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Pior acidente da aviação mundial, com 583 mortos, completa 40 anos
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Colisão de dois Boeings 747 foi o acidente com o maior número de mortos (Foto: Domínio Público)

Por Vinícius Casagrande

No dia 27 de março de 1977, há exatos 40 anos, a aviação mundial presenciava o pior acidente de sua história, jamais superado até hoje. No aeroporto de Tenerife, na Espanha, dois aviões Boeing 747 se chocaram na pista de decolagem, deixando 583 mortos. Apenas 65 pessoas, entre passageiros e tripulantes, sobreviveram.

Os dois aviões que se envolveram no acidente pertenciam à companhia aérea holandesa KLM e à já extinta norte-americana Pan Am. Todos os sobreviventes estavam a bordo do Boeing da Pan Am.

Ameaça de bomba em Las Palmas

Os dois aviões não estavam previstos para pousar no aeroporto de Tenerife. Ambos tinham como destino final o aeroporto de Las Palmas, também na Espanha. Naquele dia, porém, uma ameaça de bomba em um dos terminais forçou as autoridades a suspender todas as operações no aeroporto local. Assim, os aviões tiveram de ser desviados para Tenerife.

Muitos aviões chegaram a ficar horas parados esperando a reabertura do aeroporto de Las Palmas. O aeroporto de Tenerife passou a viver um certo caos. Com um tráfego de aviões muito superior ao registrado normalmente, não havia espaço para estacionamento de todas as aeronaves. Assim, alguns aviões tiveram de ficar parados nas pistas de táxi, dificultando a circulação de outras aeronaves.

Baixa visibilidade e falha de comunicação

Já era o final da tarde quando os aviões começaram a receber autorização para decolar rumo a Las Palmas. Um novo imprevisto, no entanto, dificultava novamente as operações. Naquele momento, uma forte neblina cobria o aeroporto de Tenerife, reduzindo a visibilidade do pilotos e dos controladores de tráfego aéreo.

Apesar da dificuldade, o Boeing 747 da KLM foi autorizado a prosseguir até a cabeceira da pista e aguardar novas ordens. Instantes depois, o avião da Pan Am recebeu instruções para cruzar a pista e seguir a um ponto perto da cabeceira, já que seria um dos próximos a decolar.

Os pilotos da KLM, porém, não compreenderam a mensagem corretamente (provavelmente por conta da pronúncia ruim do inglês dos controladores espanhóis) e assim que chegaram à cabeceira da pista iniciaram o procedimento de decolagem. Com a baixa visibilidade, os pilotos não viram que havia outro Boeing 747 fazendo uma manobra.

Desespero no Boeing da Pan Am

Enquanto cruzavam a pista, os pilotos da Pan Am conseguiram perceber que as luzes do Boeing da KLM estavam se aproximando e tentaram acelerar para sair da pista antes da chegada do outro avião.

''Comecei a gritar para sairmos da pista e o capitão começou a virar o avião. Olhei para a minha janela, do lado direito, e vi ele decolando da pista. Então, fechei os olhos, me abaixei e, basicamente, fiz uma oração curta na esperança de que ele não nos atingisse'', afirmou o copiloto do Boeing da Pan Am, Robert Bragg, em uma entrevista à BBC no ano passado.

Nesse momento, o avião da KLM já atingia uma velocidade de 250 km/h. O choque foi inevitável.

''Quando ele nos atingiu foi uma batida muito curta. Nenhum barulho muito alto, nenhum chacoalhão forte. Eu pensei, 'graças a Deus, ele não nos acertou'. Então olhei para cima, para os controles de combate a incêndio, e foi quando eu notei que o teto do avião não estava mais lá'', disse.

Fuga do avião em chamas

O copiloto conseguiu saltar da cabine a uma altura de cerca de 12 metros do chão. A maioria dos passageiros sobreviventes saiu pela asa esquerda do avião e também teve de saltar. Somente os primeiros a sair do avião conseguiram se salvar, antes que o tanque central de combustível explodisse.

Após o impacto, o Boeing da KLM se despedaçou no chão e a fuselagem só parou totalmente cerca de 800 metros após o ponto de impacto.

Causas e consequências do acidente

As investigações apontaram diversas causas para o pior acidente da aviação mundial, e todas estão relacionadas a fatores humanos. As principais são falhas de comunicação entre os pilotos e o controle de tráfego aéreo, erros na pronúncia do inglês por parte dos controladores, cansaço dos pilotos e problemas de relacionamento entre os pilotos da KLM.

