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Aeroportos na China têm fila cor de rosa só para mulheres na área do raio-X
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Na China, os aeroportos estão criando filas exclusivas para mulheres passarem no raio-X, na área de controle de segurança.

Em setembro, o aeroporto internacional de Guangzhou Baiyun, na província de Guangdong, sudeste do país, criou três filas separadas, sinalizadas pela cor rosa, e atendidas somente por seguranças mulheres.

O aeroporto internacional de Pequim também adotou filas exclusivas para mulheres em março, antes da temporada de viagens da primavera. Aeroportos das cidades de Shenzhen, Kumming e Wuhan também decidiram separar o atendimento para as passageiras.

O objetivo, segundo as autoridades, é evitar que as passageiras sintam-se desconfortáveis se precisarem ser revistadas por seguranças –já que, nesse caso, isso será feito por profissionais do sexo feminino.

Outro objetivo, afirmam, é reduzir o tempo de espera (especialmente para os homens), já que as mulheres costumam carregar mais objetos que precisam ser inspecionados.

''As mulheres normalmente trazem mais coisas para embarcar, e nós pedimos normalmente que elas se preparem antecipadamente para passar pela checagem itens como cosméticos, celulares, iPads e outros pertences, para ajudar a economizar tempo'', disse uma das seguranças mulheres, Liang Yanfei, ao jornal ''China Daily''.

Discriminação ou serviço VIP?

A representante da Federação de Mulheres local, He Ying, diz que não vê discriminação contra o público feminino na decisão. ''Abrir uma fila de segurança para as mulheres, assim como aumentar o número de banheiros para mulheres, mostra cuidado com este público, não discriminação'', disse ao jornal ''China Daily''.

Para ela, as mulheres ''geralmente precisam de mais tempo para passar pela segurança nos aeroportos; sendo assim, criar essas filas exclusivas certamente vai ajudar o aeroporto a operar sem dificuldades''.

''Nós nos sentimos mais confortáveis quando nossos casacos e malas são verificados por seguranças mulheres. Eu acho que isso é como um serviço VIP para as mulheres'', disse uma passageira sobre o aeroporto de Pequim, segundo o jornal ''People’s Daily''.

Filas só para homens

Segundo o jornal ''The New York Times'', as iniciativas seguem uma tendência de proteção das mulheres contra experiências degradantes ou hostis. A ideia, no entanto, é visto por alguns como um ''retorno aos costumes paternalistas''.

Também há informações sobre aeroportos chineses –como os de Xangai, Chengdu e Tianjin, entre outros– que adotaram filas exclusivas para homens.

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Passageiros ‘causando’ durante o voo: total de casos sobe e preocupa aéreas
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Tem um tipo de passageiro preocupando as companhias aéreas: os mal comportados. De cada 10 empresas, 6 tiveram que desviar de rota nos últimos 12 meses por causa de algum passageiro causando problemas em pleno voo.

No ano passado, o número desses ''inconvenientes'' no mundo chegou a quase 11 mil. Poderia ser engraçado, mas não é: esse tipo de situação está entre as três principais preocupações das tripulações relacionadas à segurança durante o voo.

Os dados são da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) e foram divulgados nesta quarta-feira (28).

''Comportamento indisciplinado é algo simplesmente inaceitável'', afirma o diretor-geral da associação, Alexandre de Juniac. ''O comportamento antissocial de uma pequena minoria de passageiros pode ter consequências desagradáveis para a segurança e o conforto de todos a bordo. O aumento do número de incidentes mostra que ações de dissuasão mais eficientes são necessárias.''

Principal causa: álcool e drogas

Abuso verbal, mau comportamento e recusa em seguir as instruções legais da tripulação são as situações mais comuns, segundo a pesquisa. Dos casos relatados, 11% envolvem agressões físicas contra outros passageiros ou tripulantes ou, ainda, danos à aeronave.

