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Maior avião de passageiros do mundo pousa no Rio para buscar atletas
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A380 que pousou na noite de segunda no Galeão (Luis Alberto Neves/Divulgação)

A380 que pousou na noite de segunda no Galeão – Foto: Luis Alberto Neves/Divulgação

POR RICARDO GALLO

O Airbus A380, maior avião de passageiros do mundo, pousou às 20h05 de segunda-feira (22) no Galeão, no primeiro voo comercial com destino ao aeroporto internacional do Rio de Janeiro. O avião da Air France tem capacidade para até 544 passageiros, em dois andares.

Ao chegar, foi saudado com jatos d'água, tradicional recepção quando um avião estreia em voos comerciais em um aeroporto. Clique abaixo para ver como foi o pouso, em vídeo divulgado pelo Galeão em sua página no Facebook:

A aeronave trouxe passageiros de Paris e voltou, à 0h58 desta terça (23), levando atletas que representaram a França na Olimpíada Rio-2016, integrantes do comitê olímpico francês e turistas que vieram assistir aos jogos.

Serão, por enquanto, os dois únicos voos com o A380, programados por causa da Rio-2016. Nos demais dias, a rota Paris-Galeão-Paris será feita com Boeings 777, assim como o percurso entre a capital francesa e o aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Não há previsão, por ora, de a Air France, tal qual outras companhias aéreas internacionais, adotar o A380 nas rotas para o Brasil. O avião é concentrado nos voos para a Ásia.

Gigante já esteve em São Paulo

Os aeroportos do Galeão e de Guarulhos são dois dos 230 terminais no mundo que podem receber o gigante. O A380 esteve em Guarulhos em novembro do ano passado, em um voo comemorativo da Emirates.

A380 da Emirates esteve em São Paulo em 2015; veja como foi

A380 da Emirates esteve em São Paulo em 2015; veja como foi

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Atletas da Rio-16 vão despachar mala na Vila Olímpica, a 36 km do Galeão
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Lounge no Galeão por onde irão passar atletas (Thiago Saramago/Café das 4/Divulgação)

Lounge no Galeão por onde irão passar atletas (Thiago Saramago/Café das 4/Divulgação)

POR RICARDO GALLO

Os atletas que se despedirão da Rio-2016 terão uma operação especial à disposição para voltar aos seus países de origem na segunda-feira (22), dia seguinte ao fim dos Jogos.

Há diferenças em relação a um procedimento de embarque de passageiros convencionais:

1) Empresas aéreas com voos internacionais instalarão estações de atendimento nos prédios da Vila Olímpica, com estafe próprio, para permitir que os atletas façam ali o check-in. A vila fica a 36 km do aeroporto do Galeão, de onde partirão os voos para o exterior;

2) O check-in terá que ser feito com até oito horas de antecedência em relação ao voo. Um passageiro comum que tente o check-in no balcão oito horas antes não consegue fazê-lo –o processo começa quatro horas antes. O governo brasileiro autorizou excepcionalmente a antecipação para distribuir melhor o fluxo de atletas rumo ao Galeão;

3) Os “passageiros-atletas'' despacharão as bagagens na própria Vila Olímpica. Elas serão levadas por carros dos Correios até o aeroporto e, de lá, levadas até os aviões. Esse transporte de bagagens pelos Correios já ocorreu na chegada dos competidores ao Brasil.

O movimento no aeroporto será recorde na segunda-feira. Segundo a concessionária RIOgaleão, que administra o aeroporto, são esperados neste dia 85 mil passageiros, mais do que o dobro dos 40 mil passageiros que o local recebe em um dia normal.

Os competidores passarão por uma nova área do terminal 2 do Galeão, batizada de “Píer Sul'', com mais de 100 mil metros quadrados e 26 pontes de embarque.

Aeroporto do Galeão (Marcos Arcoverde - 22.nov.2013/Estadão Conteúdo)

Aeroporto do Galeão (Marcos Arcoverde – 22.nov.2013/Estadão Conteúdo)


Viajar de executiva chega a custar 7,5 vezes o valor da classe econômica
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Classe executiva da Emirates (Divulgação)

Classe executiva da Emirates (Divulgação)

POR RICARDO GALLO

Quer viajar de classe executiva? Prepare-se para gastar: o valor do bilhete chega a custar 7,5 vezes mais do que uma passagem em classe econômica.

