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Prova do MasterChef o deixou curioso? Veja comidas “proibidas” em aviões
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Foto: Divulgação

O cardápio vencedor da prova desta semana do programa MasterChef (Band), reality show de culinária, será servido durante o mês de maio na classe executiva dos voos internacionais da companhia aérea Azul para os Estados Unidos e Lisboa (Portugal). A sobremesa foi adaptada para ser servida também na classe econômica.

O menu vencedor teve creme de camarão (entrada), salmão com crosta de amêndoas e purê de aspargos (prato principal) e creme inglês acompanhado de maçã com especiarias (sobremesa). As outras opções para os passageiros incluem peito de frango em cubos, nhoque de aipim ou ainda sorvete de creme com calda de chocolate para a sobremesa.

No entanto, o cardápio do programa precisou ser adaptado para ser servido nos voos. O creme de camarão, que foi elaborado com coco fresco no programa, será preparado com leite de coco para os passageiros da Azul.

“Nenhum alimento que pode deteriorar pode ser usado”, explica Renata Lorenzini, gerente de marca e produto da Azul, ressaltando que essa é uma exigência das normas de vigilância sanitária.

Veja menu do Masterchef que será servido aos passageiros da executiva da Azul

Outra mudança no cardápio escolhido como o melhor foi necessária por uma questão logística. O grupo campeão serviu a sobremesa com um biscoito amanteigado espetado verticalmente sobre a maçã. Os jurados elogiaram a ideia, por considerar que era fácil finalizar o prato com o biscoito antes de servir.

Mas a aérea teve de mudar a montagem do prato, porque do jeito como havia sido feito, a altura do biscoito atrapalhava a colocação das bandejas nos trolleys, os carrinhos usados pelos comissários para distribuir as refeições.

Em média, a Azul serve 170 refeições por dia na classe business. Na econômica, são 1.370 refeições servidas diariamente.

Restrições de alimentos chamam a atenção

Mas o que chamou mais a atenção durante a prova do MasterChef foram as restrições às quais os candidatos a chef de cozinha tiveram de ficar atentos. Um prato foi criticado porque tinha ovos cozidos.

Um dos jurados lembrou que esse é um tipo de alimento que provoca gases. “E a gente lá ia lembrar que existe essa questão da flatulência? Tem que se controlar dentro do avião, gente, pelo amor de Deus”, disse uma das integrantes do grupo que elaborou a refeição.

De fato, o ovo é um dos alimentos que devem mesmo ser evitados em refeições servidas a bordo. “A gente brinca que são alimentos polêmicos”, diz Lorenzini.

A lista inclui ainda feijão e repolho, também conhecidos por causar flatulência, além de pimentão, por ter um sabor muito forte, e temperos como coentro, entre outros produtos que raramente aparecem nos cardápios das companhias aéreas.

Comida que provoca gases deve ser evitada a bordo de aviões, dizem jurados

Alguns sabores são vetados em voos

Durante a prova no programa de TV, os jurados também disseram que sabores extremamente apimentados ou agridoces não eram recomendados e alertaram para o uso de álcool no preparo da comida, porque o efeito do álcool na altitude é potencializado.

Os jurados do MasterChef lembraram ainda que fritura não funciona bem como opção de refeição a bordo, já que os pratos são reaquecidos dentro do avião, acabando com o efeito crocante. Outra dica dada é servir o alimento em pedaços, para afastar o risco de o passageiro se sujar ao cortar.

O menu MasterChef como será servido nos voos da Azul. Foto: Divulgação

A representante da aérea diz que existe uma preocupação com o manuseio da refeição, por ela ser servida em pratos menores, em mesas pequenas, mesmo na classe executiva. É por isso que, de forma geral, o frango é servido sem osso, e as carnes são acompanhadas de bastante molho e não podem estar duras – até porque as facas não são serrilhadas.

Ao criticar uma sobremesa de carolinas de chocolate cobertas com chantili, os jurados do programa reclamaram que a massa estava “muito dura”. “Imagina, você está cortando e sai voando para a cadeira 2C, do executivo ao lado”, disse Paola Carosella, uma das juradas.

Lorenzini afirma que os alimentos servidos nos voos da Azul não são congelados, mas frescos – passando, obviamente, por um processo de resfriamento para serem transportados até o avião e conservados até o momento do reaquecimento, antes de servidos.

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1ª classe ganha cremes, perfumes e bálsamos labiais de Bulgari e Lacroix
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Passageira na primeira classe da Air France (foto: Divulgação)

Viajar na primeira classe do avião não é apenas ter espaço de sobra, boas refeições e atenção integral dos comissários de bordo. Na hora de cuidar da higiene e da beleza, os passageiros também contam com os mais luxuosos e sofisticados produtos disponíveis no mercado.