Depois do acidente, a aviação estabeleceu diversas mudanças nos procedimentos padrões. Os termos utilizados pelos controladores passaram a contar com uma fraseologia padrão em todo o mundo, há testes de inglês mais rigorosos e o treinamento para evitar conflitos dentro da cabine foi aprimorado.

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Maior avião do mundo, A380 estreia no Brasil com 1ª classe a R$ 57 mil
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Por Vinícius Casagrande

O maior avião de passageiros do mundo, o Airbus A380 inicia neste domingo (26) os voos diários para o Brasil. A chegada ao aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, está prevista para ocorrer às 16h30.

Logo após o pouso do gigante, é esperado o tradicional batismo do avião com jatos de água. O ritual é tradicional em todo o mundo quando uma nova companhia, rota ou avião inicia suas operações em um determinado aeroporto.

O A380 deve permanecer em solo por cerca de nove horas. O gigante deve decolar com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, à 1h25.

Uma passagem para o voo inagural do A380 custa R$ 2.840 na classe econômica, R$ 14.238 na executiva e R$ 28.468 na primeira classe. Os valores são somente para o trecho de ida. Para outras datas, os valores podem sofrer alterações.

Para viagens no mês de junho, com ida no dia 6 e retorno ao Brasil no dia 20, as passagens custam R$ 4.223 na classe econômica, R$ R$ 17.572 na executiva e R$ 56.920 na primeira classe.

Voos diários da Emirates com o Airbus A380 começam neste domingo (Foto: Divulgação)

Aumento de capacidade

O Airbus A380-800 da companhia aérea Emirates passa a operar a rota entre São Paulo e Dubai em substituição ao Boeing 777-300ER, utilizado na mesma rota por quase dez anos.

Com a mudança de avião, a Emirates aumentou a capacidade do voo em 137 assentos. O A380 poderá transportar 491 passageiros, divididos em três classes, sendo 14 nas suítes da primeira classe, 76 na executiva e 401 na econômica.

A entrada em serviço do maior avião de passageiros coincide com o encerramento das operações de outra companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos. Também neste domingo, a Etihad deixa de realizar os voos diários entre São Paulo e Abu Dhabi.

Embarque e desembarque será feito pelo portão 605 (Foto: Lucas Lima/UOL)

Reforma das pistas em Guarulhos

A operação do A380 só foi possível após uma série de reformas nas pistas do aeroporto de Guarulhos. Para que a operação do avião fosse viabilizada, as pistas de pouso e decolagem e de manobras em terra tiveram de ser alargadas em 15 metros, passando de 45 metros para 60 metros de largura.

Com as pistas mais estreitas, havia o risco de que os motores mais próximos às pontas das asas passassem sobre a área gramada, com o perigo de que detritos pudessem ser sugados para dentro dos motores. Com a nova largura, os motores ficam dentro da área pavimentada.

Durante o embarque e desembarque dos passageiros, serão utilizados dois fingers (túneis para passageiros) simultaneamente. O acesso de todos os passageiros deverá ser feito somente pelo piso inferior do avião. Um finger deve ser acoplado na porta dianteira, próxima ao nariz do avião, e o segundo na porta do meio, perto da asa.

Em 2015, a Emirates já havia feito um voo de testes com o A380 para o Brasil. Além de Guarulhos, o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, também já recebeu o avião. Durante os Jogos Olímpicos do ano passado, a Air France realizou um voo para buscar os atletas franceses. Apenas 13 companhias aéreas de todo o mundo voam com o A380, que tem preço de tabela de US$ 432,6 milhões (R$ 1,3 bilhão).

Emirates fará mudanças no bar a bordo do A380 (Foto: Divulgação)

Luxo a bordo

A Emirates foi eleita pelo ranking Skytrax World Airline Awards a melhor companhia aérea do mundo. Os passageiros que embarcarem no A380 da empresa em São Paulo poderão conferir alguns dos itens que levaram a companhia a ostentar esse título.

O A380 da Emirates é famoso pelo spa a bordo, com chuveiro para os clientes da primeira classe. Para aproveitar o espaço, os passageiros recebem um kit com uma linha exclusiva criada pela marca irlandesa Voya. São itens como xampu, condicionador, sabonete líquido, hidratante corporal e creme para as mãos, entre outros.

Recentemente, a companhia passou a oferecer novos mimos para os passageiros da primeira classe, como pijamas hidratantes. O tecido usado na fabricação da roupa libera um composto de algas marinhas que, de acordo com a aérea, minimiza a desidratação e estimula a circulação.