O blog comparou o preço das viagens em dez companhias aéreas (Air France, American, Azul, British Airways, Delta, Emirates, Lufthansa, Latam, Qatar Airways e United).  O critério foram mesmas datas de viagem (ida em 4/10 e volta em 11/10) e voos internacionais de longa distância, diretos, que passam por um hub (centro de distribuição de voos) de cada empresa.

Em cinco das dez empresas, o bilhete ida e volta custava três vezes mais do que na econômica (Air France, Azul, British, Lufthansa e United). Em três (Delta, Emirates e Latam), quatro vezes mais. Na Qatar, cinco vezes mais.

A American teve a maior diferença: 7,5 vezes mais –de R$ 1.550 num voo entre Guarulhos e Nova York em econômica para R$ 11.595 em executiva. As duas executivas mais caras foram na Qatar (R$ 25 mil) e Delta (R$ 18,2 mil).

As classes executivas em voos internacionais normalmente oferecem camas que reclinam 180 graus, telas maiores de entretenimento individual e mais opções de refeição, entre outros. Na terça, a Delta anunciou que a partir do segundo semestre de 2017 terá cabines privativas nos voos com Airbus A350, destinados inicialmente a trajetos entre Estados Unidos e Ásia –não há previsão para o Brasil ser contemplado pela companhia.

*

A seguir, os preços de bilhetes ida e volta e rotas pesquisados:

Air France (Guarulhos-Paris-Guarulhos): R$ 2.900,64 (econômica) e R$ 8.651,99 (executiva)

American (Guarulhos-Nova York-Guarulhos): R$ 1.550 (econômica) e R$ 11.595 (executiva)

Azul (Campinas-Orlando-Campinas): R$ 3.117,75 (econômica) e R$ 8.816,71 (executiva)

British Airways (Guarulhos-Londres-Guarulhos): R$ 4.105,44 (econômica) e R$ 13.445 (executiva)

Delta (Guarulhos-Atlanta-Guarulhos): R$ 4.198 (econômica) e R$ 18.265 (executiva)

Emirates (Guarulhos-Dubai-Guarulhos): R$ 3.060 (econômica) e R$ 11.560 (executiva)

Latam (Guarulhos-Nova York-Guarulhos): R$ 2.610,98 (econômica) e R$ 10.479,88 (executiva)

Lufthansa (Guarulhos-Frankfurt-Guarulhos): R$ 2.851,17 (econômica) e R$ 8.618,53 (executiva)

Qatar Airways (Guarulhos-Doha-Guarulhos): R$ 4.990,14 (econômica) e R$ 25.010,01 (executiva)

United (Guarulhos-Chicago-Guarulhos): R$ 3.407,35 (econômica) e R$ 10.479,88 (executiva)

 


Empresa dos EUA cria 1ª suíte fechada em assentos da classe executiva
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Cabine privativa na nova classe executiva da Delta; serviço estará disponível nos Airbus A350

Cabine privativa na nova classe executiva de Airbus A350 da Delta (Divulgação)

Por Ricardo Gallo

A Delta anunciou a criação de uma suíte individual na classe executiva dos Airbus A350 a partir do segundo semestre de 2017, inicialmente nas rotas entre Estados Unidos e Ásia.

Trata-se da primeira companhia no mundo a oferecer esse produto em classe executiva. Emirates, Etihad e Air France dispõem de suítes privativas em determinadas rotas, mas apenas na primeira classe.

Batizada de Delta One, o serviço estará disponível em rotas internacionais. Serão 32 suítes com portas deslizantes com acesso direto ao corredor, poltronas-cama. A intenção é proporcionar mais conforto e privacidade aos passageiros, diz a empresa, em comunicado.

Depois dos Airbus A350, a frota de Boeing 777 irá gradativamente receber as suítes privativas. O lançamento nas rotas entre EUA e Ásia é a resposta à concorrência das aéreas do Oriente Médio, como Emirates, Etihad e Qatar, que oferecem serviços de qualidade a preços competitivos.


Gol deve estrear em setembro o primeiro avião com wi-fi a bordo
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Veja como foi a instalação do wi-fi no avião da Gol

POR RICARDO GALLO

A Gol deve começar a oferecer internet sem fio aos passageiros a partir de setembro. Será a primeira companhia aérea brasileira a oferecer o serviço, comum em empresas aéreas estrangeiras.

O passageiro poderá acessar o serviço do momento em que entrar no avião até a hora em que sair. A conexão wi-fi será cobrada, em frações: por hora, por exemplo, ou por dia. A Gol ainda não definiu o preço.