O uso de álcool ou drogas foi identificado em 23% dos casos. Na maioria das vezes, porém, o uso de álcool ou de drogas é feito antes do embarque ou, então, os passageiros burlaram as regras e levaram esses produtos a bordo, diz a associação.

Como lidar?

As companhias áreas já têm regras sobre a oferta responsável de bebida alcoólica durante os voos, e os funcionários são treinados para colocá-las em prática.

Uma iniciativa adotada no Reino Unido poderia ser usada em outros países. Por lá, funcionários de bares e lojas de aeroportos passaram a receber treinamento sobre a oferta responsável de álcool. Também devem evitar ofertas de preços que estimulem a bebedeira.

Regras mais rígidas foram colocadas em prática no aeroporto de Gatwick, em Londres, em 2013. Policiais passaram a patrulhar bares e funcionários do aeroporto passaram a monitorar passageiros que aparentavam embriaguez ou apresentavam comportamento agressivo. No ano seguinte, os episódios de mau comportamento a bordo haviam sido reduzidos pela metade.

Segundo a polícia, pessoas que iam viajar de férias e começavam a comemorar muito cedo (com muito álcool) eram as maiores causadoras de problemas.

“As equipes nos aeroportos estão sendo orientadas a verificar a conduta de passageiros e pedir ajuda se houver preocupação com pessoas embriagadas. Policiais também patrulham alguns voos e oferecem apoio a funcionários e passageiros quando solicitado”, disse à época Jean Irving, diretor de segurança pública da polícia, em declaração reproduzida pelo jornal britânico Daily Telegraph.

Abusos

A companhia aérea Monarch participou da iniciativa e passou a advertir os passageiros por e-mail sobre a possibilidade de serem impedidos de embarcar caso representassem algum risco para a segurança.

No entanto, problemas ainda ocorrem. Em junho do ano passado, a empresa baniu de seus voos, de forma permanente, seis passageiros indisciplinados. Em uma viagem da Inglaterra para a Turquia, os seis teriam ingerido bebida alcoólica que eles mesmos levaram para o avião, fumado nos banheiros e agarrado comissárias.

A situação ficou tão incontrolável que o voo teve de ser desviado para a Bulgária para que os seis fossem retirados do avião. O comportamento inadequado provocou um atraso de duas horas na viagem para as 137 pessoas e os 5 tripulantes a bordo.

Incidentes em alta

No ano passado, foram relatados 10.854 incidentes, ou seja, um a cada 1.205 voos. Em 2014, foram 9.316 casos, ou um a cada 1.282 voos. No período de 2007 a 2014, mais de 38 mil situações desse tipo foram relatadas pelas companhias aéreas.

Esse crescimento preocupa a indústria aérea, que está em busca de ações mais eficazes para combater o problema. Em 2014, a legislação internacional que trata do tema foi atualizada para, entre outras coisas, ampliar a jurisdição em que passageiros podem ser processados por danos e estabelecer que as aéreas têm direito a compensação pelos custos relacionados a problemas de mau comportamento.

Algumas condutas impróprias também foram indicadas como possíveis alvos de processo, entre elas agressões físicas ou ameaças de agressão contra tripulantes e recusa em seguir instruções legais ligadas a questões de segurança.

Para que essas atualizações sejam válidas, no entanto, é necessário que pelo menos 22 países ratifiquem o documento. Até agora, 30 países assinaram, mas apenas 6 ratificaram o texto (Bahrain, Congo, República Dominicana, Gabão, Guiana e Jordânia).

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Aéreas faturam US$ 26 bi com serviços como venda de lanche e bagagem extra
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Por Erin Mizuta, colaboração para o Todos a Bordo

Se você desconfiava que aquela taxa para mudar a data do voo, a decisão de carregar uma mala a mais ou o lanchinho que você esqueceu de comer no aeroporto iam sair bem caros, pode saber que está certo.