A empresa também planeja remodelar o lounge bar destinado a passageiros da primeira classe e da executiva. O espaço terá cortinas à prova de som separando o lounge das outras áreas do avião, além de cores mais claras e nova iluminação.

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Cobrança por comida em voos da Latam deve começar ainda neste semestre
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Alimentação distribuída pela Latam em voos internacionais. Foto: Divulgação

A Latam afirmou nesta quarta-feira (22) que deverá começar a cobrar por refeições em voos domésticos até o fim do primeiro semestre deste ano. O anúncio sobre a mudança havia sido feito no final do ano passado, quando a empresa disse que o novo sistema poderia resultar em uma redução de até 20% no preço das passagens até 2020.

Nesta quarta, a CEO da Latam Airlines Brasil, Claudia Sender, falou que a expectativa é de colocar os menus a bordo “até o final do primeiro semestre, começo do segundo semestre”.

A cobrança já foi implantada em outros mercados da Latam, como Colômbia e Peru. O Chile deverá ser o próximo país onde a mudança será feita. Nestes locais, os passageiros agora têm à disposição gratuitamente apenas água. O modelo deverá ser o mesmo no Brasil.

A aérea diz que os preços a serem cobrados pelos produtos no Brasil ''ainda estão em desenvolvimento''. Nos países onde o modelo, chamado Mercado Latam, já está funcionando, os preços não são divulgados pela página na internet, somente nos menus distribuídos a bordo.

Segundo Jerome Cadier, vice-presidente de marketing do grupo, o menu tem 50 itens, entre alimentos e bebidas, com algumas adaptações para o público local. No Brasil, por exemplo, os clientes poderão ter a opção de comprar brigadeiro.

Ao fazer a estimativa de redução da tarifa, a Latam menciona a passagem básica, sem os serviços que poderão ser acrescentados pelo passageiro. Esses serviços não se limitam aos lanches a bordo, incluindo ainda itens como reserva de assento, que poderá ser feita mediante o pagamento de uma taxa.

Dentre as mudanças anunciadas no ano passado, algumas já estão em vigor, como a pontuação diferente no programa de fidelidade de acordo com a tarifa escolhida pelo passageiro.

Enquanto a cobrança por alimento a bordo ganha força no Brasil, nos Estados Unidos, grandes companhias aéreas como Delta e American Airlines decidiram voltar a oferecer lanches de graça em alguns voos, como forma de fidelizar clientes.

Nos EUA, as aéreas cobram separadamente por diversos itens, incluindo bagagem despachada, assunto que tem sido muito debatido recentemente no Brasil.

A expectativa da Latam e de outras aéreas é pela liberação da cobrança no Brasil. Depois de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) permitir que o serviço fosse cobrado, uma liminar da justiça derrubou a autorização. A cobrança deveria ter entrado em vigor na semana passada.

“Há dois anos todos os órgãos e entidades estão sendo convidados para participar desse debate. Nos surpreende que, tão próximo da implantação, essa medida tenha sido suspensa. E só uma parte da medida, as outras continuam, com custos para a companhia aérea”, diz Claudia Sender.

Além da cobrança por bagagem despachada, as novas regras da Anac incluem prazos para reparar danos e indenizar clientes que tiveram a bagagem violada, indenização imediata ao viajante que não conseguir embarcar por overbooking, obrigatoriedade de divulgação do valor final da passagem, com todas as taxas já incluídas, entre outros pontos (veja no álbum abaixo).


Tempo de voo pode ter diferença de 2h na ida e na volta. Sabe por quê?
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Sentido e velocidade do vento pode alterar o tempo de voo na ida e na volta (Foto: Divulgação)

O voo mais longo do mundo, entre Auckland, na Nova Zelândia, e Doha, no Catar, tem duração prevista de 17h40. No sentido contrário, no entanto, a companhia aérea Qatar Airways prevê uma duração de “apenas” 16 horas. Apesar da diferença, a viagem utiliza a mesma rota e o mesmo avião para os voos de ida e volta.

O voo entre São Paulo e Joanesburgo, na África do Sul, também tem uma diferença considerável do tempo de voo na ida e volta. A companhia aérea South African prevê 8h25 no voo ida, enquanto a viagem de volta ao Brasil tem previsão de 10h30 de duração.

A diferença do tempo de voo na ida e na volta acontece por conta das características meteorológicas encontradas na rota, especialmente por conta da direção, sentido e velocidade dos ventos.

Quando o avião voa em sentido contrário ao vento, conhecido como vento de proa, o ar diminui a velocidade do avião em relação ao solo e a viagem fica mais lenta.