Para se ter uma ideia, a Gogo, empresa americana que provê a tecnologia para a Gol e outras companhias, tem em seu site pacotes de uma hora por US$ 5 (cerca de R$ 16) e de 24 horas por US$ 16 (cerca de R$ 51), entre outros.

A Gol começará com um avião, o Boeing 737-800 PR-GUK, que recebeu em maio, em Miami, o equipamento necessário para permitir a conexão via wi-fi via satélite.

Segundo Paulo Miranda, diretor de Produtos e Experiência do Cliente da Gol, a expectativa da empresa é que, até o final do ano, dez aeronaves tenham recebido o equipamento que possibilita o wi-fi.

A empresa pretende estender a tecnologia para toda a frota, cerca de 120 aviões, em dois anos –até o segundo semestre de 2018.

Instalação de equipamento de wi-fi em aeronave da Gol

Instalação de equipamento de wi-fi foi feita em Miami, nos EUA

Falta autorização do governo

A instalação no primeiro avião foi aprovada pela FAA, a agência reguladora de transportes dos Estados Unidos, onde a aeronave foi fabricada. Desde julho, o processo está sob análise da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a quem cabe a liberação final.

Ao Todos a Bordo, a Anac informou que analisa a documentação da Gol.

Enquanto isso, a aeronave aguarda no centro de manutenção da companhia aérea, no aeroporto de Confins (MG), a liberação para voar.

Além de wi-fi, a empresa oferecerá filmes e séries sob demanda, gratuitamente. No Brasil, a Latam já oferece entretenimento sob demanda em seus voos.

Wi-fi em outras aéreas brasileiras

Também está no radar de outras empresas a instalação de wi-fi a bordo.

A Latam disse estudar o tema e pretende oferecê-lo assim que concluir que a cobertura por satélite é satisfatória.

A Azul também informou estudar a viabilidade do wi-fi a bordo, mas ainda não há definição a respeito.

Em recente evento da Abracorp (Associação Brasileira de Viagens Corporativas), um executivo da Avianca sinalizou disposição de adotar o sistema. Procurada, a Avianca não negou nem confirmou a informação.

Tags : Gol wi-fi


Queijo e bacon: Avianca vai servir quiche na ponte aérea durante dois meses
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Na ponte aérea, quiche com muffin de sobremesa - Foto: Divulgação/Avianca

Na ponte aérea, quiche com muffin de sobremesa – Foto: Divulgação/Avianca

A Avianca começou a servir quiche quente nos voos entre o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e o Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A opção ficará disponível pelos próximos dois meses, segundo a companhia aérea.

Serão quatro sabores, alternados semanalmente: primeiro, quiche de queijo, em seguida quiche com pedaços de bacon, de escarola e de ricota com peito de peru.

Como sobremesa, a companhia oferece frutas da estação ou muffins.

Na ponte-aérea e nos voos com mais de uma hora de duração, a Avianca Brasil diz que oferece sanduíches com recheios variados; nos voos com menos de uma hora, serve bombons ou bolinhos.


Como a Esquadrilha da Fumaça escreve no céu?
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Imagem: Getty Images

Imagem: Getty Images

Além das acrobacias, os aviões da Esquadrilha da Fumaça brasileira costumam escrever mensagens no céu durante suas apresentações. Geralmente, são frases homenageando o país (como “pátria amada, Brasil'' ou “somos todos Brasil''), as cidades por onde passam (“Eu amo Brasília'') ou campanhas (como “todos contra o Aedes'' ou “zica zero'').

Embora pareça complicado, o processo para a escrita é mais simples do que muitas manobras feitas por esses pilotos. A maioria das ações são controladas via computador.

Como ensinar o avião a escrever?

Geralmente, quem determina o que será escrito é o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, a Seção de Operações e a Seção de Comunicação Social da Esquadrilha da Fumaça.

Depois de escolhido o texto, é preciso calcular a quantidade de fumaça (feita a partir da queima de óleo) e em que intervalo de tempo ela deve ser liberada pelo avião para formar as palavras no céu. Esse cálculo é feito por um programa de computador chamado Proesa (Programa de Escrita Aérea). O software foi criado em 2013 pela Embraer, fabricante do avião A-29 Super Tucano , usado pela Esquadrilha.