Um relatório feito pela Idea Works, agência que analisa a indústria de aviação, mostra que esses serviços pagos renderam às companhias aéreas no mundo todo a cifra de US$ 26 bilhões (cerca de R$ 84,4 bilhões) em 2015.

São considerados ''extras'' todos os serviços que não estão incluídos no preço da passagem: bagagem extra, reservas e ''upgrade'' de assentos, refeições e lanches vendidos a bordo, entre outros. Confira o ranking.

Top 10 – companhias que mais ganharam com ''extras'' (2015)

1. United Airlines – US$ 6,199 bilhões
2. American Airlines – US$ 4,718 bilhões
3. Delta Airlines – US$ 3,775 bilhões
4. Air France/KLM – US$ 2,166 bilhões
5. Southwest – US$ 2,119 bilhões
6. Ryanair – US$ 1,739 bilhão
7. Lufthansa Group – US$ 1,494 bilhão
8. easyJet – US$ 1,466 bilhão
9. Qantas Airway- US$ 1,167 bilhão
10. Alaska Air – US$ 1,092 bilhão

Quem encabeça a lista é a United Airlines, que faturou US$ 6,2 bilhões (R$ 20 bilhões) só com os adicionais no ano passado. Ela é a segunda maior companhia aérea norte-americana e voa para 373 destinos, com uma frota de 708 aviões. Serviços de wifi, aluguel de tablet e programação de entretenimento tarifados fazem parte da maioria dos voos.

Segundo o site da empresa, nas viagens em classe econômica entre os EUA e America Central, México e Caribe, as refeições são oferecidas apenas pelo sistema de venda. Os lanches gratuitos só são servidos nos voos entre os Estados Unidos e Colômbia, Equador, Peru e Venezuela e na região do Pacífico.

Curiosamente, as companhias ''low cost'' (de baixo custo), famosas por cobrarem por tudo além do seu espaço na cabine e um espacinho para a bagagem de mão, não estão entre as cinco primeiras. A Ryanair aparece em sexto lugar e a easyJet, em oitavo. Elas são as duas únicas marcas de voos econômicos entre as dez primeiras da lista.

Programas de milha rendem muito

Apesar de não indicar quais os principais serviços que geraram essa renda extra às aéreas, o relatório aponta que os programas de milhagens são grandes fontes de dinheiro.

Os bancos pagam para as companhias aéreas quando há  milhas ou pontos acumulados em compras feitas com cartões de crédito. Somente para a United Airlines, isso representou US$ 3 bilhões em receita no ano passado.

O lado bom: mais promoções

Por outro lado, o relatório lembra que são esses serviços extras que permitiram um aumento da quantidade de passagens promocionais e preços competitivos para um número de clientes cada vez maior.

''Reguladores que criticam os métodos a la carte deveriam fazer uma pausa para considerar como o atual crescimento de ofertas unicamente para assentos está criando uma nova onda de opções com grandes descontos para os consumidores. O mesmo ambiente altamente competitivo já existe na Europa com as marcas tradicionais, como a British Airways e a Air France oferecendo tarifas econômicas para competir com os adeptos da easyJet e Ryanair'', diz a publicação.

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Aérea cria voo internacional ‘mais curto do mundo’ operado por jato Embraer
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Uma viagem de carro de aproximadamente 1 hora parece razoável, não? Mas, se você estiver com muita pressa, pode tentar chegar mais rápido, bem mais rápido. A companhia aérea regional People’s Viennaline, da Áustria, quer operar o que chamou de ''o voo internacional mais curto do mundo''.

A rota liga St Gallen, na Suíça, e Friedrichshafen, no extremo sul da Alemanha. De avião, o percurso tem cerca de 20 quilômetros. De carro, percorre-se aproximadamente 80 quilômetros, porque é preciso contornar o lago de Constança, que separa as duas localidades.

Uma aeronave Embraer 145 deverá ser usada na nova rota, prevista para ter dez voos por semana.

Uma busca no site da empresa mostra disponibilidade para esses voos a partir de 2 de novembro, com preço de 40 euros (cerca de R$ 145) o trecho, já incluindo as taxas.