As principais companhias aéreas do mundo colocam à disposição dos passageiros da primeira classe kits com produtos das mais renomadas marcas do mundo, como Bulgari, Salvatores Ferragamo, Christian Lacroix, Carita, entre outras.

Kit feminino distribuído pela Emirates para passageiras da primeira classe (foto: Divulgação)

Emirates

A companhia aérea Emirates já é conhecida pelo luxo de sua primeira classe, que conta com cabines privativas, chamadas de suítes, bar e até spa com chuveiro. Para aproveitar todas essas mordomias, os passageiros da primeira classe recebem um kit da Bulgari.

As nécessaries são feitas de couro fino e na cor cinza de carvão para homens e cinza pálido para mulheres. Há quatro versões diferentes para cada, feitas exatamente para serem colecionadas pelos passageiros mais frequentes da companhia aérea.

Dentro das bolsas, há cremes faciais, corporais, para as mãos e bálsamo labial. O grande destaque, porém, fica para o frasco de 15 ml do perfume Eau de Cologne, da Bulgari. No spa a bordo, os produtos são da marca irlandesa Voya, conhecida por usar ingredientes orgânicos.

A Emirates também oferece um pijama hidratante para os passageiros da primeira classe. O tecido usado na fabricação da roupa libera um composto de algas marinhas que, de acordo com a aérea, minimiza a desidratação e estimula a circulação. As microcápsulas hidratantes são liberadas conforme o passageiro se movimenta.

Kit da Singapore tem produtos Salvatore Ferragamo (foto: Divulgação)

Singapore Airlines

Os produtos da marca de luxo italiana Salvatore Ferragamo fazem parte dos kits para os passageiros da primeira classe da companhia aérea Singapore Airlines.

Além de produtos tradicionais, como bálsamo labial, creme hidratante facial e para as mãos e produtos de higiene pessoal, os homens recebem um perfume Acqua Essenziale Blu Salvatore Ferragamo de 30 ml. Para as mulheres, há um frasco de 30 ml do perfume Signorina Eleganza.

Na hora de dormir durante o voo, os passageiros da primeira classe recebem um pijama da marca Givenchy.

Passageiros da Etihad recebem bolsas da Christian Lacroix (foto: Divulgação)

Etihad

Uma das principais marcas de moda do mundo, a Christian Lacroix foi a escolhida para desenvolver as nécessaires para a primeira classe da companhia aérea Etihad. A versão feminina foi pensada para também ser utilizada como uma bolsa de mão, enquanto a masculina pode ser usada para guardar tablets.

Os passageiros da primeira classe têm à disposição produtos da marca húngara Omorovicza, que incluem produtos antienvelhecimento e rejuvenescimento da coleção ''Ouro'', bálsamo para os lábios, hidratante facial e creme nutritivo para as mãos. Há também itens de higiene bucal, meias, protetores para olhos e ouvidos.

Os produtos da marca Omorovicza também podem ser encontrados nos banheiros destinados aos passageiros da primeira classe nos voos da Etihad.

Marca francesa Carita abastece os kits da Air France (foto: Divulgação)

Air France

Os passageiros da primeira classe da Air France ganharam em fevereiro um novo kit com produtos da marca francesa Carita. Estão à disposição creme facial hidratante, creme antirrugas e para as mãos, bálsamo labial, além de fones de ouvido, pente e caneta.

Dentro do kit há ainda um impresso com desconto para tratamento de cabelo e uma sessão de estilo na La Maison de Beauté Carita Faubourg.

A marca francesa de cosméticos também oferece removedores de maquiagem e tratamentos hidratantes disponíveis a todos os passageiros da La Première, como é chamada a primeira classe da Air France, a qualquer momento durante seu voo.

Nécessaire da ANA Airlines remete a uma mala de viagem (foto: Divulgação)

ANA Airlines

A companhia aérea japonesa ANA oferece kits da Samsonite. As nécessaries lembram malas de viagem em tamanho miniatura. Dentro, há produtos da marca de cosméticos Ginza, com loção energizante, emulsão hidratante, espuma de limpeza cremosa e quatro almofadas de algodão facial, além de itens de higiene bucal, máscara facial e protetores de ouvido.

Os passageiros ainda têm à disposição um pijama completo, feito de malha dupla. A roupa vem embalada em uma bolsa do mesmo material, que, segundo a empresa, é perfeita para levar o pijama para casa após o voo.

Kits femininos da British Airways tem inspiração floral oriental (foto: Divulgação)

British Airways

A British Airways introduziu os novos kits para os passageiros da primeira classe em janeiro deste ano. Os novos produtos foram inicialmente distribuídos nos voos entre Londres e Los Angeles, mas a expectativa da companhia é que até o final do ano estejam em todos os voos da empresa.

