus aeroportos preferidos. Confira algumas as opiniões:

O comandante Al Crawford, da companhia australiana Qantas Airways, gosta de aterrissar no aeroporto da Ilha Hamilton, no arquipélago de Whitsunday, na Grande Barreira de Corais da Austrália. “A aproximação a Hamilton leva você através de lindas praias e vistas de um oceano azul-turquesa. Iates estão sempre na vizinhança e o aeroporto fica perto de uma marina”.

Pouso no aeroporto da Ilha Hamilton, na Austrália

Pouso no aeroporto da Ilha Hamilton, na Austrália (Foto: ihorga/Getty Images)

O piloto Mark Vanhoenacker, da British Airways, diz adorar o pouso no aeroporto Heathrow, em Londres, por causa da visão do rio Tâmisa, mas destaca também a aterrissagem no aeroporto da Cidade do Cabo, África do Sul, descrita por ele como “espetacular”. “Depois de um voo longo e tranquilo durante a noite pela Europa e de uma ponta a outra da África, não há nada como a visão da Table Mountain (montanha da Mesa) surgindo no momento em que o dia amanhece. Do alto, olhando uma das mais belas interseções de terra e mar do mundo, fica evidente por que a cidade é um dos destinos mais populares entre tripulantes e passageiros”.

Vista aérea da Table Mountain, na Cidade do Cabo, África do Sul (Foto: John-James Gerber/Getty Images)

Vista aérea da Table Mountain (montanha da Mesa), na Cidade do Cabo, África do Sul (Foto: John-James Gerber/Getty Images)

Na opinião de Rob Kooyman, piloto da Monarch Airlines, também do Reino Unido, a chegada mais bonita é a do aeroporto de Innsbruck, na Áustria. “A vista dos Alpes que temos da cabine é incrível”, resume, para em seguida enumerar as dificuldades enfrentadas no momento da descida: as montanhas que cercam o aeroporto, a possibilidade de encontrar neve pesada, os ventos fortes e a pista curta. “Mas isso faz com que seja ainda mais gratificante voar para lá”.

Montanhas nevadas nos Alpes, perto de Innsbruck, na Áustria (Foto: ihorga/Getty Images)

Montanhas nevadas nos Alpes, perto de Innsbruck, na Áustria (Foto: ihorga/Getty Images)

O comandante Geoff Leask, da British Airways, menciona o pouso no aeroporto internacional Ibrahim Nasir, em Malé, capital das Maldivas, no sul da Ásia. “O destino ainda tem a visão mais fantástica de atóis de corais que você provavelmente vai ver em qualquer lugar do mundo todo”.

Vista aérea das Maldivas (Foto: Wolfgang Steiner/Getty Images)

Vista aérea das Maldivas (Foto: Wolfgang Steiner/Getty Images)

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Aeroporto do Recife é eleito o melhor
do Brasil; confira os vencedores
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Crédito: Divulvação

O terminal de Recife recebeu cerca de 7 milhões de passageiros em 2014. (Foto: Divulgação)

Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) revela que o Aeroporto Internacional de Guararapes Gilberto Freire, de Recife, é o melhor do Brasil na opinião dos passageiros. Foram ouvidas 64.539 pessoas ao longo de 2014, em 15 aeroportos de grande movimentação no País. O Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, também se saiu bem na votação (confira abaixo a lista completa), vencendo quatro categorias: check in, raio X, conforto e cordialidade.

A partir deste ano, os resultados dessa pesquisa, que é periódica, são convertidos no prêmio Aeroportos + Brasil. O evento inaugural, realizado na quarta-feira em Brasília, contou com a presença do ministro da Aviação, Eliseu Padilha. Ele ressaltou o fato de oito dos 15 terminais avaliados terem obtido nota igual ou superior a 4, em uma escala que vai até 5. Além de Padilha, compareceram representantes de órgãos do governo relacionados ao setor e das concessionárias dos aeroportos.

Alexandre Oliveira da Silva, superintendente do Aeroporto do Recife, afirma que ficou “bastante surpreso” com o resultado. “Sempre fomos bem avaliados, mas eu realmente não esperava o primeiro lugar.” Ele atribui a vitória à ênfase no bom relacionamento interpessoal com os clientes em todos os treinamentos realizados com as equipes do terminal.

Mas também houve reforço de infraestrutura. Para a Copa do Mundo de 2014, o Aeroporto do Recife passou por obras de melhoria na pista de pouso e ganhou dois novos elevadores. Ao longo do ano passado, o terminal recebeu aproximadamente 7 milhões de passageiros, com uma equipe total de cerca de 5 mil funcionários. “Com a vitória, vem a grande responsabilidade de manter essa qualidade”, pondera o superintendente.

Para chegar às nove categorias da premiação, a SAC agrupou os indicadores de maior afinidade entre os 48 itens que fazem já faziam parte da Pesquisa de Satisfação Geral do Passageiro, realizada a cada trimestre. Os terminais melhor colocados receberam um troféu e um certificado. O maior ganho, no entanto, é de imagem. Cada administração poderá exibir seu(s) troféu(s) em suas dependências, além de divulgar cartazes e outros tipos de propaganda com a honraria.

Crédito: Divulgação

Congonhas venceu quatro categorias: check in, raio X, conforto e cordialidade. (Foto: Divulgação)

Prêmio Aeroporto + Brasil

Melhor terminal
Recife (PE)

Check in
Congonhas (SP)

Restituição de bagagem
Santos Dumont (RJ)

Serviço público
Confins (MG)

Raio X
Congonhas (SP)

Facilidades ao passageiro
Curitiba (PR)

Conforto
Congonhas (SP)

Limpeza
Natal (RN)

Cordialidade
Congonhas (SP)

Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com


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