O tempo total indicado entre a partida e a chegada é de 20 minutos. Mas, na prática, o tempo do voo deverá ser menor: na imprensa internacional, fala-se em cerca de 8 minutos.

A ideia da People’s Viennaline com o novo voo é abastecer a rota entre Friedrichshafen e Colonia, na Alemanha, disse o presidente da companhia, Daniel Steffen, ao jornal britânico ''Daily Mail''.

Outra companhia aérea sediada na Áustria, a FlyNiki, já teve um voo de menos de 50 quilômetros entre Viena e Bratislava, capital da Eslováquia. No entanto, a rota, que era feita em cerca de 10 minutos, foi descontinuada.

Achou longo? Voo doméstico dura menos de 1 minuto

Se forem considerados voos domésticos, dentro de um único país, a rota mais curta é da empresa Loganair, entre Westray e a ilha de Papa Westray, no norte da Escócia.

A distância pode ser feita de avião em menos de 1 minuto.

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Escreveram com canetinha na fuselagem do avião e foram retiradas do voo
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Duas mulheres (que não foram identificadas) foram retiradas de um voo da companhia europeia Flybe depois de escrever uma mensagem na fuselagem da aeronave com uma canetinha.

Elas foram flagradas pelo piloto enquanto aguardavam para entrar no avião. A tripulação pediu, então, que as passageiras apagassem a mensagem, mas a tentativa foi em vão.

O incidente aconteceu na semana passada, durante um voo de Southampton, no sul da Inglaterra, para La Rochelle, na França. As passageiras estavam indo para um casamento, e a intenção da mensagem era marcar a ocasião. Mas, no fim, acabou marcando a interrupção da viagem.

“Para manter a segurança e proteger tripulantes e passageiros, a Flybe tem uma política de tolerância zero em relação a qualquer comportamento potencialmente criminoso. Os fatos foram relatados às autoridades, que levaram as autoras para interrogatório”, informou a companhia aérea, em um comunicado divulgado pelo jornal britânico “Daily Telegraph”.

O voo continuou sem atrasos depois que as passageiras e suas bagagens foram retiradas da aeronave. Segundo a polícia, elas acabaram sendo liberadas.

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Já pensou em avião com mictório? Fabricantes estudam como mudar o banheiro
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Ideias de novos assentos para aviões surgem com frequência nos planos dos fabricantes, mas as poltronas não são o único foco de atenção. As empresas consideram também outras formas de melhorar o uso do espaço dentro das aeronaves –mudar a configuração dos banheiros é um caso.

Por que não instalar cabines com mictórios, por exemplo? A proposta foi mencionada recentemente por duas gigantes do mercado: a europeia Airbus e a canadense Bombardier.

Foto: Getty Images/iStockphoto/Kritchanut

Ao jornal ''The Globe and Mail'', Rob Dewar, vice-presidente da Bombardier, justificou a possibilidade de mudança observando que ''cerca de 65% dos viajantes são homens''. Desta forma, segundo ele, pelo menos um banheiro poderia ser substituído por uma cabine com dois mictórios (sim, haveria ainda o banheiro tradicional para as mulheres).

''Acho que é uma boa ideia porque você reduz o peso a bordo e o tempo de espera para o lavatório.'' A proposta também deixaria espaço para a instalação de mais assentos no avião, completou.

A Airbus também está considerando uma nova configuração para os banheiros para melhorar o uso do espaço –como foi feito no gigante A380 da companhia aérea Lufthansa. A empresa instalou mictórios em algumas configurações especiais da primeira classe, onde os banheiros são tão grandes que têm espaço até para chuveiros.

Por que a ideia ainda não pegou?

Os mictórios ainda não foram adotados em larga escala pelas companhias aéreas ''principalmente por questões culturais'', afirmou o diretor de Operações da Airbus, Tom Williams, ao jornal ''Daily Mail''. Em outra entrevista, ele citou mais uma barreira: ''É um pouco sexista ter um banheiro só para homens''.