Após o cálculo, os dados são salvos em uma espécie de pendrive e transferidos para o computador de cada um dos sete aviões que fazem parte da apresentação. Cada pendrive é capaz de carregar até 12 frases, ou seja, é possível escrever até 12 frases diferentes em um mesmo voo.

Cada letra tem, aproximadamente, 100 metros de altura. Algumas frases chegam a ter um comprimento de três quilômetros. A ideia é que não sejam formadas frases muito longas para que a fumaça não desapareça antes mesmo de a frase ficar pronta.

A vez dos pilotos

A uma altura de mais ou menos 2.440 metros, os sete aviões se posicionam uma ao lado do outro, com uma distância de três metros entre eles e uma velocidade de 370km/h. Essa formação é chamada de “linha de frente”.

A partir do comando de um dos pilotos, cada avião começa a liberar (e deixa de liberar) pequenas quantidades de fumaça, de acordo com as instruções que recebe do computador de bordo. Para isso, o piloto precisa apenas apertar um botão no manche. 

Essas pequenas quantidades de fumaça, quando vistas de longe e juntas, formam as palavras.

A primeira escrita que a Esquadrilha da Fumaça fez foi sobre a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), em 1956. Quatro aviões NA T-6 escreveram “FAB” no céu.

A Esquadrilha da Fumaça

O nome oficial da Esquadrilha da Fumaça é Esquadrão de Demonstração Aérea. Criado em 1952, o grupo é responsável pela divulgação da Força Aérea Brasileira (FAB) no Brasil e no exterior, participando de eventos aeronáuticos em diferentes países.

A esquadrilha é composta por 13 pilotos altamente treinados e capacitados e sua sede fica em Pirassununga (a 211 km de São Paulo). Também há uma equipe de especialistas responsáveis pela manutenção dos aviões, que são chamados “Anjos da Guarda''.

Fonte: Força Aérea Brasileira

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Quer conhecer o novo caça da FAB? Brasília tem visita à cabine do Gripen
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Imagem: Reprodução/FAB

Imagem: Reprodução/FAB

De segunda-feira (25) até domingo (31), quem estiver passeando pelo Shopping Iguatemi, em Brasília (DF), poderá ver de de perto uma réplica em tamanho real do Gripen NG, novo caça da FAB (Força Aérea Brasileira).

Segundo a FAB, o visitante poderá entrar no cockpit e se sentir como um verdadeiro piloto de caça. É preciso agendar dia e hora no site do evento: http://www.fab.mil.br/ofuturochegou/

A visitação é gratuita e dura até 10 minutos. Cada visitante cadastrado pode levar, no máximo, mais dois acompanhantes para subir na cabine (crianças menores de 12 anos devem estar acompanhadas de um adulto cadastrado no site).

Imagem: Reprodução/FAB

Imagem: Reprodução/FAB

A réplica do avião é feita de fibra de vidro, madeira e metal. Armamentos que poderão ser utilizados no Gripen, como o míssil A-Darter, também fazem parte do protótipo.

Imagem: Reprodução/FAB

Imagem: Reprodução/FAB

Sobre o caça

O Gripen NG, da fabricante sueca Saab, é um caça de última geração que deve ser usado pela FAB nos próximos 30 anos. A compra de 36 aeronaves foi anunciada no final de 2013. Em maio deste ano, a fabricante apresentou a nova geração do caça, chamada de Gripen E. O modelo tem a mesma base da versão escolhida pela Força Aérea Brasileira.

Após anos de indefinição, a empresa sueca venceu a disputa contra o modelo Rafale, da francesa Dassault, e o F/A-18, da norte-americana Boeing.

Os primeiros modelos (verdadeiros) do caça devem chegar ao Brasil a partir de 2019 para fazer parte do sistema de defesa aérea do país.

Oportunidades

Além da exposição do Gripen NG, os visitantes também poderão conhecer mais  sobre o futuro da Força Aérea e obter informações sobre carreira na área.

Serviço:

  •   25 a 30 de julho: das 10h às 22h
  •   31 de julho: das 14h às 20h
  • Local: Praça Central do Shopping Iguatemi – SHIN Ca 4 Lote A – Lago Norte – Brasília – DF

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Carro voador é novidade? Modelos já existiam desde a década de 1930
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Pode parecer um exercício de ficção, mas a ideia de entrar em um carro e optar por dirigi-lo no chão ou voar ronda a imaginação de muitos inventores há bastante tempo.

