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Férias terão mais de 9.000 voos extras deste fim de semana até o Carnaval
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Saber claramente o que está incluído no preço das passagens facilita a vida do viajante (Foto: Marcelo Justo/FolhaPress)

Companhias recomendam o check-in pela internet (Foto: Marcelo Justo/FolhaPress)

Com a chegada do verão, as festas de final de ano e as férias escolares, as companhias aéreas brasileiras se preparam para colocar em operação mais de 9.000 voos extras.

Os voos adicionais começam já neste final de semana e devem prosseguir até o Carnaval, no final de fevereiro. Serão cerca de 5.000 voos adicionais da Gol, 3.000 da Azul e 1.000 voos da Latam, com um total de mais de 1 milhão de assentos disponíveis. A Avianca deve divulgar a relação de seus voos extras somente na próxima semana.

As rotas devem atender todas as regiões do Brasil, com ênfase maior no Nordeste e Sudeste. No caso dos voos internacionais, os principais destinos serão países da América do Sul e os Estados Unidos.

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

Gol terá 5.000 voos extras até o final do Carnaval  (Foto: Divulgação)

Gol

A companhia reforçou as operações nos aeroportos das regiões Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que costumam receber grande concentração de passageiros neste período.

Além dos voos extras, em mercados já existentes, a Gol criou 58 rotas para facilitar o deslocamento dos clientes em voos diretos. Entre os destaques, estão as operações inéditas, sem escalas, com decolagens dos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ), de Campinas (SP), Curitiba (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Foz do Iguaçu (PR), Porto Alegre (RS), Belém (PA), Cuiabá (MT), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Vitória (ES) com destino às capitais da região Nordeste.

Nas rotas internacionais, a empresa coloca em operação novas opções de rotas para Santiago, no Chile, com saídas do Rio de Janeiro e de Florianópolis (SC). Montevidéu, no Uruguai, terá voos diretos partindo de Salvador (BA).

Aos clientes que viajam para a Argentina, a companhia ampliou o número de frequências com destino a Buenos Aires, com partidas de Florianópolis e Rio de Janeiro.

(Foto: Divulgação)

Novas rotas devem ser concentradas nos aeroportos de Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG) (Foto: Divulgação)

Azul

A maior parte da operação da Azul estará concentrada nos aeroportos de Viracopos, em Campinas, e de Belo Horizonte, onde a companhia tem seus dois principais centros de distribuição de voos.

Entre as rotas em destaque, estão os novos mercados temporários que ligarão Viracopos a Belém e São Luís (MA), assim como a inclusão das rotas que conectam Belo Horizonte a Aracaju (SE), Fortaleza (CE) e Natal (RN).

A companhia também ofertará mais voos diários para Florianópolis, Recife (PE), Maceió (AL), Fortaleza, Natal, Cabo Frio (RJ), Porto Seguro (BA) e Ilhéus (BA), além de ligações semanais para diversos outros destinos.

No mercado internacional, a Azul terá voos extras para Fort Lauderdale/Miami, nos Estados Unidos, e Montevidéu e Punta del Este, no Uruguai.

(Foto: Divulgação)

Latam espera transportar um total de 5 milhões de passageiros na alta temporada (Foto: Divulgação)

Latam

Somando os voos regulares e os mais de 1.000 voos extras, a Latam espera transportar cerca de 5 milhões de passageiros durante a alta temporada de verão.

A companhia contará com 800 voos adicionais no mercado nacional, com destaque para o Nordeste, e outros 200 voos extras para o exterior, especialmente para Miami, Orlando e destinos da América do Sul.

A empresa anunciou na última sexta-feira (2) um conjunto de ações para garantir a eficiência das operações. “Antecipamos todas as manutenções programadas para termos uma frota reserva de aviões em caso de necessidade”, afirmou o diretor do Centro de Controle de Operações Aéreas, Samuel di Pietro.

Com isso, a companhia terá seis aeronaves de reserva, sendo três Airbus A320, um Airbus A321, um Boeing 767 e um Boeing 777. Os aviões de reserva devem ficar nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (DF), onde a Latam tem a maior parte dos voos.

Recomendação aos passageiros

Para evitar atrasos de voos com o aumento do fluxo de passageiros nos aeroportos brasileiros, Latam, Gol e Avianca alteraram o tempo limite de check-in de 30 minutos para 40 minutos nos aeroportos de São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão) e Brasília.

