Todos A Bordo

Aérea estuda chip comestível que dirá se passageiro tem fome, sede ou sono

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Foto: Divulgação/British Airways

Foto: Divulgação/British Airways

Imagine se, ao cumprimentar a tripulação ao embarcar, o passageiro recebesse uma pílula. Uma pílula digital, para ser engolida com a função de monitorar as reações durante o voo, como fome, sede ou sono.

Por enquanto, isso ainda está no plano das ideias. A tal pílula faz parte de um pedido de patente (link encurtado: http://zip.net/bptzmL)  apresentado pela British Airways, do Reino Unido. A aérea afirma que, ao monitorar as sensações, poderá melhorar a experiência de viagem.

Questionada sobre quais autorizações, por parte dos clientes, seriam necessárias para que um dispositivo invasivo deste tipo fosse utilizado, a companhia britânica não respondeu e limitou-se a dizer, por meio de sua assessoria de imprensa, que “está sempre buscando oferecer inovações aos clientes, seja em termos de design ou transformação digital. Para isso, nós desenvolvemos várias ideias e submetemos muitas patentes”.

Frio, calor, sede

Na solicitação apresentada, a pílula é somente um dos sensores que podem ser usados para obter informações sobre o ambiente que o passageiro está experimentando. Também são previstos sensores de temperatura, iluminação, umidade, movimento corporal, temperatura corporal externa e até de frequência cardíaca ou movimento dos olhos.

No caso das pílulas digitais ou outros sensores que seja possível engolir, o documento menciona o objetivo de detectar a temperatura interna ou a acidez estomacal.

As informações obtidas a partir dos sensores de ambiente e do passageiro vão indicar se a pessoa está acordada, com sono, com fome, nervosa, com calor, com frio, desconfortável etc. e orientará a tripulação para oferecer água quando o passageiro estiver desidratado, um cobertor quando a temperatura ambiente estiver abaixo da preferência do cliente, ou evitar que ele seja acordado no momento da refeição, se ela estiver prevista para ser servida no momento indicado como a fase de sono do passageiro. A proposta também prevê a existência de listas personalizadas de músicas ou vídeos e sugestões de exercícios a bordo.

Outras pílulas

Embora pareça coisa de ficção, a pílula digital já foi inventada. Segundo o jornal britânico “Daily Telegraph”, pesquisadores do MIT desenvolveram no ano passado um sensor do tamanho de uma amêndoa que pode ser engolido. Ele ajuda médicos a monitorarem os sinais vitais de pacientes. O sensor é equipado com microfones e embalado em silicone. Os pesquisadores estimam que ele demoraria um ou dois dias para passar pelo aparelho digestivo.

Uma empresa dos Estados Unidos desenvolveu um sensor que permitiria a profissionais de saúde monitorar se os pacientes estão seguindo as orientações médicas. As autoridades do país rejeitaram planos de usarem esta pílula junto com medicamentos para distúrbio bipolar e depressão.

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