No entanto, quando o vento sopra no mesmo sentido do voo, chamado vento de cauda, ele exerce uma força adicional que aumenta a velocidade em relação ao solo. É como se o vento estivesse empurrando o avião.

Se a rota tiver predominantemente ventos laterais à trajetória do avião, o tempo de voo fica praticamente igual nos voos de ida e volta. A viagem entre São Paulo e Londres, na Inglaterra, tem previsão de 11h25, enquanto no retorno ao Brasil são 11h45.

Boeing 777 da Air Índia percorre 15,3 mil km entre Nova Déli e São Francisco (Imagem: Divulgação)

Mudança de rota

Na preparação para o voo, pilotos e outros profissionais das companhias aéreas estudam as condições meteorológicas da rota para avaliar a melhor altitude para se beneficiar dos ventos presentes na rota.

A predominância no sentido e velocidade do voos na atmosfera pode alterar até mesmo o caminho de um determinado voo. Foi exatamente por causa disso que, em outubro do ano passado, a Air India mudou completamente a rota do voo entre Nova Déli, na Índia, e São Francisco, nos Estados Unidos.

Inicialmente, a companhia fazia a rota sobrevoando o Oceano Atlântico, mas passou a fazer o trajeto pelo lado oposto, no sentido do Oceano Pacífico. A mudança fez a distância percorrida pelo voo aumentar em 1.400 km, chegando a um total de 15,3 mil km voados. A nova rota ganhou o título de mais longo do mundo em termos de distância percorrida.

Apesar do aumento na distância percorrida, o voo ficou duas horas mais rápido. Quando sobrevoava o Atlântico, o avião enfrentava ventos de frente que diminuíam a velocidade em relação ao solo, em média, em 25 km/h.

Na rota pelo Pacífico, os ventos são mais fortes e seguem na mesma direção do voo. Com isso, o avião é empurrado pelos ventos e a velocidade em relação ao solo aumenta, em média, em 140 km/h.

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Aeroportos do país devem adotar fila rápida para passageiro pré-selecionado
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Foto: Getty Images

Alguns passageiros deverão gastar menos tempo para passar pelas barreiras de segurança antes de embarcar em voos domésticos no Brasil. A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) está trabalhando junto com autoridades brasileiras para implantar um sistema de filas separadas em aeroportos destinadas a passageiros pré-avaliados que poderão passar pelo raio X de forma mais rápida.

A ideia é inspirada no sistema utilizado nos Estados Unidos, onde passageiros são dispensados, por exemplo, de tirar o cinto, os sapatos ou o casaco, ou tirar o computador da mala. No Brasil, a medida deverá ter como principal alvo, inicialmente, viajantes a negócios. Algumas rotas, como São Paulo-Rio de Janeiro ou São Paulo-Brasília devem ter maior demanda pelo modelo.

As exigências para que um passageiro seja selecionado para passar mais rápido pela segurança serão definidas pela Polícia Federal. A Iata diz que ainda não há prazo para implantação da mudança, uma vez que o processo ainda está em estágio inicial e o tempo para que seja experimentado pelos passageiros vai depender do que for estabelecido pelas autoridades nacionais.

''O processo vai levar algum tempo, porque as autoridades terão de definir em quais aeroportos isso é aplicável, quais podem colocar a infraestrutura em funcionamento rapidamente, e depois será preciso começar a convidar os clientes a se inscrever. Certamente não é uma coisa de curto prazo, vai levar algum tempo para o programa estar em funcionamento, mas o governo está realmente interessado em melhorar o sistema para o passageiro e, ao mesmo tempo, aumentar a segurança nos aeroportos'', diz Peter Cerda, vice-presidente da Iata para as Américas.

Para a Iata, o procedimento de fila rápida também beneficia a segurança nos aeroportos porque descongestiona a área de segurança. Ao criar uma fila exclusiva para viajantes pré-selecionados, o objetivo é que também a fila comum diminua.

Ainda sobre o tempo que deverá levar até que a fila rápida esteja presente nos principais aeroportos do país, Cerda aponta uma questão que pode ser levantada durante o processo. “Nos Estados Unidos, é feita uma checagem de antecedentes dos passageiros. Para que isso seja feito no Brasil, pode ser necessário ou não mudar alguma lei”.

Outras adaptações necessárias envolvem a tecnologia para verificação de documentos, além da questão logística de separar os grupos de passageiros e destinar equipes de funcionários para o atendimento separado.

Como funciona nos EUA

Nos Estados Unidos, quem quer entrar para o sistema conhecido como TSA PreCheck precisa preencher uma solicitação pela internet, pagar uma taxa de US$ 85 (cerca de R$ 260) e agendar uma entrevista. Na entrevista, é feita a verificação de antecedentes, e as digitais do passageiro são recolhidas.

