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Cobrança por comida em voos da Latam deve começar ainda neste semestre

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Alimentação distribuída pela Latam em voos internacionais. Foto: Divulgação

A Latam afirmou nesta quarta-feira (22) que deverá começar a cobrar por refeições em voos domésticos até o fim do primeiro semestre deste ano. O anúncio sobre a mudança havia sido feito no final do ano passado, quando a empresa disse que o novo sistema poderia resultar em uma redução de até 20% no preço das passagens até 2020.

Nesta quarta, a CEO da Latam Airlines Brasil, Claudia Sender, falou que a expectativa é de colocar os menus a bordo “até o final do primeiro semestre, começo do segundo semestre”.

A cobrança já foi implantada em outros mercados da Latam, como Colômbia e Peru. O Chile deverá ser o próximo país onde a mudança será feita. Nestes locais, os passageiros agora têm à disposição gratuitamente apenas água. O modelo deverá ser o mesmo no Brasil.

A aérea diz que os preços a serem cobrados pelos produtos no Brasil ''ainda estão em desenvolvimento''. Nos países onde o modelo, chamado Mercado Latam, já está funcionando, os preços não são divulgados pela página na internet, somente nos menus distribuídos a bordo.

Segundo Jerome Cadier, vice-presidente de marketing do grupo, o menu tem 50 itens, entre alimentos e bebidas, com algumas adaptações para o público local. No Brasil, por exemplo, os clientes poderão ter a opção de comprar brigadeiro.

Ao fazer a estimativa de redução da tarifa, a Latam menciona a passagem básica, sem os serviços que poderão ser acrescentados pelo passageiro. Esses serviços não se limitam aos lanches a bordo, incluindo ainda itens como reserva de assento, que poderá ser feita mediante o pagamento de uma taxa.

Dentre as mudanças anunciadas no ano passado, algumas já estão em vigor, como a pontuação diferente no programa de fidelidade de acordo com a tarifa escolhida pelo passageiro.

Enquanto a cobrança por alimento a bordo ganha força no Brasil, nos Estados Unidos, grandes companhias aéreas como Delta e American Airlines decidiram voltar a oferecer lanches de graça em alguns voos, como forma de fidelizar clientes.

Nos EUA, as aéreas cobram separadamente por diversos itens, incluindo bagagem despachada, assunto que tem sido muito debatido recentemente no Brasil.

A expectativa da Latam e de outras aéreas é pela liberação da cobrança no Brasil. Depois de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) permitir que o serviço fosse cobrado, uma liminar da justiça derrubou a autorização. A cobrança deveria ter entrado em vigor na semana passada.

“Há dois anos todos os órgãos e entidades estão sendo convidados para participar desse debate. Nos surpreende que, tão próximo da implantação, essa medida tenha sido suspensa. E só uma parte da medida, as outras continuam, com custos para a companhia aérea”, diz Claudia Sender.

Além da cobrança por bagagem despachada, as novas regras da Anac incluem prazos para reparar danos e indenizar clientes que tiveram a bagagem violada, indenização imediata ao viajante que não conseguir embarcar por overbooking, obrigatoriedade de divulgação do valor final da passagem, com todas as taxas já incluídas, entre outros pontos (veja no álbum abaixo).