“Nessa época, há muitos passageiros que não têm o hábito de viajar ou que estão voando pela primeira vez. Alguns podem se atrasar ou se perder dentro do aeroporto e complicar as operações”, afirmou o diretor da Latam.

Para agilizar ainda mais os procedimentos de embarque, as companhias recomendam aos passageiros o check-in antecipado pela internet, celular ou totens de autoatendimento dos aeroportos.

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Brasil perde 18% dos voos de empresas estrangeiras em um ano
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Etihad deve deixar de voar para o Brasil em março de 2017 (Foto: Divulgação)

Etihad deve deixar de voar para o Brasil em março de 2017 (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A instabilidade política e econômica pela qual passa o Brasil nos últimos tempos tem afastado companhias aéreas estrangeiras e reduzido a oferta de voos internacionais no país.

O Brasil teve uma redução de 18% na oferta de voos internacionais feitos por companhias aéreas estrangeiras no último ano. Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), empresas de fora do país atualmente realizam 632 voos por semana. Há um ano, eram 769 voos.

Nos últimos meses, grandes empresas como Singapore Airlines e Korean Airlines abandonaram suas operações no país e a Etihad já anunciou que deixará de voar para o Brasil a partir de março do próximo ano.

Também deixaram o Brasil a LAN Colômbia, que atualmente faz parte do grupo Latam, e a US Airways, que foi incorporada pela American Airlines após a fusão das duas empresas.

Por outro lado, a Edelweiss Air, da Suíça, começou a voar para o Brasil em 2016, ligando Zurique ao Rio de Janeiro.

Com isso, o Brasil passou a ter 40 companhias aéreas estrangeiras com voos regulares para o país. São três a menos do que há um ano.

Apesar da diminuição do número de voos e de empresas estrangeiras, o número de países com voos diretos para o Brasil permaneceu estável no período. São 61 países com voos sem escala. É que a Singapore e a Korean precisavam fazer uma parada para reabastecimento antes de chegar aos seus destinos finais. Por conta disso, seus dois países de origem não entram na conta.

Redução de frequências

Apesar de continuarem operando no país, muitas companhias aéreas reduziram a quantidade de voos. A American Airlines, por exemplo, cancelou suas operações no aeroporto de Viracopos, em Campinas, de onde voava para Miami e Nova York. O voo entre São Paulo e Los Angeles deixou de ser diário para ter apenas cinco frequências semanais.

A TAP também cancelou suas operações em Viracopos. A empresa tinha um voo direto para Lisboa. A rota, no entanto, passou a ser operada pela brasileira Azul.

A alemã Lufthansa foi outra que diminuiu sua operação no Brasil. No final de outubro, a empresa deixou de voar a rota entre São Paulo e Munique.

A ligação entre Rio de Janeiro e Londres também teve uma redução de frequência dos voos operados pela British Airways. A companhia britânica passou a voar cinco vezes por semana na rota entre as duas cidades. A redução acontece de 30 de outubro deste ano a 25 de março de 2017.

A espanhola Iberia também diminuiu de seis para cinco voos semanais na rota entre Madri e o Rio de Janeiro.

Em comum, todas alegam a diminuição da demanda e a crise econômica. “A situação econômica brasileira atual também tem seus efeitos sobre o transporte aéreo. Uma severa queda na demanda por voos para a Europa não nos permite, sob uma perspectiva econômica, manter nossa oferta local de voos no patamar atual”, diz o comunicado da Lufthansa emitido na época do anúncio do cancelamento dos voos.

Empresas brasileiras

As companhias aéreas nacionais também reduziram seus voos, mas passaram a voar com aviões mais cheios. Embora no mês de outubro tenham ofertado 2,83% a menos de assentos se comparado ao mesmo mês do ano passado, as quatro principais companhias brasileiras transportaram 6,38% a mais de passageiros em voos internacionais.

O cenário serve como um pequeno alívio para compensar as perdas no mercado nacional. As companhias nacionais registraram pelo 15º mês consecutivo uma diminuição no mercado doméstico. Em outubro, houve uma queda de 6,88% no número de passageiros em voos nacionais.

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Por que algumas pessoas fazem fila com tanta antecedência para embarcar?
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Foto: InkkStudios/Getty Images

Foto: InkkStudios/Getty Images

Você já deve ter se perguntado por que as pessoas formam filas tanto tempo antes do início do embarque – às vezes, antes mesmo de algum funcionário da companhia aérea aparecer. Ou talvez você seja uma dessas pessoas que fica perto do portão de embarque e inicia a fila assim que possível.