Os novos kits foram desenvolvidos pela sofisticada loja Liberty London e contam com produtos da Aromatherapy Associates. As nécessaries são divididas nas versões masculina e feminina. Para os homens, foi escolhido o preto, enquanto a das mulheres foi inspirada nos florais orientais.

Kit da Delta tem produtos da Khel's e da Tumi (foto: Divulgação)

Delta

Os kits da Delta são compostos de bálsamo labial e loção para mãos e para o corpo, com aloe vera e aveia, da marca Kiehl's. Há ainda caneta, protetor para os olhos e meias listradas da Tumi. O kit é completado com pasta dental Crest, lenços, enxaguante bucal e protetor de ouvidos.

Todos os produtos são distribuídos em uma nécessaire rígida nos voos que partem dos Estados Unidos e em uma embalagem mais mole nos voos com destino aos Estados Unidos. Segundo a companhia, a diferença é para que o passageiro possa aumentar a sua própria coleção de mimos de companhias aéreas.

Os kits mais sofisticados, no entanto, não estão disponíveis em todos os voos. Eles são oferecidos somente nos voos transoceânicos e entre os aeroportos de Nova York (John F. Kennedy) e Los Angeles.

Produtos de luxo fazem parte do kit da American Airlines (foto: Divulgação)

American Airlines

Os passageiros da primeira classe da American Airlines contam com produtos das marcas Cole Haan, 3LAB Skincare, C.O. Bigelow Apothecaries e Clark’s Botanicals. A companhia aérea conta com três tipos diferentes de acordo com a duração do voo.

Nos voos internacionais, são utilizados produtos da 3LAB, como creme hidratante corporal e para as mãos, bálsams labial, gel antisséptico para mãos, enxaguante bucal, lenços, caneta e protetor macio para fones de ouvidos. Há também meias, protetor para os olhos e itens de higiene pessoal. Os produtos são embalados em nécessaires da Cole Haan.

O itens da C.O. Bigelow Apothecaries são distribuídos na classe executiva dos voos internacionais, enquanto os produtos da Clark’s Botanicals estão presentes na primeira classe dos voos domésticos da companhia aérea.

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Passagem aérea cai 1,8% em 2016 e mais da metade custa menos de R$ 300
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Preço médio da passagem em 2016 foi de R$ 349,14 (Foto: Apu Gomes/Folhapress)

O preço das passagens aéreas domésticas no Brasil teve queda real de 1,8% no último ano, já descontada a inflação, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (20) pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O preço médio das tarifas em 2016 foi de R$ 349,14. Em 2015, o preço médio, corrigido pela inflação do período, foi de R$ 355,54.

Esse foi o terceiro ano consecutivo de queda nos preços das passagens aéreas. Os dados mostram, no entanto, uma desaceleração da baixa das passagens. Em 2014, a redução da tarifa média havia sido de 4,5%, enquanto em 2015 houve queda de 9%.

Segundo o relatório da Anac, a maioria das passagens foi comercializada a menos de R$ 300. Em 2016, 53,5% dos bilhetes vendidos foram abaixo desse valor, sendo que 7,7% das passagens tiveram preço inferior a R$ 100. Entre as tarifas mais caras, o relatório da Anac aponta que 0,5% dos bilhetes nacionais foram vendidos por mais de R$ 1.500.

Preços por Estados

Os passageiros do Estado de Rondônia foram os que mais pagaram para viajar de avião no ano passado, com uma tarifa média de R$ 567,03. Por outro lado, as tarifas praticadas no Espírito Santo foram as mais baratas do país, com preço médio de R$ 277,04.

O valor por quilômetro voado durante o ano teve queda de 4,1%. Na média anual, cada quilômetro da viagem teve um custo de R$ 0,3084 para os passageiros no Brasil. O preço mais alto do país ficou em Minas Gerais, com R$ 0,4161 por quilômetro, enquanto a Paraíba teve o menor valor nesse quesito, com R$ 0,2311 por quilômetro.

Segundo semestre é mais caro

Os dados da Anac apontam, ainda, que é mais caro viajar de avião no segundo semestre do ano. As tarifas praticadas entre julho e dezembro de 2016 foram, em média, de R$ 372,37. Embora superiores à média do ano, os valores são 4,1% menores em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mesmo acontece quando é avaliado o preço por quilômetro voado. No segundo semestre de 2016, essa taxa ficou de R$ 0,3245 por quilômetro, ainda assim uma queda de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Mudança climática vai elevar em 150% turbulência grave em avião, diz estudo
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Turbulências em altitudes elevadas devem ser mais frequentes (Foto: Getty Images)

As mudanças climáticas devem deixar os voos mais instáveis no futuro. Segundo um estudo publicado na revista científica Advances in Atmospheric Sciences, as turbulências de ar claro – quando não há a presença de nuvens – em altitudes elevadas devem crescer.