Se for considerado de risco baixo e, portanto, qualificado para a fila rápida, o viajante passa a ter um indicador desta condição acrescentado ao código de barras do cartão de embarque.

Condutas como interferir nas operações de segurança, apresentar documentação falsa ou carregar objetos proibidos podem levar o passageiro a ser desclassificado do programa.

Na prática, os passageiros nos EUA demoram menos de 5 minutos para passar pelos procedimentos de segurança quando fazem parte do sistema rápido, segundo o órgão responsável pela segurança no transporte. Em um período de grande movimento nos aeroportos norte-americanos, no início de julho de 2014, o órgão afirmou que os passageiros que estavam na fila normal demoravam o dobro desse tempo para passar pelo raio X. A Iata considera que a tempo de espera na fila rápida também deverá ficar abaixo de 5 minutos depois que o sistema for implantado no Brasil.

E o programa deve crescer com o passar dos anos. Nos Estados Unidos, inicialmente apenas as companhias aéreas norte-americanas podiam participar do programa. Hoje são 30 empresas, incluindo estrangeiras. O benefício, que antes era destinado somente a viajantes 'vip', atualmente tem mais de 4 milhões de pessoas selecionadas — a meta das autoridades é atingir 25 milhões. Mais de 180 aeroportos nos EUA operam com o sistema de fila rápida.

(Claudia Andrade)

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Primeiro combate aéreo dos EUA foi para caçar revolucionário estrangeiro
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Oito aviões Curtiss JN-3 foram utilizados na ''expedição punitiva'' (Foto: Biblioteca do Congresso)

A primeira missão de combate aéreo da história dos Estados Unidos aconteceu no dia 19 de março de 1916 e foi uma caçada a um revolucionário estrangeiro. Era um domingo à tarde quando oito aviões biplanos Curtiss JN-3 decolaram da base militar de Columbus, no Estado do Novo México, para uma caçada ao líder revolucionário mexicano Francisco Pancho Villa.

O Primeiro Esquadrão Aéreo, também conhecido como Primeiro Esquadrão de Reconhecimento, havia sido criado três anos antes por ordens do então presidente William Taft. Até então, os aviões eram utilizados somente para treinamento e missões de reconhecimento e entrega de mensagens.

A primeira missão militar foi determinada depois de Pancho Villa entrar no território norte-americano e atacar a cidade de Columbus. A ação deixou 18 americanos mortos. No confronto, os militares dos Estados Unidos mataram cerca de 70 homens do bando de Pancho Villa. O líder revolucionário, no entanto, conseguiu escapar e fugir de volta para o México.

Foi, então, que o presidente norte-americano Woodrow Wilson resolveu colocar o esquadrão aéreo em ação. Chamada de “expedição punitiva”, a primeira missão de combate aéreo dos Estados Unidos tinha como objetivo capturar Pancho Villa vivo ou morto.

Pane após a decolagem

A missão aérea teve início em 19 de março de 1916 e enfrentou problemas logo nos primeiros minutos. Instantes após a decolagem dos oito aviões Curtiss JN-3, uma das aeronaves apresentou problemas no motor e teve de retornar à base em Columbus.

Os problemas mecânicos, aliás, eram uma constante. Após um mês da “expedição punitiva”, apenas dois aviões permaneciam em atividade. E, ainda assim, não conseguiam cumprir com êxito a missão para a qual haviam sido designados.

Aviões sofriam panes constantes durante a missão militar (Foto: Biblioteca do Congresso)

Baixa altitude de voo

Pioneiros, os aviões Curtiss JN-3 tinham diversas limitações operacionais. O principal problema para a caçada a Pancho Villa, no entanto, estava na altitude máxima de voo, que não era suficiente para que os aviões pudessem sobrevoar as diversas montanhas da região. Era exatamente no alto de um desses picos montanhosos, a Sierra Madre, que Pancho Villa se escondia.

As más condições do clima e os ventos fortes dificultavam ainda mais a missão para os Curtiss JN-3. A situação era tão crítica que o capitão do Primeiro Esquadrão Aéreo norte-americano, E.B. Foulois, chegou a afirmar que “nossos aviadores estão encontrando diariamente condições que nenhum piloto jamais enfrentou”.

Apesar das dificuldades, a “expedição punitiva” prosseguiu com apoio aéreo durante quase um ano, mas os pilotos norte-americanos nunca encontraram o paradeiro de Pancho Villa. O revolucionário foi morto em uma emboscada em 23 de julho de 1923.

