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Quanto as companhias aéreas americanas cobram para despachar bagagens

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Folhapress

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Um custo extra que muitas vezes fica esquecido até a hora em que surge desagradavelmente no momento do check-in é o que as companhias aéreas cobram para despachar bagagens em voos internos. No final de junho, mais uma empresa aderiu a esse tipo de cobrança, a JetBlue, deixando uma única opção entre as principais companhias dos Estados Unidos para quem não quer pagar por nenhuma mala despachada, a Southwest.

Com a mudança, o site Business Insider fez um levantamento e comparou os preços cobrados pelas maiores empresas aéreas dos EUA. Confira:

Alasca Airlines 1 ou duas malas despachadas: US$ 25 cada uma; US$ 75 para cada mala adicional

American Airlines e Delta 1ª mala despachada: US$ 25; 2ª mala, US$ 35; US$ 150 por 3 malas; US$ 200 por 4 malas ou mais

Frontier Cobra taxa mínima de US$ 30 por bagagem de mão de até 15 kg (permite que o passageiro leve itens como laptops, casacos, itens de saúde como equipamentos respiratórios e material de leitura sem custo); 1ª mala despachada custa US$ 20 quando o check-in é feito pela internet; 2ª mala despachada custa US$ 30; cobra US$ 75 por 3 malas despachadas.

JetBlue Cobra US$ 20 pela 1ª mala despachada (US$ 25 se o check-in for feito no balcão); US$ 35 pela 2ª mala e US$ 100 por 3 malas ou mais.

Southwest A cobrança ocorre apenas quando há 3 malas ou mais para serem despachadas. A franquia é de US$ 75.

Spirit Tem várias faixas de preços variando de US$ 21 a US$ 100. Também cobra por bagagem de mão.

United Airlines US$ 25 pela 1ª mala despachada e US$ 35 pela 2ª. Para 3 ou mais, o valor cobrado é de US$ 150.

US Airways US$ 25 para 1ª bagagem despachada; US$ 35 para a 2ª mala; US$ 150 para 3 bagagens e US$ 200 para 4 ou mais.

Vários outros fatores também podem alterar as taxas, desde categoria da passagem comprada, pontuação em programas de fidelidade, até a época em que a viagem é feita (férias, por exemplo). Outro ponto a ser lembrado é o excesso de peso ou tamanho da bagagem, que também vai pesar no bolso.

As maiores companhias aéreas arrecadaram mais de US$ 2,6 bilhões em taxas de bagagens em 2014, segundo números do governo americano. A primeira a fazer esse tipo de cobrança foi a American Airlines, em 2008.

Contrapartida – A decisão da JetBlue foi alvo de vários artigos na imprensa americana. Em um deles, o colunista da Forbes Jonathan Salem Baskin considerou que a empresa perdeu a oportunidade de anunciar algo positivo em paralelo à mudança, como por exemplo, lançar sua própria linha de bagagem de mão, com um tamanho que permitisse que fosse usada sem custo adicional. “Se fizesse isso, poderia chamar a atenção para medidas razoáveis para lidar com espaço limitado de armazenamento de bagagem, ao mesmo tempo em que poderia criar uma tendência de moda com sua marca”.

Fato é que a cobrança por bagagens despachadas une-se a vários outros custos que podem surgir no meio do caminho: taxa para mudar a data do voo, para escolher um assento melhor, para fazer a reserva com ajuda de um funcionário, preço do lanche cobrado a bordo, e muitos outros que precisam ser considerados junto com o preço da passagem.

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