O estudo simulou, em um supercomputador, como as correntes de vento devem ser alteradas por conta do aumento de dióxido de carbônico na atmosfera. A principal mudança será o aumento das tesouras de vento, o movimento vertical do vento que causa a turbulência.

“Estudos de modelos climáticos indicam que a quantidade de turbulências moderadas ou severas de ar claro em voos transatlânticos no inverno vão crescer significativamente no futuro conforme o clima muda”, afirma o pesquisador Paul D. Williams, que conduziu a pesquisa na Universidade de Reading.

Williams utilizou dados de 21 modelos de turbulência e a referência de um avião em voo transatlântico a 12 mil metros de altitude. No computador, simulou a atmosfera com o dobro de dióxido de carbono em relação ao atualmente presente na atmosfera. O resultado foi o aumento na frequência de todos os níveis de turbulência.

– Turbulência leve: aumento de 59%

– Turbulência de leve a moderada: aumento de 75%

– Turbulência moderada: aumento de 94%%

– Turbulência de moderada a severa: aumento de 127%

– Turbulência severa: aumento de 149%

Enquanto as mais leves geram apenas um leve balanço no avião, nas severas alguns passageiros podem até mesmo se machucar ao caírem no corredor ou mesmo serem arremessados contra o teto do avião.

O que é a turbulência de ar claro?

Normalmente, as turbulências são associadas a períodos de clima ruim. No entanto, mesmo sem nenhuma nuvem no céu, pode ocorrer uma instabilidade no ar que gera a turbulência de céu claro, normalmente formadas pelas correntes de jato em altitudes elevadas.

As correntes de jato são áreas com ventos que chegam a mais de 100 km/h, presentes em regiões de clima subtropical. Elas são causadas por variações na temperatura do ar em virtude do encontro do ar polar com o ar quente equatorial, que se intensificam no inverno.

Nessas regiões, há ainda a movimentação vertical do ar, conhecida como tesouras de vento. A circulação do vento em diferentes direções é que causa a turbulência.

Como a turbulência de ar claro não pode ser prevista nem mesmo pelos radares meteorológicos dos aviões, ela surgem de forma repentina. Nos casos mais graves, pode gerar diversos danos, como derrubar objetos e até mesmo arremessar os passageiros contra o teto do avião. É por isso que os especialistas em segurança de voo recomendam que os passageiros utilizem o cinto de segurança durante todo o voo.

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Por que alguns aviões têm as pontas das asas dobradas?

O que acontece quando o avião é atingido por um raio durante o voo?


O que acontece quando o avião é atingido por um raio durante o voo?
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Aviões são desenvolvidos para suportar a descarga de um raio (Foto: iStock)

Por Vinícius Casagrande

Ao sobrevoar uma região com tempestade, o avião corre o risco de ser atingido por um raio. Quando isso acontece, o barulho e a luz gerados pelo raio pode causar apreensão nos passageiros. Embora pareça algo extremamente crítico para o voo, as aeronaves são fabricadas para aguentar o impacto de uma descarga elétrica sem sofrer danos nem colocar em risco a segurança do voo.

Segundo o engenheiro sênior Edward J. Rupke, em artigo publicado no site Scientific American, estima-se que, em média, um avião comercial em operação nos Estados Unidos seja atingido pelo menos uma vez por ano por um raio.

Apesar da alta frequência dessas ocorrências, a última vez em que um raio causou um acidente na aviação comercial foi em 1967. Na ocasião, a descarga elétrica provocou uma explosão no tanque de combustível do avião.

Estrutura preparada

Isso ocorre porque a fuselagem do avião é composta principalmente de alumínio. Por ser um bom condutor de energia, a descarga elétrica flui sobre o avião até seguir normalmente seu caminho pela atmosfera.

No caso de aviões mais modernos, feitos com materiais compostos e com menor poder de condução de energia, são acrescentadas fibras de materiais capazes de conduzir a energia para garantir a segurança. Assim, a área interna do avião fica protegida e mesmo as partes externas não costumam sofrer qualquer dano.

Quando um raio atinge um avião, o impacto geralmente ocorre em uma das extremidades da aeronave, como nariz, as pontas das asas ou a cauda. Essas partes são reforçadas com materiais metálicos mais resistentes para suportar melhor a descarga elétrica e dissipar a energia.

Novo jato da Embraer passou por teste de resistência a raios (Foto: Divulgação)

Testes no desenvolvimento do avião

Antes de receber autorização das autoridades aeronáuticas para entrar em operação, os aviões devem passar por inúmeros testes para verificar todos os aspectos do projeto. Um desses testes é feito exatamente para verificar a resistência da aeronave ao ser atingida por um raio.

O E190-E2, novo jato comercial da Embraer que ainda está em fase de testes, passou recentemente por essa prova. Parado dentro um hangar, um protótipo do modelo foi coberto por diversos anéis ligados por fios elétricos. O objetivo é simular descargas elétricas de diversas intensidades.