Outra questão que merece cuidado foi ressaltada pela Associação Britânica de Banheiros, organização que promove padrões melhores de higiene em banheiros públicos.

''Um dos maiores problemas com mictórios é que eles têm um forte cheiro'', disse o diretor administrativo da associação, Raymond Martin, ao jornal ''Telegraph''. Ele afirmou que, pessoalmente, não gostaria de usar um banheiro assim durante um voo.

Executivo queria cobrar pelo uso do banheiro

Mesmo que a mudança por enquanto esteja restrita ao plano das ideias, a preocupação já está presente entre fabricantes e companhias aéreas há algum tempo. Em 2009, o controverso diretor-executivo da companhia de baixo custo Ryanair, Michael O’Leary, afirmou que estava considerando cobrar pelo uso do banheiro.

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Aeroporto mais movimentado do mundo recebe 2,6 vezes mais gente que o de SP
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Movimento de passageiros em Guarulhos em véspera de feriado / Foto: Rodrigo Capote/UOL

O aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, é o mais movimentado do Brasil: no ano passado, passaram por lá 39 milhões de passageiros. Parece bastante gente, mas não chega nem perto do aeroporto Hartsfield-Jackson Atlanta, nos Estados Unidos.

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Vista do saguão do aeroporto Hartsfield-Jackson Atlanta, nos EUA / Foto: Getty Images

Pelo 18º ano seguido, ele lidera o ranking dos aeroportos mais movimentados do mundo, segundo a Airports Council International (ACI). Em 2015, foram mais de 101 milhões de pessoas –cerca de 2,6 vezes mais do em São Paulo.

Veja os 10 primeiros aeroportos do ranking:

  • 1) Hartsfield-Jackson Atlanta (Estados Unidos): mais de 101 milhões;
  • 2) Pequim (China): quase 90 milhões de passageiros;
  • 3) Dubai (Emirados Árabes Unidos): 78 milhões;
  • 4) Chicago (EUA): quase 77 milhões;
  • 5) Tóquio Haneda (Japão): 75,5 milhões de passageiros;
  • 6) Heathrow, em Londres (Inglaterra): 75 milhões;
  • 7) Los Angeles (EUA): 74,5 milhões;
  • 8) Hong Kong: 68 milhões de pessoas;
  • 9) Charles de Gaulle, Paris (França): aproximadamente 65 milhões;
  • 10) Dallas/Fort Worth (Estados Unidos): 64,7 milhões.

A ACI é uma associação que representa os interesses dos aeroportos junto a outras organizações do setor aéreo. Para formar o ranking, a associação reúne dados de 2.300 aeroportos de 160 países.

Crescimento

Segundo o levantamento da ACI, os números totais de passageiros nos aeroportos aumentaram 6,4% no ano passado (maior alta desde 2010), atingindo quase 7,2 bilhões de pessoas.

Foram registradas altas no movimento nas seis regiões pesquisadas:

  • Ásia-Pacífico, com 2,46 bilhões de passageiros, 8,6% a mais em relação a 2014;
  • Europa (1,9 bilhão, alta de 5,2%);
  • América do Norte (1,7 bilhão, 5,3% a mais do que no ano anterior);
  • América Latina e Caribe (571 milhões, alta de 5,3%);
  • Oriente Médio (334 milhões, alta de 9,6%) e
  • África (180 milhões, alta de 0,6%).

Para a diretora-geral da associação, Angela Gittens, questões geopolíticas e ameaças à segurança em algumas partes do mundo são fatores que podem dificultar a manutenção desse crescimento. “Capacidade física e gargalos em potencial na infraestrutura de transporte aéreo também apresentam desafios”, acrescenta.

Movimento de aeronaves

Considerando o número de pousos e decolagens, em vez de o total de passageiros, Atlanta também aparece em primeiro lugar, com 882.297. Com isso, retoma a liderança que havia sido perdida, em 2014, para Chicago.