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Passageiro educado ao telefone pode ganhar assento mais espaçoso em aviões
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Foto: Getty Images

Uma companhia aérea do Reino Unido encontrou uma forma inusitada de fazer uma promoção. Com o objetivo declarado de promover valores como cortesia e respeito, a Monarch Airlines afirma que vai melhorar o voo de seus passageiros mais gentis.

Funciona assim: clientes que forem ''especialmente legais'' com a equipe de atendentes da empresa poderão ser colocados em um assento mais espaçoso ou ter prioridade no embarque sem ter de pagar por isso.

A aérea cobra 3 libras (cerca de R$ 11) pelo embarque prioritário. A taxa pela poltrona com espaço extra varia de 4,99 libras (R$ 19) a 34,99 libras (R$ 133,50).

Mas tem um detalhe importante: só poderão ser presenteados os clientes que fizerem suas reservas pelo call center, e este serviço custa 7,50 libras (R$ 28), por passageiro, por trecho. Quem faz a compra pela internet não precisa pagar esta taxa.

Segundo a empresa, cada funcionário do serviço de atendimento terá dez ‘mimos’ para distribuir por semana. A Monarch afirma que a escolha de quem receberá o upgrade ficará inteiramente a critério da equipe. O cliente deverá ser informado se recebeu o presente no final da chamada telefônica.

Todas as pessoas incluídas em uma mesma reserva serão contempladas. No caso do assento mais amplo, a premiação dependerá obviamente da disponibilidade nos voos.

“Nós somos frequentemente descritos como a companhia aérea mais legal e sentimos orgulho disso. Nossa equipe de serviços ao cliente já é gentil – agora ela pode recompensar aqueles que também são amáveis com eles”, diz o chefe de operações da aérea, Nils Christy.

Campanha

Para promover o que está chamando de algo como ‘Ano da Gentileza’, a Monarch também encomendou um estudo independente à Goldsmiths University, de Londres, para analisar a relação entre o quanto uma pessoa é gentil e seus níveis de felicidade, sucesso, saúde e bem-estar.

O estudo envolveu 100 pessoas, incluindo funcionários da empresa aérea escolhidos de forma aleatória. Os participantes tiveram de responder perguntas sobre o quão gentis, saudáveis, felizes ou estressados se consideravam.

Alguns participantes também foram submetidos a testes nos quais tiveram de desempenhar uma atividade em meio a situações de estresse. Os resultados indicaram que os funcionários da aérea tiveram um desempenho melhor em quesitos como empatia e altruísmo, e demonstraram alto grau de tolerância ao estresse.

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Aéreas voltam atrás e terão refeição grátis na classe econômica –nos EUA
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American Airlines oferecerá lanches de graça em duas rotas nos EUA a partir de maio. Foto: divulgação

As companhias aéreas nos Estados Unidos estão querendo atrair passageiros pelo estômago. Para tentar superar a concorrência – ou pelo menos brigar em condições semelhantes –, algumas empresas estão retomando a prática de oferecer lanches de graça a bordo.

A American Airlines anunciou esta semana que o serviço de comida grátis para a classe econômica será retomado a partir de maio. A decisão ocorre depois de a Delta Air Lines ter voltado a servir lanches de graça a bordo este mês.

A United Airlines é a única grande aérea norte-americana que continua cobrando pela comida.

“Oferecer refeições de cortesia na classe econômica é outro passo que estamos tomando para melhorar nosso serviço neste mercado competitivo”, disse o vice-presidente de marketing global da American Airlines, Fernand Fernandez.

A cortesia, no entanto, será oferecida somente nos voos entre Los Angeles e Nova York, e entre San Francisco e Nova York.

A Delta também liberou a alimentação gratuita apenas em algumas rotas de longa distância nos Estados Unidos.

Entre as opções que estarão disponíveis a partir de maio para quem viajar pela American Airlines, dependendo da duração do voo, estão sanduíches ou wraps, batata frita, fruta e queijo. Atualmente, a aérea serve sem cobrar, em alguns voos, petiscos como mini pretzels e bebidas não alcoólicas. Lanches maiores, refeições e bebidas alcoólicas podem ser comprados.

No Brasil

No final de 2016, a Latam anunciou que implantaria este ano um novo sistema de venda de passagens em voos domésticos prevendo a cobrança da alimentação a bordo. Até mesmo a água poderia ser cobrada, afirmou a empresa à época.

Nos voos nacionais, as aéreas geralmente servem salgadinhos e pequenos lanches, além de bebidas, sem custo adicional para os passageiros. Em alguns casos, como o da Gol, é possível encontrar opções mais variadas no menu – pagando por isso.