A corrente induzida passa pelos componentes críticos do avião para medir os efeitos dos raios na sua estrutura. Depois dos testes, os dados coletados são estudados minunciosamente para comprovar a resistência da estrutura do avião ao ser atingido pelas descargas elétricas.

O que são os raios?

As nuvens de tempestades, chamadas de cumulonimbus, são carregadas de partículas elétricas. Quando há um acúmulo excessivo delas, ocorre a perda da capacidade isolante e surgem as descargas elétricas que formam os raios.

A corrente gerada tem diâmetro de poucos centímetros, mas pode atingir a temperatura de até 30 mil graus Celsius. Com o forte calor, o ar ao redor se expande rapidamente, comprimindo o ar vizinho. A compressão se propaga em todas as direções na atmosfera e produz uma forte onda sonora, o trovão.

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Nova regra de bagagem faz um mês suspensa pela Justiça e sem ser aplicada
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Novas regras de bagagem da Anac foram suspensas pela Justiça (Foto: Lucas Lima/UOL)

A nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sobre as Condições Gerais do Transporte Aéreo no Brasil completa um mês de vigência. Mas a medida mais polêmica, que permitia a cobrança da bagagem despachada, segue suspensa pela Justiça Federal.

Um dia antes de a medida entrar em vigor, o juiz federal José Henrique Prescendo concedeu uma liminar, a pedido do Ministério Público Federal, barrando a cobrança. Na decisão, o juiz havia argumentado o risco de abuso de poder econômico por parte das companhias aéreas e a falta de garantias de que os preços das passagens iriam realmente cair.

Com a decisão, ficou mantido o direito de cada passageiro poder transportar de graça uma mala de até 23 kg nos voos nacionais e até duas malas de 32 kg nos voos internacionais.

Decisão pode sair na próxima semana

Desde então, a Anac vem travando uma disputa judicial para tentar reverter a decisão. A agência já teve pelo menos dois recursos negados em instâncias superiores, mas nesta semana entrou com um novo pedido para permitir a cobrança. A expectativa da Anac é que um novo julgamento sobre a questão possa acontecer na próxima semana.

A medida é defendida pelo governo como uma forma de reduzir os custos das companhias aéreas, o que resultaria em uma eventual queda de preço das passagens. Antes de a liminar ser suspensa, as principais companhias brasileiras já se preparavam para se adaptar às novas regras.

Preços das companhias aéreas

A Azul seria a primeira empresa a colocar a medida em prática. A companhia anunciou uma classe tarifária promocional que não permitia o despacho de bagagem. Nesse caso, para transportar uma mala de até 23 kg seria cobrado o valor de R$ 30.

A Gol tinha a intenção de iniciar a cobrança no dia 4 de abril. O despacho de bagagem seria cobrado dos passageiros que comprasse a tarifa mais barata, chamada de “light”, com valores entre R$ 30 e R$ 60 nos voos nacionais.

A Latam não havia divulgado uma data para o início da cobrança. A empresa havia afirmado apenas que a medida entraria em vigor “nos próximos meses”, mas já havia definido o valor de R$ 50 para cada mala despachada.

A Avianca foi a única companhia aérea que não havia se manifestado sobre o assunto.

Outras medidas

A decisão judicial suspendeu somente a cobrança pela bagagem despachada. Todas as outras medidas previstas começaram a valer no dia 14 de março. Entre as mudanças, está a obrigatoriedade de as companhias aéreas e agências de viagem divulgarem o valor final da passagem, com todas as taxas já inclusas.

No primeiro dia de vigência da regra, Azul, Latam, Avianca e grandes agências como CVC e Submarino Viagens descumpriam as regras. As mudanças só foram feitas após reportagem do Todos a Bordo. Na época, a Anac afirmou que também havia notificado as empresas que estavam irregulares sobre a questão.

Após um mês de vigência das regras, a agência afirmou que não há um balanço consolidado sobre as irregularidades e reclamações ocorridas nesse período. Segundo a Anac, a maioria dos passageiros ainda viaja com bilhetes adquiridos antes da entrada em vigor da nova resolução. Nesse caso, valem as regras anteriores.

O passageiro também passou a ter até 24 horas para desistir da compra do bilhete sem custos extras, desde a passagem seja comprada com sete dias de antecedência. Antes, a cobrança de multa era imediata.

A resolução trata ainda de extravio de bagagem, custos com gastos gerados por atrasos e cancelamentos, overbooking, entre outros (confira os principais tópicos na galeria de imagens acima).