Agora, o aeroporto de Chicago aparece na segunda posição, com 875.136 pousos e decolagens em 2015. Em seguida, vem outro aeroporto dos EUA: Dallas/Fort Worth, com 681.247 pousos e decolagens.

Para comparação, em Guarulhos foram registrados 295.030 pousos e decolagens em 2015.

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Passageiro corre atrás de avião em tentativa desesperada de não perder voo


Aérea mostra como passageiro ideal se comporta no voo; internautas criticam
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'Eles gostam de bebês, mas trazem fones de ouvido antiruído', diz trecho do anúncio (Reprodução)

Você sabe como tornar sua viagem de avião mais agradável, tanto para você quanto para os outros passageiros? Ande mais rápido nos aeroportos. Leve um fone de ouvido que bloqueie ruídos, para o caso de um bebê chorar durante o voo. Sempre pergunte a quem está sentado ao lado se tudo bem abrir ou fechar a persiana da janela. Agindo assim, você entrará para o seleto grupo dos ''melhores viajantes'', afirma a American Airlines em sua nova campanha publicitária.

Clique abaixo para assistir à propaganda, de 30 segundos.

Parte do público não gostou nada. Alguns internautas afirmaram nas redes sociais que essa seria uma forma de a companhia aérea jogar para o consumidor a culpa pelos problemas que acontecem durante a viagem.

''A melhor forma de melhorar a atitude das pessoas que voam em sua companhia aérea é dar a elas um pouco de dignidade (…) acelerando o processo de embarque, não reduzindo continuamente o espaço para as pernas (…) não deixando os assentos cada vez mais estreitos e não tornando o voo tão terrível que a única forma de ter uma experiência decente é pagar por serviços extras que deixam seu voo até 40% mais caro do que o preço original'', escreveu uma pessoa na página da empresa no YouTube.

Outro comentário afirma que ''literalmente, eles estão dizendo que 'não é nossa função oferecer a você um bom momento no ar, isso é trabalho seu'. Ótima forma de perder clientes''.

''Sabe o há de errado com o voo? Os passageiros. Não os voos cancelados, seguidos de 6 horas de espera no aeroporto –não, não deve ser isso'', escreveu outra pessoa em um comentário no Facebook.

Não era bem assim…

''Os passageiros têm um grande impacto sobre a experiência de voo'', disse o vice-presidente global de Marketing da empresa, Fernand Fernandez, em entrevista ao jornal ''The New York Times''.

Em entrevista a TVs dos Estados Unidos, Sunny Rodriguez, outro representante da companhia, disse que ''todo mundo consegue se identificar com alguma parte dessa campanha, seja estar na poltrona do meio e achar que tem direito ao descanso de braço''. Segundo ele, o objetivo não era fazer um ''manual de instruções'' e dizer às pessoas para mudar de comportamento, mas, sim, ''começar uma conversa sobre voar''.

O chefe da área de aviação de uma consultoria de negócios avaliou a campanha publicitária da AA e viu o lado bom da iniciativa. ''Parece que eles estão tentando abordar a civilidade nas viagens. Acho que a indústria como um todo está tentando sutilmente fazer isso'', disse John Thomas ao ''NYT''. ''Esta é uma forma de começar a educar as pessoas'', completou, destacando que quem não viaja de avião com frequência pode não conhecer as regras de bom comportamento.


Vídeo de segurança da Air New Zealand com Gabriel Medina é alvo de crítica
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Esqueça a típica aeromoça em pé, no corredor, gesticulando. As companhias aéreas vêm quebrando a cabeça para tentar chamar a atenção dos passageiros e transmitir as instruções de segurança de forma mais criativa. O problema, agora, é saber qual o limite.

A Air New Zealand, da Nova Zelândia, é conhecida por ousar nesse quesito. Já fez sucesso com vídeos de segurança fazendo referências a filmes como ''O Hobbit'' e ''MIB – Homens de Preto''.