Mas de onde vem essa vontade de entrar logo no avião? Isso tem uma explicação psicológica, como a especialista em comportamento Judi James explicou ao jornal britânico ''Daily Mail''. Alguns pontos destacados servem para explicar por que muitos gostam de esperar em filas, em geral – não apenas para embarcar. Mas também há explicações ligadas diretamente ao ato de voar.

Medo de perder alguma coisa

Judi afirma que, no momento em que o ser humano vê uma fila, mesmo que o cérebro diga que não fará diferença esperar na fila ou não, o medo de perder alguma coisa se sobrepõe.

Querer ser o primeiro

Muitos sentem-se diminuídos quando veem outras pessoas na frente. O que é uma sensação totalmente irracional, como indica a especialista.

Ansiedade

Viajar, por si só, é algo sério para todos. Mesmo que não tenhamos problemas para voar, entramos em um estado de ansiedade, diz Judi James.

Ter um propósito

O tempo passa mais rápido quando se tem um propósito. A especialista dá exemplos: 1 hora pode parecer 3 horas quando se está entediado, da mesma forma como 1 hora parece só 5 minutos quando é preciso levantar para trabalhar.

“Fazer fila para embarcar pode dar a sensação de que o tempo está passando mais rápido do que se você está à toa”

Reservar espaço

Humanos são muito territoriais, destaca a entrevistada ao jornal britânico. Por isso, mesmo sabendo que provavelmente terá espaço suficiente para guardar a bagagem, muita gente quer entrar logo no avião para garantir que seus pertences terão lugar assegurado no compartimento localizado sobre seu assento.

Além disso, há quem queira entrar logo para garantir até mesmo que terá espaço no descanso de braço da poltrona.

Mentalidade de 1ª classe

Essa análise serve não apenas para quem faz questão de ser o primeiro da fila, como para quem espera até o último momento para embarcar. Existe nesses casos um sentimento de “merecimento” envolvido – é o que a especialista chama de mentalidade de 1ª classe.

Ela faz uma comparação com o que classifica de instinto de manada: “Os animais confiantes são aqueles que estão na frente ou os que não podem ser incomodados e andam por aí, mesmo com o risco de serem atacados”.

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Empresa aérea lança marca própria de gim, mas só para clientes da 1ª classe
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Foto: Stuart Bailey/Divulgação

Foto: Stuart Bailey/Divulgação

A companhia aérea British Airways, do Reino Unido, criou sua própria bebida alcoólica. É um gim que será servido somente para clientes da primeira classe, na sala vip da empresa no terminal 5 do aeroporto de Heathrow, em Londres.

A bebida também será usada na preparação do gim tônica, que é uma das bebidas mais pedidas a bordo: mais de 3 milhões de drinks são servidos pela companhia aérea anualmente.

O gim personalizado foi criado por uma destilaria premiada, a Cambridge Distillery, com base em vários testes feitos com clientes da primeira classe.

Dono da destilaria, William Lowe disse em comunicado que “o manjericão, o alecrim e o tomilho são colhidos das nossas próprias hortas e destilados separadamente para garantir a temperatura ideal de cada ingrediente e então são misturados cuidadosamente”.

Cada garrafa com a marca British Airways é envasada e selada manualmente em Cambridge.

A destilaria também produz uma bebida especial para a Câmara dos Lordes (espécie de Senado), que é vendida no Parlamento britânico. Outra criação da empresa é tida como o gim mais caro do mundo, vendido por 2.000 libras a garrafa (cerca de R$ 8.500).

A partir do ano que vem, os passageiros da primeira classe também poderão usar uma nova área exclusiva no aeroporto de Heathrow, com check-in e segurança exclusivas.

Também a partir de 2017, os passageiros da classe econômica em voos curtos deixarão de receber lanches gratuitos a bordo.

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Será possível pilotar um avião apenas com a mente?
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Imagem: iStock

Imagem: iStock

Um sistema de controle que responde a comandos mentais, sem que seja necessário nenhum acionamento manual. Uma empresa americana pesquisou durante 12 anos para chegar a este resultado. Sim, existe um avião que pode ser pilotado com a mente.
Mas calma, isso não significa que no futuro teremos aviões comerciais comandados apenas com o poder da mente. Esse cenário de ficção científica envolveria riscos muito altos e baixo retorno para a empresa.