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Airbus mostra produção do novo Beluga, o avião que carrega outros aviões
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Imagem de como será o novo cargueiro da Airbus (Divulgação)

O projeto do novo cargueiro Beluga, o avião com forma de baleia da Airbus, deu mais um passo esta semana. As primeiras grandes partes do avião gigante foram levadas de Berantevilla, no nordeste da Espanha, até a linha de montagem da fabricante em Toulouse, na França. A viagem durou cinco noites.

Painéis viajaram quase uma semana até instalações da Airbus. Foto: Divulgação

São dois painéis laterais e um central que serão usados para completar a parte traseira do avião de carga. Outras partes estão sendo construídas por diferentes parceiros da Airbus na Europa.

O cargueiro é usado pela fabricante para carregar partes de aviões, como asas e fuselagem.

Dimensões

Lançado no final de 2014, o BelugaXL tem seu primeiro voo programado para meados do ano que vem, e deve começar a ser operado em 2019. O novo cargueiro tem capacidade para transportar 2 asas do A350 XWB, enquanto o modelo atualmente em uso transporta somente uma asa.

O avião tem comprimento total de 63 metros, quase 19 metros de altura, mais de 60 metros de envergadura e fuselagem com 8,8 metros de diâmetro. A área da asa ultrapassa os 360 m2.

Novo cargueiro está sendo montado na França. Foto: Divulgação/Airbus (C. Sadonnet/ master films)

O peso máximo de decolagem é de 227 toneladas e de 187 toneladas no pouso. O novo modelo é baseado na estrutura do A330-200.

Pequenos passos

Foto: Divulgação/Airbus (A. Doumenjou/master films)

O processo de montagem da fuselagem, que deve durar 18 meses no total, teve início em janeiro deste ano. No primeiro ano, os sistemas mecânico e elétrico devem ser concluídos. Os seis meses finais devem ser usados para testes e instalação de motores.

O chefe do projeto, Bertrand George, definiu o processo final de integração como “uma série de pequenos passos”. “O número de furos a serem perfurados e fixadores a serem instalados é muito maior do que em qualquer outro avião da Airbus”, disse, ressaltando a necessidade de cumprir os prazos.

Foto: Divulgação/Airbus (P. Masclet/master films)

No total, cinco novos aviões devem ser construídos. Eles devem substituir gradualmente a atual frota de 5 Belugas ST-Super Transponder, versão que tem como base a estrutura do A300. O novo modelo aumentará em 30% a capacidade de transporte da Airbus, informou a fabricante.

Foto: Divulgação/Airbus (P. Pigeyre/master films)

Foto: Divulgação/Airbus (H. Goussé/master films)

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Capital estrangeiro ajuda aéreas na crise, mas não deve baratear passagens
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Medida deve fortalecer aéreas em tempos de crise (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A liberação para que companhias aéreas brasileiras possam contar com 100% de capital estrangeiro, anunciada nesta terça-feira pelo governo, não deve trazer impacto imediato no preço das passagens aéreas no país. Essa é a opinião de especialistas do setor ouvidos pelo Todos a Bordo.

O argumento de queda de preços foi utilizado pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão, durante o anúncio da medida. “Com a abertura do capital, a perspectiva é que os preços caiam, que aumente a competitividade e que tenhamos mais voos, mais destinos, mais rotas, mais turistas viajando pelo Brasil e mais turistas internacionais vindo para o nosso Brasil”, afirmou.

Para os especialistas ouvidos pelo Todos a Bordo, no entanto, o principal benefício da medida está na possibilidade de injetar recursos nas empresas, que poderão ter mais fôlego para enfrentar momentos de crises.

“É uma medida positiva e o principal impacto é evitar que uma empresa quebre quando fica em situação ruim”, afirma o especialista em aviação André Castellini, da consultoria Bain & Company.

“Não dá para dizer que, porque abriu o capital, o preço vai cair. O acesso ao capital pode proteger as empresas que enfrentam dificuldades para sobreviver”, afirma o especialista em direito aeronáutico Guilherme Amaral, sócio do escritório ASBZ Advogados.

Para Castellini, a limitação até então existente de 20% de participação estrangeira restringia o acesso ao capital. “Aumentar esse limite favorece a capitalização do setor”, diz.

Castellini afirma que uma das tendências do setor é a formação de grandes grupos multinacionais de companhias aéreas. No mundo, há os exemplos da união da British Airways com a Iberia, o grupo formado pela Air France e KLM e o forte investimento da Etihad na Alitalia. “Quando a Delta é dona de uma parte maior da Gol, ela aguenta muito mais os momentos difíceis do que se a Gol estivesse sozinha”, afirma.

Novas empresas no Brasil

Uma das perspectivas com a liberação de 100% de capital estrangeiro é atrair companhias aéreas estrangeiras para operar no Brasil. No entanto, Amaral e Castellini avaliam que essa é uma possibilidade remota no curto prazo.