O único problema é que, pelo menos até o final dos anos 2000, o que vimos foi uma sequência de invenções que praticamente não saíram de sua versão protótipo, como o Wagner Aerocar, misto de carro e helicóptero, ou o avião de Waldo Waterman, que teve apenas cinco modelos construídos.

Conheça a história de alguns deles:

1937 – Waterman
Em 1937, um dos pioneiros da aviação, o americano Waldo Waterman, construiu uma engenhoca considerada um dos primeiros carros capazes de voar no mundo. Para criar o “avião”, Waterman utilizou vários componentes de um carro comum, como maçanetas, gerador, bateria, motor e capô. Para funcionar no chão, as duas asas podiam ser destacadas separadamente. O primeiro voo aconteceu em 21 de fevereiro de 1937 e apenas cinco exemplares foram construídos.

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Imagem: Reprodução/Smithsonian Airspace Museum

1946 – Convair Model 116 e 118
O primeiro protótipo do Convair Model 116 ficou pronto em 1946 e fez 66 voos de teste. O carro tinha motor de 130 cavalos e chegava a 177 km/h em voo e 100 km/h em terra. O plano inicial era a produção comercial de mais de 100 mil unidades. Mas em um dos testes da segunda versão do carro voador, o Convair Model 118, foi preciso fazer um pouso forçado e o veículo ficou destruído. O projeto foi cancelado logo em seguida.

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Reprodução/ Domínio público

1949 – Aerocar
O Aerocar era um carro voador de dois lugares, quatro rodas e com uma velocidade de 160 km/h. Custava US$ 25 mil e levava apenas cinco minutos para ser convertido de avião para carro (suas asas eram dobráveis). Embora seu inventor, Moulton Taylor, tenha conseguido atrair a atenção de vários compradores, apenas seis modelos foram construídos. Um deles continuou voando até 2008.

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Reprodução/Museum of Flight

1953 – Bryan Autoplane
O carro voador tinha asas retráteis e voou pela primeira vez em 1953. Sua segunda versão chegou a 80 horas de voo e rodou mais de 6.000 quilômetros antes de sofrer um acidente. A terceira versão, que foi feita a partir de um Chevrolet Corvair, caiu durante um voo rasante em 1974, deixando uma pessoa morta.

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Reprodução/Domínio Público

1965 – Wagner Aerocar
Um misto de carro e helicóptero, o Wagner Aerocar não passou da fase de protótipo, uma vez que sua comercialização era muito cara e difícil. O pequeno helicóptero tinha capacidade para quatro pessoas e fez poucos voos de teste. Seu último voo foi no início da década de 1970.

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Reprodução

1973 – Ave Mizar
Dois protótipos do carro foram construídos a partir de uma combinação de um avião Cessna Skmaster e um automóvel Ford Pinto. Apenas um deles participou de testes. Em 11 de setembro de 1973, durante um voo de teste, uma das asas soltou-se do automóvel, provocando sua queda e explosão. Duas pessoas morreram.

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Reprodução/Doug Duncan

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Airbus usa drone para inspecionar avião, e tempo é cortado de 2h para 15min
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Imagem: Divulgação/Airbus

A Airbus e a empresa americana de tecnologia Intel estão testando o uso de drones adaptados para inspecionar possíveis falhas de componentes ou detectar danos em aviões antes de serem entregues aos clientes.

Atualmente, uma vistoria do tipo é feita por funcionários da empresa e leva, em média, 2 horas. Com o drone, o tempo é reduzido para 15 minutos.

As duas empresas adaptaram um AscTec Falcon 8, usado principalmente em levantamentos topográficos. O drone recebeu câmeras capazes de fazer uma série de imagens com uma resolução de 42 megapixels.

Para a tarefa de inspeção, o drone é programado para percorrer uma “rota” predeterminada em torno do avião e tirar uma sequência de fotos da aeronave. A primeira demonstração aconteceu na semana passada, em uma feira de aviação na Inglaterra.

Imagem: Reprodução/Airbus

Imagem: Reprodução/Airbus

Em média, 150 imagens são capturadas e enviadas a um programa de computador que as “encaixa” em um protótipo virtual do avião. Nele, é possível aumentar determinadas áreas para olhar mais de perto possíveis falhas.

Imagem: Reprodução/Airbus

Imagem: Reprodução/Airbus

Segundo a Airbus, o objetivo da nova tecnologia é otimizar o tempo usado para inspecionar os aviões antes de serem entregues aos clientes.

 

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