O objetivo da Honeywell Aerospace é usar a pesquisa para melhorar a atuação dos pilotos. Eles poderiam, por exemplo, usar a tecnologia para fazer a verificação de procedimentos, ampliar um mapa e realizar tarefas que não sejam fundamentais.

A explicação foi dada por Santosh Mathan, pesquisador de neurotecnologia da empresa, ao repórter da revista Wired Jack Stewart. Ele foi o primeiro, fora o criador do sistema, a pilotar o turbo-hélice King Air C90 da Beechcraft adaptado para a tecnologia.

Imagem de um teste em voo realizado pela empresa (Divulgação/Honeywell)

Imagem de um teste em voo realizado pela empresa (Divulgação/Honeywell)

A experiência

Sem licença de piloto e sem nenhuma experiência de voo, ele realizou algumas manobras básicas como subir, descer, virar. Sem usar as mãos.

A preparação para o voo incluiu a colocação de uma touca com 32 furos por onde passam os eletrodos que são ligados ao couro cabeludo do piloto. O avião tem uma tela com setas que indicam as quatro direções e um indicador de nível de voo no centro.

Cada comando cerebral é indicado por meio de flashes verdes. A tarefa do piloto é se concentrar na seta que representa a manobra que se quer fazer. Quando o flash está no comando certo, o cérebro cria um sinal elétrico que nem sempre é fácil de detectar.

Concentração

O pesquisador Santosh Mathan perto do King Air usado nos testes (Divulgação/Honeywell)

O pesquisador Santosh Mathan e o King Air usado nos testes (Divulgação)

Para assegurar que está captando um comando intencional e não uma contração muscular dos olhos, o computador espera até registrar vários sinais seguidos. Cada movimento leva pelo menos 10 segundos de concentração pesada, às vezes mais do que isso, conta o repórter. Segundo o criador, o sistema poderia ser calibrado ao cérebro da pessoa para acelerar a resposta.

Mathan afirmou à revista que o verdadeiro potencial do sistema está em pesquisar formas de manter a atenção dos pilotos. “Todos nós sabemos que existem limitações no desempenho do ser humano. Esperamos que o trabalho que estamos fazendo ajude a criar tecnologias mais robustas para monitorar estados cognitivos que podem afetar os pilotos.”

Nos vários voos já realizados pela empresa para analisar o sistema, há sempre um piloto a bordo para realizar a decolagem, o pouso, e para levar o avião até a área segura onde os testes são feitos, na região de Seattle, nos Estados Unidos.

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Na hora do pouso do avião, nem sempre o mais suave é o melhor
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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Não é incomum ver passageiros animados (ou aliviados) aplaudirem o comandante depois de um pouso. Ou por ter conseguido aterrissar em segurança, ou porque a manobra foi feita de forma bastante confortável, quase sem atritos na pista.

A surpresa é que nem sempre um pouso suave é um bom pouso, como escreve o piloto Jonathan Franklin no blog da companhia aérea KLM. “Uma das grandes falácias da aviação é que um pouso suave é um bom pouso. Isso nem sempre é verdade. Mesmo sendo mais confortável para os passageiros, a menos que as condições estejam perfeitas e a pista seja longa, um pouso suave pode ser algo ruim”.

Ele afirma que, em um pouso muito suave, o avião continua meio que voando, então precisa ser controlado com ainda mais atenção. Além disso, se a pista estiver molhada, o piloto também deverá fazer uma aterrissagem firme. “Por conta da velocidade do pouso, a água da pista não consegue se dispersar por baixo dos pneus em um pouso suave, e o trem de pouso vai patinar na superfície da água”.

Se a pista for bastante longa, a necessidade de aterrissar de forma mais firme será amenizada. De qualquer forma, seja o pouso suave ou mais duro, o passageiro deve saber que foi realizado de forma segura, como destaca o comandante da Gol, Leonardo Constant. “O bom pouso é o pouso seguro, feito com a manobra correta, com o toque na pista no ponto certo. A partir daí, podem ser mais macios ou mais duros, mas está dentro dos parâmetros de segurança”.

Ventos

Outro fator que interfere nas condições de pouso é a direção do vento. “Às vezes o passageiro questiona: ‘o dia está sem nuvem e o piloto teve de arremeter?’ Isso acontece por causa do vento”, diz o comandante da Gol Leonardo Constant.

O vento de proa, aquele que atinge o avião de frente, auxilia o processo de frenagem, facilitando o pouso. Neste caso, mais uma vez, o comprimento da pista também deve ser considerado porque, em uma pista curta, a frenagem do avião terá de ser mais forte.