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Em maio de 2015, a companhia aérea anunciou a criação do vídeo ''Surfing Safari'', com a participação do surfista brasileiro Gabriel Medina, campeão mundial em 2014, entre outros atletas da área, demonstrando as regras de segurança.

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Por exemplo, a bordo de um carro, a surfista e modelo Alana Blanchard mostra que é possível acomodar seus pertences embaixo do assento da frente e que é preciso respeitar os sinais luminosos, como o de atar os cintos. Depois, outra modelo e surfista, Anastasia Ashley, demonstra como usar a máscara de oxigênio.

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Medina e Mick Fanning, três vezes campeão mundial, mostram como se posicionar no caso de uma emergência durante a decolagem ou o pouso, e como colocar o colete salva-vidas.

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É um vídeo cheio de atletas de corpos bem torneados e pele bronzeada, pegando onda e sorrindo, em cenários paradisíacos –Malibu, nos Estados Unidos, em Gold Coast, na Austrália, e em Raglan e Piha, na Nova Zelândia.

O problema é que ficou legal demais, segundo a agência de aviação civil neozelandesa. 

Uma reportagem publicada no site ''One News'' no fim de agosto informa que o órgão do governo fez críticas ao vídeo, alegando que a produção toda acaba distraindo os passageiros e desviando a atenção do principal: a mensagem de segurança.

''Como havíamos comentado anteriormente, o vídeo diverge significativamente da 'mensagem de segurança' em alguns momentos, e apesar de reconhecer a necessidade de atrair os expectadores, o material extrínseco desvia do foco da mensagem de segurança'', afirmou o órgão em e-mail à companhia aérea. A reportagem teve acesso a esse e-mail por meio da lei de acesso à informação.

A autoridade neozelandesa autorizou o uso do vídeo, segundo o site, mas sugeriu que a companhia se atentasse às regras na hora de produzir futuros conteúdos. A Air New Zealand tirou o vídeo de sua página no Youtube e não fez comentários sobre o caso após a publicação da reportagem.

No entanto, o vídeo ainda pode ser visto na rede social porque foi postado também por outros usuários.

Surfistas mostram regras de segurança a bordo de avião

E aí, prestou atenção nas regras de segurança? 

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Gosta de aviões? Exposição em Congonhas mostra fotos de loucos por aviação
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Imagem: Marcos Henrique Chrispim

Imagem: Marcos Henrique Chrispim

Praticamente todos os dias, a cada dois minutos um avião pousa ou decola no aeroporto de Congonhas, bem no meio de São Paulo. Observar e fotografar esses momentos é a paixão dos ''spotters'', como são chamados os entusiastas da aviação.

Para comemorar seus 80 anos de inauguração, o aeroporto convidou 25 desses aficionados para ir bem perto das pistas e registrar em imagens a movimentação dos aviões.

Imagem: Valdir Ferreira de Carvalho

Imagem: Valdir Ferreira de Carvalho

O resultado pode ser visto, até 23 de setembro, em uma exposição fotográfica no próprio aeroporto, no corredor de acesso ao desembarque.

Algumas imagens também estão disponíveis no site da exposição: http://zip.net/bntrTF (endereço encurtado e seguro).

''A exposição revela o talento  dos fotógrafos que, a cada clique, registraram um pouco da história da aviação”,  diz o superintendente da Infraero Carlos Alberto da Silva Souza.

Imagem: Solange Galante de Jesus

Imagem: Solange Galante de Jesus

Serviço

Exposição Fotográfica do 1º Spotter Day Infraero – Aeroporto de Congonhas
Data: até 23 de setembro
Horário: diariamente, das 6h às 23h
Local: Corredor de acesso ao desembarque no Aeroporto de Congonhas, Av. Washington Luís, s/nº
Site: http://zip.net/bntrTF (endereço encurtado e seguro)

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