A grande discussão no Brasil neste momento gira em torno da cobrança por malas despachadas. As aéreas até já definiram quanto e como vão cobrar pelo serviço, mas uma liminar da justiça suspendeu a cobrança que estaria liberada a partir desta terça (14). O governo federal tenta derrubar a decisão.

Cobrança de extras

Nos Estados Unidos, apesar de usar a comida grátis como um atrativo para fidelizar o cliente, as aéreas cobram por vários outros itens, como bagagem despachada e até a bagagem de mão.

A mesma American Airlines adotou recentemente a chamada tarifa econômica “básica”, que não permite ao passageiro nem mesmo colocar uma mochila no compartimento acima das poltronas.

A United também disse que vai adotar a nova classe tarifária, e já aponta em sua página na internet as dimensões máximas permitidas para a bagagem de mão – a ser colocada embaixo do assento da frente.

A Delta já tem uma classe econômica “básica” desde 2015, que não tem tantas restrições em relação a malas, mas que limita a escolha de assentos.

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Voo cancelado por neve? Veja como se informar e garantir seus direitos
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Neve cancelou voos no nordeste dos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

A nevasca que atingiu o nordeste dos Estados Unidos no início da semana gerou transtornos para os brasileiros com voos marcados para Nova York e outras cidades da região. Estima-se que tenham sido cancelados cerca de 9.000 voos por conta das más condições climáticas.

No Brasil, foram afetados os voos com destino a Nova York partindo de São Paulo e Rio de Janeiro. A maior parte dos cancelamentos ocorreu na segunda-feira (13) nos voos saindo do Brasil com destino a Nova York. No sentido contrário, os cancelamentos ocorreram na terça-feira (14).

Segundo as quatro companhias aéreas que operam voos nessa rota, as condições climáticas em Nova York já estão melhores e todos os voos desta quarta-feira, de ambos os sentidos, estão programados para saírem no horário.

No entanto, as empresas orientam os passageiros a confirmar as informações com a companhia aéreas antes de se dirigir ao aeroporto.

Voos de conexão

Os passageiros também enfrentam problemas nos voos internos nos Estados Unidos. Os voos do Brasil para Miami, por exemplo, não foram afetados. No entanto, se em Miami o passageiro for embarcar em um outro voo para alguma cidade no nordeste do país, pode ser que enfrente problemas com o cancelamento dos voos domésticos.

As companhias aéreas divulgaram uma lista de cidade que enfrentam problemas por conta da nevasca desta semana. Caso alguma delas seja o seu destino final, o passageiro poderá remarcar o bilhete gratuitamente ou solicitar o reembolso.

Para evitar transtornos, as companhias orientam o passageiros a verificar com as condições de todos os aeroportos pelos quais ele passará durante a viagem.

Remarcação grátis

Os passageiros afetados com os cancelamentos de voo podem solicitar a remarcação grátis da viagem ou até mesmo pedir o reembolso dos valores pagos. Cada companhia aérea, no entanto, adota regras próprias. Elas valem mesmo se o problema ocorreu em um voo de conexão, já nos Estados Unidos.

Latam

A Latam afirmou que “está entrando em contato com os passageiros afetados e monitorando constantemente as condições meteorológicas”.

A empresa cancelou o voo 8080 de São Paulo a Nova York na segunda-feira e o voo 8081 de Nova York a São Paulo na terça-feira.

A companhia solicita aos passageiros com viagens desde ou para a cidade de Nova York que verifiquem a situação de seus voos por meio do serviço Status de Voos, disponível no site, onde encontrarão informações atualizadas.

— Os passageiros afetados pelos cancelamentos poderão escolher entre uma das seguintes opções de viagem, sem a incidência de multas.

— Adiar a viagem em até 15 dias, com base na data do voo original

— Optar por outro destino sem multa, porém pagando a diferença de tarifas correspondente.

— Solicitar a devolução sem multa, independentemente das normas referentes à tarifa.

United Airlines

A companhia United Airlines teve dois voos cancelados. O voo 148 de São Paulo a Nova York na segunda-feira e o voo 149 de Nova York a São Paulo na terça-feira.

Mesmo passageiros com voos em outras datas poderão solicitar alteração da reserva sem custo para novos voos que decolem até 17 de março, desde que sejam remarcados para a mesma classe de tarifa e entre as mesmas cidades da passagem original.​​

A mudança só é permitida para passageiros com voos previstos entre os dias 12 e 15 de março para Chicago e voos previstos entre os dias 14 e 15 de março para Nova York, Boston, Cleveland e outras cidade (veja a lista completa aqui).