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A internet está cheia de vídeos impressionantes de pousos em condições difíceis relacionadas ao vento, mas muitas vezes a imagem assusta mais quem está vendo do lado de fora do que o passageiro que está dentro do avião. “A imagem dos vídeos é impressionante, mas do lado de dentro a sensação é mais de uma turbulência, uma percepção de balanço”, diz Constant.

Só acaba quando termina

Outro aspecto para o qual o piloto da KLM chama a atenção é o fato de que o pouso não termina quando o avião toca o solo. “Apesar de ser raro qualquer coisa dar errado neste ponto, o avião ainda está em alta velocidade e, portanto, um pouco instável”.

“O pouso só acaba quando nós livramos a pista e iniciamos o taxiamento”, confirma Constant. Por isso, é muito importante seguir o aviso de manter os cintos afivelados até que o sinal luminoso seja desligado.

Piloto automático

O comandante Franklin diz ser mito que os pilotos utilizam o piloto automático o tempo todo. “Embora os aviões sejam capazes de pousar automaticamente, o piloto automático deve ser usado em condições de má visibilidade”.

“Mesmo quando o pouso é feito com o piloto automático, um dos pilotos ainda estará de olho nos controles, para o caso de alguma coisa indesejada acontecer. Isso garante que o pouso será finalizado com segurança”, diz.

O comandante da Gol explica que há aviões preparados para o uso do piloto automático no momento da aterrissagem, e pistas também preparadas para o uso do sistema, já que o processo também depende de instrumentos localizados no chão.

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Voos na Black Friday têm desconto de até 25% e Buenos Aires por R$ 570
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Passageiros observam painel com situação dos voos (Foto: Apu Gomes/Folhapress)

(Foto: Apu Gomes/Folhapress)

A Black Friday pode ser uma boa oportunidade para comprar passagens de avião com desconto. As companhias aéreas nacionais planejam oferecer preços até 25% mais baixos nesta sexta-feira de promoções.

Nem todos os voos, no entanto, farão parte do final de semana de descontos. Cada companhia aérea tem regras específicas para a data de embarque. Além disso, há também restrições de datas para o embarque e, na maioria dos casos, será necessário comprar passagens de ida e volta.

As promoções incluem também os programas de fidelidade. As ações de Black Friday variam desde pontos extras para novos clientes que se cadastrarem no período da promoção até bônus nas transferências dos pontos de cartões de crédito, por exemplo.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Avianca

Até domingo (27), a Avianca está com descontos de 20% em todos os voos da companhia realizados entre 1 de março e 30 de junho de 2017. Os preços reduzidos são válidos para compras de passagens ida e volta e não há período mínimo de permanência no destino.

A ação do programa de fidelidade da companhia, o Amigo, tem como foco os novos clientes. Até o dia 30 de novembro, quem transferir mais de 5.000 pontos dos cartões de crédito para o Amigo receberá a pontuação em dobro.

Para a primeira pontuação de voo, serão concedidos 2.000 pontos de bônus àqueles que viajarem ao longo do mês com a Avianca ou companhias aéreas associadas à Star Alliance e que informarem o seu número Amigo no momento do check-in.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Azul

Todas as unidades de negócio da Azul terão alguma ação durante a Black Friday. A campanha, que dura até o próximo domingo, oferece 25% de desconto em voos nacionais, 10% em pacotes da Azul Viagens, R$ 20,00 de desconto em despachos pela Azul Cargo Express e 3.000 pontos para novos membros no programa de fidelidade TudoAzul.

Para passagens aéreas, o desconto só é válido na compra de bilhetes de ida e volta entre 7 e 21 de fevereiro, 7 de março a 12 de abril, 2 de maio a 13 de junho ou de 20 a 29 de junho de 2017. Para participar da promoção, o cliente deve inserir o código AZUL25 antes de finalizar a compra.

Na Azul Viagens, o código a ser utilizado é o BLACK10, que dará desconto de 10% em pacotes cujas viagens sejam realizadas entre 30 de novembro de 2016 e 15 de fevereiro de 2017, com valor mínimo de R$ 1.200,00 por pessoa.

No programa TudoAzul, além dos 3.000 pontos para novos clientes, as transferências de pontos a partir de parceiros financeiros terão 50% de bônus para o TudoAzul e 60% para o Clube TudoAzul. Já para quem deseja comprar pontos, o bônus será de 100% para Clientes TudoAzul e de 200% para membros do Clube TudoAzul.