“Acho pouco provável principalmente pela situação do país, pela incerteza econômica e também pelo fato de que a indústria no Brasil é bem competitiva, com muita rivalidade entre as empresas. As tarifas já caíram quase 65% nos últimos anos”, afirma Castellini.

A recente polêmica em torno da possibilidade de cobrar por mala despachada é mais um fator que pode atrapalhar o interesse de companhias estrangeiras, especialmente as de baixo custo, de se estabelecerem no Brasil, segundo Amaral.

“O Brasil tem um histórico de interferência do judiciário. A questão das bagagens deixou uma imagem muito ruim para as empresas estrangeiras”, afirma. “É preciso derrubar algumas amarras. Sem isso, as empresas não virão até que se dê condição para uma verdadeira low-cost poder operar por aqui”, diz.

Aéreas se dizem favoráveis à medida

As duas maiores companhias aéreas brasileiras afirmaram nesta terça-feira ser favoráveis à abertura do capital estrangeiro. A Gol já conta com participação da norte-americana Gol e do grupo europeu Air France-KLM, enquanto a Latam, formada após a união da TAM com a chilena LAN, anunciou recentemente a venda de 10% para a Qatar Airways.

No entanto, quando questionadas sobre o assunto, as duas empresas emitiram apenas breves comunicados.

''A Gol é a favor da eliminação de qualquer restrição ao capital estrangeiro no setor aéreo brasileiro”, disse a Gol.

''A Latam Airlines Brasil é favorável ao capital estrangeiro nas companhias aéreas, pois esse é um setor que exige capital intensivo, e essa medida estimula o crescimento, gerando riqueza para o nosso país'', afirmou a Latam.

A Azul, que tem capital da norte-americana United Airlines e do grupo chinês HNA, não se pronunciou por conta do período de silêncio imposto após a abertura de capital na Bolsa de Valores de São Paulo. A Avianca não se pronunciou sobre o assunto.

Brasil sofre queda de voos

A atual crise econômica enfrentada pelo Brasil afastou diversas companhias aéreas que operavam no país. Grandes empresas como Singapore Airlines, Korean Airlines e Etihad abandonaram suas operações no país. No último ano, o Brasil teve uma redução de 18% na oferta de voos internacionais feitos por companhias aéreas estrangeiras. Mesmo entre as empresas que continuaram a operar no país, muitas reduziram a frequência de seus voos e até cancelaram algumas rotas.

As empresas brasileiras também sofrem com a queda constante do fluxo de passageiros. Fevereiro foi o 19º mês consecutivo de queda da demanda por transporte aéreo dentro do Brasil, segundo dados da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas). Somente em fevereiro a queda foi de 4,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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Vender mais passagens do que a capacidade do avião é comum. Sabe por quê?
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Empresas usam dados estatísticos para calcular quantidade de passagens à venda (Foto: Wilson Dias)

No último domingo (9), um passageiro foi expulso à força de um voo da United Airlines após a companhia aérea vender mais passagens do que a capacidade do avião. A prática de overbooking, no entanto, é bastante comum em todas as companhias aéreas do mundo. Isso acontece porque, na maioria dos voos, há passageiros que cancelam de última hora ou simplesmente não aparecem para o embarque. Se as empresas vendessem somente o número exato de assentos disponíveis, os aviões quase sempre viajariam com lugares vazios.

Para evitar perdas ou mesmo maximizar os lucros, as companhias aéreas colocam à disposição dos passageiros um número maior de passagens à venda. Essa quantidade a mais é definida pela companhia aérea de acordo com dados estatísticos do número de passageiros que compram a passagem, mas não embarcam naquele determinado voo. Esses dados podem variar de acordo com a origem, o destino, o dia da semana e até o horário do voo.

Em um avião cuja a capacidade total é de 180 passageiros, por exemplo, se a média de desistência for de 10%, isso significa que o voo teria, em média, 18 assentos vazios. No entanto, nem sempre a empresa colocaria um total de 198 passagens à venda.

Fator de risco

Os cálculos feitos pelas companhias aéreas também levam em conta o fator de risco caso todos os passageiros compareçam para o embarque. Quando isso acontece, não há lugares para todos e alguns são impedidos de voar. Além dos transtornos e danos à imagem da companhia, a legislação ainda prevê o pagamento de multas por parte da empresa e compensação para o passageiro, como pagamento de hotel.

No Brasil, de acordo com as novas regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que entraram em vigor no dia 14 de março, a multa para voos nacionais é de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.060,75. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES (R$ 2.121,50).

A empresa ganha receita quando vende passagens além da capacidade do avião, mas também perde quando todos os passageiros realizam o check-in. Assim, a companhia precisa calcular até onde vai o seu risco. Porém, mais do que uma simples conta matemática, o cálculo é feito também com a probabilidade de o evento acontecer.