A previsão para os próximos voos pode ser consultada aqui.

American Airlines

A American Airlines foi a companhia com mais voos cancelados. No total, foram três:

— 950 de São Paulo a Nova York na segunda-feira

— 974 do Rio de Janeiro a Nova York  na segunda-feira

— 951 de Nova York a São Paulo na terça-feira

Os passageiros afetados poderão remarcar as passagens sem custo nas seguintes condições:

— Se tiver comprado seu bilhete até 10 de março de 2017 (12 de março no caso de voos para Chicago)

— Se tiver uma viagem programada entre 14 e 15 de março de 2017 (de 12 a 15 de março no caso de voos para Chicago)

— Se puder viajar entre 12 e 17 de março de 2017

— Não alterar a cidade de origem ou destino

— Fizer a reserva novamente na mesma classe ou pagar a diferença

— A lista completa de cidades afetadas pode ser acessada aqui

— A previsão para os próximos voos pode ser consultada aqui, na aba Status de voo.

Delta

A companhia aérea Delta foi a única que não cancelou voos com saída ou chegada ao Brasil  por conta da nevasca em Nova York. O maior transtorno aconteceu no voo 472 de segunda-feira entre São Paulo e Nova York. O voo decolou com quase 9 horas de atraso. No sentido contrário, não houve problemas.

O mais provável é que no horário de decolagem dos voos da Delta, a tempestade ainda não havia chegado a Nova York.

A previsão para os próximos voos pode ser consultada aqui.

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Este aeroporto é pentacampeão no ranking de melhores do mundo; conheça
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Todos a Bordo

Terminal 3 do aeroporto de Changi, em Cingapura. Foto: TommL/Getty Images

Pelo quinto ano consecutivo, o aeroporto de Changi, em Cingapura, foi eleito o melhor do mundo pelo “Oscar” da aviação, o Skytrax World Airports Awards.

Entre os dez melhores do ranking, cinco ficam na Ásia e quatro, na Europa. O Brasil não tem nenhum representante entre os 100 primeiros colocados.

Aeroportos brasileiros só aparecem em uma lista separada dos melhores da América do Sul. O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, está em quinto lugar nesta lista. O aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, aparece na sétima posição e o de Congonhas, também em São Paulo, na nona colocação.

O melhor aeroporto da América do Sul, pela pesquisa, é o El Dorado, de Bogotá, na Colômbia, que ocupa o 42º lugar no ranking geral.

Cinema e jardim

'Jardim Encantado', uma das atrações para os passageiros no aeroporto Changi. Foto: maislam/Getty Images

O agora pentacampeão aeroporto de Cingapura é famoso pelas várias opções de lazer oferecidas aos viajantes, que incluem cinema, spa, jardins e espaço para dormir.

Mais de 100 companhias aéreas oferecem voos para 380 cidades do mundo a partir de Changi. Em 2016, o aeroporto atendeu 58,7 milhões de passageiros.

Ao receber o prêmio, o CEO do grupo que administra o aeroporto, Lee Seow Hiang, afirmou que as instalações estão sendo ampliadas para atender mais passageiros nos próximos anos, mas disse que o objetivo é trabalhar com os parceiros para melhorar a experiência do viajante.

Aeroporto de Changi, em Cingapura. Foto: ronniechua/Getty Images

Pesquisa

A lista dos melhores aeroportos de 2017 foi feita com base em 13,82 milhões de questionários preenchidos por passageiros de 105 nacionalidades. A pesquisa foi feita entre julho de 2016 e fevereiro de 2017, em 550 aeroportos do mundo todo. Foram avaliados itens como serviço de check-in, serviço de imigração, lojas, segurança, transporte.

Veja os 10 melhores aeroportos:

1º Changi, Cingapura

2º Tóquio (Haneda), Japão

Aeroporto de Tóquio (Haneda). Foto: Bennewitz/Getty Images

3º Incheon, Coreia do Sul

Aeroporto de Incheon, em Seul, Coreia do Sul. Foto: Getty Images

4º Munique, Alemanha

Aeroporto de Munique, na Alemanha. Foto: mthaler/Getty Images

5º Hong Kong

Aeroporto de Hong Kong. Foto: LeeYiuTung/Getty Images

6º Hamad, Doha, Catar

7º Nagoya, Japão

Aeroporto de Nagoya (Chubu Centrair). Foto: Getty Images

8º Zurique, Suíça

9º Heathrow, Londres, Reino Unido

10º Frankfurt, Alemanha

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