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Gol

A Gol já realizou no último final de semana o seu feirão de passagens e informou que a empresa não divulga com antecedência novas promoções.

O programa Smiles realiza desde o dia 20 a Black Week. Até as 20h desta sexta-feira (25), a empresa oferece passagens para todos os destinos internacionais com até 30% de desconto para clientes do Clube Smiles e da categoria Diamante. Para os demais clientes, o desconto é de até 15%.

Até o dia 29, as transferências acima de 10 mil pontos dos cartões de crédito para o Smiles receberão bônus de 50% e os clientes poderão comprar até 30 mil milhas por R$ 0,02 cada milha. Há também promoção de milhas em dobro para quem, até o dia 30, comprar, reativar ou transferir milhas entre clientes Smiles.

Até domingo (27), a empresa oferece bônus de 20% na solicitação do cartão de crédito Smiles e produtos com até 80% de desconto no Shopping Smiles.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Latam

A promoção da Latam para a Black Friday vai até a próxima segunda-feira (28). A companhia oferece tarifas promocionais em diversos voos.

Para viagens nacionais, as passagens têm preços a partir de R$ 69 (ou 4.000 pontos Multiplus) entre o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e Curitiba. Já os voos entre Congonhas e o aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, estão disponíveis a partir de R$ 79 (ou 4.000 pontos Multiplus).

Nos voos internacionais, a passagem mais barata liga São Paulo a Buenos Aires, na Argentina, a partir de R$ 570 (16 mil pontos multiplus), ida e volta. Para a Europa, o voo entre São Paulo e Barcelona, na Espanha, sai a partir de R$ 2.007 (56 mil pontos Multiplus), também ida e volta.

Segundo a empresa, há passagens promocionais com saídas de diversas cidades brasileiras. Os voos com desconto devem ser realizados a partir de fevereiro de 2017 e estão sujeitos à disponibilidade de assentos.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Companhias internacionais

A Alitalia lançou um código promocional que dá até 15% de desconto em todos os voos da companhia em classe econômica, econômica premium e executiva com origem no Brasil com destino para qualquer lugar do mundo. Os voos devem ser feitos entre 1º de abril e 30 de setembro de 2017. Na hora da compra, o cliente deve inserir o código CYBERBR para receber o desconto.

A promoção da Emirates para voos saindo do Brasil vai até o dia 30. A companhia reduziu as tarifas para diversos destinos, mas não informou um percentual médio dos descontos. As ofertas são para voos saindo de São Paulo e Rio de Janeiro nas classes econômica e executiva.

De São Paulo para Cairo, no Egito, por exemplo, a passagem sai por US$ 905 (R$ 3.067) na classe econômica e US$ 3.898 (R$ 13,2 mil) na classe executiva. Saindo do Rio de Janeiro, a Emirates tem passagem para Buenos Aires, na Argentina, por US$ 325 (R$ 1.100) na econômica e US$ 725 (R$ 2.450) na executiva.

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Nova asa e motor vão permitir que Gol faça voo de SP a Miami sem escala
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Novo Boeing 737 MAX terá autonomia para voar de SP a Miami sem escala (Foto: Divulgação/Gol)

Novo Boeing 737 MAX terá autonomia para voar de SP a Miami sem escala (Foto: Divulgação/Gol)

Por Vinícius Casagrande

A Gol poderá retomar os voos de São Paulo para Miami em 2018. A novidade é que desta vez os voos devem ser sem escala. Isso será possível com a chegada dos novos aviões Boeing 737 MAX, que contam com novos motores, novas asas e novos winglets (aletas aerodinâmicas colocadas nas extremidades das asas).

O Boeing 737 MAX é a nova geração de aviões da fabricante norte-americana, que promete uma economia de até 14% no consumo de combustível. Com isso, além de gastar menos nos trechos já existentes, o avião vai permitir a criação de novas rotas nas quais os aviões atuais não têm autonomia suficiente para realizar voos diretos.

Segundo a Boeing, o 737 MAX terá capacidade para voar mais de 6.500 km, o que seria suficiente para ligar São Paulo a Miami sem a necessidade de uma parada para reabastecimento. A Gol já fez a rota entre São Paulo e Miami, mas com uma escala em Santo Domingo, na República Dominicana. O novo avião poderá voar entre 750 km e 1.075 km a mais do que os modelos atuais.