Com isso, ela evita que o avião voe com assentos vazios, mas também minimiza o risco de ter de pagar muitas indenizações caso todos os passageiros compareçam para o embarque. Mesmo quando o overbooking acontece, as passagens vendidas a mais nos demais voos ainda garantem o lucro da operação.

Negociação com os passageiros

Além de estipular um valor fixo para as multas em caso de overbooking, as novas regras da Anac também abriram a possibilidade de as companhias aéreas se anteciparem ao problema. Quando a empresa verifica que um determinado voo não terá lugares suficientes para todos os passageiros que fizeram o check-in, ela poderá procurar voluntários que aceitem alterar seu voo.

Nesse caso, o valor da indenização será negociado na hora entre a companhia aérea e o passageiro. Assim, alguém que não tenha compromissos urgentes, mas tinha a garantia do embarque, pode se candidatar para alterar seu voo e receber uma indenização por isso. Pelo lado da companhia, ela tentará oferecer um valor menor do que a multa obrigatória, reduzindo suas perdas.

Caso não tenha voluntários suficientes, a companhia pode determinar seus próprios critérios para decidir quais passageiros não poderão embarcar no voo. Nesse caso, a multa prevista na resolução da Anac deverá ser paga de forma integral e imediatamente.

Além da multa, a companhia aérea terá de oferecer as alternativas de reacomodação em outro voo, reembolso do preço da passagem ou execução do serviço por outra modalidade de transporte, de acordo com a opção do passageiro.

Se o passageiro optar pela reacomodação ou execução do serviço por outra modalidade, tem o direito ainda à assistência material, que prevê acesso a comunicação após uma hora do voo e alimentação após duas horas. Se a viagem só acontecer no dia seguinte, caso esteja fora de seu domicílio, tem direito também ao serviço de hospedagem e traslado de ida e volta ao aeroporto.

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Voom quer tornar mais comuns os voos de helicóptero. Foto: Divulgação

Livrar-se do trânsito pesado em São Paulo usando um helicóptero para se deslocar é uma alternativa restrita a poucas pessoas. Um novo serviço realizado em parceria com empresas de táxi aéreo pretende tornar essa opção mais “acessível”, mas ainda assim cara.

A Voom começou a operar em seis helipontos de São Paulo na última semana, oferecendo voos com preços entre R$ 400 e R$ 800. No ano passado, foi feito um teste de 30 dias, por meio do UberCOPTER. Segundo a empresa, milhares de reservas foram feitas, o que seria uma prova da demanda pelo serviço.

Três empresas de táxi aéreo são parceiras da plataforma atualmente. O pagamento é feito com cartão de crédito e não é possível parcelar. Os voos são operados de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

Seis regiões atendidas

Os locais atendidos hoje são os aeroportos de Guarulhos e Congonhas, o Campo de Marte, e as regiões do centro de São Paulo, do bairro do Morumbi e da avenida Brigadeiro Faria Lima.

No site, o cliente deve informar o endereço de onde iniciará a viagem e de onde vai finalizá-la. O serviço localiza os helipontos mais próximos dos endereços informados. A responsabilidade pelo deslocamento até o heliponto é de quem reserva o serviço. Pelo site, é possível reservar também o transporte terrestre com Cabify, 99 ou Uber.

Em uma simulação feita pelo Todos a Bordo para um voo entre a região da Faria Lima e o aeroporto de Guarulhos, nesta segunda-feira (10), o valor ficou em R$ 608 e o tempo estimado para deslocamento foi de 15 minutos.

Ao fazer a reserva, o passageiro precisa informar seu peso (o máximo é de 150kg). Também precisa informar quantas bagagens de mão (menos de 10kg) e despachadas (até 25kg) vai levar no voo. Para viajar com crianças ou agendar voos com antecedência, é preciso entrar em contato com a empresa.

Compartilhamento de helicóptero

O serviço aposta também no compartilhamento de helicópteros. As aeronaves podem ter até cinco assentos e a Voom quer que todos estejam ocupados sempre que possível. A empresa ainda está estudando como será feita a cobrança nos voos compartilhados.

Hoje, já é possível viajar na companhia de outros passageiros, mas o preço é determinado individualmente, no momento da reserva. Ao dividir o helicóptero com outra pessoa, o cliente terá de considerar também o tempo de eventuais paradas até seu destino final.

Rio de Janeiro e Belo Horizonte podem ser futuros mercados

A Voom é uma iniciativa do A3, empresa de tecnologia da fabricante de aviões Airbus. “A Voom é uma plataforma tecnológica que conecta operadores de táxi aéreo a passageiros que buscam este serviço”, diz Uma Subramanian, diretora da empresa.

A expectativa é ampliar o número de locais atendidos em São Paulo e, futuramente, atender outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Também há planos de chegar a outros países da América Latina, a Jacarta, na Indonésia, e a Los Angeles, nos Estados Unidos.

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