A Gol já encomendou 60 novos aviões 737 MAX, que devem começar a ser entregues em meados de 2018. Para dar início aos voos diretos entre São Paulo e Miami, a Gol precisa receber pelo menos três aviões do novo modelo. Isso é necessário para garantir o revezamento de aeronaves na rota e a operação contínua.

Outras rotas

O novo avião também poderá permitir que a Gol voe para aeroportos considerados críticos para o modelo atual utilizado pela companhia. Um exemplo é a cidade de La Paz, na Bolívia. A 3.660 metros de altitude, a capital boliviana não tem nenhuma ligação direta com o Brasil.

Como o Boeing 737 MAX consome menos combustível e conta com um motor mais potente, o avião poderá decolar de La Paz mais leve, garantindo a segurança da operação.

A renovação da frota da Gol também poderá abrir novas rotas para outros destinos na América do Sul e no Caribe.

Asa tem novo design e novo winglet, que ajuda a economizar combustível (Foto: Divulgação/Boeing)

Asa tem novo design e novo winglet, que ajuda a economizar combustível (Foto: Divulgação/Boeing)

O 737 MAX

O novo avião da Boeing realizou seu primeiro voo de testes no início do ano, mas deve começar a ser entregue às companhias aéreas de todo o mundo somente no ano que vem. A norte-americana Southwest Airlines deve ser a primeira companhia a receber o avião no terceiro trimestre de 2017.

Além de um novo motor desenvolvido pela CFM International, modelo LEAP-1B, o Boeing 737 MAX conta também com um novo design da asa e novos winglets para reduzir o arrasto, melhorar a performance e diminuir o consumo de combustível.

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Como uma aeromoça pode ajudar a salvar elefantes, pássaros e tartarugas?
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Video Iata combate ao tráfico de animaisUm elefante morto por causa de suas presas de marfim. Um filhote de tigre escondido entre peças de roupa em uma mala. Penas de pássaro escapando da bagagem que viaja ilegalmente pelo mundo. O que uma aeromoça ou um atendente no balcão de check-in têm a ver com isso? Eles podem ajudar a combater o tráfico de animais, segundo uma animação lançada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

A tarefa de capturar e processar os criminosos é das autoridades de cada país. No entanto, profissionais de aviação podem ser uma fonte de informação para a polícia, como o vídeo mostra.

Estima-se que esse tipo de crime movimente pelo menos US$ 19 bilhões (quase R$ 67 bilhões) por ano. E as atividades ilícitas envolvendo animais e partes de animais têm crescido. Na África, por exemplo, Moçambique e Tanzânia perderam aproximadamente metade de sua população de elefantes nos últimos seis anos. Muitos animais são levados do continente africano por avião ou navio, tendo como principal destino o sudeste da Ásia.

Os Estados Unidos também são um grande destino do comércio ilegal de animais silvestres vindos de vários continentes. A partir da América Latina, o mais comum é o tráfico de pássaros e répteis para serem usados como animais de estimação. Geralmente, eles são transportados junto com drogas ilegais e outros produtos contrabandeados.

Imagem vídeo IATA combate ao tráfico de animaisSuspeitas

No vídeo, uma pena de pássaro indica a possível presença de um animal sendo transportado ilegalmente em um aeroporto. A pena chama a atenção de funcionários, como uma atendente do balcão de check-in e uma comissária.

Em outro trecho, um suspeito é flagrado no raio X levando ovos de um animal silvestre sob a roupa; a seguir, um passageiro viaja de forma ilegal com animais na cabine, escondidos sob as mangas do paletó. Cargas são inspecionadas e revelam o transporte dissimulado de tartarugas. Em todas as situações, o pessoal que trabalha nas várias áreas do aeroporto entra em contato com as autoridades para que a situação seja resolvida.

“O tráfico de produtos silvestres, incluindo muitas espécies icônicas e em risco, é um tema que a indústria da aviação leva muito a sério. Será necessário um esforço em equipe para combater esse comércio deplorável”, diz o diretor-geral da IATA, Alexandre de Juniac.


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Projeto da Boeing dá R$ 150 e comida para voluntário testar conforto de voo
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Todos a Bordo

Pesquisadores da USP estudam melhorias no conforto de passageiros (Foto: Divulgação)

Pesquisadores da USP estudam melhorias no conforto de passageiros (Foto: Divulgação)

A USP e a Boeing estão desenvolvendo um novo estudo para melhorar o conforto dos passageiros de avião. Os pesquisadores do Centro de Engenharia de Conforto da Escola Politécnica da USP estão em busca de voluntários para realizarem voos simulados de até 6h30 e avaliarem os efeitos de itens como ruídos internos, umidade do ar, pressão atmosférica, temperatura e iluminação da cabine no conforto durante a viagem.

Durante o voo, os voluntários recebem serviço de bordo com alimentação e tablets disponíveis para entretenimento dos passageiros, além de uma ajuda de custo de R$ 150.

Para fazer parte do projeto, a única exigência é que a pessoa tenha experiência anterior em viagens de avião. “Não precisa ser ninguém técnico. É até melhor que seja um passageiro comum”, afirma o professor da USP e coordenador do projeto, Jurandir Itizo Yanagihara.

As inscrições podem ser feitas pelo site do projeto (clique aqui) ou pelo e-mail conforto@usp.br. A seleção dos candidatos aprovados para os testes será feita pelos pesquisadores do projeto.

Sala de embarque reproduz o ambiente de um aeroporto (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Sala de embarque reproduz o ambiente de um aeroporto (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Conheça o estudo

Ruídos internos, umidade do ar, pressão atmosférica, temperatura e iluminação. A influência desses cinco itens no conforto dos passageiros de avião é o objetivo principal do Centro de Engenharia de Conforto. Criado em 2005, os pesquisadores já fizeram diversos estudos para a Embraer e agora desenvolvem um novo projeto em parceria com a Boeing.

“O objetivo é estudar diversos parâmetros ambientais e seu impacto no conforto dos passageiros”, afirma o coordenador do projeto. Depois de analisados, os estudos são enviados às fabricantes de aviões para ajudar no desenvolvimento de novas cabines de passageiros para reduzir o cansaço e o desconforto de voar.

As pesquisas são feitas dentro de um prédio no departamento de engenharia mecânica. O local guarda uma maquete reduzida de um avião Embraer 195, com apenas 30 lugares, instalada dentro de uma câmara de pressão.

Na entrada, o prédio tenta simular o ambiente de um aeroporto, com sala de embarque, comissárias de bordo e até rampa de acesso ao avião. Antes de embarcar, cada “passageiro” recebe um questionário que deverá ser preenchido durante o “voo”.

Em uma simulação de uma viagem de 6h30, os pesquisadores controlam todos os parâmetros que pretendem analisar, podendo alterar temperatura, pressão atmosférica, nível de ruído, iluminação e a umidade do ar.

O coordenador do projeto afirma que seria impossível fazer as diversas simulações em um avião real. “Temos muita flexibilidade e o controle total de todos os parâmetros que queremos analisar”, diz.

Segundo Yanagihara, existem somente dois simuladores como esse no mundo. Além do utilizado pela USP, o outro fica na Alemanha, no Fraunhofer Institute for Building Physics, e trabalha com um simulador de um Airbus A319.

Simulador pode alterar pressão, umidade, temperatura e iluminação durante o voo (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Simulador altera pressão, umidade, temperatura e iluminação do avião (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Pressão e umidade

O professor da USP afirma que os dois principais desafios para aumentar o conforto dos passageiros durante o voo, principalmente em viagens longas, é conseguir aumentar a pressão atmosférica e a umidade do ar a bordo dos aviões.

A pressão interna durante a maior parte do voo corresponde a uma altitude de 2.500 metros. Isso faz com que o ar fique mais rarefeito e aumente a sensação de cansaço no corpo.

Os aviões mais modernos da Boeing já conseguiram aumentar essa pressão para uma altitude correspondente a 1.800 metros.

Essa evolução foi possível graças ao uso de materiais compostos na fabricação dos aviões, que suportam melhor a diferença entre as pressões interna e externa dos aviões.

Já em relação à umidade, o professor da USP afirma que é um processo mais complicado. Segundo ele, o vapor de água, ao se chocar com as paredes frias da fuselagem, condensa e vira água acumulada no material isolante.

“Por isso, os aviões precisam ter uma baixa umidade para não ter esse peso morto, que só deixa o avião mais pesado e aumenta o consumo de combustível”, afirma Yanagihara.

Algumas mudanças até podem ser viáveis tecnicamente. Saber se o custo-benefício vale a pena é a grande questão. “Temos de analisar todas as variáveis para o fabricante investir naquilo que realmente faz diferença”, afirma o coordenador do projeto.

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